Filme, livro, nostalgia, Sem categoria

Resenha: Labirinto

 

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Título: Labirinto
Autor: Jim Henson
Editora: Darkside
Ano:2016

Nem todo filme é baseado num livro. Às vezes acontece o contrário, como o caso do livro “Labirinto” lançado no Brasil ano passado (2016). Ele conta a história em detalhes do filme homônimo estrelado por ninguém menos que David Bowie.

Para quem não lembra, Labirinto é a história da Sarah, uma menina de quinze anos que adora teatro e odeia a madrasta e seu meio irmão Toby. Ela se sente injustiçada e pede que o rei dos duendes (Jareth) leve o bebê embora. O problema é que o personagem não era apenas de papel e tinta como na sua peça de teatro e acaba roubando mesmo a criança.

Arrependida, Sarah vai para o reino dos duendes passar por inúmeras provas para resgatar seu irmãozinho e aprender a enxergar a realidade do mundo real por outro ângulo que não seja o do seu umbigo.

Não observei grandes mudanças na versão do livro. É claro que ficamos sabendo mais sobre o universo da jovem Sarah, como sua ligação com a mãe que a abandonou e a transferência da sua raiva para a pobre mulher atual do marido, mas seria mais um acréscimo do que uma mudança no roteiro.

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Jareth e Sarah por mim: Leskinha Lemos.

 

Gostei de saber também sobre o rei dos Duendes, pois como o narrador é onisciente, ele sabe o que se passa na cabeça de todos e pude confirmar que Jareth era super afim da Sarah e o que ele fez foi na verdade o jeito dele (um bocado torto) de demonstrar que se importava com a garota. Você leitor atento provavelmente vai achar que eu sou muito tonta por não ter percebido isso, e provavelmente está certo (risos), mas creia-me: eu ri da minha mãe quando ela disse que suspeitava disso e que entendia porque ele devia se sentir muito solitário por ter apenas um bando de duendezinhos idiotas a seu serviço (outra coisa que o livro confirmou).

Acho que qualquer dia vou reler essa história que eu adoro porque da primeira vez estava passando por um longo período de insônia e acredito que possa ter deixado passar alguma coisa. É claro que o livro tem outros atrativos como o cheirinho de manteiga nas páginas que é bastante convidativo e as ilustrações bacanas de Brian Froud, mas sou apaixonada por essa história que minha mãe me recomendou e se não tivesse nada disso ía adorar de qualquer jeito.20170126_114007

E você? Conhece essa história?

Não? Então fica aí a dica para vocês!

Um abraço, Aleska Lemos.

 

Filme

Um Olhar do Paraíso

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Este é um dos filmes que mais marcou a minha vida, a ponto de arriscar ao dizer que se tornou um dos meus favoritos e indico sempre que posso. Sendo assim, nada mais justo compartilhar com vocês sobre ele aqui no blog e explicar o porque desse filme ser tão único e carregado de reflexões que não deveriam passar despercebidas.

Uma adaptação do livro de Alice Sebold e dirigido por Peter Jackson, Um Olhar Do Paraíso trata-se da linda e trágica história de Susie Salmon, uma adolescente de 14 anos que é brutalmente assassinada na volta da escola, no dia 6 de dezembro de 1973 em Norristown, Pensilvania. Susie tem uma vida normal com seus pais e sua irmã e, como toda adolescente, tem o sonho de beijar o menino da escola por quem está perdidamente apaixonada. Porém, esse e muitos outros sonhos são bruscamente interrompidos pelo seu assassino que sempre esteve mais próximo do que poderia imaginar, calculando friamente cada detalhe do crime.

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As buscas pelo paradeiro de Susie começam assim que a família percebe a sua demora para chegar em casa  e entram em total desespero a fim de encontrar pistas pelo bairro. Seus pais, Jack e Abigail, demoram para aceitar o ocorrido, mesmo depois dos policiais encontrarem vestígios que indicariam a morte da menina.

Toda a história é contada pela própria Susie, que depois de todo o acontecimento, se encontra no “horizonte azul” que está entre os dois mundos, o céu e a terra. É neste local que a menina consegue ver todos que a amam sentirem a sua falta e a todo instante tenta tranquilizá-los de que está bem. Seu pai entre os membros da família era o mais próximo e também quem mais a preocupava.

Eu ainda estava com ele.
Eu não estava perdida.
Nem congelada ou morta.
Estava viva…
Viva no meu próprio mundo perfeito.

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Todo o filme é conduzido pela emoção e pelo drama envolvendo todas as inúmeras possibilidades da vida de Susie, que se encontra no dilema entre seguir em frente, rumo ao paraíso, ou alimentar a sede de vingança com o desejo de justiça.

Um Olhar do Paraíso é de longe um filme bastante imaginativo, espiritual, que nos traz muitas reflexões do pós morte. É uma mistura de suspense, terror, drama e romance: torna-se um convite atraente para o espectador se envolver e imergir no mundo de Susie Salmon.

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O link do trailer está disponível abaixo: 

Um Olhar Do Paraíso Trailer Legendado

Elenco: Saoirse Ronan: Susie Salmon; Mark Wahlberg: Jack Salmon; Stanley Tucci: George Harvey; Rachel Weisz: Abigail Salmon; Susan Saradon: Avó da Susie; Rose Mclver: Lindsey Salmon; Reece Ritchie: Ray Singh e Michael Imperiolli: Len Fenerman.

Thatiana Napolitano

livro

Resenha: Uma Noite Como Esta – Julia Quinn

 

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Título: Uma Noite Como Esta

Ano: 2017

Editora: Arqueiro

Autor: Julia Quinn

Número de Páginas: 267

Uma Noite Como Esta” conta a história de Daniel Smythe-Smith, que é citado no primeiro livro da série, “Simplesmente o Paraíso, e só aparece no final do livro, travando uma briga com seu melhor amigo a fim de defender a sua irmã Honória. Após um jogo de cartas regado a vinhos que acabou em um duelo contra Hugh Prentice, Daniel precisou sair do país, vivendo no exílio por 3 anos. Prentice procura Daniel para dar a notícia de que ele poderá voltar para Londres com tranquilidade. E assim, Daniel volta para casa ansioso para reencontrar seus familiares e chega no momento exato do concerto da família, ficando feliz em ver suas primas, mas se depara com uma  bela desconhecida ao piano, despertando nele interesse.

Anne Wynter, pode ser que esse não seja o seu nome, pode não ser quem diz que é, mas é uma jovem governanta das primas de Daniel, Harriet, Elizabeth e Frances, personagens que com o avançar da leitura vão ganhando destaque e vão nos conquistando. Anne é uma jovem muito bonita que se mantém recuada sempre que perguntam sobre sua família, sobre seu passado, fazendo-a com que tenha momentos de ausência, aumentando ainda mais a desconfiança de quem a cerca.

Wynter precisou amadurecer quando se deixou levar pelo sentimento e foi enganada, e com isso, sempre que alguém se aproxima dela, ela recua, se fecha para não se machucar, mas o amor não escolhe hora para chegar, muito menos classe social. Anne terá que decidir se dá chance ao amor e por consequência colocar o seu amado a correr riscos que o passado dela traz ou o protege se afastando.

Daniel e Anne são um casal apaixonante, apesar de ter momentos em que Daniel parece forçar um beijo ou qualquer toque com Anne. O seu personagem me encantou com o seu amadurecimento e esclarecimento do que quer para si e de seus sentimentos por Anne, nunca negando esforços para ter sua amada perto de si e protegida.

Não precisava ser o primeiro, percebeu. Precisava apenas ser o último.

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O segundo livro da série Quarteto Smythe-Smith, me fisgou de um jeito encantador, acredito que esse foi o livro da Julia Quinn que mais me envolveu, foi a história que eu mais vibrei e a cada página o clímax aumentava me fazendo sentir emoção, tensão e por vezes angustiada esperando o desfecho de alguns acontecimentos.

Julia Quinn como sempre, enfatiza as características mais fortes de seus personagens e nesse livro não foi diferente. Os detalhes da personalidade dos personagens foram bem destacados, nos deixando bem íntimos de Anne e Daniel. Os diálogos são inteligentes e cheios de humor. Eu adorei o primeiro livro, mas esse eu achei melhor e estou ansiosa para ler os próximos. É uma série deliciosa, leve, envolvente e nos apaixona, nos deixando querer viver mais aqueles personagens quando o livro acaba, pois nos deixam com saudade, com aquele gostinho de quero mais.

 Thaisa Napolitano

Filme

Comentário sobre Hugo Cabret

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Anos atrás assisti “A invenção de Hugo Cabret”. Até que gostei, apesar de ter aquele jeito meio batido de se contar histórias, com vários clichês e modismos de Hollywood. Se o filme fosse apenas isso, teria sido um pé no saco, mas ele tinha um quê diferente na narrativa. Bom, na verdade acho que ela é meio híbrida, meio americana e meio afrancesada. Vou explicar o meu ponto:
Desde que vi O fabuloso destino de Amélie Poulain, associo o cinema francês com a simplicidade da vida cotidiana. As pessoas são pobres, mas não estão doidas para subir na hierarquia social. Talvez não sejam sempre tão felizes com o que tem, mas as atitudes que tomam para melhorar, não são tão necessariamente materialistas. Às vezes, o que falta para ser feliz é ter uma família, ou um grande amor. Pra mim isso é o paraíso, pois a necessidade de sempre adquirir alguma coisa me torna tremendamente infeliz. Seja nos filmes, seja na vida real. Porém, o que isso tem a ver com Hugo Cabret? Bom, por incrível que pareça, eu acho, que como a história se passa em Paris, Martin Scorcese resolveu contá-la com o espírito francês, apesar de a técnica utilizada ser tremendamente americana. Na minha opinião, essa mistura fez valer a pena assistir ao filme.
Além disso, minha atenção foi despertada para outro apelo que o filme traz: mostrar que o gênero fantasia não é pura besteira. A parte que isso fica mais claro, e que é a mais bonita para mim, é a da homenagem ao senhor Méliès no cinema. Quando ele discursa, diz que vê as pessoas como elas realmente são: como magos, sereias e aventureiros. A idéia que ele quis passar (eu acho), é que somos aquilo que pensamos ser, e nossos sonhos são parte da nossa personalidade. Infelizmente, não temos a chance de mostrá-la, porque é a parte mais sensível de nós, e a regra da sociedade é a auto-defesa, pois vivemos numa “selva” e obedecemos a uma “cadeia alimentar”. Quando vamos ao cinema ver um filme de ficção, resgatamos esse nosso eu super-protegido, e guardado tão profundamente, que é esquecido no dia a dia.
Se essa for mesmo sua função, eu adoraria trabalhar com a ficção. Achei lindo ser profissional em lembrar as pessoas de quem são. Há algum tempo acho que a realidade nos endurece e nos faz esquecer da nossa criança interior. No entanto, o acaso sempre deixa disponível a cura para cada ferida como os bolinhos de Alice (no país das maravilhas) que surgem do nada em cima da mesa. Adorei descobrir que as narrativas fantásticas são um tipo de remédio para os males do coração. Quer dizer, sempre foram para mim, mas não sabia que eram para outras pessoas também.
Sem categoria

Homenagem para as mães

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Hoje é dia das mães, mas quem não concorda que dia das mãe é todo dia?

Nós, Aventureiras Literárias, queremos homenagear essas lindas mulheres que nos deram a vida. Que passaram noites e noites acordadas com seus filhos grudados em seu peito, e no dia seguinte estavam de pé dando toda atenção e carinho. Que vibrou com o nosso primeiro balbuciar, nosso primeiro sorriso, nossos primeiros dentinhos e com os nossos primeiros passos. Nossa homenagem é para aquela que sempre pediu proteção para seus filhos saírem e voltarem da rua são e salvos. Queremos homenagear a todas as mães que estavam com os seus filhos desde o primeiro abrir de olhos até o fechar para encerrar  um dia, que não se cansou dos nossos choros, gritos e risos. Estando do nosso lado em todos os momentos. Mãe é aquela que abraça a nossa causa, é aquela que puxa a nossa orelha, e que a cada tombo nosso, a dor sempre dói mais nela do que na gente. E as nossas conquistas se tornam delas. Queremos homenagear as guerreiras que enfrentaram sol e chuva, para dar do bom e do melhor para os seus filhos. Essas mães que nunca abaixaram a cabeça e que tem o coração destruído quando o nosso também foi, mas mesmo assim se mostram fortes para que possamos nos apoiar nelas. Queremos homenagear também as mães que prevêem o futuro, que sempre sabem quais “amigos” são ideais para a gente, que sempre sabem quando vai fazer frio e quando vai chover. Queremos lembrar dos momentos das pesquisas de escolas que elas fizeram com a gente, os recortes e colagens, a redação que não sabíamos direito sobre o que escrever, e até aquele exercício “impossível” de matemática ela soube resolver, mesmo sem saber como chegou ao resultado certo. E mesmo a gente avisando na hora de dormir que tinha dever de casa, ela não deixava de dar suas broncas e logo depois de nos ajudar a fazer o dever porque valia nota. Queremos homenagear as mães super heroínas, que na hora do almoço do trabalho, saíam correndo para nos buscar na escola e nos deixar no vizinho, ou nos buscar no vizinho para nos levar para a escola. Queremos relembrar com carinho, os momentos em que as nossas mães nos levavam para as aulas de música, balé, inglês, capoeira, teatro e ficava babando com as outras mães sobre os seus filhos super perfeitos.
Mãe é amor, é pureza, é a mulher maravilha, é leoa, é perfeita em suas imperfeições. Que possamos lembrar dos momentos junto a ela com alegria e gratidão, e sempre que pudermos abraçá-las e beijá-las devemos aproveitar tal momento.

Essa é a nossa homenagem para as mães, e dedicamos especialmente para Rita, mãe da aventureira Aleska e para Maria Napolitano, mãe das aventureiras Thaisa e Thatiana, que está participando ativamente na construção do blog, na montagem das fotos e tem nos acompanhado e nos representado nos eventos literários.
Esse texto é só uma pequena demonstração do amor que sentimos por elas e uma forma de agradecer por sermos o que somos hoje por causa delas.

Feliz dia das Mães!

Thaisa Napolitano

livro

Resenha: Simplesmente o Paraíso – Julia Quinn

 

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Título: Simplesmente o Paraíso

Ano: 2017

Editora: Arqueiro

Autor: Julia Quinn

Número de Páginas: 272

O primeiro livro do Quarteto Smythe-Smith é recheado de humor, música e romance.
Simplesmente o Paraíso é um livro para descontrair, Julia Quinn nos envolve com sua escrita leve nos fazendo viver as cenas descritas e seus personagens cativantes.

A família Smythe-Smith possui a tradição de realizar um recital anualmente. O Quarteto Smythe-Smith é composto pelas mulheres da família que ainda não se casaram. Nenhuma delas possuem talento musical,  gerando nelas um duplo motivo para casar: casar antes de envelhecerem e para sair do quarteto.
Honória, mesmo sabendo que não é talentosa, leva o quarteto à sério, por conta da tradição familiar e isso é bem reforçado, destacando o amor pela família da personagem.

Marcus é filho único de um conde, que após a morte de sua esposa não se casou novamente. Marcus cresceu sozinho, foi educado dentro de casa, até chegar a idade de ir para uma escola integral, retornando para casa apenas em feriados grandes. Nessa nova escola ele conhece Daniel, irmão de Honória, que também é filho de um conde e se tornam grandes amigos. Eles crescem como irmãos e as irmãs de Daniel consideram Marcus da mesma forma.

A construção da história dos protagonistas é muito natural, pois se conhecem desde a infância dando um crédito para Honória, por ser a única mulher que consegue travar um diálogo com o Conde Marcus que possui uma fama de frio e indiferente, mas trata com bom humor e carinho aqueles com quem tem intimidade. A amizade entre eles cresce após uma surpresa da vida que acaba os aproximando cada vez mais.

A autora nos convida a ver o amor entre eles surgir de maneira tão pura. Para mim, foi uma história que me prendeu desde o início e a cada capítulo a curiosidade aumentava para saber o que aconteceria, mesmo supondo qual caminho alguns fatos tomariam, a curiosidade era tamanha, e me peguei diversas vezes surpresa com algumas atitudes dos protagonistas imaginando como terminaria aquela história.

Os livros de Julia Quinn, são bem leves, apesar de parecerem histórias românticas melosas, nesse livro o personagem Marcus me pareceu muito mais real do que os mocinhos da série Os Bridgertons, que por vezes me deixavam “deprimida” e questionando em qual lugar do mundo existe um homem daqueles?!

Já estou lendo o segundo livro e estou devorando-o! Logo, logo terá resenha dos próximos livros! Fiquem ligados! 😉

Thaisa Napolitano

Filme

The Discovery e a busca de uma nova chance

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Como resultado de uma das produções da Netflix, o filme The Discovery possui uma premissa bastante interessante: é cientificamente comprovado a existência de vida após a morte ou melhor “um novo plano de existência”, cuja descoberta trará consequências surpreendentes para o futuro da sociedade.

O cientista Thomas Harber é o grande responsável por essa descoberta instigante e estará disposto a aprofundá-la, ir cada vez mais além dos seus 40 anos de estudo. Porém, ao divulgar o seu grande feito e despertar a curiosidade, milhões de pessoas recorrem ao suicídio a fim de “chegar lá” e encontrar uma nova chance. Como consequência do impacto causado pela sua descoberta, o cientista acaba se isolando para dar continuidade aos seus estudos científicos.

Um dos seus filhos, Will, vai ao encontro de seu pai para conversar sobre suas investigações que estão afetando drasticamente o mundo e tentar convencê-lo a dar um fim a sua pesquisa. É neste percurso que Will conhece Isla, uma mulher interessante que lhe parece um tanto familiar e que nele despertará uma paixão. A partir desse momento, a história começa a se desenrolar e traçar uma trajetória bastante intrigante.

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Mais do que um filme de ficção científica, The Discovery traz consigo bastante drama e muitas reflexões. Seu foco gira em torno do conceito que está por trás dessa grande descoberta científica, e também sobre o poder das nossas ações que podem alterar profundamente a vida de uma pessoa e consequentemente gerar muitos arrependimentos.

Apesar de não ser um filme unicamente sobre o assunto “vida após a morte”, toda a sua ideia nos faz pensar se a morte seria de fato um fim inquestionável ou um recomeço, uma nova chance. Não nos traz o céu ou o inferno como um possível destino, nem o simples fim, tornando assim sua solução bastante surpreendente ao trazer uma nova perspectiva sobre o assunto.

Assistir ao filme sem grandes expectativas e pretensões me parece mais proveitoso, pois o seu fim nos levantará diversos questionamentos e reflexões inesperadas: A ciência de fato tem tanto peso e responsabilidade em relação a vida das pessoas? E se houvesse vida após a morte, teríamos uma nova chance de fazer diferente?

São dessas e outras inúmeras questões que o filme fará bom uso no decorrer da história, nos deixando cada vez mais envolvidos e curiosos em meio a tantas descobertas.

O link do trailer está disponível abaixo, vale a pena conferir!

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Elenco: Robert Redford (Thomas Harber); Jason Segel (Will); Rooney Mara (Isla); Jesse Plemons (Toby); Riley Keough (Lacey); Ron Canada (Cooper).

 Thatiana Napolitano

Eventos Literários

Nós Fomos: Jojo Moyes no Brasil

Na última segunda-feira, na livraria Saraiva do Shopping Rio Sul, foi realizada a sessão de autógrafos com a autora de sucesso Jojo Moyes. Para participar do evento, os fãs tiveram que pegar senha pela manhã, alguns madrugaram, dormindo na porta do shopping. A distribuição começou às 8 horas e mesmo com fila, sobraram algumas senhas que se esgotaram perto da hora de iniciar o evento.

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A sessão começaria às 18h, mas Jojo Moyes chegou mais cedo, atendendo aos fãs de forma super simpática. A organização do evento foi boa, mas para a tristeza dos fãs, a autora só poderia assinar um livro. Os mais inteligentes pegaram senha de novo e foram para o fim da fila a fim de ter mais um autógrafo, mas para isso tem que ter disposição né?

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Jojo Moyes e Aleska

O evento acabou alguns minutos antes do horário esperado, reflexo da boa organização do mesmo. Saímos exaustas mais felizes porque trouxemos bastante brindes para casa e fizemos algumas amizades (também blogueiras) na fila. Dá uma olhada no nosso “espólio de guerra”:

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Essa linda bolsa foi adquirida na compra do livro “Paris para um” e mais qualquer outro livro da autora.

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Além dos autógrafos, ganhamos marcadores, bottons e ímãs de geladeira (essa cartela roxa é de ímãs, doido não?). Agora ninguém mais duvida que somos fãs [risos]. Bem, “isso é tudo pessoal” aguardem que essa semana tem mais um evento literário. Grande abraço!

Thaisa Napolitano, Aleska Lemos e Thatiana Napolitano.

PS: Agradecimentos especiais à Dona Zezé, nossa designer de interiores que sempre capricha na composição das fotos do blog.

FOTOS OFICIAIS DO EVENTO:

Séries

Resenha: 13 reasons Why

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Faz poucas semanas que a Netflix lançou ” 13 reasons why” e todo mundo passou a comentar o assunto. No início não fiquei interessada, pois tudo o que é moda é meio enrolação, mas depois que algumas pessoas passaram a problematizar o suicídio de Hanna Baker dizendo que toca em alguns “gatilhos” e que é uma péssima escolha para quem tem depressão,  resolvi ver.

Isso pareceu um pouco perverso não? Só que não é. Queria saber quais eram os gatilhos que a Organização Mundial de Saúde reprovou na série, porque eu não sabia que existia uma convenção para tratar do assunto.  Achei interessante do ponto de vista ficcional ter uma regra sobre dramatização do suicídio e porque morte é um assunto que me interessa demais (tenho plutão em escorpião), principalmente do ponto de vista antropológico.

“Hem.. hem.. ” (se você pensou na Dolores Umbridge acertou) mas voltando à vaca fria, só sei que comecei a ver e abandonei os tais “gatilhos” para lá. Mergulhei no drama psicológico da Hanna e… me identifiquei! Não eu nunca tentei me matar se é isso que você entendeu, mas cheguei a pensar no assunto quando tinha 15 anos. Quer dizer, quando as coisas vão mal e você ainda não viveu muito, acaba acreditando que  elas nunca vão mudar. No fundo, também acredita  merecer tudo o que de mal lhe acontece e prefere afastar o bom da vida por achar que é apenas ilusão.517e5a29-c688-4946-8187-55c3d0b1bbb6_560_420.jpg

No meu caso o problema era não conseguir fazer amigos. Uma hora eu achava que finalmente tinha acertado com alguém e na outra a pessoa era apenas uma estranha no corredor. Com a Hanna aconteceu o mesmo e isso gerou nela um estado de carência constante, que a deixou mais suscetível às maldades e covardias alheias. Além disso, a jovem também sofreu uma série de violências pesadas (as quais graças a Deus nunca me aconteceram) e que estão ficando cada  vez mais comuns nessa era da informação.

Senti muita pena da moça e a empatia foi bem forte, mas a parte das fitas eu detestei. Quer dizer, entendo que alguém assim queira mais do que tudo deixar de ser invisível e ser compreendida pelas pessoas, mas acredito que o motivo de ter gravado as fitas e mandado a cada um dos seus agressores foi por vingança, pura e simples. Talvez acreditasse que algum deles se mataria por remorso ou só queria que vivessem em constante pânico e ansiedade como ela viveu, mas acabou bagunçando ainda mais a vida daqueles adolescentes perturbados pelo que viveu e presenciou. No fim acredito que ela ficou um pouco sádica.

Quando acabei a série fiquei me perguntando se concordava com a OMS e se Hanna Baker realmente encadearia uma efeito Werther, romantizando o suicídio. Não sei o que você vai achar quando chegar ao final, mas a minha resposta é não. Não me pareceu que a morte dela foi retratada como uma “libertação” o tão esperado descanso das mágoas, pois até o fim ela ainda estava buscando motivos para viver. A mensagem que me passou foi a falta de solidariedade, parecia que alguém tinha fechado todos os caminhos possíveis para que escapasse, a ponto dela se sentir encurralada e sem outra alternativa. Foi duro, cruel e nenhum pouco idealizado.

Por fim, não acho que a menina estava certa em se matar, mas parar de falar num assunto na esperança de que ele suma não funciona. Tentar enfeitar ou deixar mais digestível também não. A série mostra como os relacionamentos são superficiais entre as pessoas e como falta respeito pelo próximo e isso precisa mesmo ser discutido para que mude, porque enquanto não mudar suicídios vão continuar acontecendo. E você o que achou da trajetória de Hanna Baker? Eu sinto que faltou falar sobre o machismo que ela sofreu, mas aí eu acho que daria spoilers, então passo a bola para vocês leitores.

Um abraço, Aleska Lemos.

Eventos Literários

Eu fui! – Nicholas Sparks

Nicholas Sparks

O lançamento do Livro Dois a Dois do Nicholas Sparks foi um dos eventos mais aguardados desse ano. Quem não conheceu Nicholas Sparks pelos seus livros, o conheceu nas adaptações de seus livros para o cinema, podemos citar, O Diário de Uma Paixão, Querido John, Noites de Tormenta, Um Amor para Recordar…

Quando soube que o autor viria ao Brasil o primeiro pensamento que veio em minha mente foi o primeiro livro dele que li. Não li muitos livros dele ainda, há alguns na minha estante esperando sua vez na lista de livros para serem lidos, mas os poucos que li mexeram comigo. O primeiro livro que li me marcou muito, A Escolha. Minha mãe  me deu num momento em que eu passava por um relacionamento que estava me desgastando e me puxando para baixo. Apesar do livro não falar sobre isso, a história me envolveu demais e acredito que ao terminar o livro senti que ele foi um divisor de águas para mim. O gás que tive para a literatura aumentou consideravelmente e a paixão por esse autor surgiu.

Fiz questão de ir ao lançamento do livro Dois a Dois, e minha mãe também, porque foi ela quem me apresentou aos romances de Nicholas Sparks e tinha total consciência do impacto que esse autor causou em minha vida.
Parecíamos duas crianças em lojas de doces. Super animadas com tanta gente a nossa volta, comentando as histórias que nos fizeram rir e chorar… E chorar mais ainda! E vi que o livro dele não chegou apenas para mim num momento delicado, mas também para outras pessoas que tiveram perdas irreparáveis.

A organização do evento foi maravilhosa, pegamos a senha pela manhã e no meio da tarde poderíamos voltar para a sessão de autógrafos. A Editora Arqueiro foi quem trouxe o Nicholas para o Brasil e com isso os livros autografados deveriam ser da própria editora, e meu livro A Escolha não era da editora Arqueiro, e sim da Novo Conceito. Tive que comprar um outro livro para que pudesse ser autografado, mas infelizmente aquele novo livro não tinha o mesmo valor sentimental que eu tinha atribuído ao que ganhei da minha mãe. Muitas pessoas também tiveram que comprar um livro e com aquela expectativa de escolher qual das histórias de amor iriam entrar para se emocionar.

Um pouco antes do horário previsto, Nicholas apareceu, regendo uma sinfonia de gritos, flashes e choros de fãs emocionados. Até meu pai que estava ali para nos fazer companhia, o aguardava ao meu lado com o celular na mão para registrar os poucos segundos em que passou pela gente. Foi muito emocionante ver meus pais ali, que sempre, desde pequena me incentivaram à leitura e naquele momento, eu compartilhava com eles emoções que os livros que eles me deram faziam em mim.

No fim das contas, ao chegar frente a esse grande escritor, o valor sentimental que atribuí ao livro foi transformado numa gratidão sem tamanho, ao conhece-lo junto da pessoa que me apresentou suas histórias, minha mãe.

Thaisa Napolitano

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Mimos que ganhamos da Editora Arqueiro