livro

Resenha: Os Mistérios de Sir Richard – Julia Quinn

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Título: Os Mistérios do Sir Richard

Ano: 2017

Editora: Arqueiro

Autor: Julia Quinn

Número de Páginas: 272

O quarto e último livro da série o Quarteto Smythe-Smith é intrigante. O livro narra uma história totalmente diferente do que vínhamos lendo, um romance com mistérios envolvidos que nos fazem imaginar qual será o segredo que o Sir Richard guarda e como acabará essa história.

Sir Richard Kenworthy, está desesperado para encontrar uma noiva e está desta forma porque tem pouquíssimo tempo para essa busca, e com isso não poderá ser muito exigente. Ao assistir o tradicional recital da família Smythe-Smith, Richard tem certeza de que encontrou a pessoa certa para desempenhar o papel de sua esposa, uma pessoa que não atrai tantos olhares assim.

Iris, violoncelista do quarteto se esconde atrás de seu instrumento enquanto toca. Uma jovem discreta que atrai o olhar do Sir Richard. Iris se sente desconcertada e  fica imaginando tais motivos que levaram aquele moço a encara-lá com tanta vontade. Ao fim do recital, Sir Kenworthy pede ao seu amigo Winston que o apresente a dama, que apesar de ficar lisonjeada com seus elogios, sente algo estranho no ar, ficando desconfiada da tamanha atenção daquele cavalheiro para si.

A história gira em torno do mistério do Sir Richard, sabemos que sua propriedade não está muito bem financeiramente, mas os segredos vão mais além, nos fazendo questionar quais serão e confesso que imaginei coisas bem aterrorizantes. Vivi junto com a personagem o drama de descobrir os segredos e dividi seus sentimentos, chegando por vezes a me emocionar.

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Assim como os outros livros da série, Julia Quinn nos faz refletir criticamente a maneira de como os casamentos eram arranjados, sem amor e o interesse entre as classes. Sem dúvidas essa história me cativou, Julia Quinn me cativa sempre, mas essa não é a minha história preferida do quarteto. Os livros podem ser lidos em qualquer ordem, são histórias independentes, mas claro, sempre tem uma menção de um fato ou outro que ocorreu no livro anterior, por isso prefiro ler em ordem.

E assim fechamos o mês de maio, que dedicamos especialmente para a notável Julia Quinn. Os livros são lindos, cheios de romances, humor, inteligência, leveza, com diálogos espertos e personagens envolventes. Além do box ser maravilhoso, as capas dos livros são lindas demais! Recomendo a leitura! Com certeza a família Smythe-Smith ganhou um lugar no meu coração junto à família Bridgerton.

Thaisa Napolitano

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nostalgia

As Aventuras dos Ursinhos Carinhosos no País das Maravilhas.

Sabem, acho que essa coisa de lembrar programas de TV e livros  infantis faz um bem danado para a alma né? Quando falei no meu outro blog sobre a Coleção da XuXa de contos infantis e sobre o filme “O anel do Dragão” me surpreendi com a quantidade de pessoas que buscava desesperadamente descobrir o nome dos programas ou uma forma de assisti-los outra vez.

É por isso que vou começar a postar sobre coisas da minha infância com mais frequência aqui no blog. As pessoas precisam de uma ajudinha para reencontrar essas coisas né? Bom vamos lá:

1- As aventuras dos Ursinhos Carinhosos no País das Maravilhas(1987):

                                                            Alice e os ursinhos.

Esse desenho não ficou muito conhecido, eu acho, porque na minha geração não encontrei ninguém que se lembrasse dele além do meu irmão, porém, como passou no canal boomerang pode ser que pessoas mais novas tenham tido mais acesso.

Lembro de assistir em VHS porque uma vizinha gravou este e muitos outros desenhos, como: Peter Pan, A Bela Adormecida, pato Donald e Tico e Teco, Silly Simphonys e A Cinderela em duas fitas virgens. Não precisa nem ser adivinho para sacar que revi essa história várias vezes né? Todo final de semana eu assistia, quando não pegava Jaspion na Locadora da esquina.

                                                               A princesa perdida.

Bom, a história é a seguinte: Um mago malvado do País das maravilhas captura a princesa para impedi-la de ser coroada rainha de copas. O coelho branco é um magistrado/arauto do palácio que sai atrás de sua sobrinha “Coração veloz” para que ela e seus amigos da Terra do Carinho ajudem a encontrar a princesa.

O problema é que eles percorrem o mundo todo atrás da princesa, mas só conseguem achar uma sósia dela: uma garota chamada Alice. O jeito é levar a garota para substituir a princesa enquanto o grupo continua procurando pela herdeira do trono.

Fiquei com pena da Alice, coitada. Apesar dela querer viver uma grande aventura não merecia ter aquele mago mala no pé dela, ou aqueles dois ajudantes desastrados querendo prejudica-la. O bom é que ela contou coma ajuda dos ursinhos e do gato careteiro para subir amontanha do adeus e voltar sã e salva ao palácio.

                                                           O coelho branco

E aí? Lembrou? Não? Então acessa esse link aqui:

No Youtube também tem, mas está dividido em 3 partes e foi redublado, uma grande pena porque parte da graça se foi. Eu adorava quando o Chapeleiro Maluco falava “Vocês gostam? Eu me amarro em chapéus!” ou quando o Grifo dizia: “é um nome mais bonitinho!” com uma dicção toda especial. Se eu ainda tivesse um aparelho VHS comprava a fita no mercado livre.

                                                                    O gato careteiro

Bom, espero que tenha sido uma matéria útil e quem achar esse post tenha o prazer de rever com seus filhos como eu fiz com meu sobrinho. Um grande abraço,

Aleska Lemos.



livro

Resenha: A Soma de Todos os Beijos – Julia Quinn

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Título: A Soma de Todos os Beijos

Ano: 2017

Editora: Arqueiro

Autor: Julia Quinn

Número de Páginas: 272

O terceiro livro da série Quarteto Smythe-Smith, A Soma de Todos os Beijos, é simplesmente belo. O livro conta a versão de Hugh Prentice que teve sua perna aleijada e  sua vida arruinada por conta de um duelo com seu amigo, Daniel Smythe-Smith.

Desde o primeiro livro, Simplesmente o Paraíso, a impressão que tive de Hugh Prentice não foi uma das melhores. Mas nesse terceiro livro vemos as consequências que refletiram na vida de Hugh e como ele pensa e se sente sobre o que ocorreu. Hugh consegue com que Daniel volte para Londres, ameaçando seriamente o próprio pai, que jurou matar Daniel, e a amizade deles se fortalece novamente, e vemos isso acontecer no final do livro  Uma Noite Como Esta , quando minhas primeiras impressões por Hugh começam a mudar.

Hugh Prentice é um gênio da matemática, e não se importa com o que os outros pensam sobre ele. O duelo deixou sequelas, ficou meses deitado em uma cama sem saber se levantaria um dia, e quando ele se recupera, mesmo manco e com dores, ele tenta melhorar a situação de todos que sofreram as consequências do duelo.

Lady Sarah, é teimosa e dramática, mas faz tudo seguindo seu bom coração. Ela não consegue ver Hugh Prentice com bons olhos e ainda por cima o culpa por ainda estar solteira. Mesmo não conseguindo entender como a sua família o perdoou tão rapidamente, Sarah aceita o pedido de sua prima Honória com um sorriso no rosto e qual é esse grande favor? Esse grande favor é simplesmente fazer companhia para Lorde Hugh, pois Honória acredita que Hugh ficará deslocado em seu casamento com Marcus. Mesmo se vendo obrigada a passar alguns dias com Hugh, Sarah não mede esforços para mostrar o quanto ainda lembra do que ocorreu e como isso afetou a vida de sua tia e prima e sua vida no ano em que iria debutar.

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Hugh se sente agradecido por Daniel ser seu amigo ainda, pois tem consciência de que tudo aquilo aconteceu por sua culpa. Sarah não percebe isso e quando enxerga, acredita que se sentir mal pelo ocorrido é o mínimo que ele deveria sentir.

Ela o admirava. Ele era forte.

Esse livro fala de gratidão e perdão, nos mostrando que nem sempre a primeira impressão é a que vale, e que existem pessoas que tentam reparar seus erros, mesmo quando todos o apontam como culpado. O surgimento do amor, da gratidão, reconhecimento e admiração são assuntos bem abordados no livro, de uma forma que nos encanta. Ver o ponto de vista de Hugh, nos aproximou mais do personagem e vivemos juntos com Lady Sarah a mudança de nossas impressões por Hugh. Mudamos junto com os personagens, e isso torna o livro muito especial.

Julia Quinn é uma escritora ilustre, não há dúvida disso! A cada volume ela nos envolve mais e mais, nos apaixonando pelos personagens principais e dando o devido e merecido destaque para os coadjuvantes, deixando o livro com diálogos inteligentes, com humor e muito amor.

Thaisa Napolitano

 

Filme

CORRA! (É muito Black Mirror!)

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A trama de “Corra!” (Get Out! – 2017), primeiro filme escrito e dirigido por Jordan Peele, conta a história de Chris (Daniel Kaluuya; quem assistiu “Black Mirror” lembrará do ator no episódio “Fifteen Million Merits”) um jovem negro que se encontra na tensa situação de conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams).  A princípio há uma nítida preocupação de Chris de como a família irá lidar ao saber do relacionamento da filha com um rapaz um negro, porém Rose o acalma ao dizer que vai ficar tudo bem e garante que não haverá problema algum.

Ao se deparar com a família da namorada, Chris vive situações extremamente desconfortáveis e constrangedoras. Entretanto, acredita que trata-se de um esforço (mesmo que falho) dos parentes de Rose em lidar com toda a inesperada situação. Porém, com o passar do tempo, Chris começa a desconfiar do comportamento da família e de todos que ali trabalham. O jovem sequer imagina o segredo perturbador que permeia aquele ambiente desconfortável.

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Muito mais do que um filme de suspense, “Corra!” traz consigo reflexões profundas acerca do racismo velado tão presente no cotidiano. Levanta questões importantíssimas que passam muitas vezes despercebidas por nós, um verdadeiro choque de realidade em um tom sagaz de crítica social. É um filme que nos deixa intrigados do início ao fim, curiosos a ponto de ficarmos inquietos na poltrona do cinema. Sua trilha sonora é incrivelmente perturbadora, se encaixa perfeitamente aos momentos de tensão do personagem principal e acompanha de forma certeira todas as emoções propostas em cada cena.

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Todos os acontecimentos do filme são de cair o queixo, porém não significa que não há uma lógica. Mesmo cada acontecimento beirando ao absurdo, em momento algum o espectador questionará o seu sentido, cada detalhe é tão bem amarrado que nos convence a ponto de nos fazer mergulhar intensamente na história. Um filme de suspense, ficção, terror, com uma pitada de comédia (essa última parte fica responsável pelo comediante Lil Rel Howery que rouba a cena ao quebrar os momentos de tensão), “Corra!” é a escolha perfeita para um espectador que está a procura de um filme inteligente recheado de emoções e mistério com um final inesperado.

Link do trailer legendado disponível abaixo:

Corra! – Trailer Oficial (Universal Pictures) HD

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Imagens: Copyright Universal Pictures International France.

Elenco: Daniel Kaluuya (Chris Washington); Allison Williams (Rose Armitage); Catherine Keener (Missy Armitage); Bradley Whitford (Dean Armitage); Caleb Landry Jones (Jeremy Armitage); Lakeith Stanfield (Andrew Logan King); Stephen Root (Jim Hudson) e Lil Rel Howery (Rod Williams).

Thatiana Napolitano

livro

Resenha: Peter Pan

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Título: Peter Pan
Autor: J. M. Barrie
Editora: Zahar

Nessa versão reduzida, a editora Zahar não colocou comentários ou ilustrações, mas não deixa de ser uma história fascinante. Fã de Peter por causa do desenho da Disney posso dizer que o livro é maravilhoso e que apesar de ser bem parecido com as duas adaptações produzidas pela empresa de animação mais tradicional do planeta, o livro consegue ser mais interessante.

Na verdade, às vezes acho que juntando a animação de 1953 com o filme Peter Pan de 2003 você tem o clássico da Zahar. Há detalhes do livro que só apareceram no live action e outros que só apareceram no desenho. É claro que a versão em papel e tinta vai um pouquinho mais além, mas aí você vai ter que ler para descobrir o que eu estou falando.

Como isso é uma resenha e não uma “dobradinha” de filmes e livros, vou me concentrar nos escritos do senhor Barrie. Peter é um menino que esquece fácil das coisas, que gosta de histórias como “Cinderela” ao mesmo tempo que estripa um pirata sem muito remorso. Nesse sentido ele parece uma eterna folha em branco, ou uma folha escrita a lápis que é apagada ao final de cada nova história. Talvez seja por isso que ele nunca cresça: o mundo continua sendo uma grande descoberta, dia após dia.

O relacionamento de Peter com Wendy é que me assustou um pouco. Com esses meus olhos de mulher moderna, não deu para evitar o choque cultural com o modelo de feminino que ela representa. É até engraçadinho que ela seja seduzida para ir a Terra do Nunca com Peter para costurar botões e fazer remendos em calças de meninos, mas acho um tanto problemático mostrar isso para uma menina nos dias de hoje.

Outra coisa que me assustou um pouco e acho que até já mencionei aqui em cima, é que o herói não tem muita consciência das coisas que faz. Para ele, matar uma pessoa é divertido e quase banal. Isso também deve ser questionado quando for lido na companhia de uma criança, mas confesso que para  a psicologia o personagem deve ser um prato cheio: Peter é a personificação do “id” das pessoas e também o famoso “perverso polimorfo”.

Apesar desses dois poréns, gostei bastante de conhecer a versão clássica da história e recomendo a todos os adultos com espírito infantil e curiosidade pela origens das histórias que povoaram suas mentes na infância. E você? Já leu Petter Pan?

 

 

Filme, livro, nostalgia, Sem categoria

Resenha: Labirinto

 

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Título: Labirinto
Autor: Jim Henson
Editora: Darkside
Ano:2016

Nem todo filme é baseado num livro. Às vezes acontece o contrário, como o caso do livro “Labirinto” lançado no Brasil ano passado (2016). Ele conta a história em detalhes do filme homônimo estrelado por ninguém menos que David Bowie.

Para quem não lembra, Labirinto é a história da Sarah, uma menina de quinze anos que adora teatro e odeia a madrasta e seu meio irmão Toby. Ela se sente injustiçada e pede que o rei dos duendes (Jareth) leve o bebê embora. O problema é que o personagem não era apenas de papel e tinta como na sua peça de teatro e acaba roubando mesmo a criança.

Arrependida, Sarah vai para o reino dos duendes passar por inúmeras provas para resgatar seu irmãozinho e aprender a enxergar a realidade do mundo real por outro ângulo que não seja o do seu umbigo.

Não observei grandes mudanças na versão do livro. É claro que ficamos sabendo mais sobre o universo da jovem Sarah, como sua ligação com a mãe que a abandonou e a transferência da sua raiva para a pobre mulher atual do marido, mas seria mais um acréscimo do que uma mudança no roteiro.

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Jareth e Sarah por mim: Leskinha Lemos.

 

Gostei de saber também sobre o rei dos Duendes, pois como o narrador é onisciente, ele sabe o que se passa na cabeça de todos e pude confirmar que Jareth era super afim da Sarah e o que ele fez foi na verdade o jeito dele (um bocado torto) de demonstrar que se importava com a garota. Você leitor atento provavelmente vai achar que eu sou muito tonta por não ter percebido isso, e provavelmente está certo (risos), mas creia-me: eu ri da minha mãe quando ela disse que suspeitava disso e que entendia porque ele devia se sentir muito solitário por ter apenas um bando de duendezinhos idiotas a seu serviço (outra coisa que o livro confirmou).

Acho que qualquer dia vou reler essa história que eu adoro porque da primeira vez estava passando por um longo período de insônia e acredito que possa ter deixado passar alguma coisa. É claro que o livro tem outros atrativos como o cheirinho de manteiga nas páginas que é bastante convidativo e as ilustrações bacanas de Brian Froud, mas sou apaixonada por essa história que minha mãe me recomendou e se não tivesse nada disso ía adorar de qualquer jeito.20170126_114007

E você? Conhece essa história?

Não? Então fica aí a dica para vocês!

Um abraço, Aleska Lemos.

 

Filme

Um Olhar do Paraíso

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Este é um dos filmes que mais marcou a minha vida, a ponto de arriscar ao dizer que se tornou um dos meus favoritos e indico sempre que posso. Sendo assim, nada mais justo compartilhar com vocês sobre ele aqui no blog e explicar o porque desse filme ser tão único e carregado de reflexões que não deveriam passar despercebidas.

Uma adaptação do livro de Alice Sebold e dirigido por Peter Jackson, Um Olhar Do Paraíso trata-se da linda e trágica história de Susie Salmon, uma adolescente de 14 anos que é brutalmente assassinada na volta da escola, no dia 6 de dezembro de 1973 em Norristown, Pensilvania. Susie tem uma vida normal com seus pais e sua irmã e, como toda adolescente, tem o sonho de beijar o menino da escola por quem está perdidamente apaixonada. Porém, esse e muitos outros sonhos são bruscamente interrompidos pelo seu assassino que sempre esteve mais próximo do que poderia imaginar, calculando friamente cada detalhe do crime.

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As buscas pelo paradeiro de Susie começam assim que a família percebe a sua demora para chegar em casa  e entram em total desespero a fim de encontrar pistas pelo bairro. Seus pais, Jack e Abigail, demoram para aceitar o ocorrido, mesmo depois dos policiais encontrarem vestígios que indicariam a morte da menina.

Toda a história é contada pela própria Susie, que depois de todo o acontecimento, se encontra no “horizonte azul” que está entre os dois mundos, o céu e a terra. É neste local que a menina consegue ver todos que a amam sentirem a sua falta e a todo instante tenta tranquilizá-los de que está bem. Seu pai entre os membros da família era o mais próximo e também quem mais a preocupava.

Eu ainda estava com ele.
Eu não estava perdida.
Nem congelada ou morta.
Estava viva…
Viva no meu próprio mundo perfeito.

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Todo o filme é conduzido pela emoção e pelo drama envolvendo todas as inúmeras possibilidades da vida de Susie, que se encontra no dilema entre seguir em frente, rumo ao paraíso, ou alimentar a sede de vingança com o desejo de justiça.

Um Olhar do Paraíso é de longe um filme bastante imaginativo, espiritual, que nos traz muitas reflexões do pós morte. É uma mistura de suspense, terror, drama e romance: torna-se um convite atraente para o espectador se envolver e imergir no mundo de Susie Salmon.

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O link do trailer está disponível abaixo: 

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Elenco: Saoirse Ronan: Susie Salmon; Mark Wahlberg: Jack Salmon; Stanley Tucci: George Harvey; Rachel Weisz: Abigail Salmon; Susan Saradon: Avó da Susie; Rose Mclver: Lindsey Salmon; Reece Ritchie: Ray Singh e Michael Imperiolli: Len Fenerman.

Thatiana Napolitano

livro

Resenha: Uma Noite Como Esta – Julia Quinn

 

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Título: Uma Noite Como Esta

Ano: 2017

Editora: Arqueiro

Autor: Julia Quinn

Número de Páginas: 267

Uma Noite Como Esta” conta a história de Daniel Smythe-Smith, que é citado no primeiro livro da série, “Simplesmente o Paraíso, e só aparece no final do livro, travando uma briga com seu melhor amigo a fim de defender a sua irmã Honória. Após um jogo de cartas regado a vinhos que acabou em um duelo contra Hugh Prentice, Daniel precisou sair do país, vivendo no exílio por 3 anos. Prentice procura Daniel para dar a notícia de que ele poderá voltar para Londres com tranquilidade. E assim, Daniel volta para casa ansioso para reencontrar seus familiares e chega no momento exato do concerto da família, ficando feliz em ver suas primas, mas se depara com uma  bela desconhecida ao piano, despertando nele interesse.

Anne Wynter, pode ser que esse não seja o seu nome, pode não ser quem diz que é, mas é uma jovem governanta das primas de Daniel, Harriet, Elizabeth e Frances, personagens que com o avançar da leitura vão ganhando destaque e vão nos conquistando. Anne é uma jovem muito bonita que se mantém recuada sempre que perguntam sobre sua família, sobre seu passado, fazendo-a com que tenha momentos de ausência, aumentando ainda mais a desconfiança de quem a cerca.

Wynter precisou amadurecer quando se deixou levar pelo sentimento e foi enganada, e com isso, sempre que alguém se aproxima dela, ela recua, se fecha para não se machucar, mas o amor não escolhe hora para chegar, muito menos classe social. Anne terá que decidir se dá chance ao amor e por consequência colocar o seu amado a correr riscos que o passado dela traz ou o protege se afastando.

Daniel e Anne são um casal apaixonante, apesar de ter momentos em que Daniel parece forçar um beijo ou qualquer toque com Anne. O seu personagem me encantou com o seu amadurecimento e esclarecimento do que quer para si e de seus sentimentos por Anne, nunca negando esforços para ter sua amada perto de si e protegida.

Não precisava ser o primeiro, percebeu. Precisava apenas ser o último.

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O segundo livro da série Quarteto Smythe-Smith, me fisgou de um jeito encantador, acredito que esse foi o livro da Julia Quinn que mais me envolveu, foi a história que eu mais vibrei e a cada página o clímax aumentava me fazendo sentir emoção, tensão e por vezes angustiada esperando o desfecho de alguns acontecimentos.

Julia Quinn como sempre, enfatiza as características mais fortes de seus personagens e nesse livro não foi diferente. Os detalhes da personalidade dos personagens foram bem destacados, nos deixando bem íntimos de Anne e Daniel. Os diálogos são inteligentes e cheios de humor. Eu adorei o primeiro livro, mas esse eu achei melhor e estou ansiosa para ler os próximos. É uma série deliciosa, leve, envolvente e nos apaixona, nos deixando querer viver mais aqueles personagens quando o livro acaba, pois nos deixam com saudade, com aquele gostinho de quero mais.

 Thaisa Napolitano

Filme

Comentário sobre Hugo Cabret

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Anos atrás assisti “A invenção de Hugo Cabret”. Até que gostei, apesar de ter aquele jeito meio batido de se contar histórias, com vários clichês e modismos de Hollywood. Se o filme fosse apenas isso, teria sido um pé no saco, mas ele tinha um quê diferente na narrativa. Bom, na verdade acho que ela é meio híbrida, meio americana e meio afrancesada. Vou explicar o meu ponto:
Desde que vi O fabuloso destino de Amélie Poulain, associo o cinema francês com a simplicidade da vida cotidiana. As pessoas são pobres, mas não estão doidas para subir na hierarquia social. Talvez não sejam sempre tão felizes com o que tem, mas as atitudes que tomam para melhorar, não são tão necessariamente materialistas. Às vezes, o que falta para ser feliz é ter uma família, ou um grande amor. Pra mim isso é o paraíso, pois a necessidade de sempre adquirir alguma coisa me torna tremendamente infeliz. Seja nos filmes, seja na vida real. Porém, o que isso tem a ver com Hugo Cabret? Bom, por incrível que pareça, eu acho, que como a história se passa em Paris, Martin Scorcese resolveu contá-la com o espírito francês, apesar de a técnica utilizada ser tremendamente americana. Na minha opinião, essa mistura fez valer a pena assistir ao filme.
Além disso, minha atenção foi despertada para outro apelo que o filme traz: mostrar que o gênero fantasia não é pura besteira. A parte que isso fica mais claro, e que é a mais bonita para mim, é a da homenagem ao senhor Méliès no cinema. Quando ele discursa, diz que vê as pessoas como elas realmente são: como magos, sereias e aventureiros. A idéia que ele quis passar (eu acho), é que somos aquilo que pensamos ser, e nossos sonhos são parte da nossa personalidade. Infelizmente, não temos a chance de mostrá-la, porque é a parte mais sensível de nós, e a regra da sociedade é a auto-defesa, pois vivemos numa “selva” e obedecemos a uma “cadeia alimentar”. Quando vamos ao cinema ver um filme de ficção, resgatamos esse nosso eu super-protegido, e guardado tão profundamente, que é esquecido no dia a dia.
Se essa for mesmo sua função, eu adoraria trabalhar com a ficção. Achei lindo ser profissional em lembrar as pessoas de quem são. Há algum tempo acho que a realidade nos endurece e nos faz esquecer da nossa criança interior. No entanto, o acaso sempre deixa disponível a cura para cada ferida como os bolinhos de Alice (no país das maravilhas) que surgem do nada em cima da mesa. Adorei descobrir que as narrativas fantásticas são um tipo de remédio para os males do coração. Quer dizer, sempre foram para mim, mas não sabia que eram para outras pessoas também.
Sem categoria

Homenagem para as mães

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Hoje é dia das mães, mas quem não concorda que dia das mãe é todo dia?

Nós, Aventureiras Literárias, queremos homenagear essas lindas mulheres que nos deram a vida. Que passaram noites e noites acordadas com seus filhos grudados em seu peito, e no dia seguinte estavam de pé dando toda atenção e carinho. Que vibrou com o nosso primeiro balbuciar, nosso primeiro sorriso, nossos primeiros dentinhos e com os nossos primeiros passos. Nossa homenagem é para aquela que sempre pediu proteção para seus filhos saírem e voltarem da rua são e salvos. Queremos homenagear a todas as mães que estavam com os seus filhos desde o primeiro abrir de olhos até o fechar para encerrar  um dia, que não se cansou dos nossos choros, gritos e risos. Estando do nosso lado em todos os momentos. Mãe é aquela que abraça a nossa causa, é aquela que puxa a nossa orelha, e que a cada tombo nosso, a dor sempre dói mais nela do que na gente. E as nossas conquistas se tornam delas. Queremos homenagear as guerreiras que enfrentaram sol e chuva, para dar do bom e do melhor para os seus filhos. Essas mães que nunca abaixaram a cabeça e que tem o coração destruído quando o nosso também foi, mas mesmo assim se mostram fortes para que possamos nos apoiar nelas. Queremos homenagear também as mães que prevêem o futuro, que sempre sabem quais “amigos” são ideais para a gente, que sempre sabem quando vai fazer frio e quando vai chover. Queremos lembrar dos momentos das pesquisas de escolas que elas fizeram com a gente, os recortes e colagens, a redação que não sabíamos direito sobre o que escrever, e até aquele exercício “impossível” de matemática ela soube resolver, mesmo sem saber como chegou ao resultado certo. E mesmo a gente avisando na hora de dormir que tinha dever de casa, ela não deixava de dar suas broncas e logo depois de nos ajudar a fazer o dever porque valia nota. Queremos homenagear as mães super heroínas, que na hora do almoço do trabalho, saíam correndo para nos buscar na escola e nos deixar no vizinho, ou nos buscar no vizinho para nos levar para a escola. Queremos relembrar com carinho, os momentos em que as nossas mães nos levavam para as aulas de música, balé, inglês, capoeira, teatro e ficava babando com as outras mães sobre os seus filhos super perfeitos.
Mãe é amor, é pureza, é a mulher maravilha, é leoa, é perfeita em suas imperfeições. Que possamos lembrar dos momentos junto a ela com alegria e gratidão, e sempre que pudermos abraçá-las e beijá-las devemos aproveitar tal momento.

Essa é a nossa homenagem para as mães, e dedicamos especialmente para Rita, mãe da aventureira Aleska e para Maria Napolitano, mãe das aventureiras Thaisa e Thatiana, que está participando ativamente na construção do blog, na montagem das fotos e tem nos acompanhado e nos representado nos eventos literários.
Esse texto é só uma pequena demonstração do amor que sentimos por elas e uma forma de agradecer por sermos o que somos hoje por causa delas.

Feliz dia das Mães!

Thaisa Napolitano