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Resenha: O Condenado.

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Título:O Condenado;

Autor: Bernard Cornwell;

Ano: 2001, no Brasil em 2011,

Editora: Record.

Sinopse do Skoob:Considerado o melhor romance histórico publicado na Inglaterra em 2001, O CONDENADO apresenta Bernard Cornwell em sua melhor forma, com elementos de literatura policial que resultam em um thriller realista, ambientado na Londres do início do século XIX.
Charles Corday é acusado de assassinar uma condessa de quem pintava o retrato. Esquecido na temida Prisão de Newgate, restam-lhe apenas sete dias de vida antes de ser enforcado. Rider Sandman, um capitão temperamental que vive tempos difíceis depois de participar da Batalha de Waterloo, é convocado para investigar o crime. A investigação o levará a uma emocionante jornada pelos fétidos porões da prisão e pelos perfumados salões da aristocracia londrina. Enérgico e durão, Sandman é hábil com a espada e exímio jogador de críquete. E em sua arriscada empreitada conta apenas com a própria inteligência e um grupo de aliados nada convencionais: Sally Hood, modelo vivo de passado comprometedor; lorde Alexander, um fervoroso reverendo e também amante do críquete; e o velho companheiro de batalha, sargento Berrigan.
Mestre em persoangens marcantes, Cornwell faz desse grupo um quarteto inesquecível, que luta contra nobres ricos e cruéis, a fim de salvar a vida de um inocente. Apontado como o melhor escritor de romances históricos de sua geração, o autor combina o gosto por detalhes com um enredo de tirar o fôlego e um estilo cujo realismo é por vezes chocante.

Como todo livro do Cornwell, O condenado,  foi bem fundamentado historicamente, mas a história não é boa apenas por isso. O autor é muito bom em construir personagens sólidos e foge de descrições planas. Digo isso porque apesar de alguns apresentarem bom caráter, não há uma viva alma literária ali que seja perfeita. Todos são complexos e nenhum é inocente demais a ponto de parecer trouxa o tempo todo.

É possível dizer que a malícia reina nas linhas de Cornwell, principalmente porque ele fala da realidade dos enjeitados da Inglaterra, ou seja todos os tipos de pessoa que vivem à margem da sociedade: atrizes, prostitutas, ladrões, artistas, gays e por aí vai. Mostra como a realidade era dura e como as pessoas sempre dão um jeitinho de contornar as dificuldades.

Outra coisa que sempre atrai na  escrita do autor e que está bem presente nesse livro, é o senso crítico. Tanto a religião quanto as classes abastadas aparecem sob um viés bastante racional, o que pode gerar um desconforto inicial, mas que vai te levar a pensar de uma forma diferente.

Quanto ao enredo, bem  foi uma novidade para mim. Estava acostumada a ler livros dele sobre guerras e este no fim foi de mistério. Não achei ruim essa incursão num novo estilo, mas acho que Sandman não é nenhum Sherlock Holmes, na verdade é um cara que precisa de dinheiro, mas por causa da sua honra não consegue deixar um inocente ser enforcado e banca o detetive.

No início Rider me pareceu meio “cru” no ramo investigativo, mas a trama é boa, prende e te dá vontade de saber se Corday vai ou não morrer. Fiquei também com curiosidade para saber se o personagem vai ajudar a evitar que inocentes morram em Newgate no futuro ou vai se juntar a Berrigan e Sally no tal negócio que desejam montar (o que seria uma pena).

Espero que tenham gostado da resenha e anotado a dica. Grande abraço,

Aleska Lemos.

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5 thoughts on “Resenha: O Condenado.”

  1. Ótima resenha. Irei colocar esse livro na minha lista de leituras, fiquei muito curioso. Livros com esse tema me agradam muito, principalmente se passando em Londres. Obrigado pela dica, provavelmente irei ler. 🙂

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  2. Olá!
    Quando comecei a ler a sinopse, de cara me lembrei de O Conde de Monte Cristo, bateu até uma saudadezinha haha
    Sempre leio resenhas à respeito dos livros do autor, mas acho que nunca cheguei a realmente ler nada dele. Deve ser falta de oportunidade.
    Gostei muito da premissa do livro, e também porque ao livros com esse “Q” investigativo. Também da forma que você falou do autor e das da forma que ele escreve. Acho que está na hora de arranjar um tempinho para ler algo dele, né? Anotei a dica.
    Beijos!

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