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Resenha: O Arqueiro

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Autor: Bernard Cornwell

Série: A busca do Graal

Editora: Record

Sinopse do Skoob: Thomas de Hookton, hábil e corajoso arqueiro inglês, deixa as fileiras do exército e parte em uma missão que o leva em viagens entre a Escócia e a França. O jovem segue a trilha do mítico Santo Graal, com a bênção da coroa britânica, e em seu caminho enfrenta inúmeros inimigos e aventuras. Perigos e adversários que o conduzem a outra busca: a de suas verdadeiras origens, ligadas a uma misteriosa família nobre que, por séculos, teria sido a guardiã da mais sagrada das relíquias cristãs, mas que tinha caído na desgraça da heresia.

Já fazia alguns anos que queria ler este livro. Eu, toda errada, tinha começado a ler a aventura pelo segundo livro, mas não havia entendido muitas coisas. Aí há uns meses aproveitei um super desconto (nem lembro onde) e adquiri os três livros da coleção! Infelizmente só agora pude pegar a história para entender o que perdi.

É claro que gostei do livro. Cornwell é o rei dos romances históricos, mas acho que o segundo livro da trilogia (” O Andarilho”) é mais empolgante. Em outras palavras, encare  “O Arqueiro” como um prólogo e espere o ápice nos próximos volumes. No entanto, esteja preparado para longas e super detalhadas cenas de batalha que vão te deixar num expectativa muito alta até o final.

Aliás, a super descrição das lutas e invasões de cidades te fazem ver um filminho na sua cabeça. O que me incomoda é como a violência e o estupro são naturalizados. É claro que os heróis de Cornwell não compartilham  desses valores deturpados, mas o resto do elenco parece achar muito normal. Quer dizer, de fato o tempo que o autor retrata era assim: tomava-se a cidade e depois a humilhava, estuprando suas mulheres para exaltar o poderio bélico do povo invasor. Entendo que Cornwell queira ser fiel à História, mas como leitora e como mulher não posso deixar de me sensibilizar e de estranhar.

Porém,neste livro nem todas as mulheres são tão passivas a ponto de só aparecerem para serem violentadas. A condessa da Armórica, por exemplo, lutou contra a invasão inglesa em La Roche Derrien e tem importância significativa nas subtramas. Embora ela também sofra com o patriarcado, não é capaz de desistir de lutar. Tenho a impressão de que ela seria um melhor par romântico para o herói do que a atual namorada de Thomas, porém, ao que tudo indica muitas águas vão rolar até que eles estejam maduros e preparados para um relacionamento, ou então o autor matará um dos dois e essa reflexão minha não passou de uma viagem (risos).

Ah sim! Eu já ía terminar essa resenha sem falar do herói, mas abramos um espacinho para Thomas de Hookton: bastardo de um padre, mas tratado como filho legítimo, Tom é um pedaço de mal caminho com longos cabelos negros  um arqueiro inglês pouco temente a Deus. Por um infeliz acaso do destino é obrigado a procurar relíquias cristãs e se mete em várias confusões, faz aliados inesperados e nos arranca risos com suas críticas à cristandade e identificação com suas fragilidades. Neste primeiro livro ele parece ser bem imaturo, mas como já li o segundo, sei que a coisa vai melhorando para ele, e é gostoso vê-lo tornar-se homem.

Espero ter feito jus ao livro e também espero ter te convencido a ler porque é bem provável que eu volte a resenhar o resto da trilogia.

Um abraço, Aleska Lemos.

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Séries, Sem categoria

Série Merlin

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Série: As Aventuras de Merlin

Total de Temporadas: 5

 

Dias atrás, quando não tinha nada para fazer, eu liguei a netflix e resolvi assistir  às “Aventuras de Merlin”. Vi a maioria dos episódios até o início da quarta temporada e resolvi que já era hora de resenhar para vocês.

A proposta da série é contar a saga do rei Arthur pelos olhos de Merlin, o que a princípio é legal porque o foco passa a ser as “mandingas brabas” do mago, mas desaponta um pouco, porque para isso, os roteiristas precisaram “diminuir o brilho” do príncipe Arthur. E o que posso dizer? É bem estranho ver esse personagem ser tratado como um valentão mimado e sem noção, por mais que ele seja do time dos heróis.

Já Merlin/ Emrys é retratado como um jovem doce, ingênuo e meigo que sofre um bocado nas mãos do príncipe Arthur. É claro que ele solta algumas boas farpas  para seu patrão se tocar, mas acaba não tendo tanto carisma, pelo menos não para mim que conheci outros Merlins mais interessantes (e debochados) na literatura. Não é totalmente sem graça, chega a ser fofo, mas faz umas burradas catastróficas, ainda bem que temos o Gaius para por a mão na consciência dele.

Porém, por algum motivo, a série funciona. Talvez seja porque ela não dá muita trela para o triângulo amoroso entre Arthur- Guinevere- Lancelot ou porque tem bons personagens secundários, como o Gaius e o Gwaine ou porque Morgana é a vilã que a gente adora odiar ou mesmo porque Uther consegue ser muito “coisa ruim” ao mesmo tempo que é humano e ama aos seus com intensidade. A última hipótese é que eu gostei porque sou fã de fantasia (risos), mas acho que além do meu gosto pessoal, ela tem algum mérito também, apesar de ter um roteiro bem juvenil.

E você? já assistiu Merlin?

beijos da Aleska Lemos.

livro

Resenha: Um Mais Um – Jojo Moyes

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Título: Um Mais Um

Autora: Jojo Moyes

Editora: Intrínseca

Ano: 2015 – 1ª Edição

Número de Páginas: 320

Em Um Mais Um, Jojo Moyes conta para nós a história de Jessica Thomas, uma mãe super dedicada, que teve sua primeira filha antes dos dezoito anos. Jess, além de cuidar de sua filha, também cuida de seu enteado, Nicky. O pai das crianças, Marty, saiu de casa e não voltou mais. Sem receber ajuda financeira de seu ex-marido, Jess tem que trabalhar em dois empregos, de dia Jess é faxineira e à noite, trabalha como garçonete em um pub, para poder sustentar a casa e seus filhos.

Costanza, conhecida como Tanzie, tem apenas 10 anos e é um gênio da matemática, uma menina que ama os números, direta em suas palavras e que não se encaixa no perfil de meninas de sua idade. Tanzie foi a minha personagem preferida do livro. Ela é verdadeira, a autora descreve tão bem as cenas e sensações que me fez crer que já conhecia a pequena Tanzie há muito tempo. Tanzie ganha a oportunidade de estudar em uma boa escola, mesmo com bolsa de 90%, Jess não tem como arcar com as despesas, mas uma oportunidade surge, a de Tanzie participar de uma Olimpíada de Matemática e quem sabe ganhar o prêmio em dinheiro.

Nicky, tem dezesseis anos e sofre bullying por ser diferente, anda sempre com os ombros para baixo, triste e sem entender porque as pessoas maltratam tanto as que são diferentes. Nicky é um personagem que cresce ao longo da narrativa, é nítida a sua mudança e vemos como sua relação com Jess melhora, um adolescente fechado, que reprimia seus sentimentos, e que começa a sorrir e a dizer o que pensa.

Ed Nicholls, é um milionário que também está cheio de problemas. Acusado por fornecer informações privilegiadas sobre sua própria empresa, Ed está correndo o risco de perder tudo e ir para a cadeia, além desse grande problema, seu pai está mal de saúde e mesmo precisando estar perto da família, Ed vai se afastando e evitando cada vez mais o contato com seus pais.

Para retribuir um favor, Ed dá carona para a família Thomas e para o cachorro deles, Norman, para a Escócia, e nessa viagem Ed e Jess dão de cara com realidade financeiras distintas, problemas reais e um amor que vai crescendo entre eles.

… mas de algum modo, a soma dos dois resultaria em algo melhor. Eles fariam tudo dar certo.”

 

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O romance entre os protagonistas apesar de ser clichê, eu gostei bastante pois é um amor que nasce na convivência entre os dois. Deixamos de nos importar com o clichê quando assuntos delicados são abordados com bastante simplicidade, mas que não deixam a importância desses assuntos de lado. Moyes aborda sobre bullying, relação entre pais e filhos, divórcio, relacionamento familiar, a realidade de diversas mulheres que são mãe e pai, que suam para dar o pouco que pode para os filhos, união, generosidade de terceiros, gratidão e fé.

Um Mais Um é o segundo livro que li da Jojo Moyes. O primeiro livro foi Como Eu Era Antes de Você, que foi para as telas do cinema, ainda não vi o filme, porque sei que irei chorar tanto quanto chorei lendo o livro.

Este é um romance que nos faz suspirar com sua simplicidade, uma história com dramas reais, que nos ensina lições valiosas e nos mostra que nossas atitudes podem sim mudar as coisas. Com certeza esse livro vai para a lista dos melhores livros que li esse ano e se você procura um livro recheado de bom humor, com diálogos inteligentes, uma narrativa envolvente e um romance sublime, esse livro é ideal. Venha se aventurar com a família Thomas e Ed para a Escócia, com certeza você voltará dessa viagem com a fé renovada.

Thaisa Napolitano

Filme, Sem categoria

Thor: Ragnarok

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Resumo:

Após terminar com a cientista terráquea Jane Foster, Thor volta a Asgard e descobre que é seu irmão Loki quem está governando. Irado, o deus do trovão arrasta o trapaceiro para a Terra, à procura de Odin que havia desaparecido. No meio da busca, encontram o Doutor Estranho e descobrem que tinham uma irmã mais velha do mal.

Os filmes sobre Thor não foram os mais emocionantes, se você comparar com as histórias do homem de ferro ou do capitão América. Tinha um excesso de melodrama que atrapalhava a narrativa, quer dizer ora era o Loki reclamando de ser menos amado e ora era Thor arrependido demais falando coisas emotivas.

Outra coisa que atrapalhava muito era o relacionamento dele com Jane Foster. Nos dois primeiros filmes o romance parecia mais central para a história, e embora eu curta a personagem, acho que seu sumiço na trama deu uma alavancada no enredo. Em Thor Ragnarok, percebemos um herói mais “evoluído”, nem tão egoísta como no início do primeiro filme e nem tão dramático e resignado como no segundo filme. Ele parece ter realizado a síntese dos aprendizados anteriores e se mostra como um cara auto confiante demais, que porém se preocupa com os outros.

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Quanto às piadas do filme, confesso que nas primeiras cenas elas não estavam muito boas, mas conforme o filme foi passando, elas foram melhorando. Algumas são piadas clássicas e outras são mais originais porque fazem uma intertextualidade com os filmes dos vingadores, mas as melhores são as que depreciam o personagem principal (nada mais divertido do que encontrar defeitos em pessoas cheias de si não é mesmo?).

Outro ponto alto é a luta entre Thor e Hulk. Eu sempre quis ver qual seria o resultado de uma luta entre os dois, mas não imaginava essas circunstâncias e nem com o Loki na plateia se borrando de medo do Hulk e vibrando com os golpes que o irmão levava. Nota dez para o cara que imaginou esses eventos hilários.

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No geral gostei bastante do filme, mas teve alguns pequenos problemas também (além de algumas piadas ruins). Em algumas partes, parecia que os autores queriam agilizar os eventos para chegar nas partes importantes, o que prejudicou um pouco a justificativa do aparecimento de Hella, a vilã. O Doutor Estranho também me pareceu pouco aproveitado. Acho que ele poderia ter sido a chave para resolver o conflito de Asgard, mas apareceu rapidinho só para dar um singelo “oi”. Espero que reapareça com mais ênfase em outros filmes.

Bom, isso é tudo que eu queria comentar (mentira, estou arrasada por terem cortado o cabelo do Thor, mas abafa) e você o que achou do filme?

Beijos da Aleska Lemos.

Filme, livro

Dia da Consciência Negra

Nós do blog “Aventureiras Literárias” somos todas brancas, é verdade, mas não é por isso que não podemos reconhecer a importância da data de hoje. Conheço pessoas que dizem que é bobagem ter feriado em homenagem aos afrodescendentes, que é só mais um motivo para não ir trabalhar e que não significa nada. Essas pessoas, porém, estão equivocadas; o Dia da Consciência Negra é uma vitória, porque consagrou a história dos povos africanos na memória do Brasil, coisa que vergonhosamente já se tentou esconder no passado¹.

A luta contra o preconceito racial é muito importante, mas não vou fingir que sei muito do assunto. Por mais que eu tenha lido e ouvido pessoas que sofrem discriminação eu nunca senti na pele o que eles passam todos os dias, mas acredito que tudo o que aprendi me tornou mais humana e mais empática. Dessa maneira acho muito válido que todos nós nos permitamos ser mudados, ouvindo mais o que os discriminados pensam.

Por essa razão, eu e Thaísa fizemos uma listinha de recomendações, para ajudar você a  refletir e celebrar essa data:

1- Para criar crianças feminista- ótimo livro da Chimananda Adichie que traz reflexões sobre os padrões de gênero na infância. Além de falar sobre feminismo a autora também é actuante no movimento negro e vale muito a pena conhecer seu trabalho.1353877-350x360

2- O ódio que você semeia- Esse livro foi resenhado aqui há poucas semanas pela Thaísa e conta a realidade de uma menina negra que convive entre brancos.

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3- A vida Secreta das Abelhas- Ah é um lindo e dolorido filme! Dakota Fanning e Queen Latifah estão realmente especiais nesse longa. Não vou dizer mais nada!

4- Filme: O Contador de Histórias- Esse é um dos meus queridos. Filme nacional baseado em história verídica, conta a história de um menino pobre doado pela mãe à tutela do Estado para fugir da miséria. Ele quase vira bandido, não fosse a intervenção de uma professora francesa que o adota e usa seus relatos em sua dissertação de mestrado. É uma bela história sobre a injusta realidade do nosso país.19873998

5- Filmes: Histórias Cruzadas- Ah não tem como não gostar desse filme! Alguns podem dizer que a mocinha branca que resolve entrevistar as empregadas negras fez um papel paternalista, mas acho que tanto ela quanto as empregadas cresceram com a experiência da escrita do livro e Aibileen e Minny é que me pareceram ser as reais protagonistas.

 

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A lista foi modesta, mas vamos fazer assim: se você souber mais algumas dicas sobre o tema, sejam autores negros importantes da atualidade ou livros que falem sobre racismo, escravidão ou mesmo história do povo negro no Brasil e no mundo, deixe nos comentários e contribua! Uma boa tarde reflexiva à todos!

Ass: Aleska Lemos.

 

 

¹ Rui Barbosa mandou queimar documentos sobre a escravidão e houve governos que iniciaram o processo de “branqueamento da população” com a vinda de imigrantes europeus.

Filme

Resenha: O JOVEM KARL MARX

 

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Ficha técnica:
Data de lançamento: 2 de março de 2017 (Alemanha)
Direção: Raoul Peck Produtoras: Velvet Film, Artemis Productions, Agat Films & Cie Produção: Raoul Peck, Robert Guédiguian, Rémi Grellety, Nicolas Blanc
Roteiro: Raoul Peck, Pascal Bonitzer, Pierre Hodgson

O filme lançado esse ano na Europa e tão esperado em terras brasileiras, infelizmente não passou nos grandes circuitos de cinema no país. Contudo, rapidamente os cinéfilos encontram uma solução e o filme foi disponibilizado no Youtube e está sendo projetado em escolas, universidades e atividades de bairro.

O Jovem Karl Marx conta a história do polêmico personagem histórico e revolucionário em sua trajetória de vida partindo do momento em que era um jovem jornalista até a publicação de uma das mais importantes obras já escritas: O Manifesto Comunista.

A obra do diretor Raoul Peck apresenta como ponto forte a capacidade de contar a biografia de Marx inserindo-o em seu tempo histórico de maneira muito didática e construindo os personagens de uma maneira que o público se sinta quase que um conhecido de Karl Marx, de Friedrich Engels, Jenny Marx e Mary Burns. Marx e Engels, que conhecemos somente de seus escritos e biografias que ressaltam seus lados acadêmicos e revolucionários, foram apresentados como homens. Homens com seus medos, angústias, sonhos e paixões.

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A relação de parceria, amizade e companheirismo revolucionário entre Marx e Engels foi delicadamente construída ao longo da película, permitindo ao espectador acompanhar o aprofundamento do laço afetivo e intelectual entre os dois.

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A originalidade na narrativa presente em O Jovem Karl Marx fica por conta do destaque dado pelos roteiristas às companheiras de Marx e Engels. Jenny Marx, tão costumeiramente relegada ao papel de “esposa de Karl Marx” é apresentada como uma grande intelectual e revolucionária que deixou para trás toda uma vida aristocrata de conforto e privilégios pra se unir à Marx na luta pela construção de um novo mundo. Um mundo dos e para os trabalhadores, sem privilégios, sem classes sociais e sem opressão.

Outra novidade mostrada no filme é a existência da companheira de Engels. Mary Burns, apagada pela História, tem sua memória resgatada e contada. Mary não foi “esposa de Engels”. Liderança proletária, Mary apresentou a Engels o mundo cruel vivido pela classe operária na Inglaterra e o auxiliou na obra A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra. Dessa parceria militante e intelectual, surgiu a pareceria para a vida. Mary e Engels foram companheiros de vida e de luta de 1843 até o ano da morte de Mary em 1863.

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No processo de escrita em parceria acerca da exploração capitalista sobre a classe trabalhadora, Jenny e Mary participaram lado a lado junto com os seus companheiros, da divulgação das ideias comunistas e da criação da Liga Comunista.

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Cada uma a sua maneira, Jenny e Mary foram sujeitos históricos muito importantes. Enquanto Jenny e Marx formavam uma família mais tradicional (casados e com filhos), Mary e Engels jamais se casaram por serem contra a família burguesa. Mary optou por não ter filhos. Informação contada pelo filme através de um diálogo muito bem escrito entre as duas personagens femininas.

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Os quatro personagens amadurecem enquanto militantes e intelectuais e aprofundam seus laços afetivos durante o longa metragem. Com a tarefa de levar a classe trabalhadora à tomada de consciência acerca de sua opressão para lutar numa revolução proletária, Jenny, Karl, Friedrich e Mary escrevem em conjunto em linguagem acessível aos trabalhadores, a obra que é um símbolo da luta contra o capitalismo no século XIX. Nascia então, o Manifesto Comunista.

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O Jovem Marx é um excelente filme para quem deseja conhecer a realidade da classe operária na Europa do século XIX, para desmistificar os personagens de Marx e Engels e para trazer à luz a história dessas incríveis mulheres tão à frente de seu tempo. Trabalhadores do mundo, univo-os! E assistam a esse maravilhoso filme.

Helena Rossi

livro

Resenha: Corte de Espinhos e Rosas – Sarah J. Maas

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Título: Corte de Espinhos e Rosas

Autora: Sarah J. Maas

Editora: Galera Record

Ano: 2017 – 6ª Edição

Número de Páginas: 434

Corte de Espinhos e Rosas é uma fantasia envolvente, com aventuras, romance e com muitas reviravoltas. Esse foi o meu primeiro contato com a Sarah J. Maas e posso dizer que foi incrível. Estava com as expectativas altas quando comecei a ler o livro e não me decepcionei, uma trama bem desenvolvida, com personagens cativantes e fortes.

A nossa protagonista é uma jovem, a caçula da família que precisa sustentar seu lar após a inadimplência de seu pai. Falidos, Feyre é a única que caça para alimentar sua família, seu pai não faz nada para ajudar em casa e suas irmãs vivem em um mundo de conto de fadas. Em uma de suas caçadas, Feyre mata um lobo, criando uma revolta em Tamlin, um Grão-Feérico, que mora em Prythian.

Como punição pela vida que tirou, Feyre é levada por Tamlin para Prythian, uma vida em troca de outra. E em sua nova vida, Feyre descobre segredos sobre a “praga” que assombra os feéricos, que na Corte Primaveril, todos usam uma máscara presa ao rosto. Descobre também sensações novas, uma vida muito diferente da sua, com seres diferentes com qual vivia, relembrando lendas que escutou na infância e vendo em parte, se tornarem realidade.

Feyre é uma personagem muito forte, que no meio da trama perdeu sua força, oscilando bastante pela sua história de vida. Uma menina que cuidava da casa, que pensava no pão de cada dia e que de uma hora para outra, se vê cuidada, mesmo com medo, Feyre se entrega a esse novo mundo, a essa nova realidade, dando espaço para aquilo que sempre quis fazer, e que sempre foi importante para si, a pintura.

A história se passa em Prythian, um território dividido em reinos, que possui uma muralha que divide os Grão-Feéricos dos humanos. Uma divisão que foi tomada após uma guerra, onde um queria dominar o outro. A descrição das Cortes que aparecem no livro são bem detalhadas e lindas.

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A narrativa é em primeira pessoa, Feyre nos conta tudo o que se passa ao seu redor e dentro de si. Percebemos que há muitos assuntos que a autora deixa nas entrelinhas, o preconceito é bastante visível entre os humanos e Feéricos. A relação entre pai e filho, a ausência de uma figura paterna que é um tema visto com frequência em histórias de fantasias, o relacionamento amoroso que não precisa ser um conto de fadas e que nem o príncipe precisa nos salvar em seu cavalo branco.

A escrita da autora é viciante, no início, achei bem arrastado, mas quando engata, é impossível parar de ler, ainda mais com tantas coisas que acontecem. O final é surpreendente, aquele final de tirar o fôlego! Corte de Espinhos e Rosas é uma releitura de A Bela e a Fera, mas que não se prende a história que conhecemos e ao lembrar desse detalhe, só consegui fazer referências no início do livro. Este é o primeiro livro de uma série, os três primeiros livros já foram lançados e quando comecei a escrever essa resenha, fiquei sabendo que terá um conto após o terceiro livro, que foi lançado recentemente, e terão mais três livros.

A capa do livro é aveludada e maravilhosa! A Galera Record arrasou! Se você está procurando uma fantasia rica em aventura, seres mágicos, romance e reviravoltas, Corte de Espinhos e Rosas é a escolha certa!

Thaisa Napolitano