livro

O lar da Senhorita Peregrine para Crianças Peculiares

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Autor Ransom Riggs, Angelo Lessa

Editora: Intrínseca

Ano: 2016

“Sono não é, morte não é;
Quem parece morrer,vive.
A casa em que nasceste,
Os amigos de tua primavera.
Ancião e donzela,
O trabalho diário e sua recompensa,
Tudo desvanece,
Refugia-se em fábulas,
Não podem receber amarras.”

(Ralph Waldo Emerson – Trecho de poema que abre o livro.)

 

Jacob Portman, personagem principal da trama, tem dezesseis anos e trabalha em uma das filiais da rede de farmácias de sua família – coisa que ele odeia fazer, tentando ser despedido de todas as maneiras. Porém, como ele logo narra no início do livro, eventos extraordinários começaram a acontecer, dividindo sua vida em Antes e Depois. É ele quem narra os acontecimentos extraordinários que ocorrem depois de um dia que começou normal – com ele tentando novamente ser despedido – quando um telefonema desesperado de Abe, seu avô ,dá fim ao “antes”.
Jacob presencia seu avô morrer, muito ferido. Também vê algo que mais ninguém vê.. A criatura que matou seu avô.
Antes de morrer, Abe diz a Jacob que ele precisa ir para a ilha, a mesma na qual havia passado parte de sua vida.

Enquanto sua família e seu terapeuta tentam convencê-lo de que o que ele viu foi apenas produto do forte trauma que sofreu, Jacob segue recordando-se das últimas palavras de seu avô e das histórias que ele contava sobre a época da Segunda Guerra Mundial, quando foi acolhido em um orfanato cujas crianças possuíam características consideradas peculiares. Abe havia contado inúmeras vezes estas histórias, chegando mesmo a mostrar fotos para provar que não era apenas imaginação.

Para livra-se da pressão de sua família e poder ter alta das sessões de terapia, Jacob tenta se convencer que todas as histórias de seu avô são apenas isso: histórias. Porém, a curiosidade vence e consegue convencer sua família a deixa-lo passar férias em Cairnholm, local indicado pelo seu avô antes de morrer… E ele descobre que as histórias eram verdadeiras: todas elas.

O livro é muito bem escrito! As descrições dos ambientes, cores e personagens são ricas, permitindo ao leitor visualizar as cenas em sua mente.

Como se não bastasse, o livro traz muitas fotografias instigadoras, em preto e branco, que foram emprestadas por colecionadores. Na realidade, foram as fotografias que inspiraram Ransom Riggsa escrever a história.
Ao final do livro, há uma entrevista com o autor, explicando o processo de criação da história, como obteve as fotografias e outras considerações sobre a obra.

O livro também virou filme: O Lar das Crianças Peculiares foi lançado em 2016, dirigido por Tim Burton.

Tanto o livro quanto o filme são muito bons, porém o livro é mais sombrio.
Há várias diferenças entre o livro e o filme, como a troca de poderes e na idade de alguns personagens, inclusive de Emma, a personagem peculiar que vem a se apaixonar por Jacob. Além disso, como na maioria das adaptações para cinema, há fatos que ocorrem apenas no filme e outros cuja ordem são alterados.

Uma vantagem do filme é que os poderes de cada criança/adolescente habitante do lar da Srta Peregrine aparece, sem um ofuscar o outro (claro que Emma aparece mais, por motivos óbvios), ao passo que no livro alguns personagens não são tão explorados.

Há troca também de algumas personagens que convivem com Jacob antes de ele encontrar o orfanato, como por exemplo a substituição do melhor (e único) amigo dele que o acompanhou quando foi à casa do avô pela sua chefe, Shelly e do gênero do psiquiatra ( no livro é um doutor, e no filme uma doutora).
A caracterização de Alma Peregrine (Eva Green) também chama a atenção no filme, e achei a personagem muito bem interpretada.
Os finais do livro e do filme diferem também, e bastante! O final do livro fica em aberto, pois há mais dois volumes depois deste: Cidade dos Etéreos e Biblioteca de Almas. Já o filme propõe um final mais harmonioso, um fechamento, de forma que se for para realizar uma sequência, também ficaria bem diferente do livro. Porém, isto não impede de gostar da história do livro e do filme também – sou suspeita para escrever sobre, já que sou a eterna chata que sempre prefere o livro ( risos).

Abraços da Marina Carla¹.

 

¹ Marina Carla escreve no blog Devaneios e Desvarios e é nossa convidada para os meses de janeiro e fevereiro.

 

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livro, Sem categoria

O que ler em 2018?

Olá aventureiros!

 Estamos quase no Carnaval e só agora é que tive a ideia de publicar a minha lista de leitura desse ano. Acontece que andei enrolada com leituras betas e acabei me esquecendo. Aliás, acho que é válido também publicar a lista do ano passado né? Vamos ver no que dá.

A lista a seguir está toda na minha estante. Acontece que sou dessas que vê um livro na rua e diz “livro não é gasto é investimento!” e acabo comprando mais do que consigo dar conta. Então esse ano estou me desafiando a ler esses 24 livros para tirar o atraso da estante (que é muito maior que isso, mas tenho plena consciência de que vou comprar livros novos hehehehe e não vai dar tempo de ler tudo). Cada livro está inserido numa categoria, pois sempre compro uma dessas categorias: livros clássicos, livros de arte,livros de fantasia, livros de aventura e livros de História.

Acho que a categoria mais encalhada é a de Clássicos, mas a de História também vai mal das pernas. Assim, quero garantir que esse ano vou ler pelo menos 5 livros de cada categoria para desafogar essa estante. Caso você também seja uma acumuladora de livros, deixe nos comentários suas estratégias para acabar com o atraso.

Eis a lista:

1- Leonardo Da Vince (Frank Zöllner)

2-Jan Van Eyck (Borchert)

3- Romantismo (Norbert Wolf)

4- Albrecht Dürer (Norbert Wolf)

5- Pablo Picasso(Düchiting)

6-A Bolsa e a Vida( Drummond)

7- Macunaíma (Mário de Andrade)

😯 Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)

9- A Metamorfose (Franz kafka)

10- Crime e Castigo volume 1 (Dostoiéviski)

11- O Juramento dos vayaputras

12-Os filhos de Húrin (Tolkien)

13- O urso e o rouxinol (Arden)

14- O nome do vento (Patrick Rothfuss

15- A aprendiz (série clã dos magos)

16- O castelo das águas (Ana Lúcia Merege)

17- Robin Hood  (Alexandre Dumas)

18- O andarilho (Bernard Cornwel)

19- O herege (Bernard Cornwel)

20- O rebelde (Jack White)

21- A rainha Normanda (Bracewell)

22- A rainha Vermelha( Phillippa Gregory)

23- A História Secreta da mulher maravilha (Lepore)

24- Harry Potter ou o Anti Petter Pan. (Isabelle Cani)

E você já se programou para esse ano?

beijos da Aleska.

livro, Sem categoria

HQ: A Vida de AWVAS

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Há dois finais de semana fui num evento de quadrinhos aqui no Rio de Janeiro e conheci o trabalho do Anderson Awvas. Ele e a namorada estavam promovendo o trabalho dele no evento, pois publicaram independentemente de editoras. Fizeram um financiamento coletivo pelo que estava escrito no fim da obra.

Não tenho permissão para divulgar imagens de dentro do livro, mas pela capa vocês podem perceber que o estilo é legal né? Aliás, essa imagem retrata o artista com a sua namorada, para quem ele dedicou a história. Tem muita coisa sobre o casal e alguns eventos/pensamentos aleatórios, tratados com muita crítica e bom humor.

Acho que é uma daquelas histórias que vão te cativar porque você pode se ver vivendo muitas dessas passagens (eu me vi usando meias de pares diferentes e tentando convencer as pessoas a não matar insetos inofensivos) ou tendo os mesmos pensamentos circulares sobre ônibus, o ciclo da vida, armadilhas do capitalismo, sexualidade, respostas prontas e muito mais.

Penso que o autor ganha a gente pela simplicidade e veracidade das coisas que expõe e pelo estilo único (acredita que o autógrafo dele é um desenho dele mesmo? achei muito legal). Gostei também de algumas passagens que criticam modismos e padrões culturais/estéticos. Acho muita falta de educação querer enquadrar as pessoas.

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Ah esse na foto é o Awvas (na realidade) com a Pâmmela e os outros produtos dele. Achei linda a mulher maravilha negra que ele desenhou (no porta retrato amarelo) e admirei o capricho porque eles eram os únicos que vi que estavam dando sacola personalizada. A maioria nem tinha sacolinha, me entregavam os produtos em envelopes. Espero que tenham recebido um bom retorno nessa feira, porque o investimento deve ter sido alto.

Para você que gosta de conhecer o mercado nacional eu super recomendo!

Ficou interessado? Entre em contato com o Awvas pelo facebook: https://www.facebook.com/avidadeawvas/

Séries

Série: Alias Grace

maxresdefaultJá fazia um tempo que eu queria assistir essa série na Netflix, mas evitei até agora porque tudo que é inspirado em Margareth Atwood é bem pesado. Quer dizer, tive essa impressão após começar a ver a série do Conto da Aia (que não terminei) e acho que não me enganei, mas valeu a pena assistir e vou contar um pouquinho da minha experiência para vocês:

Grace é uma moça pobre que cresceu sendo alvo da violência do pai bêbado. Tomava conta dos irmãos depois da morte da mãe até que seu pai exigiu que fosse trabalhar. Em sua nova realidade, descobriu uma amizade verdadeira, mas também aprendeu a dura realidade da vida de uma empregada doméstica.

No início da história, já a conhecemos como uma presidiária, porém ela tinha uma estranha rotina: todos os dias era levada para a casa do governador para ajudar na limpeza e fazer terapia com o Dr Jordan. É durante essa terapia que vamos descobrindo o que aconteceu com ela e começamos a nos perguntar sobre sua inocência.ag_ep04_d63_jt_02001-e1495149035592

Diferente do Conto da Aia, posso ter certeza ao dizer que gostei de Alias Grace. É uma série forte? É. É impactante? Sim. Violenta? Com toda certeza! Mas o forte é o mistério e o conhecimento de psicologia, muito embora esse último possa ser questionado, porque achei o psicólogo muito frágil psiquicamente, mas Grace é fenomenal! Uma personagem super complexa.

Outra marca da série são as discussões de gênero. Embora não tenha tido nenhum estupro, ele estava presente o tempo todo nas entrelinhas. Expôs muito bem o constante medo da violência sexual em sociedades patriarcais (imagine ter medo de ir ao banheiro no meio da noite porque seu patrão quer ver o seu corpinho nu?), falou de como mulheres que se atrevem a viver sua libido abertamente são discriminadas e também de como homens não gostam de estar por baixo na hierarquia.

Uma ultima coisa que achei interessante é que a autora constroi as personagens, mas não se interessa em fazer o público se identificar com eles. Acredito que o intuito é fazer o expectador agir como um detetive e perceber quem está manipulando as situações. E o bom é que você gosta apesar de não viver a história junto com o herói.

Espero que assistam e digam o que acharam nos comentários.

Grande beijo!

Aleska Lemos.

livro

Livro: O homem que caiu na Terra

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Título: O homem que caiu na Terra.

Autor: Walter Tevis

Editora: DarkSide

Ano: 1963.

T.J. Newton cai no Planeta Terra no contexto da Guerra Fria, quer dizer eu suspeito disso porque discute-se socialismo de vez em quando, há um medo latente de destruição do mundo e porque o livro não tem uma fórmula muito atual de desenvolvimento.  O fato é que esse E.T. curioso faz testes em toda comida que vê pela frente, se associa a um advogado e logo vira um mega empresário que detém patentes de tecnologias avançadas em diversas áreas do conhecimento humano.

À principio, fiquei bastante confusa com o ritmo da história. Não é um livro cujo foco é a ação, como costumam ser os livros de hoje. As coisas vão se encaixando lentamente e acho que poderia dizer que ação mesmo só no final do livro. O foco é o conflito do Newton entre permanecer fiel à Anthea ou se entregar à humanidade crescente nele.

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Aurora gosta de ficção científica.

Confesso que não caí de amores pelo herói ou me apeguei a algum personagem secundário (até porque todos eram pessoas tristes e só sabiam beber Gim). Newton consegue ser antipático chamando a todos os homens de macacos que se acham inteligentes, mas do meio para o final ele me deixou com o coração apertadinho e tive que concordar com a macaquice.

Até agora não tenho certeza se gostei do livro ou não. Ele não é feliz, não te emociona e ainda por cima joga no teu colo um baita julgamento: o homem merece ser salvo?Acho que tive um impacto equivalente apenas com o “O oceano no fim do caminho” de Neil Gaiman. Quer dizer, elas foram histórias que mexeram fundo com a minha estrutura, não por serem emocionantes, mas por serem questionadoras e densas.

O mais estranho  é que apesar de tudo isso que falei, eu realmente espero que você leia e se confunda como eu. Acho que vai acrescentar muito à sua vida.

 

Grande abraço,

Aleska Lemos.

 

livro

A parisiense

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Autora: Ines de la Fressange

Editora: Intrínseca

Ano:2012

A parisiense é um mergulho na alma da cidadã mais glamurosa deste planeta. Um guia de estilo que fala de uma mulher elegante que conhece as tendências da moda, mas que nunca a segue à risca, porque sabe lá no fundo que o bonito é fazer a própria moda. Em outras palavras, se a moda é oncinha ela não se veste inteira desse tema, mas o usa moderadamente.

Achei engraçado que a autora fala que faz parte do charme parisiense ser esnobe. Quer dizer, eu sempre achei que eles não se percebessem assim, e não que fizessem de propósito (risos). Entretanto, para quem acha que tem o rei na barriga, elas tem momentos de uma simplicidade muito bonita de se ver. Quer dizer, Ines em alguns momentos nos recomenda a comprar em brechós e misturar com roupas de grife ou a decorar a casa com desenhos de criança e garante que teremos um ambiente trés élègant e cult.

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O livro, porém, tem algumas coisas tristes também, como descobrir que elas acham calças leggings o fim da picada. Parece que a maioria das pessoas não fica bem com elas (mas dane-se adoro essas calças!) e por isso as parisienses as odeiam. Em compensação liberaram a ala masculina e as peças que muitas vezes herdamos das nossas mães e avós. Aliás, muitas vezes dizem que algo é antigo na família sem ser, porque o chique lá não é gastar demais em coisas de marca. Elas são do tipo que tiram onda por ter comprado algo lindo numa pechincha.

O legal é que a autora também dá endereços de lojas na cidade e de sites, então ficou até mais fácil para quem é de fora conseguir imitar o estilo delas (não que eu vá fazer isso, mas gostei da ideia de misturar jóias com camisas Hering masculinas), mas o que gostei mais é que ser chique na visão de Ines também significa ser esperta e visitar museus e livrarias (que ela também dá dicas incríveis).

Um dia quando eu tiver dinheiro e puder viajar, vou levar esse livro em baixo do braço só para conferir as dicas de hotéis, livrarias e museus de que Paris mais se orgulha.

Um abraço,

Aleska Lemos.

Filme

O Rei do show

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O rei do show é um musical sobre a vida de T.J. Barnum, ou: o cara que criou o primeiro circo com apresentações de pessoas…. diferentes. Recuso- me a dizer que era um circo de horrores porque não há nada de horrível em ser um anão, ter um irmão siamês ou ser uma mulher com barba (afinal, na menopausa todas teremos uma).

Achei muito interessante descobrir que o circo dele teria começado dentro de um teatro e que se pretendia um programa artístico. Não joguem pedras! A confusão é proposital! Quer dizer, eu acho que é, porque em muitos momentos do filme a dicotomia entre arte e entretenimento está ali escondida nas entrelinhas, ou mesmo bem explícita (como no momento em que o crítico diz a Barnum que seu show não é arte, mas que leva realmente as pessoas à felicidade).

Na verdade, acho que o espetáculo de TJ faz parte do início da era do entretenimento de massas, como o cinema e mais tarde a TV. Nerdices à parte, o que mais gostei no filme foi o tato com que o protagonista, muito bem vivido e cantado por Hugh Jackman, usou para trazer tantas pessoas excluídas da sociedade para iluminar o palco. Ele deu espaço para que fossem elas mesmas e pudessem mostrar o melhor de suas particularidades, apesar de mais pro meio do filme ele pisar feio na bola em relação a isso.

O que não gostei é que o roteiro cai no velho cliché do homem de sucesso que esquece seus valores iniciais, mas para quem gosta de filmes em que o personagem dá sempre a volta por cima é uma boa pedida. Barnum parece ter sete vidas!

Os fãs de musicais também não vão se decepcionar. A apresentação de Jane Lynnd é maravilhosa, mas a voz da mulher barbada é ainda melhor. As canções dos casais principais são boas, mas acho que as melhores são as do elenco do circo.

Bom, isso é tudo pessoal! Espero que gostem do filme. beijos!

Aleska Lemos.

livro

Resenha: Outros Jeito de Usar a Boca – Rupi Kaur

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Título: Outros Jeitos de Usar a Boca

Autora: Rupi Kaur

Editora: Planeta

Ano: 2017

Número de Páginas: 208

Olá Aventureiros! Hoje venho com a resenha de um livro bem diferente do que estamos acostumadas a resenhar. Um dos últimos livros que li em 2017, Outros Jeitos de Usar a Boca é um livro de poesias. Poesias que falam sobre o amor, o sexo, a sobrevivência, o abuso, feminilidade, segurança, insegurança, solidão, cura, perda… São poemas que englobam assuntos delicados, tabus e o ciclo do amor.

O livro é dividido em 4 partes: a dor, o amor, a ruptura e a cura.

Na primeira parte, temos poemas que falam sobre abuso sexual, relacionamento abusivo, relação pai e filha complicados, a violência e assuntos delicados que mostram o lado “difícil de ser mulher”. Os poemas dessa parte me incomodaram bastante, acredito que tenha sido o intuito da poetisa, passar essa sensação para o leitor. Poemas curtos e diretos, me deixaram nua para sentir a angústia e a dor dos problemas abordados.

Na segunda parte, o amor, os poemas são muito mais tranquilos, pois falam sobre a beleza do amor, sobre estar com alguém, o  companheirismo, a segurança de estar nos braços de quem amamos. Aborda as melhores sensações de um amor correspondido, sobre o sexo e a satisfação feminina.

você pode não ter sido meu primeiro amor

mas foi o amor que tornou

todos os outros amores

irrelevantes”

Na terceira parte, a ruptura, encontramos poemas sobre o fim de um relacionamento, o lado doloroso do fim de um amor, a saudade, as lágrimas derramadas, as brigas e orgulho.

não sei por que

me rasgo pelos

outros mesmo sabendo

que me costurar

dói do mesmo jeito

depois”

Na quarta e última parte do livro, a cura, encontramos poemas de empoderamento feminino, o levantar depois de um rompimento. São poemas bonitos, que mostram a força de cada mulher.

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O livro é rápido de ler, li de uma vez e já quero reler. Os poemas são curtos, diretos e fortes. Os poemas que estão na resenha, são os que eu mais gostei, os que mais me identifiquei. Se você curte poesias, leia esse livro, e se você não curte muito, também leia. O enfoque pode ser no público feminino, mas os poemas devem ser lido por todos, por todos que amam ou já amaram.

Thaisa Napolitano