Filme

Um Senhor Estagiário

Ben Whittaker (Robert De Niro) é um senhor de 70 anos, viúvo, saturado da vida monótona de aposentado que precisa de novos desafios para viver. Ao se deparar com um anúncio de emprego na rua, que busca estagiários idosos para trabalhar em uma grande empresa de moda, Ben logo se interessa e resolve se candidatar.

THE INTERN

Mal sabe ele que terá que lidar com Jules Ostin (Anne Hathaway), uma chefe difícil de conviver, porém muito independente e determinada; uma jovem com muitas responsabilidades, que administra uma empresa recente que cresce cada dia mais. No primeiro momento, Jules detesta saber que terá que trabalhar com Ben, já que contratar idosos estagiários fazia apenas parte de um projeto social obrigatório que seria bom para a imagem da empresa.

Apesar de todos os poréns com Jules, Ben tem anos de experiência no mercado de trabalho, e mesmo com o choque de gerações, consegue conquistar seus colegas de trabalho e se reinventar a todo instante. Aprende todo dia na empresa e também passa conhecimentos valiosos para aqueles que ali trabalham. É nesse contexto interessante que o filme se desenrola, mostrando diferenças e aproximações de experiência entre uma pessoa jovem e outra idosa. Com o passar do tempo, Jules começa a enxergar Ben como um bom estagiário e melhor ainda: mais do que um funcionário, um grande amigo que poderá sempre contar.

THE INTERN

“Um Senhor Estagiário” é um filme perfeito para assistir com os familiares e amigos. Há momentos engraçados, surpreendentes e intensos, é um filme que nos faz refletir bastante, nos trazendo aprendizado, ao mesmo tempo que é leve ao derreter nossos corações.

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Trailer legendado abaixo: 

Elenco: Robert De Niro (Ben Whittaker); Anne Hathaway (Jules Ostin); Rene Russo (Fiona); Adam Devine (Jason); Anders Holm (Matt); Linda Lavin (Patty Pomerantz); Zack Pearlman (Davis); Andrew Rannells (Cameron).

Direção: Nancy Meyers

Imagens: Copyright 2015 Warner Bros. Entertainment Inc. and Ratpac-Dune Entertainment LLC

Thatiana Napolitano

Filme

Um Contratempo

Envolvente do início ao fim, com tom investigativo, cheio de detalhes e surpresas, o filme “Um Contratempo” vai te deixar de boca aberta!

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Adrian Doria é um homem de negócios, bem sucedido, inteligente e casado. Ao primeiro olhar parece tudo perfeito, porém Doria mantém um caso amoroso com sua amante fotógrafa Laura Vidal. Toda a trama do filme se inicia quando o mesmo acorda em um quarto de hotel totalmente desconhecido, sem saber como chegara lá, é surpreendido com a sua amante morta no chão do banheiro, rodeada de notas de dinheiro. Doria se encontra trancado e sozinho no quarto, quando policiais chegam e o apontam como criminoso.

A partir desse momento, Doria contrata uma famosa advogada para solucionar o caso, ambos tentam entender como o crime ocorreu,  buscam respostas para descobrir como o assassino conseguiu matar sua amante sem deixar rastros e com um grande detalhe: conseguindo trancar o quarto por dentro sem nenhuma possibilidade do mesmo sair pelas janelas.

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É nesse contexto em que o filme vai caminhar para dúvidas intrigantes, com reviravoltas e uma história cheia de mistérios. O espectador é surpreendido a cada minuto, sendo praticamente impossível descobrir o desenrolar da história e seu chocante final. O roteiro escrito por Oriol Paulo é recheado de flashbacks, tornando tudo mais interessante, fazendo com que o espectador crie a todo instante milhares de teorias.

Para quem gosta de filmes de mistério, investigação, com assassinatos e uma história difícil de solucionar, é o filme ideal para assistir. Por mais que seja cheio de detalhes, não é um filme cansativo, a história é bem amarrada e sem enrolação. Filme perfeito para prender os nossos olhos na tela e para assistir com aquele amigo que sempre acha que sabe o final da história!

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Trailer legendado abaixo (filme disponível na Netflix):

Elenco: Mario Casas (Adrián Doria); Bárbara Lennie (Laura Vidal); Ana Wagener (Virginia Goodman); José Coronado (Tomás Garrido); Francesc Orella (Félix Leiva); David Selvas (Bruno).

Direção: Oriol Paulo

Filme espanhol produzido em 2016

Imagens: Copyright Warner Bros Pictures España

Thatiana Napolitano

Filme, Sem categoria

Meu malvado favorito 3

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Esse domingo fui conferir o terceiro filme da franquia “Meu Malvado Favorito”. É verdade que fui com meu sobrinho, mas convenhamos: essa série é boa demais e qualquer idade se diverte assistindo, em outras palavras, eu estava realmente ansiosa para saber o que os Minions iriam aprontar.

Bem, antes de entrar na história preciso dizer que estava morrendo de medo de me decepcionar. Andei lendo a crítica na internet e algumas pessoas falaram mal, que forçaram uma barra para continuar a história e tal, mas eu discordo: o filme foi divertidíssimo!

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Eu enquadrada com os Minions. Não rir para a foto foi impossível.

Ok, eles usaram a desculpa do irmão gêmeo desaparecido e isso é cliché, mas a forma como construíram Dru foi muito boa e me faz pensar porque demoraram tanto para desenvolverem esse novo personagem. Dru e Gru tem muita química, apesar de serem o oposto um do outro.

Os Minions finalmente fizeram o que deviam ter feito assim que Gru virou pai: uma rebelião. Quer dizer, se eles são criaturas que idolatram vilões ao longo da história da humanidade, não faz sentido  seguirem um cara que desistiu da maldade né? Demorou muito até fazerem o óbvio.  O importante, porém, é que mais uma vez roubaram a cena e suas piadas estavam muito boas.

O vilão, um ex ator infantil dos anos 80, não foi um dos meus personagens favoritos, mas confesso que o estilo deu rendeu um bom caldo musical, com direito a Madonna, Michael Jackson, Dire Straits e muito mais no meio das lutas.

Achei muito bacana que os roteiristas tenham conseguido fazer uma segunda continuação bastante consistente, porque outras franquias como Shrek começaram a perder o viço no terceiro filme (quer dizer o Shrek terceiro foi legal pelo fim do Encantado, mas já achei um pouco forçado, mas “Shrek para sempre” foi terrível). Oremos para que continuem acertando nos próximos!

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Filme

Água para Elefantes

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Um senhor de mais de 90 anos cujo o nome é Jacob Jankowski estava ali, embaixo da chuva, em frente a entrada de um circo que acabara de finalizar o espetáculo.  Para protegê-lo da chuva, dois funcionários se prontificam a levá-lo para dentro do circo. Aquele ambiente era capaz de reviver muitas memórias de sua vida, pois os seus laços criados com o circo mudaram completamente seu destino e por isso resolve relembrá-las.

Jacob Jankowski era filho de poleneses, estudante de medicina veterinária, prestes a fazer seu último exame e se declarar formado pela Universidade Cornell. Porém, seus pais morrem em um acidente de carro e deixam muitas dívidas. Sua vida muda completamente ao se ver sozinho, sem dinheiro e sem moradia, até que um trem cruza seu caminho e Jacob resolve entrar nele, sem sequer imaginar que daquele em dia em diante tudo mudaria.

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Descobre que estava no trem do Circo Benzini Bros e tenta por meio deste seu sustento. Contratado pelo circo, recebe a função de cuidar e treinar a nova e incrível elefanta Rosie, e é nessa nova vida no circo que Jacob se apaixona por Marlena, que nada mais era a mulher de August, dono do circo. O mesmo se revelará um grande vilão, ao maltratar animais e pessoas que ali trabalhavam, fazendo com que todos vivessem em condições precárias, repletos de exaustão e fome.

O enredo do filme se desenrola no amor proibido vivido por Jacob e Marlena entre todas as dificuldades da vida no circo. O filme prende bastante a nossa atenção, porém tudo nele acontece de forma dada e simples. Os personagens principais desenvolvidos já são compreendidos de imediato, mas os outros trabalhadores do circo são personagens incríveis que poderiam ter sido mais explorados.

“Água para Elefantes”, uma adaptação do livro de Sara Gruen, é um filme para assistir sem pretensões e grandes expectativas, já que trata-se de uma história bem fluida e previsível. Porém, sua fotografia é incrível, a relação entre Jacob e a elefanta Rosie é completamente apaixonante! Vale a pena assistir, já que em meio ao romance, há bastante drama, pois o filme acerta em cheio ao mostrar a mistura de melancolia e felicidade daqueles que vivem a dura e mágica vida de circo.

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Trailer do filme abaixo: 

Direção: Francis Lawrence

Elenco: Reese Witherspoon (Marlena Rosenbluth); Robert Pattinson (Jacob Jankowski); Christoph Waltz (August Rosenbluth); Paul Schneider (Charlie O’Brien); Jim Norton (Camel); Hal Holbrook (Jacob Jankowski – idoso); Ken Foree (Earl) e James Frain (cuidador de Rosie).

Imagens: Copyright Twentieth Century Fox France

Thatiana Napolitano

Filme

A Bruxa

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Um filme que se passa em pleno século XVII na Nova Inglaterra, um contexto no qual a religiosidade é de extrema importância para a vida em sociedade, uma família inglesa acaba sendo banida da comunidade na qual viviam por serem acusados de heresia. William (Ralph Ineson) e Katherine (Kate Dickie) partem para o interior da região com a esperança de encontrarem terra para plantio e assim poderem reconstruir suas vidas do zero.

A família fica totalmente excluída da civilização em terra estranha. Os pais encontram grandes dificuldades ao terem que sustentar, em precárias condições, todos seus filhos: Thomasin, Caleb, um casal de gêmeos Mercy e Jonas e o bebê Samuel. É nesse sofrido e difícil cenário, rodeados por uma floresta nada acolhedora, que muitos acontecimentos estranhos e assustadores irão aos poucos abalar o núcleo familiar.

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“A Bruxa” não se trata de um filme de terror e suspense que a maioria das pessoas estão acostumadas a assistir. Não espere jumpscares e todo aquele clichê, pois o filme desconstrói a todo momento a fórmula esperada do gênero terror. Todo o pavor que permeia o filme se encontra na maneira em que a história é construída, e a mesma é apresentada aos poucos com cenas em cores frias, sem vida, bem lentas, trabalhadas em diálogos sugestivos que criam um forte clima de tensão. A trilha sonora também é um dos pontos mais altos do filme, é de arrepiar e a mesma insinua sensações perturbadoras a cada cena.

Todo o terror psicológico envolvido na narrativa ocorre através de um questionamento e crítica ao pensamento da época (e que curiosamente nos faz refletir sobre o nosso contexto atual). O filme levanta questões interessantes, de maneira inteligente, acerca do fanatismo religioso ao nos apresentar situações que mostram como a religião era de extrema importância para a família e como a mesma irá encarar o inesperado.

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Mais do que um dos filmes de terror disponíveis, “A Bruxa” é um bom filme para quem gosta de refletir acerca das questões que são levantadas e prefere um terror menos óbvio, mais surpreendente. É preciso estar imerso para sentir a tensão proposta e se deixar envolver pelo terror psicológico. Com cenas fortes, impactantes, metafóricas e com um roteiro muito bem construído esse é um filmes do gênero que não dá pra deixar de assistir. Recomendo!

Trailer:

Imagens: Copyright Universal Pictures

Direção: Robert Eggers
Elenco: Anya Taylor-Joy (Thomasin); Ralph Ineson (William); Kate Dickie (Katherine); Harvey Scrimshaw (Caleb); Ellie Grainger (Mercy); Lucas Dawson (Jonas).

Thatiana Napolitano

Filme

Filme: Drácula a história nunca contada.

Nesse filme Vlad Tebes é um príncipe traumatizado por ter servido ao império turco desde os 7 anos de idade. Ele aprendeu com os muçulmanos a ser irrascível, cruel e invencível em batalha, mas após ter terminado seu tempo de “serviço” ele volta para o lar e deseja só a paz. O problema acontece quando 10 anos depois, o rei turco volta e exige 1000 crianças do reino de Vlad para servir ao exército otomano durante a invasão da Europa. O  mais polêmico dessa exigência,porém, é que o herdeiro de Vlad deveria ser incluído no “pacote”. É nesse momento que mais uma vez o príncipe das trevas abdica de sua humanidade, porém agora é para obter a força de 100 homens.

 

Luke Evans convence muito como pai e marido apaixonado. Está longe de ser o cara cruel dos tradicionais filmes “draculinos” (risos), apesar de ter empalado um monte de inimigos, cortado muitas cabeças na frente do próprio filho (para salvá-lo, claro) e não apresentar remorso algum depois de matar. Contraditório né? Saí com essa sensação do cinema, mas quem não é contraditório? Apesar de ter duas facetas muito díspares ele parecia saber conciliá-las, quer dizer, não é como se fossem duas personalidades diferentes, ele era um só. Acho que estava convencido da historinha que ele mesmo se contava para se impedir de ficar maluco.

 

Teve gente que riu no cinema porque teve muita “mentirada”, tipo quando o Vlad enfrentou sozinho uns 100 mil soldados (tá, é bizarro até para um vampirão), mas tipo: cinema não é lugar da mentira? Quem cresceu vendo carro subindo escada e “missão impossível”(ou mesmo 300 de Esparta que são 300 contra milhares e sobrevivem muito mais que o esperado) não devia se surpreender com esse tipo de coisa [risos], é só sentar e se divertir com a pancadaria. Aliás foi uma boa pancadaria! Não foi como a sequência de 300 (que chegou a ser nojenta de tanta realidade nos ferimentos) com lanças atravessadas na cabeça de soldados, mas discordo da filha do Zé do caixão quando classificou o filme como “história para pré-adolescente”, eu com meus 12 anos quase não dormi com medo do “homem da máscara de ferro” (tá isso é ridículo, mas aconteceu) imagina com dezenas de decapitações e empalamentos?

 

Bom, por último, esse filme não investiu muito na parceira de Vlad, para você ver não tenho nem certeza de qual era o nome dela. Ela era um bibelô sim, linda loura e voltada para a família, mas não foi representada como mulher fútil e sua opinião era respeitada pelo marido. Em nenhum momento ela foi castigada por falar alto com o príncipe na frente dos turcos, no entanto não dá para esquecer que ela é uma mulher da era medieval e estava em segundo plano.

 

Espero que tenha continuação, se não fico frustrada!

Beijos, Aleska Lemos.

Filme

Cartas para Julieta

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Já adianto que esse é um dos filmes que se encaixa perfeitamente para quem está perdidamente apaixonado e faria de tudo pelo seu amor. Tão apaixonado que estaria disposto a pegar um carro e viajar para vários cantos em busca daquele alguém que te faz sorrir.

O filme “Cartas para Julieta” nada mais é que um filme de romance, cheio das situações inusitadas e muita emoção (e claro cheio dos clichês que emocionam a gente nos fazendo fingir que caiu um cisco no olho). A história trata-se de uma jovem Sophie (Amanda Seyfried) que viaja para a Itália com o seu noivo Victor (Gael Garcia Bernal), afim de curtir a lua-de-mel. Porém, a viagem não sai como o planejado, pelo menos não como deveria ser.

Gael é um chefe de cozinha requisitado que pretende aprofundar seus conhecimentos de gastronomia em terras italianas, já que vai abrir um restaurante nos Estados Unidos. Sendo assim, o mesmo não dá a atenção devida para a sua noiva em plena lua-de-mel, fazendo com que Sophie se sinta frustrada e deixada de lado a todo instante. Durante a viagem o casal fica mais tempo separados do que juntos, então a jovem resolve embarcar em uma nova aventura ao ajudar Claire (Vanessa Redgrave) – uma senhora que deseja reencontrar seu grande amor de 50 anos atrás. É a partir dessa aventura romântica que Sophie irá viver várias emoções, conhecer pessoas novas e se alimentar daquilo que realmente acredita: amor.

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“Cartas para Julieta” é um bom filme para assistir sem esperar nada além de um romance envolvente. Não esperem desse filme algo super diferente, inesperado, inovador, pois como já disse é um filme de romance cheio dos clichês. Entretanto, são clichês que derretem o coração e que conseguem nos emocionar durante vários momentos ao decorrer da história.

Ao mesmo tempo em que a história é extremamente romântica rodeada de situações que são difíceis de acontecer na vida real, o filme aborda questões interessantes em torno de um relacionamento amoroso. É um filme que também fala sobre o amor que cada um acha que merece ter, nos mostra a importância de corrermos atrás da nossa própria felicidade mesmo que tenhamos que abrir mão de uma história. Nos faz perceber que podemos sim escrever uma nova história de amor, pois nunca é tarde demais para buscarmos a nossa verdadeira felicidade.

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Link do trailer do filme legendado abaixo:

Cartas Para Julieta – Trailer Oficial Legendado

Elenco: Amanda Seyfried (Sophie); Marcia Debonis (Lorraine); Gael García Bernal (Victor); Lidia Biondi (Donatella); Luisa De Santis (Angelina); Franco Nero (Lorenzo Bartolini); Christopher Egan (Charlie Wyman) e Vanessa Redgrave (Claire Wyman).

Feliz dia dos namorados! 

Thatiana Napolitano

 

Filme

Amor e Revolução (E tensão do início ao fim)

Lena (Emma Watson), Daniel (Daniel Brühl) in “Colonia”

Um filme que se passa no início do pesadelo da ditadura chilena de 1973 – fruto do golpe militar de General Augusto Pinochet – “Amor e Revolução” (título original “Colonia”) conta uma história de amor recheada de drama e sofrimento de um casal de alemães: a comissária de bordo Lena (Emma Watson) e Daniel (Daniel Brühl).

Ao ir para o Chile, fazer trabalhos fotográficos em apoio ao presidente Salvador Allende, Daniel torna-se simpatizante e militante da revolução. Lena vai para o Chile visitá-lo e logo após ocorre o tenebroso golpe militar. Daniel, ao ser reconhecido militante a favor do presidente Allende, é preso e levado para a Colônia Dignidad (que se auto denomina um retiro religioso, mas que na verdade trata-se de um campo de concentração e tortura de presos políticos). Sendo assim, Lena precisará encontrar um jeito, mesmo que seja altamente arriscado, para salvar a vida de Daniel.

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“Amor e Revolução” é um filme baseado em fatos reais que aborda questões cruéis e extremamente perturbadoras consequentes da ditadura chilena, juntamente de uma história de amor e coragem de tirar o fôlego. A atriz Emma Watson (Lena) assume o papel de uma mulher destemida, independente e determinada, dando um show de empoderamento feminino no cinema. Também é notável o ator Michael Nyqvist que interpreta Paul Schäfer, líder da Colônia, fazendo um belo trabalho ao deixar o espectador repleto de raiva e indignação pela sua marcante presença de vilão.

Um filme com cenas fortes e chocantes em tom de crítica, “Amor e Revolução” vale muito a pena assistir, trazendo consigo grandes questionamentos ao proporcionar um olhar nu e cru de um sistema ditatorial.

Colonia Dignidad

Link do trailer legendado disponível abaixo:

Amor e Revolução | Trailer Oficial (2016) Legendado HD

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Elenco: Emma Watson (Lena); Daniel Brühl (Daniel); Michael Nyqvist (Paul Schäfer); Vicky Krieps (Ursel); Julian Ovenden (Roman Breuer) e César Bordón (Manuel Contreras).

Imagens: Copyright Majestic

Thatiana de Assis Napolitano

Filme

CORRA! (É muito Black Mirror!)

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A trama de “Corra!” (Get Out! – 2017), primeiro filme escrito e dirigido por Jordan Peele, conta a história de Chris (Daniel Kaluuya; quem assistiu “Black Mirror” lembrará do ator no episódio “Fifteen Million Merits”) um jovem negro que se encontra na tensa situação de conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams).  A princípio há uma nítida preocupação de Chris de como a família irá lidar ao saber do relacionamento da filha com um rapaz um negro, porém Rose o acalma ao dizer que vai ficar tudo bem e garante que não haverá problema algum.

Ao se deparar com a família da namorada, Chris vive situações extremamente desconfortáveis e constrangedoras. Entretanto, acredita que trata-se de um esforço (mesmo que falho) dos parentes de Rose em lidar com toda a inesperada situação. Porém, com o passar do tempo, Chris começa a desconfiar do comportamento da família e de todos que ali trabalham. O jovem sequer imagina o segredo perturbador que permeia aquele ambiente desconfortável.

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Muito mais do que um filme de suspense, “Corra!” traz consigo reflexões profundas acerca do racismo velado tão presente no cotidiano. Levanta questões importantíssimas que passam muitas vezes despercebidas por nós, um verdadeiro choque de realidade em um tom sagaz de crítica social. É um filme que nos deixa intrigados do início ao fim, curiosos a ponto de ficarmos inquietos na poltrona do cinema. Sua trilha sonora é incrivelmente perturbadora, se encaixa perfeitamente aos momentos de tensão do personagem principal e acompanha de forma certeira todas as emoções propostas em cada cena.

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Todos os acontecimentos do filme são de cair o queixo, porém não significa que não há uma lógica. Mesmo cada acontecimento beirando ao absurdo, em momento algum o espectador questionará o seu sentido, cada detalhe é tão bem amarrado que nos convence a ponto de nos fazer mergulhar intensamente na história. Um filme de suspense, ficção, terror, com uma pitada de comédia (essa última parte fica responsável pelo comediante Lil Rel Howery que rouba a cena ao quebrar os momentos de tensão), “Corra!” é a escolha perfeita para um espectador que está a procura de um filme inteligente recheado de emoções e mistério com um final inesperado.

Link do trailer legendado disponível abaixo:

Corra! – Trailer Oficial (Universal Pictures) HD

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Imagens: Copyright Universal Pictures International France.

Elenco: Daniel Kaluuya (Chris Washington); Allison Williams (Rose Armitage); Catherine Keener (Missy Armitage); Bradley Whitford (Dean Armitage); Caleb Landry Jones (Jeremy Armitage); Lakeith Stanfield (Andrew Logan King); Stephen Root (Jim Hudson) e Lil Rel Howery (Rod Williams).

Thatiana Napolitano

Filme, livro, nostalgia, Sem categoria

Resenha: Labirinto

 

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Título: Labirinto
Autor: Jim Henson
Editora: Darkside
Ano:2016

Nem todo filme é baseado num livro. Às vezes acontece o contrário, como o caso do livro “Labirinto” lançado no Brasil ano passado (2016). Ele conta a história em detalhes do filme homônimo estrelado por ninguém menos que David Bowie.

Para quem não lembra, Labirinto é a história da Sarah, uma menina de quinze anos que adora teatro e odeia a madrasta e seu meio irmão Toby. Ela se sente injustiçada e pede que o rei dos duendes (Jareth) leve o bebê embora. O problema é que o personagem não era apenas de papel e tinta como na sua peça de teatro e acaba roubando mesmo a criança.

Arrependida, Sarah vai para o reino dos duendes passar por inúmeras provas para resgatar seu irmãozinho e aprender a enxergar a realidade do mundo real por outro ângulo que não seja o do seu umbigo.

Não observei grandes mudanças na versão do livro. É claro que ficamos sabendo mais sobre o universo da jovem Sarah, como sua ligação com a mãe que a abandonou e a transferência da sua raiva para a pobre mulher atual do marido, mas seria mais um acréscimo do que uma mudança no roteiro.

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Jareth e Sarah por mim: Leskinha Lemos.

 

Gostei de saber também sobre o rei dos Duendes, pois como o narrador é onisciente, ele sabe o que se passa na cabeça de todos e pude confirmar que Jareth era super afim da Sarah e o que ele fez foi na verdade o jeito dele (um bocado torto) de demonstrar que se importava com a garota. Você leitor atento provavelmente vai achar que eu sou muito tonta por não ter percebido isso, e provavelmente está certo (risos), mas creia-me: eu ri da minha mãe quando ela disse que suspeitava disso e que entendia porque ele devia se sentir muito solitário por ter apenas um bando de duendezinhos idiotas a seu serviço (outra coisa que o livro confirmou).

Acho que qualquer dia vou reler essa história que eu adoro porque da primeira vez estava passando por um longo período de insônia e acredito que possa ter deixado passar alguma coisa. É claro que o livro tem outros atrativos como o cheirinho de manteiga nas páginas que é bastante convidativo e as ilustrações bacanas de Brian Froud, mas sou apaixonada por essa história que minha mãe me recomendou e se não tivesse nada disso ía adorar de qualquer jeito.20170126_114007

E você? Conhece essa história?

Não? Então fica aí a dica para vocês!

Um abraço, Aleska Lemos.