Filme, Sem categoria

Thor: Ragnarok

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Resumo:

Após terminar com a cientista terráquea Jane Foster, Thor volta a Asgard e descobre que é seu irmão Loki quem está governando. Irado, o deus do trovão arrasta o trapaceiro para a Terra, à procura de Odin que havia desaparecido. No meio da busca, encontram o Doutor Estranho e descobrem que tinham uma irmã mais velha do mal.

Os filmes sobre Thor não foram os mais emocionantes, se você comparar com as histórias do homem de ferro ou do capitão América. Tinha um excesso de melodrama que atrapalhava a narrativa, quer dizer ora era o Loki reclamando de ser menos amado e ora era Thor arrependido demais falando coisas emotivas.

Outra coisa que atrapalhava muito era o relacionamento dele com Jane Foster. Nos dois primeiros filmes o romance parecia mais central para a história, e embora eu curta a personagem, acho que seu sumiço na trama deu uma alavancada no enredo. Em Thor Ragnarok, percebemos um herói mais “evoluído”, nem tão egoísta como no início do primeiro filme e nem tão dramático e resignado como no segundo filme. Ele parece ter realizado a síntese dos aprendizados anteriores e se mostra como um cara auto confiante demais, que porém se preocupa com os outros.

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Quanto às piadas do filme, confesso que nas primeiras cenas elas não estavam muito boas, mas conforme o filme foi passando, elas foram melhorando. Algumas são piadas clássicas e outras são mais originais porque fazem uma intertextualidade com os filmes dos vingadores, mas as melhores são as que depreciam o personagem principal (nada mais divertido do que encontrar defeitos em pessoas cheias de si não é mesmo?).

Outro ponto alto é a luta entre Thor e Hulk. Eu sempre quis ver qual seria o resultado de uma luta entre os dois, mas não imaginava essas circunstâncias e nem com o Loki na plateia se borrando de medo do Hulk e vibrando com os golpes que o irmão levava. Nota dez para o cara que imaginou esses eventos hilários.

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No geral gostei bastante do filme, mas teve alguns pequenos problemas também (além de algumas piadas ruins). Em algumas partes, parecia que os autores queriam agilizar os eventos para chegar nas partes importantes, o que prejudicou um pouco a justificativa do aparecimento de Hella, a vilã. O Doutor Estranho também me pareceu pouco aproveitado. Acho que ele poderia ter sido a chave para resolver o conflito de Asgard, mas apareceu rapidinho só para dar um singelo “oi”. Espero que reapareça com mais ênfase em outros filmes.

Bom, isso é tudo que eu queria comentar (mentira, estou arrasada por terem cortado o cabelo do Thor, mas abafa) e você o que achou do filme?

Beijos da Aleska Lemos.

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Filme, livro

Dia da Consciência Negra

Nós do blog “Aventureiras Literárias” somos todas brancas, é verdade, mas não é por isso que não podemos reconhecer a importância da data de hoje. Conheço pessoas que dizem que é bobagem ter feriado em homenagem aos afrodescendentes, que é só mais um motivo para não ir trabalhar e que não significa nada. Essas pessoas, porém, estão equivocadas; o Dia da Consciência Negra é uma vitória, porque consagrou a história dos povos africanos na memória do Brasil, coisa que vergonhosamente já se tentou esconder no passado¹.

A luta contra o preconceito racial é muito importante, mas não vou fingir que sei muito do assunto. Por mais que eu tenha lido e ouvido pessoas que sofrem discriminação eu nunca senti na pele o que eles passam todos os dias, mas acredito que tudo o que aprendi me tornou mais humana e mais empática. Dessa maneira acho muito válido que todos nós nos permitamos ser mudados, ouvindo mais o que os discriminados pensam.

Por essa razão, eu e Thaísa fizemos uma listinha de recomendações, para ajudar você a  refletir e celebrar essa data:

1- Para criar crianças feminista- ótimo livro da Chimananda Adichie que traz reflexões sobre os padrões de gênero na infância. Além de falar sobre feminismo a autora também é actuante no movimento negro e vale muito a pena conhecer seu trabalho.1353877-350x360

2- O ódio que você semeia- Esse livro foi resenhado aqui há poucas semanas pela Thaísa e conta a realidade de uma menina negra que convive entre brancos.

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3- A vida Secreta das Abelhas- Ah é um lindo e dolorido filme! Dakota Fanning e Queen Latifah estão realmente especiais nesse longa. Não vou dizer mais nada!

4- Filme: O Contador de Histórias- Esse é um dos meus queridos. Filme nacional baseado em história verídica, conta a história de um menino pobre doado pela mãe à tutela do Estado para fugir da miséria. Ele quase vira bandido, não fosse a intervenção de uma professora francesa que o adota e usa seus relatos em sua dissertação de mestrado. É uma bela história sobre a injusta realidade do nosso país.19873998

5- Filmes: Histórias Cruzadas- Ah não tem como não gostar desse filme! Alguns podem dizer que a mocinha branca que resolve entrevistar as empregadas negras fez um papel paternalista, mas acho que tanto ela quanto as empregadas cresceram com a experiência da escrita do livro e Aibileen e Minny é que me pareceram ser as reais protagonistas.

 

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A lista foi modesta, mas vamos fazer assim: se você souber mais algumas dicas sobre o tema, sejam autores negros importantes da atualidade ou livros que falem sobre racismo, escravidão ou mesmo história do povo negro no Brasil e no mundo, deixe nos comentários e contribua! Uma boa tarde reflexiva à todos!

Ass: Aleska Lemos.

 

 

¹ Rui Barbosa mandou queimar documentos sobre a escravidão e houve governos que iniciaram o processo de “branqueamento da população” com a vinda de imigrantes europeus.

Filme

Resenha: O JOVEM KARL MARX

 

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Ficha técnica:
Data de lançamento: 2 de março de 2017 (Alemanha)
Direção: Raoul Peck Produtoras: Velvet Film, Artemis Productions, Agat Films & Cie Produção: Raoul Peck, Robert Guédiguian, Rémi Grellety, Nicolas Blanc
Roteiro: Raoul Peck, Pascal Bonitzer, Pierre Hodgson

O filme lançado esse ano na Europa e tão esperado em terras brasileiras, infelizmente não passou nos grandes circuitos de cinema no país. Contudo, rapidamente os cinéfilos encontram uma solução e o filme foi disponibilizado no Youtube e está sendo projetado em escolas, universidades e atividades de bairro.

O Jovem Karl Marx conta a história do polêmico personagem histórico e revolucionário em sua trajetória de vida partindo do momento em que era um jovem jornalista até a publicação de uma das mais importantes obras já escritas: O Manifesto Comunista.

A obra do diretor Raoul Peck apresenta como ponto forte a capacidade de contar a biografia de Marx inserindo-o em seu tempo histórico de maneira muito didática e construindo os personagens de uma maneira que o público se sinta quase que um conhecido de Karl Marx, de Friedrich Engels, Jenny Marx e Mary Burns. Marx e Engels, que conhecemos somente de seus escritos e biografias que ressaltam seus lados acadêmicos e revolucionários, foram apresentados como homens. Homens com seus medos, angústias, sonhos e paixões.

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A relação de parceria, amizade e companheirismo revolucionário entre Marx e Engels foi delicadamente construída ao longo da película, permitindo ao espectador acompanhar o aprofundamento do laço afetivo e intelectual entre os dois.

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A originalidade na narrativa presente em O Jovem Karl Marx fica por conta do destaque dado pelos roteiristas às companheiras de Marx e Engels. Jenny Marx, tão costumeiramente relegada ao papel de “esposa de Karl Marx” é apresentada como uma grande intelectual e revolucionária que deixou para trás toda uma vida aristocrata de conforto e privilégios pra se unir à Marx na luta pela construção de um novo mundo. Um mundo dos e para os trabalhadores, sem privilégios, sem classes sociais e sem opressão.

Outra novidade mostrada no filme é a existência da companheira de Engels. Mary Burns, apagada pela História, tem sua memória resgatada e contada. Mary não foi “esposa de Engels”. Liderança proletária, Mary apresentou a Engels o mundo cruel vivido pela classe operária na Inglaterra e o auxiliou na obra A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra. Dessa parceria militante e intelectual, surgiu a pareceria para a vida. Mary e Engels foram companheiros de vida e de luta de 1843 até o ano da morte de Mary em 1863.

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No processo de escrita em parceria acerca da exploração capitalista sobre a classe trabalhadora, Jenny e Mary participaram lado a lado junto com os seus companheiros, da divulgação das ideias comunistas e da criação da Liga Comunista.

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Cada uma a sua maneira, Jenny e Mary foram sujeitos históricos muito importantes. Enquanto Jenny e Marx formavam uma família mais tradicional (casados e com filhos), Mary e Engels jamais se casaram por serem contra a família burguesa. Mary optou por não ter filhos. Informação contada pelo filme através de um diálogo muito bem escrito entre as duas personagens femininas.

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Os quatro personagens amadurecem enquanto militantes e intelectuais e aprofundam seus laços afetivos durante o longa metragem. Com a tarefa de levar a classe trabalhadora à tomada de consciência acerca de sua opressão para lutar numa revolução proletária, Jenny, Karl, Friedrich e Mary escrevem em conjunto em linguagem acessível aos trabalhadores, a obra que é um símbolo da luta contra o capitalismo no século XIX. Nascia então, o Manifesto Comunista.

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O Jovem Marx é um excelente filme para quem deseja conhecer a realidade da classe operária na Europa do século XIX, para desmistificar os personagens de Marx e Engels e para trazer à luz a história dessas incríveis mulheres tão à frente de seu tempo. Trabalhadores do mundo, univo-os! E assistam a esse maravilhoso filme.

Helena Rossi

Filme

Um Senhor Estagiário

Ben Whittaker (Robert De Niro) é um senhor de 70 anos, viúvo, saturado da vida monótona de aposentado que precisa de novos desafios para viver. Ao se deparar com um anúncio de emprego na rua, que busca estagiários idosos para trabalhar em uma grande empresa de moda, Ben logo se interessa e resolve se candidatar.

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Mal sabe ele que terá que lidar com Jules Ostin (Anne Hathaway), uma chefe difícil de conviver, porém muito independente e determinada; uma jovem com muitas responsabilidades, que administra uma empresa recente que cresce cada dia mais. No primeiro momento, Jules detesta saber que terá que trabalhar com Ben, já que contratar idosos estagiários fazia apenas parte de um projeto social obrigatório que seria bom para a imagem da empresa.

Apesar de todos os poréns com Jules, Ben tem anos de experiência no mercado de trabalho, e mesmo com o choque de gerações, consegue conquistar seus colegas de trabalho e se reinventar a todo instante. Aprende todo dia na empresa e também passa conhecimentos valiosos para aqueles que ali trabalham. É nesse contexto interessante que o filme se desenrola, mostrando diferenças e aproximações de experiência entre uma pessoa jovem e outra idosa. Com o passar do tempo, Jules começa a enxergar Ben como um bom estagiário e melhor ainda: mais do que um funcionário, um grande amigo que poderá sempre contar.

THE INTERN

“Um Senhor Estagiário” é um filme perfeito para assistir com os familiares e amigos. Há momentos engraçados, surpreendentes e intensos, é um filme que nos faz refletir bastante, nos trazendo aprendizado, ao mesmo tempo que é leve ao derreter nossos corações.

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Trailer legendado abaixo: 

Elenco: Robert De Niro (Ben Whittaker); Anne Hathaway (Jules Ostin); Rene Russo (Fiona); Adam Devine (Jason); Anders Holm (Matt); Linda Lavin (Patty Pomerantz); Zack Pearlman (Davis); Andrew Rannells (Cameron).

Direção: Nancy Meyers

Imagens: Copyright 2015 Warner Bros. Entertainment Inc. and Ratpac-Dune Entertainment LLC

Thatiana Napolitano

Filme

Um Contratempo

Envolvente do início ao fim, com tom investigativo, cheio de detalhes e surpresas, o filme “Um Contratempo” vai te deixar de boca aberta!

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Adrian Doria é um homem de negócios, bem sucedido, inteligente e casado. Ao primeiro olhar parece tudo perfeito, porém Doria mantém um caso amoroso com sua amante fotógrafa Laura Vidal. Toda a trama do filme se inicia quando o mesmo acorda em um quarto de hotel totalmente desconhecido, sem saber como chegara lá, é surpreendido com a sua amante morta no chão do banheiro, rodeada de notas de dinheiro. Doria se encontra trancado e sozinho no quarto, quando policiais chegam e o apontam como criminoso.

A partir desse momento, Doria contrata uma famosa advogada para solucionar o caso, ambos tentam entender como o crime ocorreu,  buscam respostas para descobrir como o assassino conseguiu matar sua amante sem deixar rastros e com um grande detalhe: conseguindo trancar o quarto por dentro sem nenhuma possibilidade do mesmo sair pelas janelas.

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É nesse contexto em que o filme vai caminhar para dúvidas intrigantes, com reviravoltas e uma história cheia de mistérios. O espectador é surpreendido a cada minuto, sendo praticamente impossível descobrir o desenrolar da história e seu chocante final. O roteiro escrito por Oriol Paulo é recheado de flashbacks, tornando tudo mais interessante, fazendo com que o espectador crie a todo instante milhares de teorias.

Para quem gosta de filmes de mistério, investigação, com assassinatos e uma história difícil de solucionar, é o filme ideal para assistir. Por mais que seja cheio de detalhes, não é um filme cansativo, a história é bem amarrada e sem enrolação. Filme perfeito para prender os nossos olhos na tela e para assistir com aquele amigo que sempre acha que sabe o final da história!

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Trailer legendado abaixo (filme disponível na Netflix):

Elenco: Mario Casas (Adrián Doria); Bárbara Lennie (Laura Vidal); Ana Wagener (Virginia Goodman); José Coronado (Tomás Garrido); Francesc Orella (Félix Leiva); David Selvas (Bruno).

Direção: Oriol Paulo

Filme espanhol produzido em 2016

Imagens: Copyright Warner Bros Pictures España

Thatiana Napolitano

Filme, Sem categoria

Meu malvado favorito 3

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Esse domingo fui conferir o terceiro filme da franquia “Meu Malvado Favorito”. É verdade que fui com meu sobrinho, mas convenhamos: essa série é boa demais e qualquer idade se diverte assistindo, em outras palavras, eu estava realmente ansiosa para saber o que os Minions iriam aprontar.

Bem, antes de entrar na história preciso dizer que estava morrendo de medo de me decepcionar. Andei lendo a crítica na internet e algumas pessoas falaram mal, que forçaram uma barra para continuar a história e tal, mas eu discordo: o filme foi divertidíssimo!

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Eu enquadrada com os Minions. Não rir para a foto foi impossível.

Ok, eles usaram a desculpa do irmão gêmeo desaparecido e isso é cliché, mas a forma como construíram Dru foi muito boa e me faz pensar porque demoraram tanto para desenvolverem esse novo personagem. Dru e Gru tem muita química, apesar de serem o oposto um do outro.

Os Minions finalmente fizeram o que deviam ter feito assim que Gru virou pai: uma rebelião. Quer dizer, se eles são criaturas que idolatram vilões ao longo da história da humanidade, não faz sentido  seguirem um cara que desistiu da maldade né? Demorou muito até fazerem o óbvio.  O importante, porém, é que mais uma vez roubaram a cena e suas piadas estavam muito boas.

O vilão, um ex ator infantil dos anos 80, não foi um dos meus personagens favoritos, mas confesso que o estilo deu rendeu um bom caldo musical, com direito a Madonna, Michael Jackson, Dire Straits e muito mais no meio das lutas.

Achei muito bacana que os roteiristas tenham conseguido fazer uma segunda continuação bastante consistente, porque outras franquias como Shrek começaram a perder o viço no terceiro filme (quer dizer o Shrek terceiro foi legal pelo fim do Encantado, mas já achei um pouco forçado, mas “Shrek para sempre” foi terrível). Oremos para que continuem acertando nos próximos!

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Filme

Água para Elefantes

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Um senhor de mais de 90 anos cujo o nome é Jacob Jankowski estava ali, embaixo da chuva, em frente a entrada de um circo que acabara de finalizar o espetáculo.  Para protegê-lo da chuva, dois funcionários se prontificam a levá-lo para dentro do circo. Aquele ambiente era capaz de reviver muitas memórias de sua vida, pois os seus laços criados com o circo mudaram completamente seu destino e por isso resolve relembrá-las.

Jacob Jankowski era filho de poleneses, estudante de medicina veterinária, prestes a fazer seu último exame e se declarar formado pela Universidade Cornell. Porém, seus pais morrem em um acidente de carro e deixam muitas dívidas. Sua vida muda completamente ao se ver sozinho, sem dinheiro e sem moradia, até que um trem cruza seu caminho e Jacob resolve entrar nele, sem sequer imaginar que daquele em dia em diante tudo mudaria.

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Descobre que estava no trem do Circo Benzini Bros e tenta por meio deste seu sustento. Contratado pelo circo, recebe a função de cuidar e treinar a nova e incrível elefanta Rosie, e é nessa nova vida no circo que Jacob se apaixona por Marlena, que nada mais era a mulher de August, dono do circo. O mesmo se revelará um grande vilão, ao maltratar animais e pessoas que ali trabalhavam, fazendo com que todos vivessem em condições precárias, repletos de exaustão e fome.

O enredo do filme se desenrola no amor proibido vivido por Jacob e Marlena entre todas as dificuldades da vida no circo. O filme prende bastante a nossa atenção, porém tudo nele acontece de forma dada e simples. Os personagens principais desenvolvidos já são compreendidos de imediato, mas os outros trabalhadores do circo são personagens incríveis que poderiam ter sido mais explorados.

“Água para Elefantes”, uma adaptação do livro de Sara Gruen, é um filme para assistir sem pretensões e grandes expectativas, já que trata-se de uma história bem fluida e previsível. Porém, sua fotografia é incrível, a relação entre Jacob e a elefanta Rosie é completamente apaixonante! Vale a pena assistir, já que em meio ao romance, há bastante drama, pois o filme acerta em cheio ao mostrar a mistura de melancolia e felicidade daqueles que vivem a dura e mágica vida de circo.

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Trailer do filme abaixo: 

Direção: Francis Lawrence

Elenco: Reese Witherspoon (Marlena Rosenbluth); Robert Pattinson (Jacob Jankowski); Christoph Waltz (August Rosenbluth); Paul Schneider (Charlie O’Brien); Jim Norton (Camel); Hal Holbrook (Jacob Jankowski – idoso); Ken Foree (Earl) e James Frain (cuidador de Rosie).

Imagens: Copyright Twentieth Century Fox France

Thatiana Napolitano

Filme

Minha história com Tarzan.

Minha família sempre foi fã de filmes. Acho que viver nos anos noventa no auge das video locadoras deve ter me ajudado a ser cinéfila, porque fazíamos pacotes de até cinco filmes para finais de semana e feriados. Quando não dava via os filmes da tv aberta mesmo.

O primeiro encontro que tive com Tarzan foi no SBT. Durante as tardes de sábado sempre passavam filmes antigos de preferência com temas mitológicos ou de aventura como Simbad-o marujo, os Argonautas e… Tarzan! Inclusive acho que a emissora fez certa vez, uma maratona Tarzan e vi duas ou três versões no mesmo dia. Lembro de ter ficado chocada quando o personagem viu a Jane pela primeira vez e apalpou os seios dela, mas minha mãe explicou que era ele quem estava chocado com a Jane já que nunca tinha visto uma fêmea da sua espécie.

Também cheguei a ter uma versão em preto e branco em DVD, mas esse Tarzan já era casado e brigava com os caçadores. O que venho estranhando é a ausência da Chita, a macaca atrapalhada do herói que vem sumindo ao longo dos tempos. Quer dizer no desenho da Disney (que fiz questão de assistir no cinema), temos a Terk, mas ela nem mais é um chimpanzé 😦 .

Nesse filme novo “A lenda de Tarzan”,  ela some completamente. Não sei se é por causa da exploração dos chimpanzés ou porque os diretores não acharam a personagem importante para a história, mas Tarzan é amigo de outros animais, como elefantes, gorilas, búfalos, leões e por aí vai. Companhia animal é que não falta para o herói.

Aproveitando que comecei a falar do último filme lançado, acho que vou tecer uns pequenos comentários sobre ele, apesar de sair um pouco da proposta. Achei “A lenda de tarzan” um filme muito legal, os efeitos especiais foram ótimos, a fotografia foi linda (também como poderia não ser em se tratando de África né?) e achei bem interessante terem colocado a Jane para morar numa tribo africana porque  assim dá para explorar a cultura dos povos africanos (não sei se fizeram da maneira correta, mas achei muito linda a cena do nascimento de… um bebê-quase um spoiler aqui)

Gostei também deles terem dado maior importância a aventura do Tarzan adulto e colocado a infância dele em flasbacks, deu dinamismo à estória, afinal todas as versões cinematográficas anteriores já nos ensinaram bem como foi a vida dele não é mesmo? Só achei esse Tarzan muito civilizado (apesar das mãos alteradas pelo hábito de andar de quatro patas), quer dizer, ele ainda se mistura muito bem aos animais, mas na civilização é um completo lorde de Greystoke. Não que eu esperasse que ele subisse na mesa e batesse com as mãos no peito, mas podia ser um tanto mais grosso com alguns personagens (risos).

Quanto a Jane, bem a personagem é maneira: forte, independente  com atitude e tal, mas infelizmente é por ela ser assim que a confusão começa, em outras palavras ela é sequestrada por teimar com Tarzan para voltar com ele para África. Acho que o conflito todo poderia girar em torno de outra coisa, mas eles preferiram estragar um bom personagem. Acho que vocês podem argumentar que todos os outros filmes sobre Tarzan tinham esse foco, mas sei lá, não esperava por isso depois de filmes como Malévola e outros com personagens femininas tão intensas.

Mas de modo geral o filme diverte, o Tarzan é bonitinho e tem muitos bichinhos fofinhos. Acho que ainda quero viver o suficiente para ver um filme onde a Jane salve o Tarzan na cidade grande (risos), porque tenho certeza que um dia ainda vão refilmar essa estória. De tempos em tempos a humanidade revive seus clássicos, porque por mais que o enredo seja conhecido as pessoas sempre irão buscar rever as novas versões.

Bom isso é tudo pessoal! Vou deixar alguns links do Youtube para quem quiser conhecer umas versões mais antigas, beijão!

Links:

PS: Não falei do filme da Disney “Tarzan, a evolução da lenda” por que esse não vi ainda.

Filme

A Bruxa

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Um filme que se passa em pleno século XVII na Nova Inglaterra, um contexto no qual a religiosidade é de extrema importância para a vida em sociedade, uma família inglesa acaba sendo banida da comunidade na qual viviam por serem acusados de heresia. William (Ralph Ineson) e Katherine (Kate Dickie) partem para o interior da região com a esperança de encontrarem terra para plantio e assim poderem reconstruir suas vidas do zero.

A família fica totalmente excluída da civilização em terra estranha. Os pais encontram grandes dificuldades ao terem que sustentar, em precárias condições, todos seus filhos: Thomasin, Caleb, um casal de gêmeos Mercy e Jonas e o bebê Samuel. É nesse sofrido e difícil cenário, rodeados por uma floresta nada acolhedora, que muitos acontecimentos estranhos e assustadores irão aos poucos abalar o núcleo familiar.

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“A Bruxa” não se trata de um filme de terror e suspense que a maioria das pessoas estão acostumadas a assistir. Não espere jumpscares e todo aquele clichê, pois o filme desconstrói a todo momento a fórmula esperada do gênero terror. Todo o pavor que permeia o filme se encontra na maneira em que a história é construída, e a mesma é apresentada aos poucos com cenas em cores frias, sem vida, bem lentas, trabalhadas em diálogos sugestivos que criam um forte clima de tensão. A trilha sonora também é um dos pontos mais altos do filme, é de arrepiar e a mesma insinua sensações perturbadoras a cada cena.

Todo o terror psicológico envolvido na narrativa ocorre através de um questionamento e crítica ao pensamento da época (e que curiosamente nos faz refletir sobre o nosso contexto atual). O filme levanta questões interessantes, de maneira inteligente, acerca do fanatismo religioso ao nos apresentar situações que mostram como a religião era de extrema importância para a família e como a mesma irá encarar o inesperado.

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Mais do que um dos filmes de terror disponíveis, “A Bruxa” é um bom filme para quem gosta de refletir acerca das questões que são levantadas e prefere um terror menos óbvio, mais surpreendente. É preciso estar imerso para sentir a tensão proposta e se deixar envolver pelo terror psicológico. Com cenas fortes, impactantes, metafóricas e com um roteiro muito bem construído esse é um filmes do gênero que não dá pra deixar de assistir. Recomendo!

Trailer:

Imagens: Copyright Universal Pictures

Direção: Robert Eggers
Elenco: Anya Taylor-Joy (Thomasin); Ralph Ineson (William); Kate Dickie (Katherine); Harvey Scrimshaw (Caleb); Ellie Grainger (Mercy); Lucas Dawson (Jonas).

Thatiana Napolitano

Filme

Filme: Drácula a história nunca contada.

Nesse filme Vlad Tebes é um príncipe traumatizado por ter servido ao império turco desde os 7 anos de idade. Ele aprendeu com os muçulmanos a ser irrascível, cruel e invencível em batalha, mas após ter terminado seu tempo de “serviço” ele volta para o lar e deseja só a paz. O problema acontece quando 10 anos depois, o rei turco volta e exige 1000 crianças do reino de Vlad para servir ao exército otomano durante a invasão da Europa. O  mais polêmico dessa exigência,porém, é que o herdeiro de Vlad deveria ser incluído no “pacote”. É nesse momento que mais uma vez o príncipe das trevas abdica de sua humanidade, porém agora é para obter a força de 100 homens.

 

Luke Evans convence muito como pai e marido apaixonado. Está longe de ser o cara cruel dos tradicionais filmes “draculinos” (risos), apesar de ter empalado um monte de inimigos, cortado muitas cabeças na frente do próprio filho (para salvá-lo, claro) e não apresentar remorso algum depois de matar. Contraditório né? Saí com essa sensação do cinema, mas quem não é contraditório? Apesar de ter duas facetas muito díspares ele parecia saber conciliá-las, quer dizer, não é como se fossem duas personalidades diferentes, ele era um só. Acho que estava convencido da historinha que ele mesmo se contava para se impedir de ficar maluco.

 

Teve gente que riu no cinema porque teve muita “mentirada”, tipo quando o Vlad enfrentou sozinho uns 100 mil soldados (tá, é bizarro até para um vampirão), mas tipo: cinema não é lugar da mentira? Quem cresceu vendo carro subindo escada e “missão impossível”(ou mesmo 300 de Esparta que são 300 contra milhares e sobrevivem muito mais que o esperado) não devia se surpreender com esse tipo de coisa [risos], é só sentar e se divertir com a pancadaria. Aliás foi uma boa pancadaria! Não foi como a sequência de 300 (que chegou a ser nojenta de tanta realidade nos ferimentos) com lanças atravessadas na cabeça de soldados, mas discordo da filha do Zé do caixão quando classificou o filme como “história para pré-adolescente”, eu com meus 12 anos quase não dormi com medo do “homem da máscara de ferro” (tá isso é ridículo, mas aconteceu) imagina com dezenas de decapitações e empalamentos?

 

Bom, por último, esse filme não investiu muito na parceira de Vlad, para você ver não tenho nem certeza de qual era o nome dela. Ela era um bibelô sim, linda loura e voltada para a família, mas não foi representada como mulher fútil e sua opinião era respeitada pelo marido. Em nenhum momento ela foi castigada por falar alto com o príncipe na frente dos turcos, no entanto não dá para esquecer que ela é uma mulher da era medieval e estava em segundo plano.

 

Espero que tenha continuação, se não fico frustrada!

Beijos, Aleska Lemos.