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Resenha: Suzy e as Águas-vivas – Ali Benjamin

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Título: Suzy e as Águas-vivas

Autora: Ali Benjamin

Editora: Verus Editora

Ano: 2016

Número de Páginas: 224

Às vezes, quando nos sentimos mais solitários, o mundo decide se abrir de formas mágicas.”

Suzy Swanson é uma menina de apenas 12 anos, esperta, curiosa, que adora ciências e que acabou de perder a sua ex-melhor amiga. A notícia do falecimento de Franny Jackson a abala e fica totalmente desolada quando sua mãe diz que as coisas simplesmente acontecem.

Suzy e Franny eram melhores amigas, mas tinham se afastado de uma forma não muito agradável e mesmo com esse afastamento, Suzy não se convence de que a amiga, que nada super bem, morreu afogada. Por conta disso, Suzy fica em silêncio, acreditando que falar bobagens para preencher o silêncio não são importantes e começa uma busca para encontrar a causa da morte prematura. Suzy é aquela criança que sofre bullying por ser diferente, por não ter passado para a fase de querer se cuidar e se arrumar e sim continuar em querer saber sobre tudo ao seu redor e sobre assuntos um pouco nada comuns.

E, durante todo o tempo, seu coração só continua batendo. Ele faz o que precisa fazer, uma batida após a outra, até receber a mensagem de que é hora de parar, que poderia acontecer daqui a poucos minutos sem que você tenha ideia disso.”

Em um passeio de escola, Suzy acaba sabendo um pouco sobre as águas-vivas e acredita que essa seja a causa, Franny não morreu afogada, ela foi picada por uma água-viva mortal. Após essa conclusão, Suzy aprofunda sua pesquisa sobre criaturas submarinas e tenta encontrar especialistas que confirmem isso, mostrar para as pessoas ao seu redor que as coisas acontecem por algum motivo e não porque simplesmente acontecem.

O livro é narrado por uma criança que mesmo sem falar, estamos por dentro do que se passa com a Suzy através de seus pensamentos. A escrita é bem desenvolvida, fácil e bastante reflexiva, havendo momentos em que voltamos para o passado para sabermos mais sobre a amizade de Suzy e Franny até chegar no rompante da amizade. Suzy está perdida, se sentindo sozinha por conta da recente separação de seus pais e agora a morte de sua amiga. Sabemos de seus medos e suas vontades, Suzy te conquista de uma forma maravilhosa, que dá vontade de entrar no livro e segurar a mão dela e viver as aventuras junto com ela.

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Suzy e as Águas-vivas é um livro cativante, simplesmente maravilhoso, entrou para a minha lista de melhores do ano. Acreditei que seria mais uma leitura leve e bonita, mas não foi apenas isso, é um livro que te faz refletir sobre a vida, sobre a natureza e a imensidão do mundo. Uma história que fala sobre amizade, bullying, crescimento, adolescência, aquela fase em que as meninas começam a gostar dos garotos, e a mudança nos comportamentos que a adolescência nos traz, luto e recomeço. As informações contidas no livro sobre as águas-vivas são reais, e me peguei pesquisando e querendo saber mais sobre a água-viva letal que ela tanto fala. Mesmo com informações científicas, o livro não fica cansativo, para mim só enriqueceu ainda mais a leitura.

Indico esse livro para todo o mundo, para todas as pessoas, é uma leitura para todas as idades, não canso de repetir como esse livro é lindo! Suzy é uma menina corajosa, com sede de sabedoria, que vai te levar a refletir e se emocionar.

Thaisa Napolitano

 

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Resenha: Sorrisos Quebrados – Sofia Silva

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Título: Sorrisos Quebrados

Autora: Sofia Silva

Editora: Valentina

Ano: 2017

Número de Páginas: 232

Sorrisos Quebrados conta uma história triste, traumática e ao mesmo tempo poética. Quando ganhei o livro, não sabia que em suas páginas haviam tantas dores, tantos medos, nos envolvendo e fazendo refletir sobre violência doméstica, abuso sexual, drogas e deficiência. Este é o primeiro livro de Sofia Silva, uma autora portuguesa que aborda assuntos delicados. Nesta história conhecemos Paola e André, personagens que sofrem no passado e tentam reconstruir suas vidas.

Paola vive em uma clínica após ter sofridos grandes traumas. Uma pessoa que tenta colorir sua vida através da pintura, que consegue enxergar luz e verdade na escuridão. André é pai solteiro, um homem trabalhador, que faz de tudo para dar o bom e do melhor para sua pequena filha Sol. Sol é uma criança de apenas 4 anos, uma criança super especial que também possui traumas.

Sol é elo entre esses dois personagens, é a leveza na vida dos dois e no livro. Com a Sol, esquecemos as dores dos personagens e enxergamos a inocência de uma criança, o olhar puro do mundo.

Todo dia é um recomeço.

Todo dia eu renasço.

Todo dia eu me levanto.

Todo dia eu não desisto.

Todo dia eu vivo como se não tivesse 

Todos os dias. “

O livro é dividido em 4 partes, e em cada parte percebemos as lutas de cada personagem, a vontade de querer viver sem medos, de poder confiar em outro alguém e dar seu coração para que cuidem. Todo dia é um recomeço. Todo dia é uma nova chance de deixar seus medos para trás. E é com fluidez que Sofia aborda esses assuntos delicados.

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O livro possui cenas fortes, o prólogo intenso me fez chorar, e também me chocou, uma realidade vivida por tantas mulheres, um problema real que muitos não querem ver. Há também romance e cenas de sexo. Apesar de perceber a luta que Paola tenta vencer em confiar em alguém, em se aproximar de um outro homem, achei que ela acabou se entregando um pouco mais fácil que André. No meu ponto de vista, os traumas de Sofia eram bem maiores, mas quem demorou a ceder e vencer os próprios medos foi André.

Com ele percebi que é na escuridão que brilha o amor verdadeiro, que as palavras verdadeiras reluzem…”

Sorrisos Quebrados é um livro brilhante, chocante e lindo. Com uma personagem forte que não pensa em desistir, que criou o seu próprio mundo através das cores, que acredita que a vida não é mais um dia, e sim feito por pequenos momentos de felicidade. Indico a leitura desse livro, mas se prepare pois você leitor, irá sofrer, se apaixonar e brilhar com as cores de Paola.

Thaisa Napolitano

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Resenha: Novembro, 9 – Colleen Hoover

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Título: Novembro, 9

Ano: 2017 – 3ª Edição

Editora: Galera Record

Autor: Colleen Hoover

Número de Páginas: 352

Olá Aventureiros! Hoje venho falar sobre o livro Novembro, 9 da Colleen Hoover. Para quem acompanha o blog sabe que o meu primeiro contato com a autora foi com o livro Confesse, que li em agosto, para ler a resenha clique aqui. E assim como Confesse, Novembro, 9 aborda assuntos delicados que me deixaram bem tensa em alguns momentos.

O livro conta a história de Fallon, uma jovem que está prestes a se mudar para Nova York. Em seu último dia em Los Angeles, Fallon conhece Ben de uma maneira bem inusitada, rolando uma química instantânea que fazem com que passem o dia juntos.

Fallon tem apenas 18 anos, mas já passou por muitas coisas em sua curta vida. Sobrevivente de um incêndio que a deixou desfigurada, Fallon perdeu seu trabalho e viu sua carreira de atriz desmoronar por conta das cicatrizes. Dia 9 de novembro é o dia de aniversário desse episódio, e nesse dia, num almoço com seu pai, com quem tem uma relação perturbada, conhece Ben, um aspirante a escritor.

Amar alguém não inclui só a pessoa… Amar alguém significa aceitar todas as coisas e pessoas que esse alguém também ama.”

Ben, é um jovem que quer ser escritor, atraído por Fallon e ela por ele, passam o dia juntos e acabam conhecendo um pouco um do outro. Diferente da maioria dos garotos, Ben acha Fallon muito bonita, que acaba se tornando a sua musa inspiradora para seu livro. Impedidos de viver um grande amor, Fallon e Ben, fazem a promessa de se encontrarem todo dia 9 de Novembro, no mesmo lugar em que se conheceram e na mesma hora.

Ben faz Fallon se sentir muito bem, sempre encorajando o que ela tem melhor. Ao longo da narrativa, podemos ver o desenvolvimento e crescimento de Fallon, o aumento de sua auto estima e sua busca por realizar seus sonhos. Cumprindo a promessa que cada um fez, eles se encontram nos dias 9 de novembro, sem ter contato algum durante o ano.

E toda vez que se olhar no espelho, não tem o direito de odiar o que vê. Porque você sobreviveu enquanto muita gente não teve tanta sorte.”

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Quando tudo parece estar ao favor do jovem casal, quando eles acreditam que podem ficar juntos, Fallon descobre coisas que a fazem acreditar que ela é apenas um personagem do livro de Ben e questiona quem é o cara que ela está apaixonada. Foi nesse clímax que fiquei tensa. Muitos segredos são revelados, muita coisa que pareciam não fazer ligação, começam a se encaixar.

Acho que estive julgando mal todo o conceito de amor instantâneo. Eu queria muito saber como podemos terminar esses próximos anos com um final feliz.”

A autora, com sua maestria aborda assuntos delicados, como relações entre pais e filhos, câncer, suicídio, morte precoce, perdão e cicatrizes não visíveis em sobreviventes de incêndios. A narrativa é muita fluida e a história se passa sempre no dia 9 de novembro, nos encontros dos personagens, confesso que senti falta de saber como era o ano dos personagens, antes de cada encontro anual, o que acontecia com eles, e gostei muito de ler que mesmo destruídos, o dia 9 de novembro era um renascimento para os dois, e não apenas para Fallon. A amizade entre eles é muito bonita e comovente. O sentimento amor é abordado de maneiras diversas, nos emocionando e nos chocando.

Porque quando você ama uma pessoa, tem o dever de ajudá-la a ser melhor versão de si mesma.”

Gostei do livro, não foi o melhor que li esse ano e entre os dois da autora que li, gostei mais do Confesse. Não me senti muito confortável com o desfecho da história, achei que alguns acontecimentos pareciam irreais demais. O livro mostra ao leitor como o amor não é perfeito, que perdão e amor andam lado a lado. Para quem for ler esse livro, recomendo que leia acompanhado de um lenço, porque lágrimas são garantidas nessa leitura.

Thaisa Napolitano

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Livro: Treze

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Título: Treze- O Azar pode ser a sua ruína: A sorte também.

Autora: FML Pepper

Editora: Galera Record

Ano:2017

Rebeca é filha de uma ladra turca com um policial brasileiro.  Após a morte do pai, passa a aplicar golpes com a mãe para sobreviver e vira uma super hacker. Ela tem uma grande amiga chamada Suzy que é tipo o anjinho bom no seu ombro direito (e que é pouco ouvido).

Um dia o destino  dá uma rasteira na garota e ela é obrigada a dar assistência à polícia para investigação de crimes cibernéticos e a ir para uma faculdade (coisa que ela nunca imaginou que um dia fosse fazer). Lá ela conhece Karl um ex lutador de MMA e Eric Dragon, dando início a um triângulo amoroso.

Bem, foi meu primeiro livro da FML Pepper e achei bastante promissor. Rebeca, a heroína é bastante interessante e não faz muito o tipo “donzela indefesa”. É um pouco doidivanas, mas muito cativante. Karl não me convenceu nas primeiras páginas, mas depois ele cresceu alguns pontinhos comigo e consegue exercer bem sua função. Já o Eric é perfeito demais e meio sem sal tadinho. Achei meio improvável de ser o herói da história.

Sobre a trama, bem, a princípio achei que seria um suspense muito maneiro, fiquei esperando para ver os casos que a Rebeca iria solucionar e tal, mas Pepper fez a curva e o tornou um romance com triângulo amoroso. Fiquei um pouco decepcionada, principalmente porque teve uma parte da história que pareceu muito com filmes tradicionais de comédia romântica como: “Qual é o seu número” e “Muito bem acompanhada” (com a Debra Messing), porém, devo ressaltar que o desgosto por triângulos  desse calibre é uma coisa pessoal minha. Uma ligeira implicância. Se você leitor não tem problemas com isso, ouso dizer que vai gostar bastante (acho que o final da história voltou a puxar para o suspense e eu gostei de ter lido).

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De modo geral, acho que minha única crítica foi a quebra da expectativa. Tem coisas muito boas em Treze  como quando Pepper fez uma boa discussão sobre ter fé e saber amar.É possível enxergar que fez um bom planejamento textual, que tem um bom argumento (quando contei a sinopse para meu irmão ele achou muito interessante apesar de não ser fã de romances),  e personagens bem construídos e complexos. Gostei também do fato dela nos fazer viajar por lugares do Brasil pouco explorados na literatura (foi um dos primeiros livros que li ambientado na cidade de Niterói).

Se precisasse fazer uma comparação, acho que diria que gosto mais do estilo da Pepper do que o da Carina Rissi, apesar de ter adorado o “Perdida”. Espero ter convencido vocês a ler esse livro porque vamos sorteá-lo.

Grande abraço!

Aleska Lemos.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Resenha: Como Agarrar uma Herdeira – Julia Quinn

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Título: Como Agarrar uma Herdeira

Ano: 2017

Editora: Arqueiro

Autor: Julia Quinn

Número de Páginas: 304

Olá Aventureiros! Esse é o novo livro da diva Julia Quinn. Como Agarrar uma Herdeira é o primeiro livro da nova duologia Agentes da Coroa, e no primeiro livro vamos conhecer Caroline Trent e Blake Ravenscroft.

Caroline Trent é uma jovem prestes a completar 21 anos, e se vê em uma situação completamente desagradável, está sendo forçada a se casar com um homem que só tem interesse em por as mãos em sua herança, ao conseguir fugir das garras deste homem, Caroline é sequestrada por engano. Seu sequestrador, Blake Ravenscroft confundiu Caroline com uma espiã espanhola, Carlotta de Leon, e sua refém não irá tentar se libertar até seu aniversário, pois quer mesmo se ver livre de casar com alguém asqueroso e por conveniência.

…houvera a faísca de algo diferente e novo, algo empolgante e perigoso, algo lindo e selvagem.”

Caroline é inteligente, super alto astral, mesmo com as rasteiras que a vida lhe deu, ela sempre mantém o bom humor, o sarcasmo e as respostas na ponta da língua como seu aliado. Aos 10 anos, Caroline perdeu o seu pai e ficou aos cuidados de um tutor, mas seus tutores morriam e ela ficava pulando de casa em casa, mudando de tutor com frequência. E seus tutores não eram exemplos de pessoas, sempre desprezíveis e querendo por as mãos em Caroline e/ou em sua herança.

Blake Ravenscroft é um agente do departamento de guerra, que após uma grande perda em seu passado, se tornou uma pessoa fria, rabugenta, mau humorado e reconhecido por seu trabalho. Seu melhor amigo James, o marquês de Riverdale, é seu parceiro, que também é uma pessoa bastante esperta e bem humorada, que já conhece o mau humor de seu amigo e consegue contornar com muita maestria. Blake está desejando muito se aposentar e viver uma vida tranquila no campo. Mas ao raptar Caroline, Blake se vê ansioso para terminar essa última missão e sem armas para se proteger dos encantos dessa jovem.

… os próprios demônios também estavam enfim desaparecendo. Era o riso que os exorcizava, concluiu. Caroline tinha uma capacidade impressionante de encontrar humor nos assuntos mais mundanos.”

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Após o rapto, Caroline começa a morar na casa de Blake, escondido da vizinhança, e as únicas pessoas que sabem sobre Caroline são o próprio Blake, seus criados e James. Caroline encanta a todos na temporária moradia, e como forma de agradecimento e maneira de firmar sua estadia, planeja ajudar na jardinagem, na arrumação da biblioteca sem o consentimento de Blake e aí começam as confusões, principalmente quando surge a inesperada visita da irmã de Blake, Penélope, que não sabe sobre a carreira do irmão. E assim uma rede de mentiras vai surgindo e aumentando, havendo muita confusão e levando Caroline a dormir no lavatório de Blake!

Caroline desejou ter alguém que implicasse com ela e segurasse sua mão em momentos de medo e insegurança.”

Será que eles vão ser capazes de enfrentar essa situação de maneira que as mentiras não sejam descobertas? E o sentimento de apreciação de Caroline para Blake vai se transformar em amor? Será que Blake vai conseguir encontrar armas suficientes para se manter imune ao charme e teimosia de Caroline Trent? Muita confusão vem nessa nova história de Julia Quinn.

Mas, quando se guardava no peito um coração partido, era muito mais fácil falar do que fazer.”

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Uma narrativa muito fluida e bem humorada. Com cenas tão bem detalhadas, e ao mesmo tempo rápidas, criando um ritmo de leitura super delicioso. O que mais posso dizer? Julia Quinn é maravilhosa, e esse é um livro bem diferente da série Os Bridgertons, mas que não deixa a desejar, a capa está linda, a diagramação muito boa e ao ver a formatação da letra, me senti totalmente em casa, um livro de uma autora que amo, com uma história cheia de humor e romance. Caroline vai te fazer rir com sua teimosia e sua energia contagiante.

Thaisa Napolitano

 

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Resenha: Alice no País das Maravilhas

Oi pessoal! Aqui é a Aleska, gostaria de avisar que a partir desse mês vamos ter colaboradoras no blog e a resenha de hoje foi feita por uma delas: a Helena Alves Rossi, colega minha da faculdade de história, espero que curtam!

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Título: As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho

Autor: Lewis Carrol

Editora: Zahar

Uma das minhas histórias preferidas na infância é da Alice no País das Maravilhas. Eternizada pela Disney, a personagem me levava para um mundo mágico onde um chapeleiro louco bebe chá com um coelho, o gato vira uma lua e lagartas são filósofos.

Cresci e carreguei o desenho da Disney na memória e também descobri que a Alice verdadeira eu encontraria num livro. Então, sem medo de perder a cabeça ou de estar atrasada, pedi o livro de aniversário. O namorado me presenteou com a versão 3×1. Composto por Alice no País das Maravilhas, Alice Através do Espelho e notas técnicas com análises literárias. A versão que li, também contém as ilustrações originais.

Nesta resenha dissertarei sobre o primeiro livro. Escrito por Lewis Carroll no período vitoriano, Alice no País das Maravilhas, é um presente do autor à garotinha com a qual conviveu nos primeiros dez anos da menina. Nossa querida Alice, são pedaços de memória afetiva do autor com muitos toques de magia.

A história começa com Alice e sua irmã sentada numa ribanceira. Entediada com sua leitura, divagava em seus pensamentos até avistar um coelho branco que falava. Não só falava como olhava o seu relógio. Por estar atrasado, o coelho disparou e Alice correu atrás o seguindo até uma toca que a levaria a um mundo estranho.

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Em poucas páginas acreditamos ser possível crescer ou encolher com uma bebida, falar com animais e viver num Reino comandado por uma Rainha de Copas e seus súditos em forma de cartas de baralhos.

O livro se enriquece com os poemas de Lewis Carroll muito próximos do que viriam a ser chamados no século XX de poemas concretos. Os poemas dialogam de forma harmônica com o restante dos textos. As ilustrações presentes em algumas páginas ajudam os leitores a enxergar o mundo que o autor criou.

A obra Alice no País das Maravilhas transita entre as gerações. Apesar de pensado para um público infanto-juvenil, é uma excelente leitura para nós adultos que precisamos de um pouco de magia em nossas vidas de duras realidades.

Beijos, Helena Rossi.

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Resenha: Uma Semana para se Perder – Tessa Dare

Título: Uma Semana para se Perder

Ano: 2016

Editora: Gutenberg

Autor: Tessa Dare

Número de Páginas: 288

Olá Aventureiros! Hoje venho com a resenha do segundo volume da Série Spindle Cove da autora Tessa Dare. Neste segundo livro vamos descobrir um pouco mais sobre Minerva e Lorde Payne, personagens que já deram o ar da graça no primeiro livro Uma Noite para Se Entregar.

Spindle Cove é uma vila onde mulheres vão para cuidar de si e obter aulas que vão de mergulho em mar aberto até aulas de tiro. E no primeiro livro, Spindle Cove recebeu a inesperada visita de soldados, deixando a rotina de suas mulheres um pouco atrapalhada.

Minerva é uma geóloga, bela e muito inteligente. Lorde Payne é aquele tipo devasso que não pretende se casar, um rapaz que a cada noite dorme com uma mulher disponível diferente, que gastou muito dinheiro e teve sua herança confiscada e regulada pelo seu primo Victor Bramwell.

Talvez Minerva não seja a garota mais bonita do local, mas pode ser que Lorde Payne tenha visto beleza em sua mente curiosa ou em seu espírito independente.”

Minerva quer participar de um encontro de geologia e tem a certeza de que irá. Sabendo que Colin, nosso Lorde, quer muito sair de Spindle Cove, propõe que ele a acompanhe na viagem para a Escócia. Mas nada é tão fácil quanto parece ser. Minerva terá uma semana para convencer a família de que está apaixonada por Colin e que o mesmo retribui seus sentimentos para que possa realizar a sua viagem.

Mas o que se deve esperar de uma viagem arrumada às pressas, com um homem que não possui boa fama e uma moça solteira que pode arruinar sua reputação? Confusão, é claro! Desde que eles engatam nessa aventura, tudo e mais um pouco acontece. É uma montanha russa de acontecimentos, que nos prendem ao livro, com risadas e muitas loucuras.

Nessa viagem, Minerva e Colin vão se conhecendo e percebendo que são especiais. Colin ainda sofre por um acontecimento que ocorreu em sua infância, tirando pessoas amadas de sua vida, e Minerva, considerada a “patinho feio” da família, que nunca conseguiria fisgar um homem para obter um casamento desejado, desabrocha descobrindo muito mais de sua personalidade. O crescimento dos personagens é visível, conseguimos ver Minerva saindo de seu casulo, se mostrando não apenas uma estudiosa mas também uma mulher corajosa e ousada. Colin consegue se abrir e enfrentar seus fantasmas que o assombram desde pequeno.

Uma Semana para se Entregar é muito mais dinâmico que o primeiro livro, e para mim foi também o mais romântico. O olhar apurado de Colin por Minerva, por suas qualidades, exaltando o papel da mulher que não precisa seguir as regras impostas ela sociedade, que deve pensar por si foi um ponto alto nesse livro, na verdade, desde o primeiro livro, é evidente a crítica da autora com relação aos pensamentos do papel da mulher no século XIX. E o discurso de que se tivermos imaginação podemos ser o que quisermos.

Preciso me aventurar em alguma selva onde a beleza tome lugar da chuva e caía do céu em intervalo regulares de tempo. Onde a beleza marque todas as superfícies, sature o solo e paire como vapor no ar. Porque sua aparência, neste exato momento… Lá, eles teriam uma palavra para isso.”

Mesmo trocando farpas, o casal vai se conhecendo e deixando um espaço para um sentimento que não esperavam que poderia existir. Apesar de ser um pouco previsível, a aventura para Escócia nos impressiona, e ficamos questionando o que mais pode acontecer com esses dois. No primeiro livro senti dificuldade de engatar na leitura por conta da narrativa, sinto que precisei me acostumar com o jeito de Tessa Dare, mas ao abrir o segundo livro, a narrativa fluiu com muito mais facilidade para mim.

Vai ser muito mais fácil enfrentar a escuridão se você for o raio de luz quente e belo no fim do caminho.”

Se você procura um livro com muita aventura, romance e surpresas, pegue esse livro e curta sua viagem para a Escócia, lembrando que apesar do clima chuvoso da Inglaterra, seu coração ficará palpitando de tantas emoções e quentinho com a harmonia de Minerva e Colin.

Thaisa Napolitano

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Resenha: Perdida – Carina Rissi

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Título: Perdida

Ano: 2013

Edição: 2017

Editora: Verus

Autor: Carina Rissi

Número de Páginas: 364

Hoje venho com a resenha de um livro escrito por uma diva, uma autora brasileira. Sim, esse é o segundo livro que leio dela e posso dizer que ela já conquistou um pedacinho do meu coração. O livro Perdida de Carina Rissi é o primeiro livro de uma série de 4 livros, 5 na verdade, o quinto livro ainda não foi lançado e está no processo de revisão.

Nesse primeiro livro vamos conhecer Sofia, uma jovem trabalhadora, que não acredita no amor e que não consegue viver sem a tecnologia a seu favor. Em uma atrapalhada, Sofia fica sem celular e precisa comprar outro. Ansiosa por ter um celular que faça de tudo, mande email, que avise seus compromissos, que ela possa acessar facilmente todas as suas redes sociais, e claro, fazer ligações! Mas com essa empolgação toda, ela não quer saber a marca que está levando para casa, e esse novo aparelho não é só um celular, ele a leva a viajar no tempo.

Essa história de viagem no tempo é fascinante, gostei bastante! E a trama de Carina é bem escrita, que nos envolve e viajamos juntos com a Sofia. Perdida é um romance que por mais que seja um clichê me encantou de uma forma que acabei sofrendo com as personagens, principalmente com Ian, e teve momentos em que eu gargalhava alto com as trapalhadas de Sofia.

Sofia é uma personagem muito doce, companheira e uma típica trabalhadora, que acaba voltando para o século XIX com a missão de encontrar algo que nem ela sabe o que é, mas ela precisa descobrir  para que possa voltar para casa. Sofia é uma personagem cativante, enérgica, que fala pelo cotovelos, usando muitas gírias, que por vezes achei que ficaram um pouco forçadas, mas que valeu a pena pois as gírias confundiam os personagens do século XIX, criando um diálogo bem humorado para ler.

Voltando ao século XIX, Sofia demora um pouco para entender o que está acontecendo e acaba sendo socorrida por Ian Clarke, um jovem lindo e educado, que aparece montado em um cavalo. Mas Sofia não quer ser salva por um príncipe encantado, ela quer voltar logo para casa. Mesmo sendo fã de Jane Austen, Sofia sabe que o “felizes para sempre” e o príncipe encantado não existem. E que todo o encanto que encontra nos livros, para ela é uma tortura, como usar vestidos quentes e pesados, as convenções sociais, e o pior, uma casinha longe de seu quarto e de casa para ser usado como banheiro, e o pior, usar o que eles usam como papel higiênico.

A história de Sofia mostra sua dependência com a tecnologia e como viver sem ela parece ser impossível, e a lição precisa ser aprendida, para que ela possa voltar para casa, e a lição é mostrar como pequenos feitos, pequenos detalhes do dia a dia podem fazer grande diferença. Mas outra questão surge, quando o que achamos que era casa não é mais a nossa casa, mas sim outro lugar, talvez outro alguém…

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Me encantei com a história que a Carina criou. Devorei o livro em dois tempos, me envolvi demais, ri demais, e sofri demais. Como eu queria pegar o Ian no colo, e trazer esse mocinho para minha vida. Ian é um amor, com coração muito nobre, que ama a sua irmã, e sabe de suas responsabilidades. Um cara que mesmo inexperiente com o amor, tenta aprender sobre e só quer amar e ser amado. A relação dele com Sofia é aquela que queremos ter, um amor puro e singelo.

A trama é bem leve, engraçada por conta de Sofia que só se mete em confusão, e também pela sua adaptação em viver sem tecnologias e facilidades que temos atualmente. Recomendo esse livro para quem quer se deliciar com uma história envolvente, leve, romântica e que a relação foge do que esperamos, do que estamos acostumados a ler em romances de época. Quero ler a continuação logo! E além da notícia de que em breve terá resenhas dos próximos livros aqui no blog, a boa novidade é que Perdida vai para as telonas do cinema! Fico muito orgulhosa por esse livro ser escrito por uma brasileira e que alcançará novos públicos!

Thaisa Napolitano

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Rapidinha da bienal do livro Rio (2017)

 

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Maria Zezé, nossa personal stylish de fotos.

 

Olá leitores quéridos!

Você deixou para ir à bienal hoje e quer ficar por dentro das promoções que rolaram ontem? Então este post é especial para você.

Nós, as Aventureiras Literárias, embarcamos na sardinha em lata chamada BRT e fomos conferir a Bienal do Livro do Rio de Janeiro deste ano para contar a você que não pode ir, ou que ainda vai nesses últimos minutos do segundo tempo. Durante a semana haverá mais posts sobre o evento, mas hoje será bem breve com enfoque nas promos que tanto amamos!

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Dá uma sacada na quantidade de gente esperando para entrar.

 

Bem, o que percebemos é que os pavilhões mais baratos eram o laranja e o verde, sendo que no primeiro o destaque vai para as promoções de livros infantis (muitos livros fofos entre 5 e 10 reais para os pequenos) e o segundo os descontos apareciam mais para autores nacionais (comprei o primeiro livro de Dragões de Titânia por dez “golpinhos”) e alguns livros mais antigos.

O pavilhão azul era “a menina dos olhos” do evento, pois a maioria das editoras grandes estava lá, porém elas decepcionaram no quesito preço. Muitos livros ficaram mais caros lá do que estavam antes da feira e dava para encontrar em outros lugares mais barato. O único lugar desse pavilhão que valeu visitar foi a loja Americana onde encontrei o “Extraordinário” por 24 reais, “as Cronicas de Nárnia” volume único por 19,90 e “Gregor” por 4,99.

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A Rocco estava linda. Uma das estrelas do pavilhão Azul, mas não vi nenhum desconto lá(não nos livros que fui buscar). 😦

 

Apesar disso, os descontos da Americana não foram os mais vantajosos. Prepare seu coração para o que eu vou dizer, porque vai ser um momento de fortes emoções: tinha estandes vendendo livros a partir de 1 real! Sim! Só 1 real! É verdade não estamos mentindo, só que para achar algo você precisa se sentir bem no meio da multidão, porque as lojas mais baratas tem até fila para entrar (como foi o caso da loja do Submarino e da Comix).

Acho que para uma rapidinha até que falei demais hein?Hoje provavelmente tem descontos em todo lugar, mas espero que as dicas sejam úteis. Boas compras!

PS: A foto do estande da Rocco foi tirada do jornal o globo (eu mesma não conseguiria a mágica de fotografar num ângulo tão bom).

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Livro: Razão e Sentimento

thumbnail_IMG-20170904-WA0028Livro: Razão e Sentimento
Editora: Nova Fronteira
Autora: Jane Austen

Vocês provavelmente conhecem esse livro como “Razão e Sensibilidade”, mas por algum acaso que desconheço, os tradutores  dessa edição que tenho em mãos resolveram que “Sentimento” combinava mais com a obra. Não sei se concordo, mas faz sentido se você analisar bem as heroínas.

Bom, para quem não conhece, esse foi o primeiro livro publicado pela autora, muito embora tenha sido escrito depois de Orgulho e Preconceito, quis o destino que as irmãs Dashwood “debutassem” na sociedade primeiro. Ele conta a história dessas moças a partir do falecimento de seu pai, quando ao mesmo tempo perdem a posse de suas terras para o irmão mais velho (que já era rico).Assim, com quase nada para empacotar, a mãe e as três filhas partem de sua antiga casa (em parte para se verem livres da cunhada nojenta) para um chalé em Barton, onde travam relações novas e adquirem novos problemas.

Parando por aqui com o resumo da sessão da tarde, vou fazer um breve comentário sobre a autora e a história: quem já leu os romances da Jane sabe que ela sempre trata da condição feminina na sociedade inglesa do século XVIII, principalmente a questão da herança, no entanto, um romance se diferencia do outro pelos temas, quase sempre personificados pelas heroínas. Então não é de se admirar que Marianne e Elinor travem uma batalha épica (ok exagero meu) entre razão e emoção.

Na minha perspectiva, as meninas tem personalidades complementares e deveriam ensinar uma à outra alguma lição, mas infelizmente o que percebo é que apenas Marianne evolui, enquanto que Elinor segue sofrendo por sempre ter que dizer amenidades e seguir as regras da sociedade. Suspeito de que Austen acreditasse que o temperamento da mais velha fosse superior.

No entanto, justiça seja feita a Elinor: ela é muito esperta e consegue barrar bem as “invasões” das pessoas em sua vida, bem como consegue analisar as intenções  de todos e assim diminui o próprio sofrimento. Já sua irmã diz o que pensa o tempo todo, sem se importar se vai ofender e deixa todo mundo saber o que sente sendo imprudente e preconceituosa, às vezes.

Achei a leitura muito bacana porque por mais que  fosse a história de como as senhoritas Dashwood se casaram (aos trancos e barrancos, coitadas muitas situações atrapalham o final feliz), o foco sempre foi seus temperamentos e como as duas processam os fatos que lhes ocorrem.

Bom, isso é tudo, pessoal! Espero que tenham gostado ^_^

Beijos da Aleska.