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Resenha: Uma Noite para Se Entregar – Tessa Dare

20938761_10213758167493886_669647711_nTítulo: Uma Noite para Se Entregar

Ano: 2016

Editora: Gutenberg

Autor: Tessa Dare

Número de Páginas: 288

Uma Noite para Se Entregar é o primeiro livro da Série Spindle Cove. Esse foi o meu primeiro contato com a autora e gostei bastante, tanto que já estou me deliciando com o segundo livro da série. No início da leitura, eu não consegui me envolver, mas ainda bem que insisti, porque depois de me acostumar com a escrita da autora,  me vi em Spindle Cove encantada com seus personagens bem desenvolvidos.

Spindle Cove é uma pequena vila que se tornou destino de certos tipos de moças, bem-nascidas, jovens que se envolveram demais com o amor, tímidas, moças que se desencantaram com o casamento e jovens delicadas. O primeiro livro conta a história de Suzanna Finch, que possui beleza, inteligência, coragem e muita generosidade. Ela não é a típica mocinha, ela é uma GirlPower. Anfitriã da vila, Suzanna lidera as jovens que vivem por lá, desenvolvendo atividades com fim de melhorar habilidades e seus talentos. Cada dia da semana há uma atividade que incluem jardinagem, caminhadas, nado em mar aberto e tiro. Mas os dias de calmaria na vila acabam quando Victor aparece.

Victor Bramwell é um tenente-coronel que chega na vila junto de seu primo, Lorde Payne, e seu homem de confiança, o cabo Thorne. Bram, viu sua vida desmoronar quando uma bala de chumbo atravessou seu joelho na guerra contra Napoleão. Para obter seu comando de volta e mostrar para todos que ele ainda é capaz de liderar e lutar uma guerra, Bram vai para Spindle Cove falar com Sr. Finch, pai de Suzanna, para pedir ajuda. O que ele não contava é que iria receber o título de conde Rycliff, e com isso uma missão de montar uma milícia em Spindle Cove.

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Desde o primeiro encontro de Bram e Suzanna, há uma forte atração que os personagens não sabem dizer o motivo de ter acontecido. E a cada encontro eles vão lutando contra o desejo, mas nem sempre eles vencem, e acabam se entregando e passando algum tempo juntos, mas o que eles não percebem é que podem estar dando uma chance ao amor, e será que duas pessoas completamente diferentes, que quando se encontram soltam alguns espinhos, podem ficar juntas em nome do amor?

Tessa Dare construiu uma narrativa muito fluida, muito gostosa de ler, com diálogos inteligentes, com pitadas de provocação e humor. É nitidamente clara a abordagem do papel da mulher na sociedade do século XIX, e Suzanna quer mostrar que as mulheres estão além de ser apenas esposas, lutando para mostrar que as necessidades das mulheres são importantes também, defendendo as jovens de sua vila e fazendo com que elas vejam que são capazes de fazer coisas que os homens fazem. Assim como Suzanna e Bram, as personagens secundárias foram bem escritas, deixando um fio para uma eventual continuação de suas histórias.

Spindle Cover é uma série, até agora composta por quatro livros, o último livro, Uma Duquesa Qualquer, será lançado em 20 de setembro e já está em pré-venda.

Este é um romance histórico que mesmo sendo um pouco clichê, ele aborda assuntos que são discutidos até hoje. É uma história envolvente, recheada de humor, inteligência e cenas picantes. Com uma paisagem linda para se imaginar e com personagens cativantes, que mesmo parecendo fortes possuem suas fraquezas, eles conseguem nos transportar para Spindle Cove para que possamos integrar essa pequena vila. A história de Suzanna e Bram pode parecer previsível, mas até chegarmos ao fim muitas surpresas acontecem, eu recomendo você se aventurar e se beneficiar do ar marítimo de Spindle Cove, para quem sabe curar suas aflições.

 Thaisa Napolitano

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Resenha: Livro “Phronus-A canção da ruína dos mundos”

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Autor: Lucas Nangi

Editora: Autografia

Ano: 2016.

A história de “Phronus” se passa no continente Talar, com foco no reino de Brenterra. Por várias gerações a dinastia dos reis magnos enfrenta o poder das sombras representadas pela bruxa Dushtar. Há grandes perdas nessa sucessão de conflitos, mas o reino resiste pela fé em seus soberanos, pois estes foram escolhidos pela encarnação de uma entidade que servia a grande ave criadora do mundo: Feity.

Com o tempo, o poder sinistro do mal vai se estendendo a outros reinos do continente e logo todos daquele mundo se juntam a Brenterra para fazer frente a Dushtar. É assim que alianças e casamentos vão se construindo e a mistura de poderes entre as etnias vai tornando possível virar o jogo.

Quando abri o livro pela primeira vez, eu senti que ía ser uma história complexa porque o autor começa pela origem desse mundo tão peculiar. Sua narrativa me fez lembrar a gênese da Terra Média de Tolkien: bem esmiuçada e clara, o que demonstra a dedicação na construção do enredo.

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Aliás, não é muito difícil perceber a inspiração em Senhor dos Anéis. A fidelidade entre guerreiros, a importância da honra e o final da história (não eu não vou dar spoiler) são claras referências ao famoso escritor, mas Phronus vai muito mais longe do que  isso. Ele desenvolve vários tipos de magia, etnias e culturas que são bastante próprias.

A linguagem desenvolvida por Nangi é muito clara e em nada lembra autores nacionais principiantes, embora ele seja um deles. Em nenhum momento a compreensão da história fica comprometida por erros de coesão ou coerência. É verdade que o autor coloca muita informação, mas nada que um glossário ao final não resolvesse.

Gosto também da obra não ser muito previsível. Toda hora eu mandava um zap pro autor dizendo: “eu não acredito que você fez tal coisa com tal personagem!” porque sempre tinha uma reviravolta emocionante e um pouco de maltrato com alguns personagens (será que há um Q de George Martin também?).

Bom, agora alguns aspectos dignos de nota:

1)Acho que as mulheres tem pouca ou quase nenhuma relevância na história, excetuando a Paska e a própria Dushtar, a maioria só está ali para ser a companheira dos heróis. Tem muitas personagens interessantes que foram pouco exploradas.

2)Não é bem um ponto negativo, acho que é mais questão de gosto, porém o foco da história parece ser os momentos de batalha, ou melhor, a ação. Só que isso acaba deixando pouco espaço para desenvolver os relacionamentos entre os personagens da história. Apesar disso, eles parecem bastante complexos.

Por fim, eu leria se fosse você, até porque eu li mesmo (risos) e gostei bastante. Acho que em breve vai ter o ebook na Amazon, mas no momento você pode encontrar neste site: Autografia  ou direto com o autor na página Ecos Literários pelo módico valor de R$40 reais.

 

 

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Resenha: Extraordinário- R.J. Palacio

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Título: Extraordinário

Ano: 2013

Editora: Intrínseca

Autor: R. J. Palacio

Número de Páginas: 320

Sabe aquele livro que você não dá nada pela capa? Então, sempre vi esse livro nas livrarias e nunca me interessei  em saber que história ele contava. Após ver o trailer oficial do filme que foi inspirado neste livro, eu me emocionei e não tive dúvidas, eu precisava conhecer a história desse menino extraordinário.

Auggie é uma criança que nasceu com uma síndrome genética, que faz com que o seu rosto se deforme. Auggie é apenas uma garotinho que de tantas idas e vindas do hospital e várias cirurgias, não pode aproveitar a sua infância com outros meninos de sua idade. Quando seus pais acreditavam que talvez esteja na hora de Auggie começar a frequentar a escola, ele consegue visualizar o grande desafio que estar por vir. Auggie é um menino muito maduro e ao entrar na escola sofre com olhares curiosos, brincadeiras e piadas de mau gosto, mas em meio disso tudo, também existe a verdadeira amizade. E ao desenrolar da história, vamos vendo o crescimento do nosso protagonista que fala sobre gentileza de uma forma muito pura.

A história é narrada pelo ponto de vista de Auggie e é alternada entre diversos personagens que participam diretamente ou indiretamente de sua vida. A narrativa é muito fácil de se compreender, não possui uma escrita rebuscada e apesar do assunto abordado no livro ser bem delicado, a autora nos faz querer devorar as páginas e nos tornando um aliado para derrotar o bullying. Houveram cenas que foi impossível não sofrer com Auggie e mesmo assim ele nos mostra como podemos dar a volta por cima. Auggie é aquele menino que só quer ser mais um no meio de uma multidão e sabe a importância de sermos únicos também.

Auggie emociona pessoas de todas as idades com a sua história, não deixe de se emocionar e se divertir com suas aventuras. Para conferir o trailer do filme é só clicar aqui. Esse é um dos livros que ao terminar de ler, me senti mudar. Recomendo esse livro emocionante, divertido e muito fofo, uma história de crescimento e superações de barreiras impostas pela vida contada por um menino extraordinário.

Thaisa Napolitano

 

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Resenha: A Guerra que Salvou a Minha Vida – Kimberly Brubaker Bradley

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Título: A Guerra que Salvou a Minha Vida

Ano: 2017

Editora: DarkSide

Autor: Kimberly Brubaker Bradley

Número de Páginas: 240

Um livro forte, intenso e ao mesmo tempo puro, contado por uma criança que luta em uma guerra dentro de casa. Ada é uma menina com aproximadamente 10 anos (é o que ela acha) que é maltratada pela mãe por possuir um pé torto. Ada mora com sua mãe e seu irmão Jaime que tem 6 anos, moram num pequeno apartamento, onde Ada fica presa, olhando o seu irmão e as pessoas viverem a vida pela janela de seu apartamento.

Ada, faz tudo em casa, cuida do seu irmão como se fosse o seu filho, faz a limpeza e prepara o café da manhã, e faz tudo rastejando por não conseguir andar por conta de seu pé, sentindo fortes dores. E ai dela se reclamar, a mãe a coloca dentro de um armário debaixo da pia e ainda apanha.

Com a ameaça de Londres ser bombardeada, Ada foge junto com Jaime para o interior, junto com outras crianças que foram mandadas pelos pais zelando a segurança deles. E é nessa viagem que a vida de Ada começa, a menina que ficou trancafiada em casa começa a descobrir o mundo, fazendo descobertas que a janela de seu apartamento não lhe proporcionava.

Eles são acolhidos por Susan, que vive com os custos de cavalos de sua falecida amiga que foram vendidos. Jaime e Ada a consideram rica, pois lá eles não passam fome, e tem mais peças de roupas que antes possuíam, e tomam banho todos os dias, uma vida totalmente diferentes da que levavam. E é nessa nova casa, nova vida, que Ada nos conta sua história, suas descobertas e suas novas amizades.

Apesar de Ada ter apenas 10 anos, ela é uma criança muito forte, que aguenta suas dores, que aguentou apanhar de sua mãe, e aguentou o fato de não possuir uma família estruturada e unida. Vemos a personagem crescer, e mesmo tendo pensamentos e questionamentos além de sua idade, Ada tem seus medos, suas birras de criança. É no olhar dela que sentimos o medo de quem está esperando por uma guerra, mesmo lutando a sua própria. É com os olhos de Ada que sentimos a aflição das bombas da segunda guerra, a angustia de entrar em um abrigo e escutar sua cidade, seu novo lar, ser bombardeado.

Mesmo se tratando de guerra, a história não é pesada. O enredo possui uma leveza, que nos envolve já na primeira frase do livro. É contagiante a maneira como Ada nos conta a sua história. É um livro lindo, uma história linda demais, que por vezes me deu vontade de pegar a Ada no colo e aninhá-la.

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A edição da DarkSide está linda, e os detalhes de botões e retalhos na capa tem tudo a ver com a história. Ada ficará no meu coração e esse com certeza foi um dos melhores livros que li esse ano. A Guerra que Salvou a Minha Vida é uma história de amor ao próximo, de perdas e ganhos na vida, que aborda o preconceito e o desmanche do mesmo, um livro que mudou a minha visão assim que o terminei. Recomendo se aventurar e conhecer um pouco da vida de Ada e a guerra que salvou a vida dela.

Thaisa Napolitano

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Resenha: O Condenado.

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Título:O Condenado;

Autor: Bernard Cornwell;

Ano: 2001, no Brasil em 2011,

Editora: Record.

Sinopse do Skoob:Considerado o melhor romance histórico publicado na Inglaterra em 2001, O CONDENADO apresenta Bernard Cornwell em sua melhor forma, com elementos de literatura policial que resultam em um thriller realista, ambientado na Londres do início do século XIX.
Charles Corday é acusado de assassinar uma condessa de quem pintava o retrato. Esquecido na temida Prisão de Newgate, restam-lhe apenas sete dias de vida antes de ser enforcado. Rider Sandman, um capitão temperamental que vive tempos difíceis depois de participar da Batalha de Waterloo, é convocado para investigar o crime. A investigação o levará a uma emocionante jornada pelos fétidos porões da prisão e pelos perfumados salões da aristocracia londrina. Enérgico e durão, Sandman é hábil com a espada e exímio jogador de críquete. E em sua arriscada empreitada conta apenas com a própria inteligência e um grupo de aliados nada convencionais: Sally Hood, modelo vivo de passado comprometedor; lorde Alexander, um fervoroso reverendo e também amante do críquete; e o velho companheiro de batalha, sargento Berrigan.
Mestre em persoangens marcantes, Cornwell faz desse grupo um quarteto inesquecível, que luta contra nobres ricos e cruéis, a fim de salvar a vida de um inocente. Apontado como o melhor escritor de romances históricos de sua geração, o autor combina o gosto por detalhes com um enredo de tirar o fôlego e um estilo cujo realismo é por vezes chocante.

Como todo livro do Cornwell, O condenado,  foi bem fundamentado historicamente, mas a história não é boa apenas por isso. O autor é muito bom em construir personagens sólidos e foge de descrições planas. Digo isso porque apesar de alguns apresentarem bom caráter, não há uma viva alma literária ali que seja perfeita. Todos são complexos e nenhum é inocente demais a ponto de parecer trouxa o tempo todo.

É possível dizer que a malícia reina nas linhas de Cornwell, principalmente porque ele fala da realidade dos enjeitados da Inglaterra, ou seja todos os tipos de pessoa que vivem à margem da sociedade: atrizes, prostitutas, ladrões, artistas, gays e por aí vai. Mostra como a realidade era dura e como as pessoas sempre dão um jeitinho de contornar as dificuldades.

Outra coisa que sempre atrai na  escrita do autor e que está bem presente nesse livro, é o senso crítico. Tanto a religião quanto as classes abastadas aparecem sob um viés bastante racional, o que pode gerar um desconforto inicial, mas que vai te levar a pensar de uma forma diferente.

Quanto ao enredo, bem  foi uma novidade para mim. Estava acostumada a ler livros dele sobre guerras e este no fim foi de mistério. Não achei ruim essa incursão num novo estilo, mas acho que Sandman não é nenhum Sherlock Holmes, na verdade é um cara que precisa de dinheiro, mas por causa da sua honra não consegue deixar um inocente ser enforcado e banca o detetive.

No início Rider me pareceu meio “cru” no ramo investigativo, mas a trama é boa, prende e te dá vontade de saber se Corday vai ou não morrer. Fiquei também com curiosidade para saber se o personagem vai ajudar a evitar que inocentes morram em Newgate no futuro ou vai se juntar a Berrigan e Sally no tal negócio que desejam montar (o que seria uma pena).

Espero que tenham gostado da resenha e anotado a dica. Grande abraço,

Aleska Lemos.

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Resenha: Pollyanna – Eleanor H. Porter

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Título: Pollyanna

Ano: 2017

Editora: Autêntica

Autor: Eleanor H. Porter

Número de Páginas: 180

A história de Pollyanna foi escrita em 1912 e lançada como livro em 1913, e conquista até os dias de hoje novos leitores ao redor do mundo, e eu fui uma delas. Nunca tinha ouvido falar sobre o livro e uma ida à livraria, minha parceira aqui do blog, Aleska, me apresentou Pollyanna, e desde então não consegui tira-lá da minha cabeça até ler a sua história.

Pollyanna, é uma menina de 11 anos que após perder a sua mãe, perde seu pai também. Seu pai era pastor da Igreja e viviam com o que a Igreja e as senhoras podiam lhe dar. Orfã, ela possui uma única parente viva, que é a sua tia, irmã de sua mãe, Miss Polly Harrington. Pollyanna é acolhida por sua tia Polly, que encara essa situação como um dever a ser cumprido.

Miss Polly é uma mulher formal, muito fechada, sozinha, que vive rodeada de seus empregados em uma grande casa próxima a uma colina. Ao receber sua sobrinha, Miss Polly não baixa a guarda para a criança que adora se comunicar e jogar o Jogo do Contente, que seu pai lhe ensinou. Aos poucos, Pollyanna vai conquistando os moradores da cidade e ensinando-lhes o jogo.

Pollyanna é um menina muito doce, carismática e muito prestativa. Sua forma de ver a vida contagia a todos e nos contagia também, que acabamos tão envolvidos com sua doçura que vamos jogando com ela. Sua forma de ver a vida, as pessoas, a natureza é com muita pureza, sempre querendo ajudar aos outros. É uma menina encantadora, que apesar da idade, me impressionou muito sua maneira de ver o mundo.

A história de Eleanor Porter, é um clássico, depois de tantos anos de sua primeira edição, sua história continua atual. Pollyana ganhou adaptação para o cinema, e continuação, Pollyanna Moça. Outros títulos foram lançados, mas não foram escritos por Eleanor. A escrita é bem dinâmica, rápida de ser lida, com capítulos curtos, um livro que pode ser lido em um dia, se tivermos tempo. Recomendo de olhos fechados essa leitura para todas as idades!

Thaisa Napolitano

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Resenha: Os 12 Signos de Valentina – Raíssa Tavares

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Título: OS 12 Signos de Valentina

Ano: 2017

Editora: Galera Record

Autor: Raíssa Tavares

Número de Páginas: 392

Isadora Mônaco é uma jovem estudante de jornalismo que acabou de sair de um relacionamento com um final traumático. Seu namorado a traiu com uma das melhores amigas dela da faculdade – essa aí não é amiga, muito menos melhor-  e a descoberta da traição foi em seu aniversário de 22 anos com direito a platéia. Isa entrou em depressão, acreditando que a traição de seu ex-namorado era por culpa dela.

O negócio é que nenhum filme da Disney te prepara para a dor de uma traição, ou a constatação de que os seis anos que se passaram não significaram absolutamente nada para a pessoa com quem você compartilhou cada alegria e tristeza. Todos os bons momentos, todos os beijos, abraços, risadas, jantares, planos, filmes, viagens… tudo jogado na lata de lixo.”

Marina é prima de Isa, e cansada de vê-la deprimida mês após mês, chega no quarto dela e consegue depois de tanto insistir com que Isadora a acompanhe em uma festa de um amigo do Rodrigo, namorado de Marina. Marina é a prima e amiga que todas nós queremos e devemos ter. É aquela que te apoia mesmo não concordando com o que você irá fazer, aquela que está sempre ao seu lado e Isadora é muito grata a isso.

Ao chegar na balada, Isadora decide beber para afogar as mágoas e acaba conversando com Marisa, a moça da limpeza do banheiro, que acaba falando algo que faz com que a Marina entenda porque o seu namoro não deu certo com Lucas. Ela é ariana e ele é de peixes,  o infernal astral do signo dela.

Nada nunca havia me parecido tão óbvio! Quero dizer, se estava escrito nas estrelas que não daria certo, quem era eu para ir contra o plano do universo?”

Com essa nova informação, Isadora vai procurar saber mais sobre astrologia e acaba se tornando a louca dos signos. Marina incentiva Isadora a ficar com um menino de cada signo para quem sabe encontrar alguém legal e sair dessa bad. Na faculdade, seu professor de jornalismo online, passa um trabalho no qual os alunos precisam criar um blog investigativo e assim surge Os 12 Signos de Valentina. Isadora se empolga tanto com  a experiência que as coisas acabam fugindo do controle por achar que os signos podem influenciar seus relacionamentos. Será que vai ser tarde demais quando ela abrir os olhos e sair dessa obsessão para perceber que são as atitudes das pessoas que fazem elas serem o que são? Ou os signos vão continuar influenciando Isadora?

Não é o tempo que você passa com a pessoa que define o comprometimento, e sim a facilidade com a qual vocês desistem um do outro.”

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Ray Tavares tem uma escrita super leve, que te prende do início ao fim. É uma escrita muito inteligente, com muito bom humor, há citação de filmes, séries, programas de TV que me fizeram relembrar minha infância e momentos em que eu assistia algo que foi citado. Adorei ler um livro que fala de uma garota passando o rodo no zodíaco, e que em nenhum momento a escritora deixou de enfatizar a visão de homem X mulher perante a sociedade, o senso comum. Isadora é uma garota poderosa, que reconquista sua confiança com a Valentina. Me tornei fã de Isadora, e principalmente de Ray Tavares, que nos deu personagens bem estruturados e maravilhosos, com defeitos e perfeições.

O lançamento de Os 12 Signos de Valentina aconteceu aqui no Rio de Janeiro no dia 01 de Julho e infelizmente não pude conhecê-la pessoalmente. Posteriormente troquei algumas mensagens com ela e o pouco que nos falamos, e o pouco que minha mãe e minha irmã disseram sobre sua simpatia, pude imaginar a autora por trás de Isadora Monâco.

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Raíssa Tavares, Maria e Thaty
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Se eu recomendo esse livro? Não há dúvidas disso! Então pegue o livro e se delicie com essa aventura astrológica, que assim como eu não pensei duas vezes e sai furando a fila de leitura assim que recebi o livro de meus pais. Beijos!

Thaisa Napolitano

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Resenha: Casada Até Quarta – Catheryne Bybee

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Título: Casada Até Quarta

Ano: 2017

Editora: Verus

Autor: Catheryne Bybee

Número de Páginas: 196

Casada Até Quarta é o primeiro volume da série Noivas da Semana. Um livro rápido e fácil de ler, que podemos finalizar em poucas horas. Esse foi o meu primeiro contato com a autora Catheryne Bybee e gostei muito da escrita dela. Com narrativa em terceira pessoa, fui envolvida na trama rapidamente e me encantei de cara com a Sam.

Sam Elliot é uma personagem super forte, que cresceu em uma família rica e que viu a sua família se desmembrar por conta de um escândalo. Seu pai foi preso, sua mãe se matou e sua irmã tentou seguir os mesmos passos da mãe e acabou tendo complicações que a levaram a ser internada em uma clínica especializada em acidentes vasculares cerebrais. Bonita, forte, inteligente e trabalhadora, Sam encontrou seu caminho com a agência de casamentos, Alliance, com a qual paga os altos custos da clínica para manter sua irmã em bons cuidados.

Blake Harrison, é um nobre, rico e super charmoso, um duque que está à procura de uma esposa, o mais rápido possível por conta de um testamento que o seu pai deixou. Blake fez sua fortuna sozinho e não fazia o que o pai mandava, sempre indo contra ele e depois de morto, seu pai deixou um testamento com cláusulas bem amarradas, fazendo com que seu filho, Blake, o obedeça. Blake tem menos de um mês para encontrar uma esposa para não perder a herança milionária de seu pai e com isso contrata a Alliance para encontrar a esposa ideal para ele. O que ele não esperava era encontrar uma mulher frente aos negócios da Alliance e no final das contas, acredita que a esposa ideal para ele não seria as mulheres que ele escolheria dentro das opções de Sam e sim a própria Sam.

Após investigar a vida de Samantha, Blake descobre vários segredos dela e marca um jantar com o intuito de fazer acordo com a Sam. Sabendo de suas dívidas e da situação de sua irmã na clínica, Blake oferece um quantia alta para que ela se case com ele e mais a porcentagem pedida no contrato da empresa Alliance. Samantha acaba aceitando a proposta por conta do altíssimo valor em jogo que a ajudaria bastante, afinal são 10 milhões de doláres!

Sam não esperava que por trás desse acordo eles teriam que enfrentar advogados do falecido pai de Blake, ex-namoradas do nosso protagonista que ficaram sabendo pela mídia que ele tinha se casado, e um primo que se Blake não cumprisse as cláusulas do testamento receberia a herança milionária. Após o casório, Blake descobre uma cláusula que vai deixá-lo confuso, sem saber como contar a sua esposa dessa novidade, com a qual combinara que a relação entre eles seria honesta, sem segredos, Blake deixa para contar depois, e com isso novas complicações vão surgindo, novas intrigas que podem acabar desmascarando o casamento de fachada dos dois.

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Tendo que mostrar a família de Blake e principalmente aos advogados do pai de Blake que estão apaixonados, um sentimento entre eles acaba surgindo e com ele vem a dúvida, a vontade de saber se o outro também sente o mesmo, deixando assim a situação mais complicada, pois o casamento deles tem prazo de validade.

Enquanto o mundo se calava e Blake murmurava palavras doces, Samantha sabia que estava em apuros. Apaixonar-se por seu marido não fazia parte dos seus planos.”

Casada Até Quarta é um romance muito leve e doce, que nos deixa suspirando com seus protagonistas que são bem desenvolvidos, nos deixando bem íntimos, pois vamos conhecendo cada segredo, a dor de cada um e principalmente seus pensamentos. Sam como já disse me conquistou logo de cara por conta de sua determinação e profissionalismo, e Blake foi me conquistando com seus gestos fofos, com sua preocupação pelo bem estar de sua esposa que me fizeram torcer ainda mais pelo casal.

A história de Catheryne tem seus clichês, mas é uma história que nos leva nas nuvens por conta de sua narrativa ser fácil, nos transportando imediatamente para as cenas descritas dificultando a nossa saída da leitura. A capa é linda! As cores são lindas! Confesso que me apaixonei primeiro pela capa e os próximos livros não vão deixar a desejar, pois as cores estão lindas também! Se você quer ler um livro leve com algumas intrigas e romance, eu recomendo esse livro! Quero muito ler o próximo livro e estou desejando que os outros volumes sejam lançados logo, para poder dar a continuidade devida a essa série. E pergunto a você:  Você se casaria com um estranho por 10 milhões de doláres?

Thaisa Napolitano

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Resenha: Não Pare! – FML Pepper

 

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Título: Não Pare!

Ano: 2015

Editora: Valentina

Autor: FML Pepper

Número de Páginas: 280

Não Pare! é o primeiro livro da trilogia de FML Pepper, que se tornou um Best-Seller da Amazon. Essa trilogia conta a história de Nina, uma jovem de 16 anos que vive viajando o mundo com a mãe. Morando pouco tempo em cada país, Nina não tem a possibilidade de ter uma adolescência normal, quando começa a fazer uma amizade, Stella, mãe de Nina resolve se mudar para outro país, alegando motivos de trabalho. Mas surge uma curiosidade, por que tantas mudanças em tão pouco tempo? Sempre que acontece algum acidente, algo fora do comum, elas se mudam, por que?

Nina, nunca conheceu o pai e sua mãe fala bem pouco ou quase nada sobre ele, a deixando sem respostas. Stella é uma boa mãe e zela pela segurança da filha, mas sempre que algum acidente com sua filha acontece, ela junta suas coisas e se muda com a filha. Depois de tantas mudanças, Stela decide que vão se estabilizar em Nova Iorque, com essa notícia, Nina, se sente feliz pois vai realizar as suas vontades de ter uma adolescência normal.

Nessa nova fase, acidentes incomuns com Nina começam a surgir, desmaios repentinos, um quase atropelamento, um andaime que parte em sua direção… Nina sempre desconfiou de sua falta de sorte e de sua pressão baixa, mas o seu subconsciente a alerta que não é isso, existem coisas além que fazem sua vida não ser normal.

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A escritora nos envolve com muitos mistérios que vão surgindo junto com as descobertas de Nina. E por conta disso vamos lendo sem parar. O mundo que a escritora criou é totalmente novo, bem diferente do que já li, quando os mistérios iam surgindo, fui pensando em lobisomens, vampiros, mas nada chegou perto do mundo criado pela Pepper.

A história é envolvente, fluida e instigante com momentos previsíveis que não nos faz perder o interesse. Não Pare! é aquele livro cheio de ação, ficção, com um romance proibido e com um mocinho que nos deixa confusa com suas atitudes, nos fazendo suspirar, torcer, e odiá-lo. Assim que terminei esse livro, já fui correndo ler o segundo. Recomendo a leitura, principalmente para quem curte uma boa trama juvenil.

Thaisa Napolitano

 

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Resenha: Quando a Noite Cai – Carina Rissi

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Título: Quando a Noite Cai

Ano: 2017

Editora: Verus Editora

Autor: Carina Rissi

Número de Páginas: 447

Quando a Noite Cai é o mais novo livro da escritora brasileira Carina Rissi. É o primeiro livro dela que leio e quando o terminei compreendi todos os elogios que ouvi da autora que é considerada a rainha do Chick-lit.

Nossa protagonista Briana Pinheiro é uma pessoa com pouca sorte, não consegue se manter em um emprego e precisa de dinheiro para ajudar a mãe, já que a pensão da família não vai muito bem, na verdade está bem perto de fechar as portas. Além de todas essas responsabilidades, quando Briana vai para a cama à noite ela sonha com castelos, espadas, aldeias e um guerreiro irlandês. Quando é demitida pela terceira vez dentro de um mês, Bri continua com a coragem que tem para procurar um novo emprego e em busca disso sua vida acaba cruzando com a de Gael O’Connor.

Gael O’Connor é uma pessoa bem reservada, de poucas palavras e possui um olhar misterioso. Grande empresário, Gael oferece emprego para Briana em uma de suas empresas.  Com essa grande oportunidade em mãos, Briana tenta manter a sua má sorte longe do escritório para tentar se manter no emprego o mais tempo possível. Além de cuidar de sua má sorte, ela tenta não confundir seu misterioso chefe com o  guerreiro que invade seus sonhos, pois são muito parecidos, de forma a parecer que o homem dos seus sonhos saiu do mundo imaginário para a vida real.

Porque meu coração estúpido havia misturado tudo. Apesar de todas as minhas tentativas de manter as histórias separadas, ele não conseguiu discernir o que era real da fantasia. 

Briana é uma personagem muito rica, apesar de não ter a sorte ao seu lado, ela não se deixa abater pelos infortúnios do destino. Alegre, cheia de humor e corajosa, corre atrás de emprego e maneiras que possam ajudar a mãe e a irmã, que não trabalha para que possa terminar a sua faculdade. Sempre colocando a família em primeiro lugar, Briana acaba se esquecendo de suas vontades e de seus sonhos.

Porque, quando se ama, por mais impossível que possa parecer, a esperança persiste e você luta até o último suspiro.

Com muita magia, paixão e mistérios, Quando a Noite Cai nos envolve. Demorei um pouco para engatar a leitura pois estava com os personagens do último livro que li na cabeça, mas em nenhum momento a leitura ficou desinteressante, pelo contrário, ia ficando cada vez mais gostosa, interessante a medida que os mistérios iam sendo apresentados, dando aquele frio na barriga nos fazendo ler e engolir o livro rapidamente, num piscar de olhos.

A magia do livro, da escrita da autora me envolveram de tal forma que eu não conseguia mais parar de ler, ansiosa para saber os desfechos, que a Carina conseguiu amarrar muito bem sem deixar dúvida alguma. Super envolvida na leitura, me peguei diversas vezes pesquisando sobre os lugares da Irlanda que são citados na história e fiquei maravilhada ao saber que eles existem, me deixando muito mais apaixonada pela história de Briana e Gael.

 

É natural do ser humano lutar. E, sempre que nos sentimos ameaçados, acuados, amedrontados ou feridos, nós atacamos porque é o jeito mais fácil de mascarar a dor. Perdoar exige muito mais: mais bravura, mais coragem, mais força.

Mesmo ouvindo muito bem sobre o livro e autora, tentei não elevar minhas expectativas,  e acabei encontrando com uma história muito diferente do que eu já li, esse foi o ponto alto da leitura para mim. Com toda a certeza essa história vai aquecer meu coração toda vez que vir o livro na prateleira e com mais certeza ainda, essa é uma história de amor puro que é para ser lida e relida. Recomendo a leitura e estou muito ansiosa para ler os próximos livros da autora.

Thaisa Napolitano