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Autobiografia literária, por Aleska Lemos

Autobiografia Literária

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Quem vos fala.
Bom, na infância eu tive muitos livrinhos fofos, mas só lembro de dois: Bulunga o rei azul e a A Centopeia. O engraçado é que apesar de ter relido umas 500 vezes, não lembro do enredo da Centopeia, só lembro que eu gostava muito (tinha uns 8 anos quando li para a escola), mas o Bulunga até inspirou um poema meu chamado Óculos cor de rosa.  O rei Bulunga era um gato que usava óculos de lentes azuis, e só gostava dessa cor. O problema acontece quando ele começa a gostar de uma gata que tinha uma cor diferente, não sei se era rosa ou branco, mas Bulunga aprende que a cor é o que menos importa.
Acredito que não li muito depois disso, pelo menos até eu ter uns 10 ou 11 anos. O fato que iria mudar minha vida totalmente, é a adesão da minha família ao Espiritismo.  Todos começaram a ler romances psicografados  e eu meio que fiquei isoladinha. Então acabei entrando na onda, e acho que eu fui a que leu a maior quantidade de romances do gênero. Fui mais longe que todo o resto da casa. Hoje em dia, apesar de não ser mais espírita, ainda figuram na minha lista dos 10 mais queridos, dois romances espíritas: O morro das ilusões e Quando a vida Escolhe. O bom dessa literatura, é que ela mostra personagens que erram pra caramba, mas que nem por isso são ruins, sempre tem alguém que ama sinceramente o vilão. Sem falar que rolam várias lições de vida. Esses livros iriam me influenciar até 2008, apesar de que lá pelos meus 15 anos parei de ler exclusivamente esses textos.
Durante  a adolescência, porém, li outros livros também que eram bem profanos. Eu tinha uma relação de amor e ódio com os harlequins, porque tinham uma formuleta de bolo irritante, mas uns até davam pra gostar bastante, como  A Bela e a Fera ( não tem nada a ver com Disney) pois tinha umas piadas muito esdrúxulas e picantes, sem falar que tinham todo aquele açúcar romântico do namorado “protetor” e ciumento. Nessa época ainda não conhecia a Jane Austen, então meio que não sabia bem o que era um romance de verdade. Li muito Norah Roberts e Barbara Delinsky até o fim do segundo grau, mas essas histórias serviam de substitutos para os romances de aventura e fantasia que estavam em falta naquela época. Aliais, até tinha alguns como o Harry Potter e o Senhor dos Anéis e também os livros do Bernard Cornwell , que eram o ponto alto da minha estante, mas a velocidade de publicação de boas obras era bem lenta (na minha não humilde opinião).
Não tive muito contato com os clássicos. Li “Iracema”, “5 minutos e a Viuvinha”, “O Santo Inquérito”, “A Escrava Isaura”, “Lucíola” e larguei pela metade “Macunaíma”, “Senhora” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Acho que na época eu não estava acostumada com fins trágicos que excetuando “5 minutos e a viuvinha” e a “Escrava Isaura” era a maior tônica dos clássicos. Ainda tenho planos de voltar a lê-los, antes de libertá-los,mas não faço ideia de quando isso vai ocorrer. Os únicos clássicos que tenho verdadeira paixão sãos os escritos por Jane Austen, que por mais que alguns personagens deem raiva, as tramas compensam.
Aliás meu lance com a Jane é uma boa história para contar numa biografia literária: tudo começou num dia que eu trocava os canais da net procurando algo interessante para ver, quando aparece o título: “orgulho e Preconceito”. Acho que dei uma olhada rápida na sinopse e me encantei com as músicas de Dario Marianelli no piano. Depois que acabou fui logo na wikipedia ler sobre o filme, e adorei a ideia de ter 6 livros dela para desbravar. Li  a maioria, com a exceção da Juvenília da autora e o romance epistolar intitulado “Lady Susan”e assisti várias séries e filmes inspirados na autora.  É meio difícil saber o que fazer da sua vida depois que já leu tudo o que podia do seu autor favorito, rss aí você revê tudo até estar disposto a seguir adiante.
Ah, eu já ia me esquecendo! Também sofri influência dos mangás. Acho que não foi algo muito forte na escrita, mas com certeza no desenho (eu também amo desenho^_^, acho que quando eu escrever meus livros vou ilustrá-los). Eu adoro YUYU HAKUSHO, SAMURAI X, SAKURA CARD CAPTORS, INU YASHA, RANMA1/2, NARUTO e MERU PURI.  A forma como eles trataram alguns assuntos me dava muitas ideias de histórias. Uma vez li que Van Gogh se inspirou num tipo de pintura japonesa, e eu bem entendo porque. Edward Said diria que meu comentário é “orientalista”, mas acho que no Oriente, eles tem uma forma de se expressar diferente, e por vezes mais complexa.  Bem, acho que já falei demais de mim e você tem uma biografia literária também?
Beijos,
Aleska Lemos
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As Aventuras dos Ursinhos Carinhosos no País das Maravilhas.

Sabem, acho que essa coisa de lembrar programas de TV e livros  infantis faz um bem danado para a alma né? Quando falei no meu outro blog sobre a Coleção da XuXa de contos infantis e sobre o filme “O anel do Dragão” me surpreendi com a quantidade de pessoas que buscava desesperadamente descobrir o nome dos programas ou uma forma de assisti-los outra vez.

É por isso que vou começar a postar sobre coisas da minha infância com mais frequência aqui no blog. As pessoas precisam de uma ajudinha para reencontrar essas coisas né? Bom vamos lá:

1- As aventuras dos Ursinhos Carinhosos no País das Maravilhas(1987):

                                                            Alice e os ursinhos.

Esse desenho não ficou muito conhecido, eu acho, porque na minha geração não encontrei ninguém que se lembrasse dele além do meu irmão, porém, como passou no canal boomerang pode ser que pessoas mais novas tenham tido mais acesso.

Lembro de assistir em VHS porque uma vizinha gravou este e muitos outros desenhos, como: Peter Pan, A Bela Adormecida, pato Donald e Tico e Teco, Silly Simphonys e A Cinderela em duas fitas virgens. Não precisa nem ser adivinho para sacar que revi essa história várias vezes né? Todo final de semana eu assistia, quando não pegava Jaspion na Locadora da esquina.

                                                               A princesa perdida.

Bom, a história é a seguinte: Um mago malvado do País das maravilhas captura a princesa para impedi-la de ser coroada rainha de copas. O coelho branco é um magistrado/arauto do palácio que sai atrás de sua sobrinha “Coração veloz” para que ela e seus amigos da Terra do Carinho ajudem a encontrar a princesa.

O problema é que eles percorrem o mundo todo atrás da princesa, mas só conseguem achar uma sósia dela: uma garota chamada Alice. O jeito é levar a garota para substituir a princesa enquanto o grupo continua procurando pela herdeira do trono.

Fiquei com pena da Alice, coitada. Apesar dela querer viver uma grande aventura não merecia ter aquele mago mala no pé dela, ou aqueles dois ajudantes desastrados querendo prejudica-la. O bom é que ela contou coma ajuda dos ursinhos e do gato careteiro para subir amontanha do adeus e voltar sã e salva ao palácio.

                                                           O coelho branco

E aí? Lembrou? Não? Então acessa esse link aqui:

No Youtube também tem, mas está dividido em 3 partes e foi redublado, uma grande pena porque parte da graça se foi. Eu adorava quando o Chapeleiro Maluco falava “Vocês gostam? Eu me amarro em chapéus!” ou quando o Grifo dizia: “é um nome mais bonitinho!” com uma dicção toda especial. Se eu ainda tivesse um aparelho VHS comprava a fita no mercado livre.

                                                                    O gato careteiro

Bom, espero que tenha sido uma matéria útil e quem achar esse post tenha o prazer de rever com seus filhos como eu fiz com meu sobrinho. Um grande abraço,

Aleska Lemos.



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Resenha: Labirinto

 

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Título: Labirinto
Autor: Jim Henson
Editora: Darkside
Ano:2016

Nem todo filme é baseado num livro. Às vezes acontece o contrário, como o caso do livro “Labirinto” lançado no Brasil ano passado (2016). Ele conta a história em detalhes do filme homônimo estrelado por ninguém menos que David Bowie.

Para quem não lembra, Labirinto é a história da Sarah, uma menina de quinze anos que adora teatro e odeia a madrasta e seu meio irmão Toby. Ela se sente injustiçada e pede que o rei dos duendes (Jareth) leve o bebê embora. O problema é que o personagem não era apenas de papel e tinta como na sua peça de teatro e acaba roubando mesmo a criança.

Arrependida, Sarah vai para o reino dos duendes passar por inúmeras provas para resgatar seu irmãozinho e aprender a enxergar a realidade do mundo real por outro ângulo que não seja o do seu umbigo.

Não observei grandes mudanças na versão do livro. É claro que ficamos sabendo mais sobre o universo da jovem Sarah, como sua ligação com a mãe que a abandonou e a transferência da sua raiva para a pobre mulher atual do marido, mas seria mais um acréscimo do que uma mudança no roteiro.

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Jareth e Sarah por mim: Leskinha Lemos.

 

Gostei de saber também sobre o rei dos Duendes, pois como o narrador é onisciente, ele sabe o que se passa na cabeça de todos e pude confirmar que Jareth era super afim da Sarah e o que ele fez foi na verdade o jeito dele (um bocado torto) de demonstrar que se importava com a garota. Você leitor atento provavelmente vai achar que eu sou muito tonta por não ter percebido isso, e provavelmente está certo (risos), mas creia-me: eu ri da minha mãe quando ela disse que suspeitava disso e que entendia porque ele devia se sentir muito solitário por ter apenas um bando de duendezinhos idiotas a seu serviço (outra coisa que o livro confirmou).

Acho que qualquer dia vou reler essa história que eu adoro porque da primeira vez estava passando por um longo período de insônia e acredito que possa ter deixado passar alguma coisa. É claro que o livro tem outros atrativos como o cheirinho de manteiga nas páginas que é bastante convidativo e as ilustrações bacanas de Brian Froud, mas sou apaixonada por essa história que minha mãe me recomendou e se não tivesse nada disso ía adorar de qualquer jeito.20170126_114007

E você? Conhece essa história?

Não? Então fica aí a dica para vocês!

Um abraço, Aleska Lemos.