Séries

Série Frontier

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Por essas semanas estreou a segunda temporada de Frontier e fiquei mega animada para conferir. A primeira tinha decepcionado por ser muito curtinha e terminar meio do nada, mas a história era muito boa e fiquei aguardando ansiosa pela próxima mesmo assim.

Jason Momoa é Declan Harp, um contrabandista de peles procurado na fronteira com o Canadá. Seu maior inimigo é o governador do Forte James que matou sua família e a quem jurou vingança.

Para capturar Declan, o velho crápula infiltrou um ladrão irlandês no bando do herói para ter um informante, mas Harp tem uma senhora anja da guarda chamada Grace, a ruiva dona da taberna responsável por mexer todos os pauzinhos da trama, e com o dom de parecer sempre inofensiva.

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Em paralelo, temos a briga dos compradores de peles em Montreal, que disputam desde os melhores fornecedores aos melhores compradores. Rola muita chantagem, tortura, boicote, sumiço de gente e toda sorte de picaretagem possível. Um exemplo é a Katie Mcgrath (que interpretou Morgana nas Aventuras de Merlin) que é vítima desse mundo, pois perde o marido numa dessas armadilhas da concorrência, mas  rapidamente aprende como se inserir e agir (e faz coisas igualmente questionáveis).

Nesta segunda temporada, os dois cenários se conectam e muita treta acontece, vale a pena assistir. Eu que nem sou tão fã de filmes de ação adorei. Acho que é porque Momoa não é tão engessado como muitos atores do gênero, que nem tem expressão facial. Muito pelo contrário, ele vai da cara de demônio a pai de família com muita facilidade.

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Além do herói, acho que podemos bater palmas para os personagens secundários, que tem subtramas excelentes e para o roteiro que nunca apresenta partes muito paradas e entediantes. Acho que essa coisa de poucos capítulos por temporada dinamiza bastante, muito embora seja chato porque dá aquela saudadezinha da série quando termina.

Por fim, recomendo Frontier a todos os fãs de uma boa maratona Netflix porque os episódios são curtos e dá para assistir tudo num final de semana chuvoso.

Beijos da Aleska!

 

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Séries, Sem categoria

Série Merlin

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Série: As Aventuras de Merlin

Total de Temporadas: 5

 

Dias atrás, quando não tinha nada para fazer, eu liguei a netflix e resolvi assistir  às “Aventuras de Merlin”. Vi a maioria dos episódios até o início da quarta temporada e resolvi que já era hora de resenhar para vocês.

A proposta da série é contar a saga do rei Arthur pelos olhos de Merlin, o que a princípio é legal porque o foco passa a ser as “mandingas brabas” do mago, mas desaponta um pouco, porque para isso, os roteiristas precisaram “diminuir o brilho” do príncipe Arthur. E o que posso dizer? É bem estranho ver esse personagem ser tratado como um valentão mimado e sem noção, por mais que ele seja do time dos heróis.

Já Merlin/ Emrys é retratado como um jovem doce, ingênuo e meigo que sofre um bocado nas mãos do príncipe Arthur. É claro que ele solta algumas boas farpas  para seu patrão se tocar, mas acaba não tendo tanto carisma, pelo menos não para mim que conheci outros Merlins mais interessantes (e debochados) na literatura. Não é totalmente sem graça, chega a ser fofo, mas faz umas burradas catastróficas, ainda bem que temos o Gaius para por a mão na consciência dele.

Porém, por algum motivo, a série funciona. Talvez seja porque ela não dá muita trela para o triângulo amoroso entre Arthur- Guinevere- Lancelot ou porque tem bons personagens secundários, como o Gaius e o Gwaine ou porque Morgana é a vilã que a gente adora odiar ou mesmo porque Uther consegue ser muito “coisa ruim” ao mesmo tempo que é humano e ama aos seus com intensidade. A última hipótese é que eu gostei porque sou fã de fantasia (risos), mas acho que além do meu gosto pessoal, ela tem algum mérito também, apesar de ter um roteiro bem juvenil.

E você? já assistiu Merlin?

beijos da Aleska Lemos.

Séries

Série: American Gods

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Há algumas semanas uma amiga me falou que estava assistindo “American Gods” , série inspirada no livro homônimo do Neil Gaiman que eu estava stalkeando na Amazon por alguns dias. Achei ótimo porque série é mais rápido, já o livro tem que comprar e a gente sempre reclama de espaço né?

Bom, comecei a assistir e achei que o autor baseava a história no seguinte conceito:

Egrégora, ou egrégoro (do grego egrêgorein, «velar, vigiar»), é como se denomina a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas (mentais, emocionais) fruto da congregação de duas ou mais pessoas.[1] O termo pode também ser descrito como sendo um campo de energias extrafísicas criadas no plano astral a partir da energia emitida por um grupo de pessoas através dos seus padrões vibracionais.” Wikkipedia.

Digo isso porque as divindades que aparecem na história lutam entre si para sobreviverem e para isso precisam conquistar seguidores. Nas primeiras tomadas isso fica bem claro porque o narrador exemplifica o conceito por meio de uma lenda viking, mas cada deus novo que é introduzido  reforça essa ideia.

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Nessa briga,os novos deuses estão na vantagem, lógico, mas os antigos não largam do osso também e querem mostrar que ainda são necessários. Nesse contexto, Shadow Moon, um ex presidiário, é recrutado pelos deuses antigos sem saber no que estava se metendo. Tudo indica que ele tem alguma função especial que ainda não foi revelada, mas para saber disso, só vendo a segunda temporada ou lendo o livro.

Sobre o que achei da história, posso dizer que o uso do conceito de egrégora complexificou a trama e achei muito legal reunir deuses nórdicos com deuses africanos, irlandeses, zumbis e poder feminino. É interessante também que não haja nenhum personagem bonzinho demais e todos ali tenham um passado podre com vários “pecados”, mas o mais legal é o questionamento implícito que fica sobre as religiões e as crenças em geral: “será que o poder vem de mim ou de um ser superior?”.

Estou louca para saber o que Shadow vai concluir. E você?

Aleska Lemos.

Séries

A pior bruxa

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Lançamento da Netflix, “A pior bruxa” conta a história de uma menina que por acaso descobre que é bruxa(uma colega cai de vassoura em sua varanda). Numa escola de bruxaria só para garotas, Mildred, uma bruxa bem atrapalhada vai precisar de muita coragem para salvar a escola e ser aceita.

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Se fosse para dar uma nota para a série eu daria 6, pois é divertida e tem personagens legais, mas é claramente inspirada em Harry Potter, desde o castelo onde as crianças estudam às versões femininas de Snape e Draco e uma versão rechonchuda da Hermione (tem do Rony também, mas é meio misturada com os gêmeos Weasley).

Talvez você que assistiu discorde de mim, mas se por acaso já chegou na aula de vôo, acredito que não há como negar a inspiração. Mildred precisa estender a mão para mandar a vassoura subir, assim como na Pedra Filosofal, a diferença é que ela precisa levar um gato para voar que tem medo de altura.09f2f3495900c822538a6791cf770a18c32ffbcd

O mais estranho é que a personagem principal é representada nada mais nada menos que a  atriz  que interpreta a Lady mais querida do Norte de Westeros: lady Lyanna Mormont. Quem vir vai ter a certeza que a baixinha é boa atriz porque ela é o completo oposto na série infantil da Netflix.

Porém o resto não é muito legal. A diretora não tem o carisma do Dumbledore e a rixa dela com a irmã é meio boba, mal feita e é central na história.  Acho que é uma série para matar o tempo, mas que corre o risco de agradar os pequenos até porque cada episódio tem 30 minutos e é super facinho terminar de assistir. Foram 12 episódios super rápidos e fofinhos.

E você animou de assistir?

PS: Se parecer que está confuso se gostei ou não, bem você está certo, porque achei legalzinho, mas não foi essa coca cola toda.

beijos da Aleska!

Séries, Sem categoria

1ª Temporada de Super Girl

 

imagehandlerSinopse: Kara Zor- El é nada mais, nada menos que a prima mais velha do Super Homem. Antes da destruição de Kripton ela foi colocada numa nave espacial para cuidar do primo quando ele chegasse a Terra, mas por um acaso infeliz ela ficou presa durante anos numa zona fantasma e acabou chegando depois de Kal- El (SUPER MAN) encontrando-o já um adulto.

Sem ter alguém para proteger, Kara resolve ser uma mulher normal e viver como uma terráquea com sua família adotiva, até que por um impulso salva um avião comercial e todas as pessoas dentro dele. A partir daí ela toma coragem para viver a heroína que sempre desejou ser.

Minha opinião:

Bem, SuperGirl parece ter sido feita para ser facilmente consumida. Tem aqueles clichés de que lutar pelo bem exige ética, bondade demais contra maldade excessiva e personagem principal muito idealizado. Tudo aquilo que programas dirigidos para adolescentes tem, mas eu até que gostei, confesso.

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A trama não é a mais inovadora dos últimos tempos e algumas coisas me incomodam, como várias semelhanças na ambientação da história do Super Homem, por exemplo (sério roteiristas que a Kara precisava trabalhar para a mídia também?E sério que alguém esconde a identidade secreta com óculos de chumbo?), mas a série tem seus pontos positivos.

A primeira vista, Kara parece uma pirralha birrenta que não sabe como lidar com o inimigo, mas também não aceita ajuda de Kal-El e por isso sai fazendo besteira, mas a heroína cresce. Aprende a controlar a raiva, os impulsos e vai melhorando seu estilo de luta kryptoniano. Em outras palavras: se mostra uma heroína de verdade e não uma Sailor Moon que muitas vezes depende do namorado para vencer uma luta (o que eu acho muito injusto com as mulheres).

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Gostei também de não terem explorado demais o corpo da heroína. Mulheres no universo das HQ’s tendiam a ser hipersexualizadas e fragilizadas, tipo “você está lá porque tem uma cota para mulheres, mas você não é tão importante assim para a trama”. Acho que era por isso que eu não me interessava por elas na infância/adolescência. Em outras palavras Kara tem minha aprovação.

Fora das questões de gênero, acho que tenho que elogiar também os personagens da história. Não são tão complexos assim, mas não diria que são totalmente planos. Cat Grant, por exemplo é uma FDP adorável (uma das minhas preferidas) e ninguém nunca segura aquela língua. Adoro o fato dela ser rival da Lois Lane e não ter vergonha das próprias inimizades. Kara é boazinha na maior parte do tempo, mas ainda bem que temos kryptonita vermelha para mostrar as contradições dela(risos) porque a vida amorosa da jovem é terrivelmente chata para empolgar.

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Os pretendentes da Kara são fofos, mas nenhum em especial tem uma personalidade muito marcante (ok um deles é gato- momento explosão de hormônios), mas os vilões são bem mais interessantes e complexos.

Por fim, acho que vou acompanhar essa série para ver onde essa menina vai parar e se a cara do Super Homem vai aparecer realmente algum dia desses (fico curiosa para saber porque ele sempre aparece borrado ou cortado da cintura para baixo, será que vão fazer uma série dele ainda?)

Filme, Séries

Os signos dos personagens

Não sei se vocês sabem, mas na minha rodinha de amigos eu sou a “maluca dos signos”. Pra quem está boiando sou aquela que diz: “Ah só podia é ariano!” ou “Ele é taurino mulher, acomodado que dói…” entre outras coisas. Então, como todo mundo gosta (apesar de dizerem que não acreditam “nessa palhaçada de Zodíaco”) fiz uma lista de personagens de séries que me lembram os 12 signos do zodíaco :

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Áries=> Paris de Gilmore Girls: Super competitiva Paris não mede esforços para conseguir o que quer. Ela explode com a facilidade por causa do pavio curto de áries e consegue ser muito irritante e intratável, mas amiga mais fiel que ela está difícil de encontrar.

 

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Touro=> Luke de Gilmore Girls : Pessoa simples que não quer sair da zona de conforto porque gosta de estabilidade; É muito chegado na comida e é super teimoso. Não faz o tipo de pessoa que se arrisca muito, então a Lei da Inércia foi feita para ele: só se move quando uma força [hen-hem: Lorelai] o empurra.

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Gêmeos=> Tyrion Lannister Game of Thrones: Muito inteligente e esperto este geminiano sarcástico faz piadas de humor negro e sempre se safa com seu intelecto.

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Câncer=>Tywin Lannister: Manipulador, este personagem põe a maior fé nos seus laços de sangue. Acredita que mesmo destratando os seus entes queridos e usando-os como peças de tabuleiros, eles lhe serão gratos para sempre pela proteção fornecida. (Bem, nem todo canceriano é o cão assim, mas esse é o lado ruim deles, típico do canceriano traumatizado).

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Leão=> Marco Polo, da série extinta da netflix: Marco me lembra leão porque ele é leal aos que lhe fazem bem. A maioria das pessoas só vê a vaidade dos leoninos, mas esquecem que eles são bons companheiros e são super criativos.

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Virgem=> Sherlock Holmes da série da BBC: Extremamente analítico e meticuloso, Sherlock enxerga a verdade que as pessoas escondem, com a facilidade de um virginiano observador. Ele é cheio de manias também.

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Libra=> Joxer da Xena: O bobalhão da série me parece um libriano porque ele de vez em quando some e aparece quando menos se espera. Também tem dificuldade de manter uma opinião por muito tempo.

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Escorpião=> Jessica Jones: Violenta, vingativa, super sensual Jessica parece a escorpiana perfeita. Tem sentimentos profundos e se conecta apenas com pessoas escolhidas a dedo.

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Sagitário=> Lorelai Gilmore: Impulsiva, alegre, engraçada demais debocha de tudo e todos todo o tempo. Essa sagitariana tem verdadeira claustrofobia quando percebe que está enredada nos planos dos outros. Foge sem pensar nas consequências quando se sente pressionada.

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Capricórnio=> Rory Gilmore: Tímida e estudiosa, possui grande senso de responsabilidade e só se sente segura planejando as coisas milimetricamente. Como uma boa capricorniana é uma pessoa cheia de ambição e deseja deixar sua marca no mundo.

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Aquário=> Dra Brennan da série Bones: Excessivamente inteligente, a antropóloga forense mais famosa da tv a cabo está sempre à frente dos colegas. Ela é mais racional que emocional e por isso às vezes não demonstra nenhum tato.

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Peixes=> Harriet da série Emma da BBC: Romântica e sonhadora, Harriet vive no próprio mundinho se enchendo de ilusões. É uma ótima pessoa, mas se mete em grandes confusões por causa de sua imaginação romântica.

E aí? Gostaram? Posso fazer mais listas é só pedir. Grande abraço!

Aleska Lemos.

Séries

Resenha: Anne com “E”

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Em maio assisti a um lançamento da Netflix chamado “Anne with an E” que conta como dois irmãos solteirões da família Cuthbert adotaram uma órfã muito ruiva e sardenta chamada Anne.

A menina é trazida por engano do orfanato para a fazenda em Green Gables, onde esperavam um menino que fosse ajudar na  plantação. O choque é imenso e Anne tem que provar que merece ficar com Marila e Mathew e que é extremamente necessária em suas vidas.

Minha primeira impressão de Anne  é que ela era uma espécie Pollyanna (de Eleonor H Poter), que viria para trazer alguma espécie de conforto para a velhice dos irmãos Cuthbert, porém, apesar de ser muito alegre, não tem o otimismo fanático da Polly e é  muito mais imaginativa e impulsiva do que a garota do jogo do contente. Em outras palavras ela é mais um desafio que um alento para a nova família.

A pesar de tudo, não há dúvidas de que ela é uma menina especial. Com mais experiência de vida que as colegas de classe, por causa da sua realidade no orfanato, se mete em algumas confusões, mas também ajuda a solucionar situações de perigo. É uma garota de 13 anos muito independente e “desenrolada” que gosta de aprender palavras difíceis.

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Assisti todos os episódios em uma noite só. São 40 minutos por capítulo e apenas 7 episódios por temporada e posso dizer que apesar de muito sensível e fofo, tem cenas muito dramáticas e a pobre da Anne sofre demais. Sua ânsia por ser amada é tão grande que atrapalha seu convívio social, apesar de que ela vai conquistando aos poucos  algumas amizades sinceras, mas é triste vê-la abdicar de sua personalidade exótica para ser aceita.

Espero que a série tenha mais episódios para eu saber o que aconteceu com a jovem, porque o fim da primeira temporada é um bocado inconclusivo. Não é uma grande obra prima, mas diverte e causa muita empatia e por isso eu recomendo a todos os fãs de órfãos aventureiros.

Até mais!

Aleska Lemos.

Séries

Resenha: 13 reasons Why

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Faz poucas semanas que a Netflix lançou ” 13 reasons why” e todo mundo passou a comentar o assunto. No início não fiquei interessada, pois tudo o que é moda é meio enrolação, mas depois que algumas pessoas passaram a problematizar o suicídio de Hanna Baker dizendo que toca em alguns “gatilhos” e que é uma péssima escolha para quem tem depressão,  resolvi ver.

Isso pareceu um pouco perverso não? Só que não é. Queria saber quais eram os gatilhos que a Organização Mundial de Saúde reprovou na série, porque eu não sabia que existia uma convenção para tratar do assunto.  Achei interessante do ponto de vista ficcional ter uma regra sobre dramatização do suicídio e porque morte é um assunto que me interessa demais (tenho plutão em escorpião), principalmente do ponto de vista antropológico.

“Hem.. hem.. ” (se você pensou na Dolores Umbridge acertou) mas voltando à vaca fria, só sei que comecei a ver e abandonei os tais “gatilhos” para lá. Mergulhei no drama psicológico da Hanna e… me identifiquei! Não eu nunca tentei me matar se é isso que você entendeu, mas cheguei a pensar no assunto quando tinha 15 anos. Quer dizer, quando as coisas vão mal e você ainda não viveu muito, acaba acreditando que  elas nunca vão mudar. No fundo, também acredita  merecer tudo o que de mal lhe acontece e prefere afastar o bom da vida por achar que é apenas ilusão.517e5a29-c688-4946-8187-55c3d0b1bbb6_560_420.jpg

No meu caso o problema era não conseguir fazer amigos. Uma hora eu achava que finalmente tinha acertado com alguém e na outra a pessoa era apenas uma estranha no corredor. Com a Hanna aconteceu o mesmo e isso gerou nela um estado de carência constante, que a deixou mais suscetível às maldades e covardias alheias. Além disso, a jovem também sofreu uma série de violências pesadas (as quais graças a Deus nunca me aconteceram) e que estão ficando cada  vez mais comuns nessa era da informação.

Senti muita pena da moça e a empatia foi bem forte, mas a parte das fitas eu detestei. Quer dizer, entendo que alguém assim queira mais do que tudo deixar de ser invisível e ser compreendida pelas pessoas, mas acredito que o motivo de ter gravado as fitas e mandado a cada um dos seus agressores foi por vingança, pura e simples. Talvez acreditasse que algum deles se mataria por remorso ou só queria que vivessem em constante pânico e ansiedade como ela viveu, mas acabou bagunçando ainda mais a vida daqueles adolescentes perturbados pelo que viveu e presenciou. No fim acredito que ela ficou um pouco sádica.

Quando acabei a série fiquei me perguntando se concordava com a OMS e se Hanna Baker realmente encadearia uma efeito Werther, romantizando o suicídio. Não sei o que você vai achar quando chegar ao final, mas a minha resposta é não. Não me pareceu que a morte dela foi retratada como uma “libertação” o tão esperado descanso das mágoas, pois até o fim ela ainda estava buscando motivos para viver. A mensagem que me passou foi a falta de solidariedade, parecia que alguém tinha fechado todos os caminhos possíveis para que escapasse, a ponto dela se sentir encurralada e sem outra alternativa. Foi duro, cruel e nenhum pouco idealizado.

Por fim, não acho que a menina estava certa em se matar, mas parar de falar num assunto na esperança de que ele suma não funciona. Tentar enfeitar ou deixar mais digestível também não. A série mostra como os relacionamentos são superficiais entre as pessoas e como falta respeito pelo próximo e isso precisa mesmo ser discutido para que mude, porque enquanto não mudar suicídios vão continuar acontecendo. E você o que achou da trajetória de Hanna Baker? Eu sinto que faltou falar sobre o machismo que ela sofreu, mas aí eu acho que daria spoilers, então passo a bola para vocês leitores.

Um abraço, Aleska Lemos.