Séries

A pior bruxa

38063030e9a228d5e2c554289d0f583e4eb95220

Lançamento da Netflix, “A pior bruxa” conta a história de uma menina que por acaso descobre que é bruxa(uma colega cai de vassoura em sua varanda). Numa escola de bruxaria só para garotas, Mildred, uma bruxa bem atrapalhada vai precisar de muita coragem para salvar a escola e ser aceita.

7469c5c2afec789016e8fc83102cd54643c1f2b9

Se fosse para dar uma nota para a série eu daria 6, pois é divertida e tem personagens legais, mas é claramente inspirada em Harry Potter, desde o castelo onde as crianças estudam às versões femininas de Snape e Draco e uma versão rechonchuda da Hermione (tem do Rony também, mas é meio misturada com os gêmeos Weasley).

Talvez você que assistiu discorde de mim, mas se por acaso já chegou na aula de vôo, acredito que não há como negar a inspiração. Mildred precisa estender a mão para mandar a vassoura subir, assim como na Pedra Filosofal, a diferença é que ela precisa levar um gato para voar que tem medo de altura.09f2f3495900c822538a6791cf770a18c32ffbcd

O mais estranho é que a personagem principal é representada nada mais nada menos que a  atriz  que interpreta a Lady mais querida do Norte de Westeros: lady Lyanna Mormont. Quem vir vai ter a certeza que a baixinha é boa atriz porque ela é o completo oposto na série infantil da Netflix.

Porém o resto não é muito legal. A diretora não tem o carisma do Dumbledore e a rixa dela com a irmã é meio boba, mal feita e é central na história.  Acho que é uma série para matar o tempo, mas que corre o risco de agradar os pequenos até porque cada episódio tem 30 minutos e é super facinho terminar de assistir. Foram 12 episódios super rápidos e fofinhos.

E você animou de assistir?

PS: Se parecer que está confuso se gostei ou não, bem você está certo, porque achei legalzinho, mas não foi essa coca cola toda.

beijos da Aleska!

Séries, Sem categoria

1ª Temporada de Super Girl

 

imagehandlerSinopse: Kara Zor- El é nada mais, nada menos que a prima mais velha do Super Homem. Antes da destruição de Kripton ela foi colocada numa nave espacial para cuidar do primo quando ele chegasse a Terra, mas por um acaso infeliz ela ficou presa durante anos numa zona fantasma e acabou chegando depois de Kal- El (SUPER MAN) encontrando-o já um adulto.

Sem ter alguém para proteger, Kara resolve ser uma mulher normal e viver como uma terráquea com sua família adotiva, até que por um impulso salva um avião comercial e todas as pessoas dentro dele. A partir daí ela toma coragem para viver a heroína que sempre desejou ser.

Minha opinião:

Bem, SuperGirl parece ter sido feita para ser facilmente consumida. Tem aqueles clichés de que lutar pelo bem exige ética, bondade demais contra maldade excessiva e personagem principal muito idealizado. Tudo aquilo que programas dirigidos para adolescentes tem, mas eu até que gostei, confesso.

Supergirl_TV_Series_0001

A trama não é a mais inovadora dos últimos tempos e algumas coisas me incomodam, como várias semelhanças na ambientação da história do Super Homem, por exemplo (sério roteiristas que a Kara precisava trabalhar para a mídia também?E sério que alguém esconde a identidade secreta com óculos de chumbo?), mas a série tem seus pontos positivos.

A primeira vista, Kara parece uma pirralha birrenta que não sabe como lidar com o inimigo, mas também não aceita ajuda de Kal-El e por isso sai fazendo besteira, mas a heroína cresce. Aprende a controlar a raiva, os impulsos e vai melhorando seu estilo de luta kryptoniano. Em outras palavras: se mostra uma heroína de verdade e não uma Sailor Moon que muitas vezes depende do namorado para vencer uma luta (o que eu acho muito injusto com as mulheres).

543496

Gostei também de não terem explorado demais o corpo da heroína. Mulheres no universo das HQ’s tendiam a ser hipersexualizadas e fragilizadas, tipo “você está lá porque tem uma cota para mulheres, mas você não é tão importante assim para a trama”. Acho que era por isso que eu não me interessava por elas na infância/adolescência. Em outras palavras Kara tem minha aprovação.

Fora das questões de gênero, acho que tenho que elogiar também os personagens da história. Não são tão complexos assim, mas não diria que são totalmente planos. Cat Grant, por exemplo é uma FDP adorável (uma das minhas preferidas) e ninguém nunca segura aquela língua. Adoro o fato dela ser rival da Lois Lane e não ter vergonha das próprias inimizades. Kara é boazinha na maior parte do tempo, mas ainda bem que temos kryptonita vermelha para mostrar as contradições dela(risos) porque a vida amorosa da jovem é terrivelmente chata para empolgar.

Touching_Kara_shares_a_moment_with_James_Olsen_Mehcad_Brooks

Os pretendentes da Kara são fofos, mas nenhum em especial tem uma personalidade muito marcante (ok um deles é gato- momento explosão de hormônios), mas os vilões são bem mais interessantes e complexos.

Por fim, acho que vou acompanhar essa série para ver onde essa menina vai parar e se a cara do Super Homem vai aparecer realmente algum dia desses (fico curiosa para saber porque ele sempre aparece borrado ou cortado da cintura para baixo, será que vão fazer uma série dele ainda?)

Séries

Resenha: Anne com “E”

annegreen

Em maio assisti a um lançamento da Netflix chamado “Anne with an E” que conta como dois irmãos solteirões da família Cuthbert adotaram uma órfã muito ruiva e sardenta chamada Anne.

A menina é trazida por engano do orfanato para a fazenda em Green Gables, onde esperavam um menino que fosse ajudar na  plantação. O choque é imenso e Anne tem que provar que merece ficar com Marila e Mathew e que é extremamente necessária em suas vidas.

Minha primeira impressão de Anne  é que ela era uma espécie Pollyanna (de Eleonor H Poter), que viria para trazer alguma espécie de conforto para a velhice dos irmãos Cuthbert, porém, apesar de ser muito alegre, não tem o otimismo fanático da Polly e é  muito mais imaginativa e impulsiva do que a garota do jogo do contente. Em outras palavras ela é mais um desafio que um alento para a nova família.

A pesar de tudo, não há dúvidas de que ela é uma menina especial. Com mais experiência de vida que as colegas de classe, por causa da sua realidade no orfanato, se mete em algumas confusões, mas também ajuda a solucionar situações de perigo. É uma garota de 13 anos muito independente e “desenrolada” que gosta de aprender palavras difíceis.

ANNE_101_Day5_0452.nef

Assisti todos os episódios em uma noite só. São 40 minutos por capítulo e apenas 7 episódios por temporada e posso dizer que apesar de muito sensível e fofo, tem cenas muito dramáticas e a pobre da Anne sofre demais. Sua ânsia por ser amada é tão grande que atrapalha seu convívio social, apesar de que ela vai conquistando aos poucos  algumas amizades sinceras, mas é triste vê-la abdicar de sua personalidade exótica para ser aceita.

Espero que a série tenha mais episódios para eu saber o que aconteceu com a jovem, porque o fim da primeira temporada é um bocado inconclusivo. Não é uma grande obra prima, mas diverte e causa muita empatia e por isso eu recomendo a todos os fãs de órfãos aventureiros.

Até mais!

Aleska Lemos.

Séries

Resenha: 13 reasons Why

13-reasons-why-personagens-netflix

Faz poucas semanas que a Netflix lançou ” 13 reasons why” e todo mundo passou a comentar o assunto. No início não fiquei interessada, pois tudo o que é moda é meio enrolação, mas depois que algumas pessoas passaram a problematizar o suicídio de Hanna Baker dizendo que toca em alguns “gatilhos” e que é uma péssima escolha para quem tem depressão,  resolvi ver.

Isso pareceu um pouco perverso não? Só que não é. Queria saber quais eram os gatilhos que a Organização Mundial de Saúde reprovou na série, porque eu não sabia que existia uma convenção para tratar do assunto.  Achei interessante do ponto de vista ficcional ter uma regra sobre dramatização do suicídio e porque morte é um assunto que me interessa demais (tenho plutão em escorpião), principalmente do ponto de vista antropológico.

“Hem.. hem.. ” (se você pensou na Dolores Umbridge acertou) mas voltando à vaca fria, só sei que comecei a ver e abandonei os tais “gatilhos” para lá. Mergulhei no drama psicológico da Hanna e… me identifiquei! Não eu nunca tentei me matar se é isso que você entendeu, mas cheguei a pensar no assunto quando tinha 15 anos. Quer dizer, quando as coisas vão mal e você ainda não viveu muito, acaba acreditando que  elas nunca vão mudar. No fundo, também acredita  merecer tudo o que de mal lhe acontece e prefere afastar o bom da vida por achar que é apenas ilusão.517e5a29-c688-4946-8187-55c3d0b1bbb6_560_420.jpg

No meu caso o problema era não conseguir fazer amigos. Uma hora eu achava que finalmente tinha acertado com alguém e na outra a pessoa era apenas uma estranha no corredor. Com a Hanna aconteceu o mesmo e isso gerou nela um estado de carência constante, que a deixou mais suscetível às maldades e covardias alheias. Além disso, a jovem também sofreu uma série de violências pesadas (as quais graças a Deus nunca me aconteceram) e que estão ficando cada  vez mais comuns nessa era da informação.

Senti muita pena da moça e a empatia foi bem forte, mas a parte das fitas eu detestei. Quer dizer, entendo que alguém assim queira mais do que tudo deixar de ser invisível e ser compreendida pelas pessoas, mas acredito que o motivo de ter gravado as fitas e mandado a cada um dos seus agressores foi por vingança, pura e simples. Talvez acreditasse que algum deles se mataria por remorso ou só queria que vivessem em constante pânico e ansiedade como ela viveu, mas acabou bagunçando ainda mais a vida daqueles adolescentes perturbados pelo que viveu e presenciou. No fim acredito que ela ficou um pouco sádica.

Quando acabei a série fiquei me perguntando se concordava com a OMS e se Hanna Baker realmente encadearia uma efeito Werther, romantizando o suicídio. Não sei o que você vai achar quando chegar ao final, mas a minha resposta é não. Não me pareceu que a morte dela foi retratada como uma “libertação” o tão esperado descanso das mágoas, pois até o fim ela ainda estava buscando motivos para viver. A mensagem que me passou foi a falta de solidariedade, parecia que alguém tinha fechado todos os caminhos possíveis para que escapasse, a ponto dela se sentir encurralada e sem outra alternativa. Foi duro, cruel e nenhum pouco idealizado.

Por fim, não acho que a menina estava certa em se matar, mas parar de falar num assunto na esperança de que ele suma não funciona. Tentar enfeitar ou deixar mais digestível também não. A série mostra como os relacionamentos são superficiais entre as pessoas e como falta respeito pelo próximo e isso precisa mesmo ser discutido para que mude, porque enquanto não mudar suicídios vão continuar acontecendo. E você o que achou da trajetória de Hanna Baker? Eu sinto que faltou falar sobre o machismo que ela sofreu, mas aí eu acho que daria spoilers, então passo a bola para vocês leitores.

Um abraço, Aleska Lemos.