livro

Resenha: Casada Até Quarta – Catheryne Bybee

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Título: Casada Até Quarta

Ano: 2017

Editora: Verus

Autor: Catheryne Bybee

Número de Páginas: 196

Casada Até Quarta é o primeiro volume da série Noivas da Semana. Um livro rápido e fácil de ler, que podemos finalizar em poucas horas. Esse foi o meu primeiro contato com a autora Catheryne Bybee e gostei muito da escrita dela. Com narrativa em terceira pessoa, fui envolvida na trama rapidamente e me encantei de cara com a Sam.

Sam Elliot é uma personagem super forte, que cresceu em uma família rica e que viu a sua família se desmembrar por conta de um escândalo. Seu pai foi preso, sua mãe se matou e sua irmã tentou seguir os mesmos passos da mãe e acabou tendo complicações que a levaram a ser internada em uma clínica especializada em acidentes vasculares cerebrais. Bonita, forte, inteligente e trabalhadora, Sam encontrou seu caminho com a agência de casamentos, Alliance, com a qual paga os altos custos da clínica para manter sua irmã em bons cuidados.

Blake Harrison, é um nobre, rico e super charmoso, um duque que está à procura de uma esposa, o mais rápido possível por conta de um testamento que o seu pai deixou. Blake fez sua fortuna sozinho e não fazia o que o pai mandava, sempre indo contra ele e depois de morto, seu pai deixou um testamento com cláusulas bem amarradas, fazendo com que seu filho, Blake, o obedeça. Blake tem menos de um mês para encontrar uma esposa para não perder a herança milionária de seu pai e com isso contrata a Alliance para encontrar a esposa ideal para ele. O que ele não esperava era encontrar uma mulher frente aos negócios da Alliance e no final das contas, acredita que a esposa ideal para ele não seria as mulheres que ele escolheria dentro das opções de Sam e sim a própria Sam.

Após investigar a vida de Samantha, Blake descobre vários segredos dela e marca um jantar com o intuito de fazer acordo com a Sam. Sabendo de suas dívidas e da situação de sua irmã na clínica, Blake oferece um quantia alta para que ela se case com ele e mais a porcentagem pedida no contrato da empresa Alliance. Samantha acaba aceitando a proposta por conta do altíssimo valor em jogo que a ajudaria bastante, afinal são 10 milhões de doláres!

Sam não esperava que por trás desse acordo eles teriam que enfrentar advogados do falecido pai de Blake, ex-namoradas do nosso protagonista que ficaram sabendo pela mídia que ele tinha se casado, e um primo que se Blake não cumprisse as cláusulas do testamento receberia a herança milionária. Após o casório, Blake descobre uma cláusula que vai deixá-lo confuso, sem saber como contar a sua esposa dessa novidade, com a qual combinara que a relação entre eles seria honesta, sem segredos, Blake deixa para contar depois, e com isso novas complicações vão surgindo, novas intrigas que podem acabar desmascarando o casamento de fachada dos dois.

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Tendo que mostrar a família de Blake e principalmente aos advogados do pai de Blake que estão apaixonados, um sentimento entre eles acaba surgindo e com ele vem a dúvida, a vontade de saber se o outro também sente o mesmo, deixando assim a situação mais complicada, pois o casamento deles tem prazo de validade.

Enquanto o mundo se calava e Blake murmurava palavras doces, Samantha sabia que estava em apuros. Apaixonar-se por seu marido não fazia parte dos seus planos.”

Casada Até Quarta é um romance muito leve e doce, que nos deixa suspirando com seus protagonistas que são bem desenvolvidos, nos deixando bem íntimos, pois vamos conhecendo cada segredo, a dor de cada um e principalmente seus pensamentos. Sam como já disse me conquistou logo de cara por conta de sua determinação e profissionalismo, e Blake foi me conquistando com seus gestos fofos, com sua preocupação pelo bem estar de sua esposa que me fizeram torcer ainda mais pelo casal.

A história de Catheryne tem seus clichês, mas é uma história que nos leva nas nuvens por conta de sua narrativa ser fácil, nos transportando imediatamente para as cenas descritas dificultando a nossa saída da leitura. A capa é linda! As cores são lindas! Confesso que me apaixonei primeiro pela capa e os próximos livros não vão deixar a desejar, pois as cores estão lindas também! Se você quer ler um livro leve com algumas intrigas e romance, eu recomendo esse livro! Quero muito ler o próximo livro e estou desejando que os outros volumes sejam lançados logo, para poder dar a continuidade devida a essa série. E pergunto a você:  Você se casaria com um estranho por 10 milhões de doláres?

Thaisa Napolitano

Séries, Sem categoria

1ª Temporada de Super Girl

 

imagehandlerSinopse: Kara Zor- El é nada mais, nada menos que a prima mais velha do Super Homem. Antes da destruição de Kripton ela foi colocada numa nave espacial para cuidar do primo quando ele chegasse a Terra, mas por um acaso infeliz ela ficou presa durante anos numa zona fantasma e acabou chegando depois de Kal- El (SUPER MAN) encontrando-o já um adulto.

Sem ter alguém para proteger, Kara resolve ser uma mulher normal e viver como uma terráquea com sua família adotiva, até que por um impulso salva um avião comercial e todas as pessoas dentro dele. A partir daí ela toma coragem para viver a heroína que sempre desejou ser.

Minha opinião:

Bem, SuperGirl parece ter sido feita para ser facilmente consumida. Tem aqueles clichés de que lutar pelo bem exige ética, bondade demais contra maldade excessiva e personagem principal muito idealizado. Tudo aquilo que programas dirigidos para adolescentes tem, mas eu até que gostei, confesso.

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A trama não é a mais inovadora dos últimos tempos e algumas coisas me incomodam, como várias semelhanças na ambientação da história do Super Homem, por exemplo (sério roteiristas que a Kara precisava trabalhar para a mídia também?E sério que alguém esconde a identidade secreta com óculos de chumbo?), mas a série tem seus pontos positivos.

A primeira vista, Kara parece uma pirralha birrenta que não sabe como lidar com o inimigo, mas também não aceita ajuda de Kal-El e por isso sai fazendo besteira, mas a heroína cresce. Aprende a controlar a raiva, os impulsos e vai melhorando seu estilo de luta kryptoniano. Em outras palavras: se mostra uma heroína de verdade e não uma Sailor Moon que muitas vezes depende do namorado para vencer uma luta (o que eu acho muito injusto com as mulheres).

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Gostei também de não terem explorado demais o corpo da heroína. Mulheres no universo das HQ’s tendiam a ser hipersexualizadas e fragilizadas, tipo “você está lá porque tem uma cota para mulheres, mas você não é tão importante assim para a trama”. Acho que era por isso que eu não me interessava por elas na infância/adolescência. Em outras palavras Kara tem minha aprovação.

Fora das questões de gênero, acho que tenho que elogiar também os personagens da história. Não são tão complexos assim, mas não diria que são totalmente planos. Cat Grant, por exemplo é uma FDP adorável (uma das minhas preferidas) e ninguém nunca segura aquela língua. Adoro o fato dela ser rival da Lois Lane e não ter vergonha das próprias inimizades. Kara é boazinha na maior parte do tempo, mas ainda bem que temos kryptonita vermelha para mostrar as contradições dela(risos) porque a vida amorosa da jovem é terrivelmente chata para empolgar.

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Os pretendentes da Kara são fofos, mas nenhum em especial tem uma personalidade muito marcante (ok um deles é gato- momento explosão de hormônios), mas os vilões são bem mais interessantes e complexos.

Por fim, acho que vou acompanhar essa série para ver onde essa menina vai parar e se a cara do Super Homem vai aparecer realmente algum dia desses (fico curiosa para saber porque ele sempre aparece borrado ou cortado da cintura para baixo, será que vão fazer uma série dele ainda?)

Filme, Sem categoria

Meu malvado favorito 3

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Esse domingo fui conferir o terceiro filme da franquia “Meu Malvado Favorito”. É verdade que fui com meu sobrinho, mas convenhamos: essa série é boa demais e qualquer idade se diverte assistindo, em outras palavras, eu estava realmente ansiosa para saber o que os Minions iriam aprontar.

Bem, antes de entrar na história preciso dizer que estava morrendo de medo de me decepcionar. Andei lendo a crítica na internet e algumas pessoas falaram mal, que forçaram uma barra para continuar a história e tal, mas eu discordo: o filme foi divertidíssimo!

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Eu enquadrada com os Minions. Não rir para a foto foi impossível.

Ok, eles usaram a desculpa do irmão gêmeo desaparecido e isso é cliché, mas a forma como construíram Dru foi muito boa e me faz pensar porque demoraram tanto para desenvolverem esse novo personagem. Dru e Gru tem muita química, apesar de serem o oposto um do outro.

Os Minions finalmente fizeram o que deviam ter feito assim que Gru virou pai: uma rebelião. Quer dizer, se eles são criaturas que idolatram vilões ao longo da história da humanidade, não faz sentido  seguirem um cara que desistiu da maldade né? Demorou muito até fazerem o óbvio.  O importante, porém, é que mais uma vez roubaram a cena e suas piadas estavam muito boas.

O vilão, um ex ator infantil dos anos 80, não foi um dos meus personagens favoritos, mas confesso que o estilo deu rendeu um bom caldo musical, com direito a Madonna, Michael Jackson, Dire Straits e muito mais no meio das lutas.

Achei muito bacana que os roteiristas tenham conseguido fazer uma segunda continuação bastante consistente, porque outras franquias como Shrek começaram a perder o viço no terceiro filme (quer dizer o Shrek terceiro foi legal pelo fim do Encantado, mas já achei um pouco forçado, mas “Shrek para sempre” foi terrível). Oremos para que continuem acertando nos próximos!

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Filme

Água para Elefantes

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Um senhor de mais de 90 anos cujo o nome é Jacob Jankowski estava ali, embaixo da chuva, em frente a entrada de um circo que acabara de finalizar o espetáculo.  Para protegê-lo da chuva, dois funcionários se prontificam a levá-lo para dentro do circo. Aquele ambiente era capaz de reviver muitas memórias de sua vida, pois os seus laços criados com o circo mudaram completamente seu destino e por isso resolve relembrá-las.

Jacob Jankowski era filho de poleneses, estudante de medicina veterinária, prestes a fazer seu último exame e se declarar formado pela Universidade Cornell. Porém, seus pais morrem em um acidente de carro e deixam muitas dívidas. Sua vida muda completamente ao se ver sozinho, sem dinheiro e sem moradia, até que um trem cruza seu caminho e Jacob resolve entrar nele, sem sequer imaginar que daquele em dia em diante tudo mudaria.

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Descobre que estava no trem do Circo Benzini Bros e tenta por meio deste seu sustento. Contratado pelo circo, recebe a função de cuidar e treinar a nova e incrível elefanta Rosie, e é nessa nova vida no circo que Jacob se apaixona por Marlena, que nada mais era a mulher de August, dono do circo. O mesmo se revelará um grande vilão, ao maltratar animais e pessoas que ali trabalhavam, fazendo com que todos vivessem em condições precárias, repletos de exaustão e fome.

O enredo do filme se desenrola no amor proibido vivido por Jacob e Marlena entre todas as dificuldades da vida no circo. O filme prende bastante a nossa atenção, porém tudo nele acontece de forma dada e simples. Os personagens principais desenvolvidos já são compreendidos de imediato, mas os outros trabalhadores do circo são personagens incríveis que poderiam ter sido mais explorados.

“Água para Elefantes”, uma adaptação do livro de Sara Gruen, é um filme para assistir sem pretensões e grandes expectativas, já que trata-se de uma história bem fluida e previsível. Porém, sua fotografia é incrível, a relação entre Jacob e a elefanta Rosie é completamente apaixonante! Vale a pena assistir, já que em meio ao romance, há bastante drama, pois o filme acerta em cheio ao mostrar a mistura de melancolia e felicidade daqueles que vivem a dura e mágica vida de circo.

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Trailer do filme abaixo: 

Direção: Francis Lawrence

Elenco: Reese Witherspoon (Marlena Rosenbluth); Robert Pattinson (Jacob Jankowski); Christoph Waltz (August Rosenbluth); Paul Schneider (Charlie O’Brien); Jim Norton (Camel); Hal Holbrook (Jacob Jankowski – idoso); Ken Foree (Earl) e James Frain (cuidador de Rosie).

Imagens: Copyright Twentieth Century Fox France

Thatiana Napolitano

livro

Resenha: Não Pare! – FML Pepper

 

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Título: Não Pare!

Ano: 2015

Editora: Valentina

Autor: FML Pepper

Número de Páginas: 280

Não Pare! é o primeiro livro da trilogia de FML Pepper, que se tornou um Best-Seller da Amazon. Essa trilogia conta a história de Nina, uma jovem de 16 anos que vive viajando o mundo com a mãe. Morando pouco tempo em cada país, Nina não tem a possibilidade de ter uma adolescência normal, quando começa a fazer uma amizade, Stella, mãe de Nina resolve se mudar para outro país, alegando motivos de trabalho. Mas surge uma curiosidade, por que tantas mudanças em tão pouco tempo? Sempre que acontece algum acidente, algo fora do comum, elas se mudam, por que?

Nina, nunca conheceu o pai e sua mãe fala bem pouco ou quase nada sobre ele, a deixando sem respostas. Stella é uma boa mãe e zela pela segurança da filha, mas sempre que algum acidente com sua filha acontece, ela junta suas coisas e se muda com a filha. Depois de tantas mudanças, Stela decide que vão se estabilizar em Nova Iorque, com essa notícia, Nina, se sente feliz pois vai realizar as suas vontades de ter uma adolescência normal.

Nessa nova fase, acidentes incomuns com Nina começam a surgir, desmaios repentinos, um quase atropelamento, um andaime que parte em sua direção… Nina sempre desconfiou de sua falta de sorte e de sua pressão baixa, mas o seu subconsciente a alerta que não é isso, existem coisas além que fazem sua vida não ser normal.

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A escritora nos envolve com muitos mistérios que vão surgindo junto com as descobertas de Nina. E por conta disso vamos lendo sem parar. O mundo que a escritora criou é totalmente novo, bem diferente do que já li, quando os mistérios iam surgindo, fui pensando em lobisomens, vampiros, mas nada chegou perto do mundo criado pela Pepper.

A história é envolvente, fluida e instigante com momentos previsíveis que não nos faz perder o interesse. Não Pare! é aquele livro cheio de ação, ficção, com um romance proibido e com um mocinho que nos deixa confusa com suas atitudes, nos fazendo suspirar, torcer, e odiá-lo. Assim que terminei esse livro, já fui correndo ler o segundo. Recomendo a leitura, principalmente para quem curte uma boa trama juvenil.

Thaisa Napolitano

 

Sem categoria

Minha história com Tarzan.

Minha família sempre foi fã de filmes. Acho que viver nos anos noventa no auge das video locadoras deve ter me ajudado a ser cinéfila, porque fazíamos pacotes de até cinco filmes para finais de semana e feriados. Quando não dava via os filmes da tv aberta mesmo.

O primeiro encontro que tive com Tarzan foi no SBT. Durante as tardes de sábado sempre passavam filmes antigos de preferência com temas mitológicos ou de aventura como Simbad-o marujo, os Argonautas e… Tarzan! Inclusive acho que a emissora fez certa vez, uma maratona Tarzan e vi duas ou três versões no mesmo dia. Lembro de ter ficado chocada quando o personagem viu a Jane pela primeira vez e apalpou os seios dela, mas minha mãe explicou que era ele quem estava chocado com a Jane já que nunca tinha visto uma fêmea da sua espécie.

Também cheguei a ter uma versão em preto e branco em DVD, mas esse Tarzan já era casado e brigava com os caçadores. O que venho estranhando é a ausência da Chita, a macaca atrapalhada do herói que vem sumindo ao longo dos tempos. Quer dizer no desenho da Disney (que fiz questão de assistir no cinema), temos a Terk, mas ela nem mais é um chimpanzé 😦 .

Nesse filme novo “A lenda de Tarzan”,  ela some completamente. Não sei se é por causa da exploração dos chimpanzés ou porque os diretores não acharam a personagem importante para a história, mas Tarzan é amigo de outros animais, como elefantes, gorilas, búfalos, leões e por aí vai. Companhia animal é que não falta para o herói.

Aproveitando que comecei a falar do último filme lançado, acho que vou tecer uns pequenos comentários sobre ele, apesar de sair um pouco da proposta. Achei “A lenda de tarzan” um filme muito legal, os efeitos especiais foram ótimos, a fotografia foi linda (também como poderia não ser em se tratando de África né?) e achei bem interessante terem colocado a Jane para morar numa tribo africana porque  assim dá para explorar a cultura dos povos africanos (não sei se fizeram da maneira correta, mas achei muito linda a cena do nascimento de… um bebê-quase um spoiler aqui)

Gostei também deles terem dado maior importância a aventura do Tarzan adulto e colocado a infância dele em flasbacks, deu dinamismo à estória, afinal todas as versões cinematográficas anteriores já nos ensinaram bem como foi a vida dele não é mesmo? Só achei esse Tarzan muito civilizado (apesar das mãos alteradas pelo hábito de andar de quatro patas), quer dizer, ele ainda se mistura muito bem aos animais, mas na civilização é um completo lorde de Greystoke. Não que eu esperasse que ele subisse na mesa e batesse com as mãos no peito, mas podia ser um tanto mais grosso com alguns personagens (risos).

Quanto a Jane, bem a personagem é maneira: forte, independente  com atitude e tal, mas infelizmente é por ela ser assim que a confusão começa, em outras palavras ela é sequestrada por teimar com Tarzan para voltar com ele para África. Acho que o conflito todo poderia girar em torno de outra coisa, mas eles preferiram estragar um bom personagem. Acho que vocês podem argumentar que todos os outros filmes sobre Tarzan tinham esse foco, mas sei lá, não esperava por isso depois de filmes como Malévola e outros com personagens femininas tão intensas.

Mas de modo geral o filme diverte, o Tarzan é bonitinho e tem muitos bichinhos fofinhos. Acho que ainda quero viver o suficiente para ver um filme onde a Jane salve o Tarzan na cidade grande (risos), porque tenho certeza que um dia ainda vão refilmar essa estória. De tempos em tempos a humanidade revive seus clássicos, porque por mais que o enredo seja conhecido as pessoas sempre irão buscar rever as novas versões.

Bom isso é tudo pessoal! Vou deixar alguns links do Youtube para quem quiser conhecer umas versões mais antigas, beijão!

Links:

PS: Não falei do filme da Disney “Tarzan, a evolução da lenda” por que esse não vi ainda.

Filme

A Bruxa

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Um filme que se passa em pleno século XVII na Nova Inglaterra, um contexto no qual a religiosidade é de extrema importância para a vida em sociedade, uma família inglesa acaba sendo banida da comunidade na qual viviam por serem acusados de heresia. William (Ralph Ineson) e Katherine (Kate Dickie) partem para o interior da região com a esperança de encontrarem terra para plantio e assim poderem reconstruir suas vidas do zero.

A família fica totalmente excluída da civilização em terra estranha. Os pais encontram grandes dificuldades ao terem que sustentar, em precárias condições, todos seus filhos: Thomasin, Caleb, um casal de gêmeos Mercy e Jonas e o bebê Samuel. É nesse sofrido e difícil cenário, rodeados por uma floresta nada acolhedora, que muitos acontecimentos estranhos e assustadores irão aos poucos abalar o núcleo familiar.

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“A Bruxa” não se trata de um filme de terror e suspense que a maioria das pessoas estão acostumadas a assistir. Não espere jumpscares e todo aquele clichê, pois o filme desconstrói a todo momento a fórmula esperada do gênero terror. Todo o pavor que permeia o filme se encontra na maneira em que a história é construída, e a mesma é apresentada aos poucos com cenas em cores frias, sem vida, bem lentas, trabalhadas em diálogos sugestivos que criam um forte clima de tensão. A trilha sonora também é um dos pontos mais altos do filme, é de arrepiar e a mesma insinua sensações perturbadoras a cada cena.

Todo o terror psicológico envolvido na narrativa ocorre através de um questionamento e crítica ao pensamento da época (e que curiosamente nos faz refletir sobre o nosso contexto atual). O filme levanta questões interessantes, de maneira inteligente, acerca do fanatismo religioso ao nos apresentar situações que mostram como a religião era de extrema importância para a família e como a mesma irá encarar o inesperado.

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Mais do que um dos filmes de terror disponíveis, “A Bruxa” é um bom filme para quem gosta de refletir acerca das questões que são levantadas e prefere um terror menos óbvio, mais surpreendente. É preciso estar imerso para sentir a tensão proposta e se deixar envolver pelo terror psicológico. Com cenas fortes, impactantes, metafóricas e com um roteiro muito bem construído esse é um filmes do gênero que não dá pra deixar de assistir. Recomendo!

Trailer:

Imagens: Copyright Universal Pictures

Direção: Robert Eggers
Elenco: Anya Taylor-Joy (Thomasin); Ralph Ineson (William); Kate Dickie (Katherine); Harvey Scrimshaw (Caleb); Ellie Grainger (Mercy); Lucas Dawson (Jonas).

Thatiana Napolitano

livro

Resenha: Quando a Noite Cai – Carina Rissi

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Título: Quando a Noite Cai

Ano: 2017

Editora: Verus Editora

Autor: Carina Rissi

Número de Páginas: 447

Quando a Noite Cai é o mais novo livro da escritora brasileira Carina Rissi. É o primeiro livro dela que leio e quando o terminei compreendi todos os elogios que ouvi da autora que é considerada a rainha do Chick-lit.

Nossa protagonista Briana Pinheiro é uma pessoa com pouca sorte, não consegue se manter em um emprego e precisa de dinheiro para ajudar a mãe, já que a pensão da família não vai muito bem, na verdade está bem perto de fechar as portas. Além de todas essas responsabilidades, quando Briana vai para a cama à noite ela sonha com castelos, espadas, aldeias e um guerreiro irlandês. Quando é demitida pela terceira vez dentro de um mês, Bri continua com a coragem que tem para procurar um novo emprego e em busca disso sua vida acaba cruzando com a de Gael O’Connor.

Gael O’Connor é uma pessoa bem reservada, de poucas palavras e possui um olhar misterioso. Grande empresário, Gael oferece emprego para Briana em uma de suas empresas.  Com essa grande oportunidade em mãos, Briana tenta manter a sua má sorte longe do escritório para tentar se manter no emprego o mais tempo possível. Além de cuidar de sua má sorte, ela tenta não confundir seu misterioso chefe com o  guerreiro que invade seus sonhos, pois são muito parecidos, de forma a parecer que o homem dos seus sonhos saiu do mundo imaginário para a vida real.

Porque meu coração estúpido havia misturado tudo. Apesar de todas as minhas tentativas de manter as histórias separadas, ele não conseguiu discernir o que era real da fantasia. 

Briana é uma personagem muito rica, apesar de não ter a sorte ao seu lado, ela não se deixa abater pelos infortúnios do destino. Alegre, cheia de humor e corajosa, corre atrás de emprego e maneiras que possam ajudar a mãe e a irmã, que não trabalha para que possa terminar a sua faculdade. Sempre colocando a família em primeiro lugar, Briana acaba se esquecendo de suas vontades e de seus sonhos.

Porque, quando se ama, por mais impossível que possa parecer, a esperança persiste e você luta até o último suspiro.

Com muita magia, paixão e mistérios, Quando a Noite Cai nos envolve. Demorei um pouco para engatar a leitura pois estava com os personagens do último livro que li na cabeça, mas em nenhum momento a leitura ficou desinteressante, pelo contrário, ia ficando cada vez mais gostosa, interessante a medida que os mistérios iam sendo apresentados, dando aquele frio na barriga nos fazendo ler e engolir o livro rapidamente, num piscar de olhos.

A magia do livro, da escrita da autora me envolveram de tal forma que eu não conseguia mais parar de ler, ansiosa para saber os desfechos, que a Carina conseguiu amarrar muito bem sem deixar dúvida alguma. Super envolvida na leitura, me peguei diversas vezes pesquisando sobre os lugares da Irlanda que são citados na história e fiquei maravilhada ao saber que eles existem, me deixando muito mais apaixonada pela história de Briana e Gael.

 

É natural do ser humano lutar. E, sempre que nos sentimos ameaçados, acuados, amedrontados ou feridos, nós atacamos porque é o jeito mais fácil de mascarar a dor. Perdoar exige muito mais: mais bravura, mais coragem, mais força.

Mesmo ouvindo muito bem sobre o livro e autora, tentei não elevar minhas expectativas,  e acabei encontrando com uma história muito diferente do que eu já li, esse foi o ponto alto da leitura para mim. Com toda a certeza essa história vai aquecer meu coração toda vez que vir o livro na prateleira e com mais certeza ainda, essa é uma história de amor puro que é para ser lida e relida. Recomendo a leitura e estou muito ansiosa para ler os próximos livros da autora.

Thaisa Napolitano

Filme

Filme: Drácula a história nunca contada.

Nesse filme Vlad Tebes é um príncipe traumatizado por ter servido ao império turco desde os 7 anos de idade. Ele aprendeu com os muçulmanos a ser irrascível, cruel e invencível em batalha, mas após ter terminado seu tempo de “serviço” ele volta para o lar e deseja só a paz. O problema acontece quando 10 anos depois, o rei turco volta e exige 1000 crianças do reino de Vlad para servir ao exército otomano durante a invasão da Europa. O  mais polêmico dessa exigência,porém, é que o herdeiro de Vlad deveria ser incluído no “pacote”. É nesse momento que mais uma vez o príncipe das trevas abdica de sua humanidade, porém agora é para obter a força de 100 homens.

 

Luke Evans convence muito como pai e marido apaixonado. Está longe de ser o cara cruel dos tradicionais filmes “draculinos” (risos), apesar de ter empalado um monte de inimigos, cortado muitas cabeças na frente do próprio filho (para salvá-lo, claro) e não apresentar remorso algum depois de matar. Contraditório né? Saí com essa sensação do cinema, mas quem não é contraditório? Apesar de ter duas facetas muito díspares ele parecia saber conciliá-las, quer dizer, não é como se fossem duas personalidades diferentes, ele era um só. Acho que estava convencido da historinha que ele mesmo se contava para se impedir de ficar maluco.

 

Teve gente que riu no cinema porque teve muita “mentirada”, tipo quando o Vlad enfrentou sozinho uns 100 mil soldados (tá, é bizarro até para um vampirão), mas tipo: cinema não é lugar da mentira? Quem cresceu vendo carro subindo escada e “missão impossível”(ou mesmo 300 de Esparta que são 300 contra milhares e sobrevivem muito mais que o esperado) não devia se surpreender com esse tipo de coisa [risos], é só sentar e se divertir com a pancadaria. Aliás foi uma boa pancadaria! Não foi como a sequência de 300 (que chegou a ser nojenta de tanta realidade nos ferimentos) com lanças atravessadas na cabeça de soldados, mas discordo da filha do Zé do caixão quando classificou o filme como “história para pré-adolescente”, eu com meus 12 anos quase não dormi com medo do “homem da máscara de ferro” (tá isso é ridículo, mas aconteceu) imagina com dezenas de decapitações e empalamentos?

 

Bom, por último, esse filme não investiu muito na parceira de Vlad, para você ver não tenho nem certeza de qual era o nome dela. Ela era um bibelô sim, linda loura e voltada para a família, mas não foi representada como mulher fútil e sua opinião era respeitada pelo marido. Em nenhum momento ela foi castigada por falar alto com o príncipe na frente dos turcos, no entanto não dá para esquecer que ela é uma mulher da era medieval e estava em segundo plano.

 

Espero que tenha continuação, se não fico frustrada!

Beijos, Aleska Lemos.

livro

Resenha: Cadu e Mari – A. C. Meyer

 

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Título: Cadu e Mari

Ano: 2017

Editora: Galera Record

Autor: A. C. Meyer

Número de Páginas: 280

Cadu e Mari, um livro de A. C. Meyer, conta a história de um casal que parece que foram feitos um para o outro. Mariana é assistente do presidente da empresa Be, uma das revistas de moda mais conceituadas do país. Carlos Eduardo, o nosso Cadu, é o presidente desta empresa, que “herdou” do pai como uma forma de “castigo” pela sua adolescência “louca”, e acaba se apaixonando pelo trabalho e a empresa se torna essencial para sua vida.

Mariana é uma jovem forte, profissional, inteligente e braço direito do Cadu. Uma mulher que não tem o corpo de modelo, como as que estampam as capas da revista e se sente fora da “caixinha” por não se encaixar nos padrões de beleza. Assim como qualquer jovem que já amou, Mari já teve seu coração machucado e por conta disso tem receio de se entregar, de se abrir totalmente e voar nas nuvens para que quando a decepção chegar, a queda não seja grande.

Cadu, é um homem bonito, com lindas covinhas e com um corpo definido. Gosta do sol, de surfar e de mulheres. Mas gosta de mulheres com estilo distinto da Mari. Presidente de uma grande revista de moda, Cadu não ficou com algumas mulheres, mas com várias e modelos. Mas um belo dia, ele vê Mari com outros olhos  e começa a investir na sua secretária que é bastante profissional.

Mariana me conquistou de primeira, é uma personagem com vivências reais, por isso é fácil se identificar com ela. Quando Cadu começa a correr atrás da Mari fiquei muito incomodada com a maneira dele de agir e não me simpatizei com o belo moço no início.

Ao longo das semanas, Cadu e Mari acabam se apaixonando, mas o mundo a sua volta não os aprovam e eles terão que mostrar que estão prontos e maduros para enfrentar os preconceitos, intrigas e até um golpe na empresa de Cadu.

A leitura é muito fluída! Vamos lendo, nos envolvendo com a história que se passa no Rio de Janeiro, e quando vemos, estamos sofrendo com a Mari, com o Cadu e já estamos no meio do livro! :O Nas primeiras páginas, vemos uma playlist, com músicas que representam os capítulos e podemos escutar enquanto lemos.  A escrita é muito gostosa, a história é narrada em primeira pessoa, alternando em capítulos curtos entre Mari e Cadu, que interagem com o leitor como se estivéssemos dentro do livro com eles. É uma história que aborda interesses que incentivam pessoas a passar por cima dos outros, mistura de classes sociais, perdão, confiança e nos mostra o quanto o amor é um sentimento poderoso.

O amor verdadeiro perdoa, entende, suporta. Nunca duvide do poder do amor.

Não conhecia a autora, e ela foi me conquistando aos poucos, sem reparar que estava com saudade dos personagens, da história e da escrita deliciosa de Meyer. Cadu e Mari é um livro agradável, para ser lido em qualquer hora e lugar, que nos faz esquecer do que está a nossa volta por conta de sua leveza.

Thaisa Napolitano