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Livro: Razão e Sentimento

thumbnail_IMG-20170904-WA0028Livro: Razão e Sentimento
Editora: Nova Fronteira
Autora: Jane Austen

Vocês provavelmente conhecem esse livro como “Razão e Sensibilidade”, mas por algum acaso que desconheço, os tradutores  dessa edição que tenho em mãos resolveram que “Sentimento” combinava mais com a obra. Não sei se concordo, mas faz sentido se você analisar bem as heroínas.

Bom, para quem não conhece, esse foi o primeiro livro publicado pela autora, muito embora tenha sido escrito depois de Orgulho e Preconceito, quis o destino que as irmãs Dashwood “debutassem” na sociedade primeiro. Ele conta a história dessas moças a partir do falecimento de seu pai, quando ao mesmo tempo perdem a posse de suas terras para o irmão mais velho (que já era rico).Assim, com quase nada para empacotar, a mãe e as três filhas partem de sua antiga casa (em parte para se verem livres da cunhada nojenta) para um chalé em Barton, onde travam relações novas e adquirem novos problemas.

Parando por aqui com o resumo da sessão da tarde, vou fazer um breve comentário sobre a autora e a história: quem já leu os romances da Jane sabe que ela sempre trata da condição feminina na sociedade inglesa do século XVIII, principalmente a questão da herança, no entanto, um romance se diferencia do outro pelos temas, quase sempre personificados pelas heroínas. Então não é de se admirar que Marianne e Elinor travem uma batalha épica (ok exagero meu) entre razão e emoção.

Na minha perspectiva, as meninas tem personalidades complementares e deveriam ensinar uma à outra alguma lição, mas infelizmente o que percebo é que apenas Marianne evolui, enquanto que Elinor segue sofrendo por sempre ter que dizer amenidades e seguir as regras da sociedade. Suspeito de que Austen acreditasse que o temperamento da mais velha fosse superior.

No entanto, justiça seja feita a Elinor: ela é muito esperta e consegue barrar bem as “invasões” das pessoas em sua vida, bem como consegue analisar as intenções  de todos e assim diminui o próprio sofrimento. Já sua irmã diz o que pensa o tempo todo, sem se importar se vai ofender e deixa todo mundo saber o que sente sendo imprudente e preconceituosa, às vezes.

Achei a leitura muito bacana porque por mais que  fosse a história de como as senhoritas Dashwood se casaram (aos trancos e barrancos, coitadas muitas situações atrapalham o final feliz), o foco sempre foi seus temperamentos e como as duas processam os fatos que lhes ocorrem.

Bom, isso é tudo, pessoal! Espero que tenham gostado ^_^

Beijos da Aleska.

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livro

Resenha: Confesse – Colleen Hoover

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Título: Confesse

Ano: 2017

Editora: Galera Record

Autor: Colleen Hoover

Número de Páginas: 328

Assim como o título vou começar confessando algumas coisas… Confesse foi o primeiro livro que li da Colleen Hoover. Ouvi falar muito bem de sua escrita e a cada elogio, a curiosidade de conhece-la foi aumentando. Segunda confissão, chorei com o prólogo desse livro, maravilhoso, intenso e nos faz imaginar se o que vamos ler em diante é tão sofrido assim…

Nos primeiros capítulos me senti um pouco perdida, confesso, porque deixei de esperar um romance e fiquei tensa com tanto mistério, isso ocorreu porque Owen e Auburn possuem segredos que são revelados ao longo da narrativa.

Auburn Reed é uma jovem que perdeu tudo o que era importante em sua vida e assim vai reconstruindo a sua vida sem se permitir cometer erros. Morando em Dallas, ela precisa de um outro emprego para que consiga pagar os honorários de um advogado e nessa busca para em frente a uma galeria de artes e começa a ler confissões que estão pregadas nas paredes. Owen, um jovem pintor, acaba abrindo a porta de seu atelier e com uma conversa confusa, ele a contrata para trabalhar.

Há pessoas que você encontra e, depois, passa a conhecer melhor, e há pessoas que você encontra e já conhece bem,”

Surgindo uma forte atração entre eles, segredos são colocados a mesa e cada vez mais que eles vão se aproximando, se gostando mais e mais, outras complicações vão aparecendo. O que eu não esperava era que Owen, o pintor que se inspira com confissões de pessoas para pintar seus quadros, também tem confissões que envolvem Auburn. E Owen, é um acerto ou um erro que Auburn pode ou não cometer?

Mesmo se ele mudasse completamente de vida, suas escolhas do passado ainda afetariam a minha.”

A trama é amarrada em segredos, o que prende o leitor até o fim. A escrita é fluida e os capítulos alternam entre Auburn e Owen, nos deixando a par de cada sentimento e pensamento das personagens. Para mim o livro foi tenso do início ao fim, mesmo tendo ficado presa na história desde a primeira página, comecei a curtir a leitura e sentir que estava lendo um romance após alguns segredos serem revelados.

As personagens de Confesse, não chegam prontos para nós no início do livro, vamos conhecendo aos poucos suas caraterísticas, costumes e personalidade. Owen, é um jovem muito doce, corajoso, que mesmo tendo vivido puxões de tapetes da vida, não deixou de querer viver e fazer o bem para os outros. Auburn, é uma guerreira, uma jovem muito forte, conseguimos perceber isso já no início do livro, mesmo a vida não estando fácil para ela, desistir não é uma opção, mas ela vai se tornando menos passiva ao longo da narrativa. Os personagens secundários, eu gostei bastante, bom, na verdade eu os odiei, nunca tinha sentido tanta raiva de personagens, por isso os achei bons, bem estruturados.

Apesar desse livro ter matado um pouco da minha curiosidade em conhecer a autora, Confesse, despertou ainda mais o interesse de ler outros livros da autora. Colleen Hoover consegue nos dar uma história real, cheia de mistérios, emoção e tratando de temas importantes com muita habilidade. No livro contém confissões reais, e a cada vez que lia uma, meu coração se apertava, eu me chocava… No final do livro há imagens que são quadros do pintor Danny O’Connor, que representam as obras do Owen que são citadas no livro. Gostei muito do livro, me apaixonei pela Auburn, principalmente pela Colleen Hoover, se indico a leitura? Confesso que sim! Tem muita coisa para viver nesse livro, muitos acertos e erros e claro, muitas confissões!

Thaisa Napolitano

 

nostalgia, Sem categoria

Autobiografia literária, por Aleska Lemos

Autobiografia Literária

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Quem vos fala.
Bom, na infância eu tive muitos livrinhos fofos, mas só lembro de dois: Bulunga o rei azul e a A Centopeia. O engraçado é que apesar de ter relido umas 500 vezes, não lembro do enredo da Centopeia, só lembro que eu gostava muito (tinha uns 8 anos quando li para a escola), mas o Bulunga até inspirou um poema meu chamado Óculos cor de rosa.  O rei Bulunga era um gato que usava óculos de lentes azuis, e só gostava dessa cor. O problema acontece quando ele começa a gostar de uma gata que tinha uma cor diferente, não sei se era rosa ou branco, mas Bulunga aprende que a cor é o que menos importa.
Acredito que não li muito depois disso, pelo menos até eu ter uns 10 ou 11 anos. O fato que iria mudar minha vida totalmente, é a adesão da minha família ao Espiritismo.  Todos começaram a ler romances psicografados  e eu meio que fiquei isoladinha. Então acabei entrando na onda, e acho que eu fui a que leu a maior quantidade de romances do gênero. Fui mais longe que todo o resto da casa. Hoje em dia, apesar de não ser mais espírita, ainda figuram na minha lista dos 10 mais queridos, dois romances espíritas: O morro das ilusões e Quando a vida Escolhe. O bom dessa literatura, é que ela mostra personagens que erram pra caramba, mas que nem por isso são ruins, sempre tem alguém que ama sinceramente o vilão. Sem falar que rolam várias lições de vida. Esses livros iriam me influenciar até 2008, apesar de que lá pelos meus 15 anos parei de ler exclusivamente esses textos.
Durante  a adolescência, porém, li outros livros também que eram bem profanos. Eu tinha uma relação de amor e ódio com os harlequins, porque tinham uma formuleta de bolo irritante, mas uns até davam pra gostar bastante, como  A Bela e a Fera ( não tem nada a ver com Disney) pois tinha umas piadas muito esdrúxulas e picantes, sem falar que tinham todo aquele açúcar romântico do namorado “protetor” e ciumento. Nessa época ainda não conhecia a Jane Austen, então meio que não sabia bem o que era um romance de verdade. Li muito Norah Roberts e Barbara Delinsky até o fim do segundo grau, mas essas histórias serviam de substitutos para os romances de aventura e fantasia que estavam em falta naquela época. Aliais, até tinha alguns como o Harry Potter e o Senhor dos Anéis e também os livros do Bernard Cornwell , que eram o ponto alto da minha estante, mas a velocidade de publicação de boas obras era bem lenta (na minha não humilde opinião).
Não tive muito contato com os clássicos. Li “Iracema”, “5 minutos e a Viuvinha”, “O Santo Inquérito”, “A Escrava Isaura”, “Lucíola” e larguei pela metade “Macunaíma”, “Senhora” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Acho que na época eu não estava acostumada com fins trágicos que excetuando “5 minutos e a viuvinha” e a “Escrava Isaura” era a maior tônica dos clássicos. Ainda tenho planos de voltar a lê-los, antes de libertá-los,mas não faço ideia de quando isso vai ocorrer. Os únicos clássicos que tenho verdadeira paixão sãos os escritos por Jane Austen, que por mais que alguns personagens deem raiva, as tramas compensam.
Aliás meu lance com a Jane é uma boa história para contar numa biografia literária: tudo começou num dia que eu trocava os canais da net procurando algo interessante para ver, quando aparece o título: “orgulho e Preconceito”. Acho que dei uma olhada rápida na sinopse e me encantei com as músicas de Dario Marianelli no piano. Depois que acabou fui logo na wikipedia ler sobre o filme, e adorei a ideia de ter 6 livros dela para desbravar. Li  a maioria, com a exceção da Juvenília da autora e o romance epistolar intitulado “Lady Susan”e assisti várias séries e filmes inspirados na autora.  É meio difícil saber o que fazer da sua vida depois que já leu tudo o que podia do seu autor favorito, rss aí você revê tudo até estar disposto a seguir adiante.
Ah, eu já ia me esquecendo! Também sofri influência dos mangás. Acho que não foi algo muito forte na escrita, mas com certeza no desenho (eu também amo desenho^_^, acho que quando eu escrever meus livros vou ilustrá-los). Eu adoro YUYU HAKUSHO, SAMURAI X, SAKURA CARD CAPTORS, INU YASHA, RANMA1/2, NARUTO e MERU PURI.  A forma como eles trataram alguns assuntos me dava muitas ideias de histórias. Uma vez li que Van Gogh se inspirou num tipo de pintura japonesa, e eu bem entendo porque. Edward Said diria que meu comentário é “orientalista”, mas acho que no Oriente, eles tem uma forma de se expressar diferente, e por vezes mais complexa.  Bem, acho que já falei demais de mim e você tem uma biografia literária também?
Beijos,
Aleska Lemos
Séries

Série: American Gods

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Há algumas semanas uma amiga me falou que estava assistindo “American Gods” , série inspirada no livro homônimo do Neil Gaiman que eu estava stalkeando na Amazon por alguns dias. Achei ótimo porque série é mais rápido, já o livro tem que comprar e a gente sempre reclama de espaço né?

Bom, comecei a assistir e achei que o autor baseava a história no seguinte conceito:

Egrégora, ou egrégoro (do grego egrêgorein, «velar, vigiar»), é como se denomina a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas (mentais, emocionais) fruto da congregação de duas ou mais pessoas.[1] O termo pode também ser descrito como sendo um campo de energias extrafísicas criadas no plano astral a partir da energia emitida por um grupo de pessoas através dos seus padrões vibracionais.” Wikkipedia.

Digo isso porque as divindades que aparecem na história lutam entre si para sobreviverem e para isso precisam conquistar seguidores. Nas primeiras tomadas isso fica bem claro porque o narrador exemplifica o conceito por meio de uma lenda viking, mas cada deus novo que é introduzido  reforça essa ideia.

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Nessa briga,os novos deuses estão na vantagem, lógico, mas os antigos não largam do osso também e querem mostrar que ainda são necessários. Nesse contexto, Shadow Moon, um ex presidiário, é recrutado pelos deuses antigos sem saber no que estava se metendo. Tudo indica que ele tem alguma função especial que ainda não foi revelada, mas para saber disso, só vendo a segunda temporada ou lendo o livro.

Sobre o que achei da história, posso dizer que o uso do conceito de egrégora complexificou a trama e achei muito legal reunir deuses nórdicos com deuses africanos, irlandeses, zumbis e poder feminino. É interessante também que não haja nenhum personagem bonzinho demais e todos ali tenham um passado podre com vários “pecados”, mas o mais legal é o questionamento implícito que fica sobre as religiões e as crenças em geral: “será que o poder vem de mim ou de um ser superior?”.

Estou louca para saber o que Shadow vai concluir. E você?

Aleska Lemos.

Filme

Um Senhor Estagiário

Ben Whittaker (Robert De Niro) é um senhor de 70 anos, viúvo, saturado da vida monótona de aposentado que precisa de novos desafios para viver. Ao se deparar com um anúncio de emprego na rua, que busca estagiários idosos para trabalhar em uma grande empresa de moda, Ben logo se interessa e resolve se candidatar.

THE INTERN

Mal sabe ele que terá que lidar com Jules Ostin (Anne Hathaway), uma chefe difícil de conviver, porém muito independente e determinada; uma jovem com muitas responsabilidades, que administra uma empresa recente que cresce cada dia mais. No primeiro momento, Jules detesta saber que terá que trabalhar com Ben, já que contratar idosos estagiários fazia apenas parte de um projeto social obrigatório que seria bom para a imagem da empresa.

Apesar de todos os poréns com Jules, Ben tem anos de experiência no mercado de trabalho, e mesmo com o choque de gerações, consegue conquistar seus colegas de trabalho e se reinventar a todo instante. Aprende todo dia na empresa e também passa conhecimentos valiosos para aqueles que ali trabalham. É nesse contexto interessante que o filme se desenrola, mostrando diferenças e aproximações de experiência entre uma pessoa jovem e outra idosa. Com o passar do tempo, Jules começa a enxergar Ben como um bom estagiário e melhor ainda: mais do que um funcionário, um grande amigo que poderá sempre contar.

THE INTERN

“Um Senhor Estagiário” é um filme perfeito para assistir com os familiares e amigos. Há momentos engraçados, surpreendentes e intensos, é um filme que nos faz refletir bastante, nos trazendo aprendizado, ao mesmo tempo que é leve ao derreter nossos corações.

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Trailer legendado abaixo: 

Elenco: Robert De Niro (Ben Whittaker); Anne Hathaway (Jules Ostin); Rene Russo (Fiona); Adam Devine (Jason); Anders Holm (Matt); Linda Lavin (Patty Pomerantz); Zack Pearlman (Davis); Andrew Rannells (Cameron).

Direção: Nancy Meyers

Imagens: Copyright 2015 Warner Bros. Entertainment Inc. and Ratpac-Dune Entertainment LLC

Thatiana Napolitano

livro

Resenha: Uma Noite para Se Entregar – Tessa Dare

20938761_10213758167493886_669647711_nTítulo: Uma Noite para Se Entregar

Ano: 2016

Editora: Gutenberg

Autor: Tessa Dare

Número de Páginas: 288

Uma Noite para Se Entregar é o primeiro livro da Série Spindle Cove. Esse foi o meu primeiro contato com a autora e gostei bastante, tanto que já estou me deliciando com o segundo livro da série. No início da leitura, eu não consegui me envolver, mas ainda bem que insisti, porque depois de me acostumar com a escrita da autora,  me vi em Spindle Cove encantada com seus personagens bem desenvolvidos.

Spindle Cove é uma pequena vila que se tornou destino de certos tipos de moças, bem-nascidas, jovens que se envolveram demais com o amor, tímidas, moças que se desencantaram com o casamento e jovens delicadas. O primeiro livro conta a história de Suzanna Finch, que possui beleza, inteligência, coragem e muita generosidade. Ela não é a típica mocinha, ela é uma GirlPower. Anfitriã da vila, Suzanna lidera as jovens que vivem por lá, desenvolvendo atividades com fim de melhorar habilidades e seus talentos. Cada dia da semana há uma atividade que incluem jardinagem, caminhadas, nado em mar aberto e tiro. Mas os dias de calmaria na vila acabam quando Victor aparece.

Victor Bramwell é um tenente-coronel que chega na vila junto de seu primo, Lorde Payne, e seu homem de confiança, o cabo Thorne. Bram, viu sua vida desmoronar quando uma bala de chumbo atravessou seu joelho na guerra contra Napoleão. Para obter seu comando de volta e mostrar para todos que ele ainda é capaz de liderar e lutar uma guerra, Bram vai para Spindle Cove falar com Sr. Finch, pai de Suzanna, para pedir ajuda. O que ele não contava é que iria receber o título de conde Rycliff, e com isso uma missão de montar uma milícia em Spindle Cove.

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Desde o primeiro encontro de Bram e Suzanna, há uma forte atração que os personagens não sabem dizer o motivo de ter acontecido. E a cada encontro eles vão lutando contra o desejo, mas nem sempre eles vencem, e acabam se entregando e passando algum tempo juntos, mas o que eles não percebem é que podem estar dando uma chance ao amor, e será que duas pessoas completamente diferentes, que quando se encontram soltam alguns espinhos, podem ficar juntas em nome do amor?

Tessa Dare construiu uma narrativa muito fluida, muito gostosa de ler, com diálogos inteligentes, com pitadas de provocação e humor. É nitidamente clara a abordagem do papel da mulher na sociedade do século XIX, e Suzanna quer mostrar que as mulheres estão além de ser apenas esposas, lutando para mostrar que as necessidades das mulheres são importantes também, defendendo as jovens de sua vila e fazendo com que elas vejam que são capazes de fazer coisas que os homens fazem. Assim como Suzanna e Bram, as personagens secundárias foram bem escritas, deixando um fio para uma eventual continuação de suas histórias.

Spindle Cover é uma série, até agora composta por quatro livros, o último livro, Uma Duquesa Qualquer, será lançado em 20 de setembro e já está em pré-venda.

Este é um romance de época que mesmo sendo um pouco clichê, ele aborda assuntos que são discutidos até hoje. É uma história envolvente, recheada de humor, inteligência e cenas picantes. Com uma paisagem linda para se imaginar e com personagens cativantes, que mesmo parecendo fortes possuem suas fraquezas, eles conseguem nos transportar para Spindle Cove para que possamos integrar essa pequena vila. A história de Suzanna e Bram pode parecer previsível, mas até chegarmos ao fim muitas surpresas acontecem, eu recomendo você se aventurar e se beneficiar do ar marítimo de Spindle Cove, para quem sabe curar suas aflições.

 Thaisa Napolitano

livro

Resenha: Livro “Phronus-A canção da ruína dos mundos”

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Autor: Lucas Nangi

Editora: Autografia

Ano: 2016.

A história de “Phronus” se passa no continente Talar, com foco no reino de Brenterra. Por várias gerações a dinastia dos reis magnos enfrenta o poder das sombras representadas pela bruxa Dushtar. Há grandes perdas nessa sucessão de conflitos, mas o reino resiste pela fé em seus soberanos, pois estes foram escolhidos pela encarnação de uma entidade que servia a grande ave criadora do mundo: Feity.

Com o tempo, o poder sinistro do mal vai se estendendo a outros reinos do continente e logo todos daquele mundo se juntam a Brenterra para fazer frente a Dushtar. É assim que alianças e casamentos vão se construindo e a mistura de poderes entre as etnias vai tornando possível virar o jogo.

Quando abri o livro pela primeira vez, eu senti que ía ser uma história complexa porque o autor começa pela origem desse mundo tão peculiar. Sua narrativa me fez lembrar a gênese da Terra Média de Tolkien: bem esmiuçada e clara, o que demonstra a dedicação na construção do enredo.

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Aliás, não é muito difícil perceber a inspiração em Senhor dos Anéis. A fidelidade entre guerreiros, a importância da honra e o final da história (não eu não vou dar spoiler) são claras referências ao famoso escritor, mas Phronus vai muito mais longe do que  isso. Ele desenvolve vários tipos de magia, etnias e culturas que são bastante próprias.

A linguagem desenvolvida por Nangi é muito clara e em nada lembra autores nacionais principiantes, embora ele seja um deles. Em nenhum momento a compreensão da história fica comprometida por erros de coesão ou coerência. É verdade que o autor coloca muita informação, mas nada que um glossário ao final não resolvesse.

Gosto também da obra não ser muito previsível. Toda hora eu mandava um zap pro autor dizendo: “eu não acredito que você fez tal coisa com tal personagem!” porque sempre tinha uma reviravolta emocionante e um pouco de maltrato com alguns personagens (será que há um Q de George Martin também?).

Bom, agora alguns aspectos dignos de nota:

1)Acho que as mulheres tem pouca ou quase nenhuma relevância na história, excetuando a Paska e a própria Dushtar, a maioria só está ali para ser a companheira dos heróis. Tem muitas personagens interessantes que foram pouco exploradas.

2)Não é bem um ponto negativo, acho que é mais questão de gosto, porém o foco da história parece ser os momentos de batalha, ou melhor, a ação. Só que isso acaba deixando pouco espaço para desenvolver os relacionamentos entre os personagens da história. Apesar disso, eles parecem bastante complexos.

Por fim, eu leria se fosse você, até porque eu li mesmo (risos) e gostei bastante. Acho que em breve vai ter o ebook na Amazon, mas no momento você pode encontrar neste site: Autografia  ou direto com o autor na página Ecos Literários pelo módico valor de R$40 reais.

 

 

Filme

Um Contratempo

Envolvente do início ao fim, com tom investigativo, cheio de detalhes e surpresas, o filme “Um Contratempo” vai te deixar de boca aberta!

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Adrian Doria é um homem de negócios, bem sucedido, inteligente e casado. Ao primeiro olhar parece tudo perfeito, porém Doria mantém um caso amoroso com sua amante fotógrafa Laura Vidal. Toda a trama do filme se inicia quando o mesmo acorda em um quarto de hotel totalmente desconhecido, sem saber como chegara lá, é surpreendido com a sua amante morta no chão do banheiro, rodeada de notas de dinheiro. Doria se encontra trancado e sozinho no quarto, quando policiais chegam e o apontam como criminoso.

A partir desse momento, Doria contrata uma famosa advogada para solucionar o caso, ambos tentam entender como o crime ocorreu,  buscam respostas para descobrir como o assassino conseguiu matar sua amante sem deixar rastros e com um grande detalhe: conseguindo trancar o quarto por dentro sem nenhuma possibilidade do mesmo sair pelas janelas.

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É nesse contexto em que o filme vai caminhar para dúvidas intrigantes, com reviravoltas e uma história cheia de mistérios. O espectador é surpreendido a cada minuto, sendo praticamente impossível descobrir o desenrolar da história e seu chocante final. O roteiro escrito por Oriol Paulo é recheado de flashbacks, tornando tudo mais interessante, fazendo com que o espectador crie a todo instante milhares de teorias.

Para quem gosta de filmes de mistério, investigação, com assassinatos e uma história difícil de solucionar, é o filme ideal para assistir. Por mais que seja cheio de detalhes, não é um filme cansativo, a história é bem amarrada e sem enrolação. Filme perfeito para prender os nossos olhos na tela e para assistir com aquele amigo que sempre acha que sabe o final da história!

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Trailer legendado abaixo (filme disponível na Netflix):

Elenco: Mario Casas (Adrián Doria); Bárbara Lennie (Laura Vidal); Ana Wagener (Virginia Goodman); José Coronado (Tomás Garrido); Francesc Orella (Félix Leiva); David Selvas (Bruno).

Direção: Oriol Paulo

Filme espanhol produzido em 2016

Imagens: Copyright Warner Bros Pictures España

Thatiana Napolitano

livro

Resenha: Extraordinário- R.J. Palacio

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Título: Extraordinário

Ano: 2013

Editora: Intrínseca

Autor: R. J. Palacio

Número de Páginas: 320

Sabe aquele livro que você não dá nada pela capa? Então, sempre vi esse livro nas livrarias e nunca me interessei  em saber que história ele contava. Após ver o trailer oficial do filme que foi inspirado neste livro, eu me emocionei e não tive dúvidas, eu precisava conhecer a história desse menino extraordinário.

Auggie é uma criança que nasceu com uma síndrome genética, que faz com que o seu rosto se deforme. Auggie é apenas uma garotinho que de tantas idas e vindas do hospital e várias cirurgias, não pode aproveitar a sua infância com outros meninos de sua idade. Quando seus pais acreditavam que talvez esteja na hora de Auggie começar a frequentar a escola, ele consegue visualizar o grande desafio que estar por vir. Auggie é um menino muito maduro e ao entrar na escola sofre com olhares curiosos, brincadeiras e piadas de mau gosto, mas em meio disso tudo, também existe a verdadeira amizade. E ao desenrolar da história, vamos vendo o crescimento do nosso protagonista que fala sobre gentileza de uma forma muito pura.

A história é narrada pelo ponto de vista de Auggie e é alternada entre diversos personagens que participam diretamente ou indiretamente de sua vida. A narrativa é muito fácil de se compreender, não possui uma escrita rebuscada e apesar do assunto abordado no livro ser bem delicado, a autora nos faz querer devorar as páginas e nos tornando um aliado para derrotar o bullying. Houveram cenas que foi impossível não sofrer com Auggie e mesmo assim ele nos mostra como podemos dar a volta por cima. Auggie é aquele menino que só quer ser mais um no meio de uma multidão e sabe a importância de sermos únicos também.

Auggie emociona pessoas de todas as idades com a sua história, não deixe de se emocionar e se divertir com suas aventuras. Para conferir o trailer do filme é só clicar aqui. Esse é um dos livros que ao terminar de ler, me senti mudar. Recomendo esse livro emocionante, divertido e muito fofo, uma história de crescimento e superações de barreiras impostas pela vida contada por um menino extraordinário.

Thaisa Napolitano

 

Séries

A pior bruxa

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Lançamento da Netflix, “A pior bruxa” conta a história de uma menina que por acaso descobre que é bruxa(uma colega cai de vassoura em sua varanda). Numa escola de bruxaria só para garotas, Mildred, uma bruxa bem atrapalhada vai precisar de muita coragem para salvar a escola e ser aceita.

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Se fosse para dar uma nota para a série eu daria 6, pois é divertida e tem personagens legais, mas é claramente inspirada em Harry Potter, desde o castelo onde as crianças estudam às versões femininas de Snape e Draco e uma versão rechonchuda da Hermione (tem do Rony também, mas é meio misturada com os gêmeos Weasley).

Talvez você que assistiu discorde de mim, mas se por acaso já chegou na aula de vôo, acredito que não há como negar a inspiração. Mildred precisa estender a mão para mandar a vassoura subir, assim como na Pedra Filosofal, a diferença é que ela precisa levar um gato para voar que tem medo de altura.09f2f3495900c822538a6791cf770a18c32ffbcd

O mais estranho é que a personagem principal é representada nada mais nada menos que a  atriz  que interpreta a Lady mais querida do Norte de Westeros: lady Lyanna Mormont. Quem vir vai ter a certeza que a baixinha é boa atriz porque ela é o completo oposto na série infantil da Netflix.

Porém o resto não é muito legal. A diretora não tem o carisma do Dumbledore e a rixa dela com a irmã é meio boba, mal feita e é central na história.  Acho que é uma série para matar o tempo, mas que corre o risco de agradar os pequenos até porque cada episódio tem 30 minutos e é super facinho terminar de assistir. Foram 12 episódios super rápidos e fofinhos.

E você animou de assistir?

PS: Se parecer que está confuso se gostei ou não, bem você está certo, porque achei legalzinho, mas não foi essa coca cola toda.

beijos da Aleska!