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Resenha: Corte de Espinhos e Rosas – Sarah J. Maas

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Título: Corte de Espinhos e Rosas

Autora: Sarah J. Maas

Editora: Galera Record

Ano: 2017 – 6ª Edição

Número de Páginas: 434

Corte de Espinhos e Rosas é uma fantasia envolvente, com aventuras, romance e com muitas reviravoltas. Esse foi o meu primeiro contato com a Sarah J. Maas e posso dizer que foi incrível. Estava com as expectativas altas quando comecei a ler o livro e não me decepcionei, uma trama bem desenvolvida, com personagens cativantes e fortes.

A nossa protagonista é uma jovem, a caçula da família que precisa sustentar seu lar após a inadimplência de seu pai. Falidos, Feyre é a única que caça para alimentar sua família, seu pai não faz nada para ajudar em casa e suas irmãs vivem em um mundo de conto de fadas. Em uma de suas caçadas, Feyre mata um lobo, criando uma revolta em Tamlin, um Grão-Feérico, que mora em Prythian.

Como punição pela vida que tirou, Feyre é levada por Tamlin para Prythian, uma vida em troca de outra. E em sua nova vida, Feyre descobre segredos sobre a “praga” que assombra os feéricos, que na Corte Primaveril, todos usam uma máscara presa ao rosto. Descobre também sensações novas, uma vida muito diferente da sua, com seres diferentes com qual vivia, relembrando lendas que escutou na infância e vendo em parte, se tornarem realidade.

Feyre é uma personagem muito forte, que no meio da trama perdeu sua força, oscilando bastante pela sua história de vida. Uma menina que cuidava da casa, que pensava no pão de cada dia e que de uma hora para outra, se vê cuidada, mesmo com medo, Feyre se entrega a esse novo mundo, a essa nova realidade, dando espaço para aquilo que sempre quis fazer, e que sempre foi importante para si, a pintura.

A história se passa em Prythian, um território dividido em reinos, que possui uma muralha que divide os Grão-Feéricos dos humanos. Uma divisão que foi tomada após uma guerra, onde um queria dominar o outro. A descrição das Cortes que aparecem no livro são bem detalhadas e lindas.

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A narrativa é em primeira pessoa, Feyre nos conta tudo o que se passa ao seu redor e dentro de si. Percebemos que há muitos assuntos que a autora deixa nas entrelinhas, o preconceito é bastante visível entre os humanos e Feéricos. A relação entre pai e filho, a ausência de uma figura paterna que é um tema visto com frequência em histórias de fantasias, o relacionamento amoroso que não precisa ser um conto de fadas e que nem o príncipe precisa nos salvar em seu cavalo branco.

A escrita da autora é viciante, no início, achei bem arrastado, mas quando engata, é impossível parar de ler, ainda mais com tantas coisas que acontecem. O final é surpreendente, aquele final de tirar o fôlego! Corte de Espinhos e Rosas é uma releitura de A Bela e a Fera, mas que não se prende a história que conhecemos e ao lembrar desse detalhe, só consegui fazer referências no início do livro. Este é o primeiro livro de uma série, os três primeiros livros já foram lançados e quando comecei a escrever essa resenha, fiquei sabendo que terá um conto após o terceiro livro, que foi lançado recentemente, e terão mais três livros.

A capa do livro é aveludada e maravilhosa! A Galera Record arrasou! Se você está procurando uma fantasia rica em aventura, seres mágicos, romance e reviravoltas, Corte de Espinhos e Rosas é a escolha certa!

Thaisa Napolitano 

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Resenha: O Ódio que Você Semeia – Angie Thomas

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Título: O Ódio que Você Semeia

Autora: Angie Thomas

Editora: Galera Record

Ano: 2017

Número de Páginas: 378

O Ódio que Você Semeia da autora Angie Thomas é um romance que nos faz questionar se a justiça é cega, que nos faz refletir sobre os problemas, preconceitos que negros sofrem no dia a dia, uma história que nos faz refletir sobre realidades que podem ou não ser nossas.

Starr é uma adolescente de 16 anos que vive em dois mundos. Ela mora num bairro pobre considerado perigoso, e estuda em uma escola particular, onde a maioria dos alunos são brancos. Starr vive em duas realidades que se chocam diariamente, que a fazem se transformar em duas Starrs: A Starr de Garden Heights e a Starr da escola Williamson.

Uma adolescente comum, estudiosa, que vai a festas, possui amigos e que ajuda seu pai trabalhando no mercado da família. Quando tudo parece estar em harmonia, Starr acaba presenciando a morte de seu melhor amigo, seu grande amigo Khalil, com quem cresceu junto. Além do trauma de ver uma pessoa sendo morta, Starr é a única testemunha e logo o caso toma espaço na mídia.

Para Starr, Khalil era seu melhor amigo, que sempre se preocupou com a sua mãe, mas para a mídia, Khalil era um traficante, negro, um bandido desarmado. Julgamentos bombardeiam Khalil, medo bombardeia Starr. Khalil foi morto por um policial, e quando descobrem sobre a testemunha, Starr e sua família sofrem ameaças vindo de vários lados. Ameaças de chefões do tráfico de seu bairro e ameaças de policiais. Todos querem saber a verdade e cabe a Starr dizer o que sabe, dizer o que viu. Mas não é tão simples assim, o que ela disser pode acabar indo contra a sua família, contra seu bairro, e contra aqueles que confiam em Starr, não apenas para fazer justiça à Khalil, mas para mudar a realidade de casos de negros que foram assassinados e que não tiveram justiça e foram esquecidos.

Starr é uma protagonista que cresce ao longo da narrativa. Apesar de traumas passados e com o mais novo trauma, Starr é forte e corajosa para enfrentar depoimentos, tribunais e julgamentos da sociedade. A narrativa está em primeira pessoa, sabemos o que se passa na cabeça da protagonista. Os personagens secundários são bem construídos, nos deixando a par do ambiente e clima que cada personagem nos transmite. Personagens com dramas reais, que vão além de morar em um bairro pobre, que passam por questões de superações, tráfico de drogas, vício em drogas e até violência doméstica.

Indico a todos esse livro. Uma leitura muito fluida, que quando vemos já devoramos facilmente 50 páginas. O que me incomodou um pouco no começo foi o tamanho dos capítulos, achei um pouco longo, mas quando a leitura engata, esquecemos desse detalhe. Como disse no início da resenha, é um livro que nos faz refletir realidades que nem sempre estão em nosso alcance, às vezes são realidades que vemos pela televisão, que podem acabar sendo deturpadas.

O Ódio que Você Semeia será adaptado pela Fox para as telonas e já tem o elenco confirmado. E chegou em primeiro lugar na lista do New York Times na semana em que foi lançado.

Starr me levou para conhecer a sua realidade e me mostrou que “às vezes, as coisas dão errado, mas o importante é continuar fazendo o certo”.

Thaisa Napolitano

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Resenha: Suzy e as Águas-vivas – Ali Benjamin

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Título: Suzy e as Águas-vivas

Autora: Ali Benjamin

Editora: Verus Editora

Ano: 2016

Número de Páginas: 224

Às vezes, quando nos sentimos mais solitários, o mundo decide se abrir de formas mágicas.”

Suzy Swanson é uma menina de apenas 12 anos, esperta, curiosa, que adora ciências e que acabou de perder a sua ex-melhor amiga. A notícia do falecimento de Franny Jackson a abala e fica totalmente desolada quando sua mãe diz que as coisas simplesmente acontecem.

Suzy e Franny eram melhores amigas, mas tinham se afastado de uma forma não muito agradável e mesmo com esse afastamento, Suzy não se convence de que a amiga, que nada super bem, morreu afogada. Por conta disso, Suzy fica em silêncio, acreditando que falar bobagens para preencher o silêncio não são importantes e começa uma busca para encontrar a causa da morte prematura. Suzy é aquela criança que sofre bullying por ser diferente, por não ter passado para a fase de querer se cuidar e se arrumar e sim continuar em querer saber sobre tudo ao seu redor e sobre assuntos um pouco nada comuns.

E, durante todo o tempo, seu coração só continua batendo. Ele faz o que precisa fazer, uma batida após a outra, até receber a mensagem de que é hora de parar, que poderia acontecer daqui a poucos minutos sem que você tenha ideia disso.”

Em um passeio de escola, Suzy acaba sabendo um pouco sobre as águas-vivas e acredita que essa seja a causa, Franny não morreu afogada, ela foi picada por uma água-viva mortal. Após essa conclusão, Suzy aprofunda sua pesquisa sobre criaturas submarinas e tenta encontrar especialistas que confirmem isso, mostrar para as pessoas ao seu redor que as coisas acontecem por algum motivo e não porque simplesmente acontecem.

O livro é narrado por uma criança que mesmo sem falar, estamos por dentro do que se passa com a Suzy através de seus pensamentos. A escrita é bem desenvolvida, fácil e bastante reflexiva, havendo momentos em que voltamos para o passado para sabermos mais sobre a amizade de Suzy e Franny até chegar no rompante da amizade. Suzy está perdida, se sentindo sozinha por conta da recente separação de seus pais e agora a morte de sua amiga. Sabemos de seus medos e suas vontades, Suzy te conquista de uma forma maravilhosa, que dá vontade de entrar no livro e segurar a mão dela e viver as aventuras junto com ela.

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Suzy e as Águas-vivas é um livro cativante, simplesmente maravilhoso, entrou para a minha lista de melhores do ano. Acreditei que seria mais uma leitura leve e bonita, mas não foi apenas isso, é um livro que te faz refletir sobre a vida, sobre a natureza e a imensidão do mundo. Uma história que fala sobre amizade, bullying, crescimento, adolescência, aquela fase em que as meninas começam a gostar dos garotos, e a mudança nos comportamentos que a adolescência nos traz, luto e recomeço. As informações contidas no livro sobre as águas-vivas são reais, e me peguei pesquisando e querendo saber mais sobre a água-viva letal que ela tanto fala. Mesmo com informações científicas, o livro não fica cansativo, para mim só enriqueceu ainda mais a leitura.

Indico esse livro para todo o mundo, para todas as pessoas, é uma leitura para todas as idades, não canso de repetir como esse livro é lindo! Suzy é uma menina corajosa, com sede de sabedoria, que vai te levar a refletir e se emocionar.

Thaisa Napolitano

 

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Resenha: Sorrisos Quebrados – Sofia Silva

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Título: Sorrisos Quebrados

Autora: Sofia Silva

Editora: Valentina

Ano: 2017

Número de Páginas: 232

Sorrisos Quebrados conta uma história triste, traumática e ao mesmo tempo poética. Quando ganhei o livro, não sabia que em suas páginas haviam tantas dores, tantos medos, nos envolvendo e fazendo refletir sobre violência doméstica, abuso sexual, drogas e deficiência. Este é o primeiro livro de Sofia Silva, uma autora portuguesa que aborda assuntos delicados. Nesta história conhecemos Paola e André, personagens que sofrem no passado e tentam reconstruir suas vidas.

Paola vive em uma clínica após ter sofridos grandes traumas. Uma pessoa que tenta colorir sua vida através da pintura, que consegue enxergar luz e verdade na escuridão. André é pai solteiro, um homem trabalhador, que faz de tudo para dar o bom e do melhor para sua pequena filha Sol. Sol é uma criança de apenas 4 anos, uma criança super especial que também possui traumas.

Sol é elo entre esses dois personagens, é a leveza na vida dos dois e no livro. Com a Sol, esquecemos as dores dos personagens e enxergamos a inocência de uma criança, o olhar puro do mundo.

Todo dia é um recomeço.

Todo dia eu renasço.

Todo dia eu me levanto.

Todo dia eu não desisto.

Todo dia eu vivo como se não tivesse 

Todos os dias. “

O livro é dividido em 4 partes, e em cada parte percebemos as lutas de cada personagem, a vontade de querer viver sem medos, de poder confiar em outro alguém e dar seu coração para que cuidem. Todo dia é um recomeço. Todo dia é uma nova chance de deixar seus medos para trás. E é com fluidez que Sofia aborda esses assuntos delicados.

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O livro possui cenas fortes, o prólogo intenso me fez chorar, e também me chocou, uma realidade vivida por tantas mulheres, um problema real que muitos não querem ver. Há também romance e cenas de sexo. Apesar de perceber a luta que Paola tenta vencer em confiar em alguém, em se aproximar de um outro homem, achei que ela acabou se entregando um pouco mais fácil que André. No meu ponto de vista, os traumas de Sofia eram bem maiores, mas quem demorou a ceder e vencer os próprios medos foi André.

Com ele percebi que é na escuridão que brilha o amor verdadeiro, que as palavras verdadeiras reluzem…”

Sorrisos Quebrados é um livro brilhante, chocante e lindo. Com uma personagem forte que não pensa em desistir, que criou o seu próprio mundo através das cores, que acredita que a vida não é mais um dia, e sim feito por pequenos momentos de felicidade. Indico a leitura desse livro, mas se prepare pois você leitor, irá sofrer, se apaixonar e brilhar com as cores de Paola.

Thaisa Napolitano

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Resenha: Novembro, 9 – Colleen Hoover

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Título: Novembro, 9

Ano: 2017 – 3ª Edição

Editora: Galera Record

Autor: Colleen Hoover

Número de Páginas: 352

Olá Aventureiros! Hoje venho falar sobre o livro Novembro, 9 da Colleen Hoover. Para quem acompanha o blog sabe que o meu primeiro contato com a autora foi com o livro Confesse, que li em agosto, para ler a resenha clique aqui. E assim como Confesse, Novembro, 9 aborda assuntos delicados que me deixaram bem tensa em alguns momentos.

O livro conta a história de Fallon, uma jovem que está prestes a se mudar para Nova York. Em seu último dia em Los Angeles, Fallon conhece Ben de uma maneira bem inusitada, rolando uma química instantânea que fazem com que passem o dia juntos.

Fallon tem apenas 18 anos, mas já passou por muitas coisas em sua curta vida. Sobrevivente de um incêndio que a deixou desfigurada, Fallon perdeu seu trabalho e viu sua carreira de atriz desmoronar por conta das cicatrizes. Dia 9 de novembro é o dia de aniversário desse episódio, e nesse dia, num almoço com seu pai, com quem tem uma relação perturbada, conhece Ben, um aspirante a escritor.

Amar alguém não inclui só a pessoa… Amar alguém significa aceitar todas as coisas e pessoas que esse alguém também ama.”

Ben, é um jovem que quer ser escritor, atraído por Fallon e ela por ele, passam o dia juntos e acabam conhecendo um pouco um do outro. Diferente da maioria dos garotos, Ben acha Fallon muito bonita, que acaba se tornando a sua musa inspiradora para seu livro. Impedidos de viver um grande amor, Fallon e Ben, fazem a promessa de se encontrarem todo dia 9 de Novembro, no mesmo lugar em que se conheceram e na mesma hora.

Ben faz Fallon se sentir muito bem, sempre encorajando o que ela tem melhor. Ao longo da narrativa, podemos ver o desenvolvimento e crescimento de Fallon, o aumento de sua auto estima e sua busca por realizar seus sonhos. Cumprindo a promessa que cada um fez, eles se encontram nos dias 9 de novembro, sem ter contato algum durante o ano.

E toda vez que se olhar no espelho, não tem o direito de odiar o que vê. Porque você sobreviveu enquanto muita gente não teve tanta sorte.”

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Quando tudo parece estar ao favor do jovem casal, quando eles acreditam que podem ficar juntos, Fallon descobre coisas que a fazem acreditar que ela é apenas um personagem do livro de Ben e questiona quem é o cara que ela está apaixonada. Foi nesse clímax que fiquei tensa. Muitos segredos são revelados, muita coisa que pareciam não fazer ligação, começam a se encaixar.

Acho que estive julgando mal todo o conceito de amor instantâneo. Eu queria muito saber como podemos terminar esses próximos anos com um final feliz.”

A autora, com sua maestria aborda assuntos delicados, como relações entre pais e filhos, câncer, suicídio, morte precoce, perdão e cicatrizes não visíveis em sobreviventes de incêndios. A narrativa é muita fluida e a história se passa sempre no dia 9 de novembro, nos encontros dos personagens, confesso que senti falta de saber como era o ano dos personagens, antes de cada encontro anual, o que acontecia com eles, e gostei muito de ler que mesmo destruídos, o dia 9 de novembro era um renascimento para os dois, e não apenas para Fallon. A amizade entre eles é muito bonita e comovente. O sentimento amor é abordado de maneiras diversas, nos emocionando e nos chocando.

Porque quando você ama uma pessoa, tem o dever de ajudá-la a ser melhor versão de si mesma.”

Gostei do livro, não foi o melhor que li esse ano e entre os dois da autora que li, gostei mais do Confesse. Não me senti muito confortável com o desfecho da história, achei que alguns acontecimentos pareciam irreais demais. O livro mostra ao leitor como o amor não é perfeito, que perdão e amor andam lado a lado. Para quem for ler esse livro, recomendo que leia acompanhado de um lenço, porque lágrimas são garantidas nessa leitura.

Thaisa Napolitano

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Livro: Treze

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Título: Treze- O Azar pode ser a sua ruína: A sorte também.

Autora: FML Pepper

Editora: Galera Record

Ano:2017

Rebeca é filha de uma ladra turca com um policial brasileiro.  Após a morte do pai, passa a aplicar golpes com a mãe para sobreviver e vira uma super hacker. Ela tem uma grande amiga chamada Suzy que é tipo o anjinho bom no seu ombro direito (e que é pouco ouvido).

Um dia o destino  dá uma rasteira na garota e ela é obrigada a dar assistência à polícia para investigação de crimes cibernéticos e a ir para uma faculdade (coisa que ela nunca imaginou que um dia fosse fazer). Lá ela conhece Karl um ex lutador de MMA e Eric Dragon, dando início a um triângulo amoroso.

Bem, foi meu primeiro livro da FML Pepper e achei bastante promissor. Rebeca, a heroína é bastante interessante e não faz muito o tipo “donzela indefesa”. É um pouco doidivanas, mas muito cativante. Karl não me convenceu nas primeiras páginas, mas depois ele cresceu alguns pontinhos comigo e consegue exercer bem sua função. Já o Eric é perfeito demais e meio sem sal tadinho. Achei meio improvável de ser o herói da história.

Sobre a trama, bem, a princípio achei que seria um suspense muito maneiro, fiquei esperando para ver os casos que a Rebeca iria solucionar e tal, mas Pepper fez a curva e o tornou um romance com triângulo amoroso. Fiquei um pouco decepcionada, principalmente porque teve uma parte da história que pareceu muito com filmes tradicionais de comédia romântica como: “Qual é o seu número” e “Muito bem acompanhada” (com a Debra Messing), porém, devo ressaltar que o desgosto por triângulos  desse calibre é uma coisa pessoal minha. Uma ligeira implicância. Se você leitor não tem problemas com isso, ouso dizer que vai gostar bastante (acho que o final da história voltou a puxar para o suspense e eu gostei de ter lido).

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De modo geral, acho que minha única crítica foi a quebra da expectativa. Tem coisas muito boas em Treze  como quando Pepper fez uma boa discussão sobre ter fé e saber amar.É possível enxergar que fez um bom planejamento textual, que tem um bom argumento (quando contei a sinopse para meu irmão ele achou muito interessante apesar de não ser fã de romances),  e personagens bem construídos e complexos. Gostei também do fato dela nos fazer viajar por lugares do Brasil pouco explorados na literatura (foi um dos primeiros livros que li ambientado na cidade de Niterói).

Se precisasse fazer uma comparação, acho que diria que gosto mais do estilo da Pepper do que o da Carina Rissi, apesar de ter adorado o “Perdida”. Espero ter convencido vocês a ler esse livro porque vamos sorteá-lo.

Grande abraço!

Aleska Lemos.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Resenha: Como Agarrar uma Herdeira – Julia Quinn

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Título: Como Agarrar uma Herdeira

Ano: 2017

Editora: Arqueiro

Autor: Julia Quinn

Número de Páginas: 304

Olá Aventureiros! Esse é o novo livro da diva Julia Quinn. Como Agarrar uma Herdeira é o primeiro livro da nova duologia Agentes da Coroa, e no primeiro livro vamos conhecer Caroline Trent e Blake Ravenscroft.

Caroline Trent é uma jovem prestes a completar 21 anos, e se vê em uma situação completamente desagradável, está sendo forçada a se casar com um homem que só tem interesse em por as mãos em sua herança, ao conseguir fugir das garras deste homem, Caroline é sequestrada por engano. Seu sequestrador, Blake Ravenscroft confundiu Caroline com uma espiã espanhola, Carlotta de Leon, e sua refém não irá tentar se libertar até seu aniversário, pois quer mesmo se ver livre de casar com alguém asqueroso e por conveniência.

…houvera a faísca de algo diferente e novo, algo empolgante e perigoso, algo lindo e selvagem.”

Caroline é inteligente, super alto astral, mesmo com as rasteiras que a vida lhe deu, ela sempre mantém o bom humor, o sarcasmo e as respostas na ponta da língua como seu aliado. Aos 10 anos, Caroline perdeu o seu pai e ficou aos cuidados de um tutor, mas seus tutores morriam e ela ficava pulando de casa em casa, mudando de tutor com frequência. E seus tutores não eram exemplos de pessoas, sempre desprezíveis e querendo por as mãos em Caroline e/ou em sua herança.

Blake Ravenscroft é um agente do departamento de guerra, que após uma grande perda em seu passado, se tornou uma pessoa fria, rabugenta, mau humorado e reconhecido por seu trabalho. Seu melhor amigo James, o marquês de Riverdale, é seu parceiro, que também é uma pessoa bastante esperta e bem humorada, que já conhece o mau humor de seu amigo e consegue contornar com muita maestria. Blake está desejando muito se aposentar e viver uma vida tranquila no campo. Mas ao raptar Caroline, Blake se vê ansioso para terminar essa última missão e sem armas para se proteger dos encantos dessa jovem.

… os próprios demônios também estavam enfim desaparecendo. Era o riso que os exorcizava, concluiu. Caroline tinha uma capacidade impressionante de encontrar humor nos assuntos mais mundanos.”

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Após o rapto, Caroline começa a morar na casa de Blake, escondido da vizinhança, e as únicas pessoas que sabem sobre Caroline são o próprio Blake, seus criados e James. Caroline encanta a todos na temporária moradia, e como forma de agradecimento e maneira de firmar sua estadia, planeja ajudar na jardinagem, na arrumação da biblioteca sem o consentimento de Blake e aí começam as confusões, principalmente quando surge a inesperada visita da irmã de Blake, Penélope, que não sabe sobre a carreira do irmão. E assim uma rede de mentiras vai surgindo e aumentando, havendo muita confusão e levando Caroline a dormir no lavatório de Blake!

Caroline desejou ter alguém que implicasse com ela e segurasse sua mão em momentos de medo e insegurança.”

Será que eles vão ser capazes de enfrentar essa situação de maneira que as mentiras não sejam descobertas? E o sentimento de apreciação de Caroline para Blake vai se transformar em amor? Será que Blake vai conseguir encontrar armas suficientes para se manter imune ao charme e teimosia de Caroline Trent? Muita confusão vem nessa nova história de Julia Quinn.

Mas, quando se guardava no peito um coração partido, era muito mais fácil falar do que fazer.”

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Uma narrativa muito fluida e bem humorada. Com cenas tão bem detalhadas, e ao mesmo tempo rápidas, criando um ritmo de leitura super delicioso. O que mais posso dizer? Julia Quinn é maravilhosa, e esse é um livro bem diferente da série Os Bridgertons, mas que não deixa a desejar, a capa está linda, a diagramação muito boa e ao ver a formatação da letra, me senti totalmente em casa, um livro de uma autora que amo, com uma história cheia de humor e romance. Caroline vai te fazer rir com sua teimosia e sua energia contagiante.

Thaisa Napolitano

 

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Resenha: Alice no País das Maravilhas

Oi pessoal! Aqui é a Aleska, gostaria de avisar que a partir desse mês vamos ter colaboradoras no blog e a resenha de hoje foi feita por uma delas: a Helena Alves Rossi, colega minha da faculdade de história, espero que curtam!

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Título: As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho

Autor: Lewis Carrol

Editora: Zahar

Uma das minhas histórias preferidas na infância é da Alice no País das Maravilhas. Eternizada pela Disney, a personagem me levava para um mundo mágico onde um chapeleiro louco bebe chá com um coelho, o gato vira uma lua e lagartas são filósofos.

Cresci e carreguei o desenho da Disney na memória e também descobri que a Alice verdadeira eu encontraria num livro. Então, sem medo de perder a cabeça ou de estar atrasada, pedi o livro de aniversário. O namorado me presenteou com a versão 3×1. Composto por Alice no País das Maravilhas, Alice Através do Espelho e notas técnicas com análises literárias. A versão que li, também contém as ilustrações originais.

Nesta resenha dissertarei sobre o primeiro livro. Escrito por Lewis Carroll no período vitoriano, Alice no País das Maravilhas, é um presente do autor à garotinha com a qual conviveu nos primeiros dez anos da menina. Nossa querida Alice, são pedaços de memória afetiva do autor com muitos toques de magia.

A história começa com Alice e sua irmã sentada numa ribanceira. Entediada com sua leitura, divagava em seus pensamentos até avistar um coelho branco que falava. Não só falava como olhava o seu relógio. Por estar atrasado, o coelho disparou e Alice correu atrás o seguindo até uma toca que a levaria a um mundo estranho.

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Em poucas páginas acreditamos ser possível crescer ou encolher com uma bebida, falar com animais e viver num Reino comandado por uma Rainha de Copas e seus súditos em forma de cartas de baralhos.

O livro se enriquece com os poemas de Lewis Carroll muito próximos do que viriam a ser chamados no século XX de poemas concretos. Os poemas dialogam de forma harmônica com o restante dos textos. As ilustrações presentes em algumas páginas ajudam os leitores a enxergar o mundo que o autor criou.

A obra Alice no País das Maravilhas transita entre as gerações. Apesar de pensado para um público infanto-juvenil, é uma excelente leitura para nós adultos que precisamos de um pouco de magia em nossas vidas de duras realidades.

Beijos, Helena Rossi.

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Resenha: Uma Semana para se Perder – Tessa Dare

Título: Uma Semana para se Perder

Ano: 2016

Editora: Gutenberg

Autor: Tessa Dare

Número de Páginas: 288

Olá Aventureiros! Hoje venho com a resenha do segundo volume da Série Spindle Cove da autora Tessa Dare. Neste segundo livro vamos descobrir um pouco mais sobre Minerva e Lorde Payne, personagens que já deram o ar da graça no primeiro livro Uma Noite para Se Entregar.

Spindle Cove é uma vila onde mulheres vão para cuidar de si e obter aulas que vão de mergulho em mar aberto até aulas de tiro. E no primeiro livro, Spindle Cove recebeu a inesperada visita de soldados, deixando a rotina de suas mulheres um pouco atrapalhada.

Minerva é uma geóloga, bela e muito inteligente. Lorde Payne é aquele tipo devasso que não pretende se casar, um rapaz que a cada noite dorme com uma mulher disponível diferente, que gastou muito dinheiro e teve sua herança confiscada e regulada pelo seu primo Victor Bramwell.

Talvez Minerva não seja a garota mais bonita do local, mas pode ser que Lorde Payne tenha visto beleza em sua mente curiosa ou em seu espírito independente.”

Minerva quer participar de um encontro de geologia e tem a certeza de que irá. Sabendo que Colin, nosso Lorde, quer muito sair de Spindle Cove, propõe que ele a acompanhe na viagem para a Escócia. Mas nada é tão fácil quanto parece ser. Minerva terá uma semana para convencer a família de que está apaixonada por Colin e que o mesmo retribui seus sentimentos para que possa realizar a sua viagem.

Mas o que se deve esperar de uma viagem arrumada às pressas, com um homem que não possui boa fama e uma moça solteira que pode arruinar sua reputação? Confusão, é claro! Desde que eles engatam nessa aventura, tudo e mais um pouco acontece. É uma montanha russa de acontecimentos, que nos prendem ao livro, com risadas e muitas loucuras.

Nessa viagem, Minerva e Colin vão se conhecendo e percebendo que são especiais. Colin ainda sofre por um acontecimento que ocorreu em sua infância, tirando pessoas amadas de sua vida, e Minerva, considerada a “patinho feio” da família, que nunca conseguiria fisgar um homem para obter um casamento desejado, desabrocha descobrindo muito mais de sua personalidade. O crescimento dos personagens é visível, conseguimos ver Minerva saindo de seu casulo, se mostrando não apenas uma estudiosa mas também uma mulher corajosa e ousada. Colin consegue se abrir e enfrentar seus fantasmas que o assombram desde pequeno.

Uma Semana para se Entregar é muito mais dinâmico que o primeiro livro, e para mim foi também o mais romântico. O olhar apurado de Colin por Minerva, por suas qualidades, exaltando o papel da mulher que não precisa seguir as regras impostas ela sociedade, que deve pensar por si foi um ponto alto nesse livro, na verdade, desde o primeiro livro, é evidente a crítica da autora com relação aos pensamentos do papel da mulher no século XIX. E o discurso de que se tivermos imaginação podemos ser o que quisermos.

Preciso me aventurar em alguma selva onde a beleza tome lugar da chuva e caía do céu em intervalo regulares de tempo. Onde a beleza marque todas as superfícies, sature o solo e paire como vapor no ar. Porque sua aparência, neste exato momento… Lá, eles teriam uma palavra para isso.”

Mesmo trocando farpas, o casal vai se conhecendo e deixando um espaço para um sentimento que não esperavam que poderia existir. Apesar de ser um pouco previsível, a aventura para Escócia nos impressiona, e ficamos questionando o que mais pode acontecer com esses dois. No primeiro livro senti dificuldade de engatar na leitura por conta da narrativa, sinto que precisei me acostumar com o jeito de Tessa Dare, mas ao abrir o segundo livro, a narrativa fluiu com muito mais facilidade para mim.

Vai ser muito mais fácil enfrentar a escuridão se você for o raio de luz quente e belo no fim do caminho.”

Se você procura um livro com muita aventura, romance e surpresas, pegue esse livro e curta sua viagem para a Escócia, lembrando que apesar do clima chuvoso da Inglaterra, seu coração ficará palpitando de tantas emoções e quentinho com a harmonia de Minerva e Colin.

Thaisa Napolitano

Eventos Literários

Aventuras na Bienal do livro.

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A semana foi corrida e acabou que nós nem conseguimos escrever sobre o que vimos na Bienal do Livro. Bem eu, Aleskinha da Silva, vim contar à vocês um resmoninho das duas vezes que fui à bienal.

No primeiro dia eu comprei o ingresso pela internet e o tempo que fiquei na fila foi ridiculamente pequeno. Thaísa e sua mãe já tinham chegado ao evento e já tiravam suas milhares de fotos. Era a primeira bienal delas e estavam super empolgadas, ao contrário de mim que já sou “macaca velha” de bienal e estava bem menos ansiosa (na verdade estava sentindo uma culpa sinistra por comprar mais livros sendo que tenho uma lista enorme em casa me esperando).

Achei que dessa vez o evento ficou bem melhor organizado. Tanto a fila da internet quanto a fila da bilheteria andavam absurdamente rápido e estavam bem sinalizadas de modo que se você entrasse na fila errada era imediatamente realocado para a fila certa. A praça de alimentação estava bem diversificada com vários food trucks e franquias conhecidas como o Bobs e outras nem tão conhecidas, mas que quebravam um galho (comi um copão de coxinhas a dez reais) e te deixavam dinheiro de sobra pra comprar mais livros.

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Outra novidade da bienal foi a quantidade absurda de cenários para tirar fotos e se sentir dentro dos nossos livros queridos. Foi muito bacana encontrar o Wally, ganhar um par de asas e quase ser assassinada pelo expresso do oriente (me meti na frente do trem). Também achei interessante interagir com a exposição do Museu da Língua Portuguesa que tinha um estande no pavilhão verde, contando a origem das palavras (taí uma nerdice minha: adoro entender a história das palavras).

 

Infelizmente não assistimos a nenhuma das palestras do evento, embora tivesse algumas muito interessantes (falaram de erotismo na literatura, 100 anos da revolução de 1917 e literatura fantástica com o Rafael Draccon), mas isso porque a bienal estava tão lotada que imaginamos que precisaríamos nos digladiar para conseguir alguma senha. Dessa maneira preferimos a diversão consumista, que para quem tem disposição para caçar os menores preços fez a festa. Olha aí nós duas exaustas das compras:

Apesar das minhas pernas chumbadas e dos calos nos ombros da Thaísa valeu muito a pena ir a essa bienal. Conhecemos muitos autores novos e ganhamos autógrafos da FML Pepper, da Babi a Sette, da Taty Azevedo, do Gustavo Rosseb, da Eddie van Feu e do Renato Rodrigues e até mesmo de um poeta independente chamado Sidney Machado. Conversei com muitos deles para entender o mercado editorial brasileiro e os seus trabalhos, mas o mais legal é que tchantcharantchan: acho que deve rolar um sorteiozinho nesse fim de ano de um desses autores, então fiquem ligados nas resenhas 😉 !

Thaisa falando: Como Aleska citou acima, essa foi a minha primeira bienal, então imaginem a minha empolgação, estava lá em cima, no nível extremo! E para me acompanhar levei a minha mãe, companheira de todas as horas, com sol ou chuva, ela sempre está ao meu lado ou me representando em eventos literários, e na bienal, não seria diferente.

Compramos os ingressos pela internet, o que facilitou muito, apesar da fila para entrar estar grande, ela andou rapidamente, nos deixando bem felizes. A sinalização das filas estava bem feita, havia bastante funcionários orientando bem, que foi fácil identificar qual fila entrar, e quem entrasse na fila errada, logo era orientado para a fila certa.

Ao entrar nossos olhos brilharam! E logo fomos para o pavilhão azul, para tirar as fotos que tanto vi nas redes sociais, me deixando louca para que chegasse logo o dia para eu ir à bienal. Minha mãe como adora uma foto, aproveitou para registrar a primeira bienal dela também!

Apesar de ser a minha primeira bienal, não acreditei que os preços estariam realmente baixos, alguns estantes me surpreenderam, tinham livros por 10 reais, mas era preciso ter paciência para fuçar e encontrar algo que realmente interessasse, e claro, criar coragem e se aventurar no meio de tantas mãos à procura do livro desejado. Algumas grandes editoras possuíam promoções, principalmente de lançamentos, que nas livrarias custam por volta de R$ 39,90, no estante estava por R$ 20,00/26,00 reais. Até livros de autores que participaram, estavam nesse estante nessa faixa de preço. Enquanto uns nos faziam sorrir, outras nos faziam pensar se valia a pena comprar, por uma diferença de R$ 5,00/ R$ 10,00 reais do preço cheio, aí eu pensei bem em quais livros levar e priorizar os que eu queria mais.

Na hora de comer, havia muita opção, de copão de coxinhas, até massa. Fomos em um dos Food Trucks na praça de alimentação para evitar filas e para termos tempo de aproveitar mais. Achei um pouco caro a comida, eu e minha mãe gastamos por volta de R$ 45 reais no lanche, de nós duas claro! Podíamos ter visto uma opção mais barata ou beliscar algum salgadinho, mas como não tínhamos comido nada pela manhã, optamos pelos Food Trucks mesmo.

A bienal estava recheada de palestras, papos com autores nacionais e estrangeiros, mas como estava tão cheio, com muitas filas, seja para foto, comida e para pagar os livros, decidimos aproveitar cada minutinho andando e procurando por livros em promoção.

Apesar de ter guardado um dinheirinho para a bienal, fiz uma pequena lista de livros que eu queria, e acredite se quiser, esta lista só tinham 5 livros e um box da Nora Roberts que eu queria demais, mas já tinha esgotado. Chegando lá, a empolgação era tanta, alguns livros tão baratos, que comprei os livros da minha lista, e mais 12 livros! O melhor era a minha preocupação com a lista gigante de livros para ler que logo foi amenizada com o seguinte discurso: “É o mês do meu aniversário, vou me dar de presente!”, “Ah, economizei quase dois meses para poder aproveitar a bienal no mês do meu aniversário!”. E nessa onda, eu e minha mãe acabamos com esse super saldão! Claro, compramos livros para a família inteira, minha mãe comprou livro para ela, minha irmã ganhou um box de uma série que ela é apaixonada, e até meu pai ganhou um livro! O mais legal de tudo foi encontrar um livro para uso acadêmico por R$ 19,00 reais! Um desconto de quase R$ 70,00 reais!

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Gostei muito da bienal! Ficamos com saudade e loucas com a mão, pés, o corpo todo coçando para poder voltar e aproveitar mais desse mundo literário que é mágico demais! Fiquei muito feliz em ver muitas crianças, crianças de colo, com pais e mães incentivando a leitura, me fazendo lembrar que desde que me entendo por gente, carrego um livro debaixo do braço pelo incentivo de meus pais. E se eu estou empolgada e já pensando na próxima bienal? Pode acreditar que sim! E não pensem que entre esses 15 livros nós esquecemos de vocês, claro que não! Vai ter sorteio no blog, e de livros autografados, fiquem ligados!

Grande abraço, Aleska Lemos e Thaisa Napolitano.