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Livro: O homem que caiu na Terra

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Título: O homem que caiu na Terra.

Autor: Walter Tevis

Editora: DarkSide

Ano: 1963.

T.J. Newton cai no Planeta Terra no contexto da Guerra Fria, quer dizer eu suspeito disso porque discute-se socialismo de vez em quando, há um medo latente de destruição do mundo e porque o livro não tem uma fórmula muito atual de desenvolvimento.  O fato é que esse E.T. curioso faz testes em toda comida que vê pela frente, se associa a um advogado e logo vira um mega empresário que detém patentes de tecnologias avançadas em diversas áreas do conhecimento humano.

À principio, fiquei bastante confusa com o ritmo da história. Não é um livro cujo foco é a ação, como costumam ser os livros de hoje. As coisas vão se encaixando lentamente e acho que poderia dizer que ação mesmo só no final do livro. O foco é o conflito do Newton entre permanecer fiel à Anthea ou se entregar à humanidade crescente nele.

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Aurora gosta de ficção científica.

Confesso que não caí de amores pelo herói ou me apeguei a algum personagem secundário (até porque todos eram pessoas tristes e só sabiam beber Gim). Newton consegue ser antipático chamando a todos os homens de macacos que se acham inteligentes, mas do meio para o final ele me deixou com o coração apertadinho e tive que concordar com a macaquice.

Até agora não tenho certeza se gostei do livro ou não. Ele não é feliz, não te emociona e ainda por cima joga no teu colo um baita julgamento: o homem merece ser salvo?Acho que tive um impacto equivalente apenas com o “O oceano no fim do caminho” de Neil Gaiman. Quer dizer, elas foram histórias que mexeram fundo com a minha estrutura, não por serem emocionantes, mas por serem questionadoras e densas.

O mais estranho  é que apesar de tudo isso que falei, eu realmente espero que você leia e se confunda como eu. Acho que vai acrescentar muito à sua vida.

 

Grande abraço,

Aleska Lemos.

 

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livro

A parisiense

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Autora: Ines de la Fressange

Editora: Intrínseca

Ano:2012

A parisiense é um mergulho na alma da cidadã mais glamurosa deste planeta. Um guia de estilo que fala de uma mulher elegante que conhece as tendências da moda, mas que nunca a segue à risca, porque sabe lá no fundo que o bonito é fazer a própria moda. Em outras palavras, se a moda é oncinha ela não se veste inteira desse tema, mas o usa moderadamente.

Achei engraçado que a autora fala que faz parte do charme parisiense ser esnobe. Quer dizer, eu sempre achei que eles não se percebessem assim, e não que fizessem de propósito (risos). Entretanto, para quem acha que tem o rei na barriga, elas tem momentos de uma simplicidade muito bonita de se ver. Quer dizer, Ines em alguns momentos nos recomenda a comprar em brechós e misturar com roupas de grife ou a decorar a casa com desenhos de criança e garante que teremos um ambiente trés élègant e cult.

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O livro, porém, tem algumas coisas tristes também, como descobrir que elas acham calças leggings o fim da picada. Parece que a maioria das pessoas não fica bem com elas (mas dane-se adoro essas calças!) e por isso as parisienses as odeiam. Em compensação liberaram a ala masculina e as peças que muitas vezes herdamos das nossas mães e avós. Aliás, muitas vezes dizem que algo é antigo na família sem ser, porque o chique lá não é gastar demais em coisas de marca. Elas são do tipo que tiram onda por ter comprado algo lindo numa pechincha.

O legal é que a autora também dá endereços de lojas na cidade e de sites, então ficou até mais fácil para quem é de fora conseguir imitar o estilo delas (não que eu vá fazer isso, mas gostei da ideia de misturar jóias com camisas Hering masculinas), mas o que gostei mais é que ser chique na visão de Ines também significa ser esperta e visitar museus e livrarias (que ela também dá dicas incríveis).

Um dia quando eu tiver dinheiro e puder viajar, vou levar esse livro em baixo do braço só para conferir as dicas de hotéis, livrarias e museus de que Paris mais se orgulha.

Um abraço,

Aleska Lemos.

Filme

O Rei do show

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O rei do show é um musical sobre a vida de T.J. Barnum, ou: o cara que criou o primeiro circo com apresentações de pessoas…. diferentes. Recuso- me a dizer que era um circo de horrores porque não há nada de horrível em ser um anão, ter um irmão siamês ou ser uma mulher com barba (afinal, na menopausa todas teremos uma).

Achei muito interessante descobrir que o circo dele teria começado dentro de um teatro e que se pretendia um programa artístico. Não joguem pedras! A confusão é proposital! Quer dizer, eu acho que é, porque em muitos momentos do filme a dicotomia entre arte e entretenimento está ali escondida nas entrelinhas, ou mesmo bem explícita (como no momento em que o crítico diz a Barnum que seu show não é arte, mas que leva realmente as pessoas à felicidade).

Na verdade, acho que o espetáculo de TJ faz parte do início da era do entretenimento de massas, como o cinema e mais tarde a TV. Nerdices à parte, o que mais gostei no filme foi o tato com que o protagonista, muito bem vivido e cantado por Hugh Jackman, usou para trazer tantas pessoas excluídas da sociedade para iluminar o palco. Ele deu espaço para que fossem elas mesmas e pudessem mostrar o melhor de suas particularidades, apesar de mais pro meio do filme ele pisar feio na bola em relação a isso.

O que não gostei é que o roteiro cai no velho cliché do homem de sucesso que esquece seus valores iniciais, mas para quem gosta de filmes em que o personagem dá sempre a volta por cima é uma boa pedida. Barnum parece ter sete vidas!

Os fãs de musicais também não vão se decepcionar. A apresentação de Jane Lynnd é maravilhosa, mas a voz da mulher barbada é ainda melhor. As canções dos casais principais são boas, mas acho que as melhores são as do elenco do circo.

Bom, isso é tudo pessoal! Espero que gostem do filme. beijos!

Aleska Lemos.

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Resenha: Outros Jeito de Usar a Boca – Rupi Kaur

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Título: Outros Jeitos de Usar a Boca

Autora: Rupi Kaur

Editora: Planeta

Ano: 2017

Número de Páginas: 208

Olá Aventureiros! Hoje venho com a resenha de um livro bem diferente do que estamos acostumadas a resenhar. Um dos últimos livros que li em 2017, Outros Jeitos de Usar a Boca é um livro de poesias. Poesias que falam sobre o amor, o sexo, a sobrevivência, o abuso, feminilidade, segurança, insegurança, solidão, cura, perda… São poemas que englobam assuntos delicados, tabus e o ciclo do amor.

O livro é dividido em 4 partes: a dor, o amor, a ruptura e a cura.

Na primeira parte, temos poemas que falam sobre abuso sexual, relacionamento abusivo, relação pai e filha complicados, a violência e assuntos delicados que mostram o lado “difícil de ser mulher”. Os poemas dessa parte me incomodaram bastante, acredito que tenha sido o intuito da poetisa, passar essa sensação para o leitor. Poemas curtos e diretos, me deixaram nua para sentir a angústia e a dor dos problemas abordados.

Na segunda parte, o amor, os poemas são muito mais tranquilos, pois falam sobre a beleza do amor, sobre estar com alguém, o  companheirismo, a segurança de estar nos braços de quem amamos. Aborda as melhores sensações de um amor correspondido, sobre o sexo e a satisfação feminina.

você pode não ter sido meu primeiro amor

mas foi o amor que tornou

todos os outros amores

irrelevantes”

Na terceira parte, a ruptura, encontramos poemas sobre o fim de um relacionamento, o lado doloroso do fim de um amor, a saudade, as lágrimas derramadas, as brigas e orgulho.

não sei por que

me rasgo pelos

outros mesmo sabendo

que me costurar

dói do mesmo jeito

depois”

Na quarta e última parte do livro, a cura, encontramos poemas de empoderamento feminino, o levantar depois de um rompimento. São poemas bonitos, que mostram a força de cada mulher.

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O livro é rápido de ler, li de uma vez e já quero reler. Os poemas são curtos, diretos e fortes. Os poemas que estão na resenha, são os que eu mais gostei, os que mais me identifiquei. Se você curte poesias, leia esse livro, e se você não curte muito, também leia. O enfoque pode ser no público feminino, mas os poemas devem ser lido por todos, por todos que amam ou já amaram.

Thaisa Napolitano

 

Filme

Resenha: Os Meninos que Enganam Nazistas – Joseph Joffo

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Título: Os Meninos que Enganavam Nazistas

Autora: Joseph Joffo

Editora: Vestígio

Ano: 2017

Número de Páginas: 288

Sou inimigo dele? Nunca nos vimos, não fiz nada para ele, e ele quer me matar.”

Os Meninos que Enganam Nazistas conta a história de Joseph Joffo, onde o autor é o protagonista e narrador. Um relato real que conta quando a França foi ocupada pelo exército nazista.

Desde que li A Menina que Roubava Livros, me encantei por livros com essa temática. Apesar de ser um tema triste e pesado, as história costumam ser emocionantes, o que roubou meu coração.

Quando a França é ocupada, a família de Joseph Joffo é obrigada a se separar, a irmã já está morando longe, e os dois irmãos mais velhos estão em outra cidade também. Os pais de Joseph, se veem obrigados a separar mais uma vez a família, e com isso mandam Joseph e Maurice, irmãos e judeus, para uma cidade considerada “segura”.

Joseph tem 10 anos e Maurice, 12 anos. Juntos pegam a estrada de noite e vão em busca de segurança. A narrativa começa no presente, mas depois vai tendo passagens do passado e essa alternância não atrapalha o entendimento dos fatos, e sim, deixa muito mais interessante, principalmente quando o autor conversa diretamente com o leitor.

Os relatos são emocionantes e quando há os momentos tensos, a tensão é amenizada por conta da narrativa ser de uma criança de 10 anos, que não vê tanto perigo assim, até dar de cara realmente com ele. A cada capítulo vamos nos envolvendo, torcendo e sofrendo com cada partida e separação da família, com cada indivíduo que cruza o caminho das crianças. Crianças que precisaram crescer rápido, que tiveram que deixar a infância de lado e lutar pela vida. Um povo que se uniu para sobreviver, que mostrou a sua força.

Não tiraram minha vida, mas fizeram pior: roubaram minha infância, mataram em mim o menino que eu podia ser…”

O livro é lindo, é aquele livro que devemos aproveitar cada palavrinha dele, cada palavra de superação e força. Joffo mostra como a amizade entre os dois irmãos é fortalecida, o cuidado um com o outro e a cumplicidade dos dois, que conseguem ler o perigo só pela troca de olhares.

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No fim, o autor nos presenteia com um epílogo e posfácio, relatando palestras que deu sobre o que viveu durante a segunda guerra mundial, e como se sente ao ver seus filhos nos dias de hoje, com uma realidade distinta. Super recomendo essa leitura rica, um dos últimos livros que li nesse ano de 2017, e que me mostraram a importância da força e da união.

Vendo meus filhos dormirem, só posso desejar uma coisa: que eles nunca experimentem um tempo de sofrimento e de medo como eu experimentei durante aqueles anos.”

O livro inspirou o filme, que foi lançado em agosto, confiram o trailer!

 

Thaisa Napolitano

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Resenha: Anjos à Mesa – Debbie Macomber

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Título: Anjos à Mesa

Autora: Debbie Macomber

Editora: Novo Conceito

Ano: 2013

Número de Páginas: 224

Olá Aventureiros! Hoje é véspera de Natal e venho com uma indicação de livro com clima de final de ano.

Em Anjos à Mesa conhecemos três anjos Shirley, Goodness, Mercy e o aprendiz, o anjo Will. Eles sabem que o trabalho de anjo nunca acaba, especialmente na época de Ano Novo. Em uma visita rápida a Terra na véspera de Ano Novo, os quatro anjos vão para Nova Iorque para acompanhar a virada do ano na Times Square, e lá Will encontra duas pessoas que estão solitárias e acredita que dando um empurrãozinho, eles vão acabar com a solidão. Mas o que o Anjo Will não se tocou, é que o tempo na Terra é diferente do tempo no Céu e acaba arrumando uma baita confusão!

Lucie Ferrara e Aren Fairchild se esbarram na Times Square, acabam conversando e uma grande atração surge entre eles. Confiando no destino, Aren e Lucie combinam um encontro no topo do Empire State Building, como no filme “Tarde Demais para Esquecer”, e para a surpresa de Aren, Lucie não aparece ou não consegue chegar a tempo.

Lucie é uma moça trabalhadora, que cuida da mãe, ajuda aos que necessitam e sonha em abrir seu próprio restaurante. Aren, após um divórcio nada agradável, se muda para NY para morar com a irmã e está em busca de um emprego em algum jornal. Wendy, a mãe de Lucie, é super alto astral e quer sempre o melhor para a filha.

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A trama é estilo “sessão da tarde”, vemos um casal que se desencontra e os anjos tentam ajudar no reencontro e acabam atrapalhando mais do que ajudando. A leitura é bem rápida e leve, gostei bastante da diagramação, é bem confortável aos olhos e achei a capa muito bonita.

Essa não é uma história que marca, os personagens não são inesquecíveis, mas é um leve e rápido romance para ler durante esse clima de final de ano. O livro fala sobre amor, ajudar ao próximo, união e orgulho.

O amor consiste em aceitação e generosidade de espírito…”

Se você está a procura de um livro temático, rápido e leve, essa é uma boa escolha!

Feliz Natal a todos!

Thaisa Napolitano

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Melhores livros do ano Parte 2

E aí, preparados para uma nova lista de dicas? Ou já estão assim: “ai não Aleska, não inventa mais coisa para eu comprar!”? Bem, sinto muito (risada maligna) vou deixar mais comentários sobre livros muito bacanas por aqui, mas acho que dessa vez acabarei mais rápido.

Vamos lá:

1- Extraordinário:

Esse livro foi resenhado pela Thaísa aqui no blog, mas eu também li. É uma linda história sobre enfrentar problemas e como vencer o preconceito. Fiquei muito emocionada com a trajetória de Augie, mas também feliz por conseguir entender o lado de pessoas que convivem com alguém excluído. O mais legal, porém, é que não é um livro apenas sobre o problema, mas também sobre a sua solução. Ai gente é bacana demais! Leia antes que eu dê com a língua nos dentes…

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2-Razão e Sentimento:

Tradicionalmente esse livro é conhecido como “Razão e Sensibilidade” escrito pela diva Jane Austen, mas alguns tradutores preferem a palavra “sentimento”, provavelmente para evidenciar mais o contraste com a palavra “razão”. Esse livro está aqui, porque é muito raro eu ler um romance e não achar chato demais. A autora não explora demais os sentimentos da protagonista e deixa um mistério no ar sobre quem gosta de quem, sem falar que sempre discute valores morais, tradições que prejudicam pessoas (principalmente as mulheres de seu tempo) e tem um ar de ironia maravilhoso( no melhor estilo inglês. Super recomendo!29211686

3- Phronus- A canção da ruína dos mundos:

Esse livro também foi resenhado no blog e está aqui pelo enredo maravilhoso. Adoro uma boa fantasia com magia e lutas épicas de tirar o fôlego. Até hoje sinto vontade de desenhar um fanart e publicar no instagram. Phronus conta a história de uma família de reis e rainhas que lutam contra uma bruxa/demônia que quer mergulhar o mundo em trevas.c750395ece529c3206df6c68da052b43

4- O condenado:

Escrito pelo rei dos romances históricos (Bernard Cornwell), o Condenado está aqui porque foi um ótimo suspense de época. Apesar do personagem que é condenado a forca não ser o principal da trama, é muito gostoso acompanhar como  desvendam o crime por causa da acidez de alguns personagens e pelos questionamentos de classe do autor. Eu queria tanto que tivesse continuação! O autor foi malévolo por fazer volume único…

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5- A biblioteca invisível:

Alguém me disse que eu era fã de livros B por causa desse livro. Não sei bem o que quis dizer, mas eu realmente adorei. Ganhei de uma amiga blogueira chamada Calu   e fiquei bem feliz com a supresa. Bom, parando de enrolar, a história trata de uma organização secreta de bibliotecários que vive numa biblioteca interdimensional. Eles apenas saem de seus escritórios para realizar missões: roubar livros raros ou que podem desorganizar uma das realidades paralelas das quais os bibliotecários tomam conta. Em breve quero ler o segundo livro e espero que o terceiro já esteja saindo nas livrarias.

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6- O príncipe feliz e outros contos:

É uma compilação de contos infantis do Oscar Wilde. Acho que deveria ter ido para a outra lista que fiz, mas creio que irá agradar a muitos adultos também. nunca tinha lido nada deste autor, mas achei o livro lindo e ao mesmo tempo cheio de críticas aos valores hipócritas da sociedade. Acho que preciso relê-lo, bateu saudades agora…

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7- Estranheirismo:

Escrito pelo nosso querido Zack Magiezi, o livro tem muitos poemas maravilhosos e faz cada leitora achar que é a amada do poeta. Eu só sei que não sou essa pessoa porque não gosto tanto de café como ele gostaria, mas confesso que fotografei vários poemas onde me encaixei. Acho até que terminei o ebook meio apaixonadinha (risos), mas depois passou. Recomendo a todas as românticas de plantão.estranheirismo-minha-vida-literaria

 

E aí gostou da seleção?

Grande abraço e bom fim de ano!

Aleska Lemos.

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Resenha: Mil Beijos de Garoto – Tillie Cole

 

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Título: Mil Beijos de Garoto

Autora: Tillie Collie

Editora: Outro Planeta

Ano: 2017

Número de Páginas: 397

Mil Beijos de Garoto é uma história de amor. De um amor devastador. De um amor sofrido, mas que não deixa de ser bonito. Nesta história vamos conhecer Poppy e Rune, duas crianças de apenas 5 anos, que se tornam vizinhas quando Rune se muda para a casa ao lado de Poppy.

Aos 8 anos de idade, Poppy ganha de sua avó um pote com mil corações de papel, para que ela possa escrever mil beijos que fizeram seu coração quase explodir e para lembrar deles quando o tempo passar. Rune ao saber do presente e do propósito dos mil corações sente ciúmes e percebe que não quer nenhum outro garoto preenchendo aqueles corações, só ele. Neste momento, os dois trocam promessas e se tornam inseparáveis.

Mas o destino decidiu separá-los, Rune volta para Noruega, seu país de origem e tenta manter contato com sua querida amada Poppy, mas a garota depois de pouco tempo, some, para de responder as mensagens e de atender aos telefonemas de Rune, o deixando mais desolado e triste. Dois anos depois Rune volta para a casa ao lado de Poppy, e ao se reencontrarem, percebem que os dois mudaram. Rune quer explicações sobre o sumiço de Poppy, e ao descobrir a verdade, percebe que a dor da distância se tornará pequena se comparada a dor dessa revelação.

Quando você sabe que algo é finito, isso torna aquilo muito mais significativo.”

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A narrativa é alternada entre Poppy e Rune, a leitura é fluida e há muitos trechos bonitos e reflexivos sobre o amor e a vida. Poppy é uma protagonista cheia de vida, que nos mostra que devemos superar as rasteiras da vida, que me encantou logo de cara, diferente de Rune, que se mostrou um personagem um pouco difícil, mas que ao decorrer da narrativa foi me cativando, pois é um personagem que cresce bastante.

…a vida não precisa ser tão séria. Que a vida era para ser vivida. Que a vida era uma grande aventura, para ser vivida bem e ao máximo.”

Tiveram alguns pontos que não me agradaram nesse livro e achei que deveria listá-los.

  1. A precocidade das crianças: Aos 8 anos de idade, eles sabem falar sobre o que é para sempre e o significado de nunca, de forma bem reflexiva, e não engoli essa ideia.
  2. A possessividade de Rune: Aos saber dos mil beijos, ele sente ciúmes e ambos prometem que seus lábios serão para sempre um do outro, achei um sentimento muito marcado para uma criança de apenas 8 anos. E ao perceber que outro jovem olha para Poppy, ele tenta mostrar que ela é dele, e só dele.
  3. Egoísmo: Rune se fecha totalmente para a família após a separação com Poppy, se voltando contra a família, principalmente contra o pai. E ao reencontrar Poppy, ela deseja que ele volte a ser a pessoa que era, sem raiva e que ama as pessoas, e ele pensa que ele não irá mudar, mas sim ela. E a forma do personagem lidar com a dor foi muito agressiva, esquecendo que os que estavam a sua volta também sofriam.

Apesar do pontos que não me agradaram, eu gostei do livro, vemos a mudança dos personagens e perdoei o que não me agradou, amei as mensagens que a Poppy passa para o leitor, de que as coisas são finitas e que devemos aproveitar cada momento com quem amamos. Aproveitar cada dia e cada oportunidade de sentir o sol no rosto em um novo dia. Infelizmente, não sei o que dizer sobre o epílogo, o momento descrito é muito bonito, mas ao terminar senti um ponto de interrogação surgindo em minha mente.

Porque nada tão perfeito pode durar uma eternidade.”

Esse é um livro destruidor de corações, que nos faz sofrer, chorar, e eu chorei horrores em alguns momentos, mas ao terminar de ler, vi que Rune apesar de ter amado muito a Poppy, viveu um luto por muito tempo e nós temos que ser felizes por nós mesmos, que não dependemos de outro alguém para nos completar e sim para somar. Recomendo esse livro para quem gosta de um romance sofredor, mas não deixem de lado fatores importantes que são abordados no livro. Sofrimento, dor e lágrimas vão existir, mas que passam com o tempo, e que às vezes não há nada a fazer, além de resistir à tempestade.

Thaisa Napolitano

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Melhores Livros do Ano.

Olá queridos aventureiros! Hoje vamos começar uma série de listas com os melhores livros do ano para mostrar a retrospectiva literária de 2017. Serão 3 ou 4 posts (ainda não fechamos) antes do Natal para dar tempo de você correr para comprar algumas das dicas.

A primeira lista é dos melhores livros infantis que li esse ano, para que não faltem ideias para presentear os pequenos. Senta aí que lá vai:

1-Ensopado de Dragão:

Essa é a história de um grupo de vikings entediados. Já haviam saqueado, invadido e caçado na floresta, mas estavam atrás de uma aventura nova e decidiram fazer um ensopado de dragão. É bem divertida, porque a maioria dos personagens são bem burrinhos e fazem bastante besteira, com a exceção  do dragão que é bastante esperto. Recomendo para crianças em fase de alfabetização. 5006a0c4-1700-4af3-8ed3-9011d8e29ad1

2-Manual da maga e da Mim:

Esse é um livro para crianças mais velhas. Por volta de 8 e 10 anos aproximadamente, porque é bem grosso (apesar das ilustrações). Gostei do livro porque fala de magia, bruxaria e mitologia ao longo dos tempos, o que é ideal para aqueles pequenos nerds que temos em casa. Dá bastante conhecimento de mundo e a única crítica que tenho são as ilustrações mal feitas, pois as cores usadas dão dor na vista. No geral, porém, é do tipo de livros onde se aprende rindo/brincando.91NAjGBrh2L

 

3- Muito bem, Bóris!

Ah! Como não se apaixonar pelo Bóris? Ele é um ursinho grandalhão, mesmo para alguém em idade de frequentar a pré-escola. Todo prestativo e carinhoso, Bóris ensina como é bom ajudar os amigos e como usar nossas vantagens naturais para o bem da comunidade. No fim, você também vai querer parabenizá-lo. Adequado também para crianças pequenas.

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4-Morango Sardento:

Essa é uma autobiografia infantil da atriz Jullienne Moore. Ela conta como odiava ser ruiva quando criança porque recebia vários apelidos que odiava, mas descobre depois que as pessoas gostavam dela por outras qualidades que possuía. No fim, ela aprende a gostar de como é  e isso é uma mensagem fundamental. Acho que toda criança merecia ler Morango Sardento na vida, porque se sentiria especial, mesmo não sendo ruiva.

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5- O vigário de mastigassílabos:

Neste livro, Roald Dahl trata com muito bom humor o drama de um padre disléxico. Sendo ele mesmo um disléxico famoso, recomendo a leitura de Dahl para todas as crianças. A caso não conheça esse autor, saiba que ele escreveu uma penca de livros infantis que inspiraram os clássicos da sessão da tarde que amamos: Matilda, A convenção das bruxas, James e o Pêssego Gigante, A fantástica Fábrica de Chocolates e o Bom Gigante Amigo. Só esse currículo já mostra que ser disléxico não impede ninguém de ser um sucesso. Voltando ao vigário, bem ele acaba desenvolvendo um problema muito incomum devido a sua dislexia, mas a solução é ainda mais doida.  Recomendação livre.51l0rOZE-OL._SX376_BO1,204,203,200_

 

 

6- O Bom Gigante Amigo:

Ah o BGA foi lançando há poucos anos no cinema e é um lindo filme. Muito bacana e não tem tantas diferenças em relação ao livro. Diferente de muitos outros livros de Dahl, BGA não questiona a educação das crianças, mas é uma boa história sobre amizade, fantasia e aventura. Qualquer outro livro do Dahl eu recomendaria para crianças mimadas, mas este também é livre, só pode acabar sendo cansativo para crianças muito pequenas, pois a história é grande.livro-o-bga-o-bom-gigante-amigo-roald-dahl-D_NQ_NP_348111-MLB20482682788_112015-O

7- A Fantástica Fábrica de Chocolates:

Uau! Tem três livros do Dahl na minha lista. Em outras palavras esse foi um bom ano (risos). Bom, acho meio ridículo resumir a história para vocês com a quantidade de filmes adaptados desse livro, mas ele não podia deixar de aparecer. É uma história adorável, sobre como a educação abre portas e como a vida castiga aqueles que tiveram os valores pervertidos. Ideal para quem quiser ter filhos fofos e educados.

Bem, essa foi a lista de hoje. Espero que tenham gostado e que incluam algumas dessas dicas nas suas listinhas de Natal. Se já leu comente e me diga o que achou dos livros ^_^.fantastica-fabrica-de-chocolate-a

Grande abraço,

Aleska Lemos.

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10 anos com Mafalda

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 Editora: wmf Martins Fontes

 Ano:2017

Comprei essa compilação de tirinhas da Mafalda um pouquinho antes da Blackfriday. Queria ter comprado a coleção completa, de metida que sou (risos) porque nem era fã antes, era só por curiosidade. No entanto agora sou fã dessa menina questionadora que toca na ferida da humanidade (acho que é mais um rombo, tipo rajada de metralhadora).

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No ínicio tem uma entrevista com o autor (Quino) que me surpreendeu, quer dizer um trabalho tão aclamado e bacana deveria ser o xodó do criador né? mas não Quino parou com Mafalda dizendo “Graças a Deus!” porque já estava cansado de fazer a mesma coisa por anos há fio e também porque já estava antipatizando a personagem.corepf4sgix2ymo9i8wtbq0fs

Porém, se o autor já não gosta mais da personagem, o mesmo não se pode dizer do público. Ela era muito usada em campanhas dos DCes da minha faculdade (risos). Outra coisa que me impressionou foi que eu encontrei uma semelhança minha com Quino (também desenho às vezes). O caso é que assim como ele fiquei uns anos sem desenhar, e quando voltei o traço estava melhor (vudu?).

Voltando à vaca fria, além da entrevista o que gostei foi de conhecer cada um dos personagens da tirinha em sua essência, porque o livro era dividido em temas e personagens principais, tais como: “família”, “a rua”, “a escola”, “tv” ou “Guile”, “Susanita”, “Felipe”, “Manolito” etc. Vendo várias tiras de cada um você acaba conhecendo a personalidade deles e por isso se afina mais com uns que com outros. Então vou deixar uma lista dos personagens que mais gostei para vocês:

Mafalda: Além de inteligente, ela tem momentos onde é muito carinhosa com os pais, mas também faz perguntas tão complicadas  que eles precisam tomar litros de “Nervocalm” (o sossega leão da história). A mãe de Mafalda, porém, sofre mais por conta da inteligência da filha, pois como dona de casa, seu papel na família é questionado pela menina.

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Susanita: Gostei bastante dos quadrinhos em que essa personagem aparecia, não por causa dela, porque ela é a caricatura das mulheres de elite preconceituosas, que querem ser as rainhas do lar e esconder a pobreza do mundo. O que me interessa é a ironia que Quino aplica às pessoas que Susanita representa.

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Felipe: Esse é o meu personagem favorito. Procrastinador nato, Felipe odeia fazer a lição de casa e deixa tudo para última hora. No entanto é um menino inteligente e esforçado que sempre se supera na escola. O que me encantou nele é a ingenuidade de seu pensamento e sua capacidade de imaginar coisas. Seu maior defeito é acreditar em coisas absurdas.

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Só sinto pena do Felipe porque a Susanita quer que ele seja o marido dela quando crescerem. Ninguém merece…

Manolito: O maior mercenário da tirinha também é um dos mais engraçados. É o único que odeia os beatles que faz propaganda do armazém do pai durante uma piada (elas tem intervalos comerciais), usa argumentos toscos para convencer a comprarem em seu armazém e sonha em ter uma rede de supermercados. O que mais gosto nele é a rixa com a Susanita, o único que diz umas boas verdades para ela.Coxinha Nerd_84ff92109674a804fa572a52a2f16a68

O que acho engraçado é que Manolito me parece o tipo de cara que a Susanita quer para casar, no entanto ela não percebe isso. Fico imaginando se no futuro, caso Quino quisesse escrever como eles ficaram, se ela não acabaria casando com esse querido mercenário.

Bom, gente, por hoje é só, espero que tenham gostado! Boa semana a todos.

Aleska Lemos.