Filme, Sem categoria

Meu malvado favorito 3

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Esse domingo fui conferir o terceiro filme da franquia “Meu Malvado Favorito”. É verdade que fui com meu sobrinho, mas convenhamos: essa série é boa demais e qualquer idade se diverte assistindo, em outras palavras, eu estava realmente ansiosa para saber o que os Minions iriam aprontar.

Bem, antes de entrar na história preciso dizer que estava morrendo de medo de me decepcionar. Andei lendo a crítica na internet e algumas pessoas falaram mal, que forçaram uma barra para continuar a história e tal, mas eu discordo: o filme foi divertidíssimo!

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Eu enquadrada com os Minions. Não rir para a foto foi impossível.

Ok, eles usaram a desculpa do irmão gêmeo desaparecido e isso é cliché, mas a forma como construíram Dru foi muito boa e me faz pensar porque demoraram tanto para desenvolverem esse novo personagem. Dru e Gru tem muita química, apesar de serem o oposto um do outro.

Os Minions finalmente fizeram o que deviam ter feito assim que Gru virou pai: uma rebelião. Quer dizer, se eles são criaturas que idolatram vilões ao longo da história da humanidade, não faz sentido  seguirem um cara que desistiu da maldade né? Demorou muito até fazerem o óbvio.  O importante, porém, é que mais uma vez roubaram a cena e suas piadas estavam muito boas.

O vilão, um ex ator infantil dos anos 80, não foi um dos meus personagens favoritos, mas confesso que o estilo deu rendeu um bom caldo musical, com direito a Madonna, Michael Jackson, Dire Straits e muito mais no meio das lutas.

Achei muito bacana que os roteiristas tenham conseguido fazer uma segunda continuação bastante consistente, porque outras franquias como Shrek começaram a perder o viço no terceiro filme (quer dizer o Shrek terceiro foi legal pelo fim do Encantado, mas já achei um pouco forçado, mas “Shrek para sempre” foi terrível). Oremos para que continuem acertando nos próximos!

Meu malvado favorito3

 

 

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livro

Resenha: Peter Pan

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Título: Peter Pan
Autor: J. M. Barrie
Editora: Zahar

Nessa versão reduzida, a editora Zahar não colocou comentários ou ilustrações, mas não deixa de ser uma história fascinante. Fã de Peter por causa do desenho da Disney posso dizer que o livro é maravilhoso e que apesar de ser bem parecido com as duas adaptações produzidas pela empresa de animação mais tradicional do planeta, o livro consegue ser mais interessante.

Na verdade, às vezes acho que juntando a animação de 1953 com o filme Peter Pan de 2003 você tem o clássico da Zahar. Há detalhes do livro que só apareceram no live action e outros que só apareceram no desenho. É claro que a versão em papel e tinta vai um pouquinho mais além, mas aí você vai ter que ler para descobrir o que eu estou falando.

Como isso é uma resenha e não uma “dobradinha” de filmes e livros, vou me concentrar nos escritos do senhor Barrie. Peter é um menino que esquece fácil das coisas, que gosta de histórias como “Cinderela” ao mesmo tempo que estripa um pirata sem muito remorso. Nesse sentido ele parece uma eterna folha em branco, ou uma folha escrita a lápis que é apagada ao final de cada nova história. Talvez seja por isso que ele nunca cresça: o mundo continua sendo uma grande descoberta, dia após dia.

O relacionamento de Peter com Wendy é que me assustou um pouco. Com esses meus olhos de mulher moderna, não deu para evitar o choque cultural com o modelo de feminino que ela representa. É até engraçadinho que ela seja seduzida para ir a Terra do Nunca com Peter para costurar botões e fazer remendos em calças de meninos, mas acho um tanto problemático mostrar isso para uma menina nos dias de hoje.

Outra coisa que me assustou um pouco e acho que até já mencionei aqui em cima, é que o herói não tem muita consciência das coisas que faz. Para ele, matar uma pessoa é divertido e quase banal. Isso também deve ser questionado quando for lido na companhia de uma criança, mas confesso que para  a psicologia o personagem deve ser um prato cheio: Peter é a personificação do “id” das pessoas e também o famoso “perverso polimorfo”.

Apesar desses dois poréns, gostei bastante de conhecer a versão clássica da história e recomendo a todos os adultos com espírito infantil e curiosidade pela origens das histórias que povoaram suas mentes na infância. E você? Já leu Petter Pan?

 

 

Filme, livro, nostalgia, Sem categoria

Resenha: Labirinto

 

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Título: Labirinto
Autor: Jim Henson
Editora: Darkside
Ano:2016

Nem todo filme é baseado num livro. Às vezes acontece o contrário, como o caso do livro “Labirinto” lançado no Brasil ano passado (2016). Ele conta a história em detalhes do filme homônimo estrelado por ninguém menos que David Bowie.

Para quem não lembra, Labirinto é a história da Sarah, uma menina de quinze anos que adora teatro e odeia a madrasta e seu meio irmão Toby. Ela se sente injustiçada e pede que o rei dos duendes (Jareth) leve o bebê embora. O problema é que o personagem não era apenas de papel e tinta como na sua peça de teatro e acaba roubando mesmo a criança.

Arrependida, Sarah vai para o reino dos duendes passar por inúmeras provas para resgatar seu irmãozinho e aprender a enxergar a realidade do mundo real por outro ângulo que não seja o do seu umbigo.

Não observei grandes mudanças na versão do livro. É claro que ficamos sabendo mais sobre o universo da jovem Sarah, como sua ligação com a mãe que a abandonou e a transferência da sua raiva para a pobre mulher atual do marido, mas seria mais um acréscimo do que uma mudança no roteiro.

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Jareth e Sarah por mim: Leskinha Lemos.

 

Gostei de saber também sobre o rei dos Duendes, pois como o narrador é onisciente, ele sabe o que se passa na cabeça de todos e pude confirmar que Jareth era super afim da Sarah e o que ele fez foi na verdade o jeito dele (um bocado torto) de demonstrar que se importava com a garota. Você leitor atento provavelmente vai achar que eu sou muito tonta por não ter percebido isso, e provavelmente está certo (risos), mas creia-me: eu ri da minha mãe quando ela disse que suspeitava disso e que entendia porque ele devia se sentir muito solitário por ter apenas um bando de duendezinhos idiotas a seu serviço (outra coisa que o livro confirmou).

Acho que qualquer dia vou reler essa história que eu adoro porque da primeira vez estava passando por um longo período de insônia e acredito que possa ter deixado passar alguma coisa. É claro que o livro tem outros atrativos como o cheirinho de manteiga nas páginas que é bastante convidativo e as ilustrações bacanas de Brian Froud, mas sou apaixonada por essa história que minha mãe me recomendou e se não tivesse nada disso ía adorar de qualquer jeito.20170126_114007

E você? Conhece essa história?

Não? Então fica aí a dica para vocês!

Um abraço, Aleska Lemos.