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Resenha: Extraordinário- R.J. Palacio

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Título: Extraordinário

Ano: 2013

Editora: Intrínseca

Autor: R. J. Palacio

Número de Páginas: 320

Sabe aquele livro que você não dá nada pela capa? Então, sempre vi esse livro nas livrarias e nunca me interessei  em saber que história ele contava. Após ver o trailer oficial do filme que foi inspirado neste livro, eu me emocionei e não tive dúvidas, eu precisava conhecer a história desse menino extraordinário.

Auggie é uma criança que nasceu com uma síndrome genética, que faz com que o seu rosto se deforme. Auggie é apenas uma garotinho que de tantas idas e vindas do hospital e várias cirurgias, não pode aproveitar a sua infância com outros meninos de sua idade. Quando seus pais acreditavam que talvez esteja na hora de Auggie começar a frequentar a escola, ele consegue visualizar o grande desafio que estar por vir. Auggie é um menino muito maduro e ao entrar na escola sofre com olhares curiosos, brincadeiras e piadas de mau gosto, mas em meio disso tudo, também existe a verdadeira amizade. E ao desenrolar da história, vamos vendo o crescimento do nosso protagonista que fala sobre gentileza de uma forma muito pura.

A história é narrada pelo ponto de vista de Auggie e é alternada entre diversos personagens que participam diretamente ou indiretamente de sua vida. A narrativa é muito fácil de se compreender, não possui uma escrita rebuscada e apesar do assunto abordado no livro ser bem delicado, a autora nos faz querer devorar as páginas e nos tornando um aliado para derrotar o bullying. Houveram cenas que foi impossível não sofrer com Auggie e mesmo assim ele nos mostra como podemos dar a volta por cima. Auggie é aquele menino que só quer ser mais um no meio de uma multidão e sabe a importância de sermos únicos também.

Auggie emociona pessoas de todas as idades com a sua história, não deixe de se emocionar e se divertir com suas aventuras. Para conferir o trailer do filme é só clicar aqui. Esse é um dos livros que ao terminar de ler, me senti mudar. Recomendo esse livro emocionante, divertido e muito fofo, uma história de crescimento e superações de barreiras impostas pela vida contada por um menino extraordinário.

Thaisa Napolitano

 

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Resenha: A Guerra que Salvou a Minha Vida – Kimberly Brubaker Bradley

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Título: A Guerra que Salvou a Minha Vida

Ano: 2017

Editora: DarkSide

Autor: Kimberly Brubaker Bradley

Número de Páginas: 240

Um livro forte, intenso e ao mesmo tempo puro, contado por uma criança que luta em uma guerra dentro de casa. Ada é uma menina com aproximadamente 10 anos (é o que ela acha) que é maltratada pela mãe por possuir um pé torto. Ada mora com sua mãe e seu irmão Jaime que tem 6 anos, moram num pequeno apartamento, onde Ada fica presa, olhando o seu irmão e as pessoas viverem a vida pela janela de seu apartamento.

Ada, faz tudo em casa, cuida do seu irmão como se fosse o seu filho, faz a limpeza e prepara o café da manhã, e faz tudo rastejando por não conseguir andar por conta de seu pé, sentindo fortes dores. E ai dela se reclamar, a mãe a coloca dentro de um armário debaixo da pia e ainda apanha.

Com a ameaça de Londres ser bombardeada, Ada foge junto com Jaime para o interior, junto com outras crianças que foram mandadas pelos pais zelando a segurança deles. E é nessa viagem que a vida de Ada começa, a menina que ficou trancafiada em casa começa a descobrir o mundo, fazendo descobertas que a janela de seu apartamento não lhe proporcionava.

Eles são acolhidos por Susan, que vive com os custos de cavalos de sua falecida amiga que foram vendidos. Jaime e Ada a consideram rica, pois lá eles não passam fome, e tem mais peças de roupas que antes possuíam, e tomam banho todos os dias, uma vida totalmente diferentes da que levavam. E é nessa nova casa, nova vida, que Ada nos conta sua história, suas descobertas e suas novas amizades.

Apesar de Ada ter apenas 10 anos, ela é uma criança muito forte, que aguenta suas dores, que aguentou apanhar de sua mãe, e aguentou o fato de não possuir uma família estruturada e unida. Vemos a personagem crescer, e mesmo tendo pensamentos e questionamentos além de sua idade, Ada tem seus medos, suas birras de criança. É no olhar dela que sentimos o medo de quem está esperando por uma guerra, mesmo lutando a sua própria. É com os olhos de Ada que sentimos a aflição das bombas da segunda guerra, a angustia de entrar em um abrigo e escutar sua cidade, seu novo lar, ser bombardeado.

Mesmo se tratando de guerra, a história não é pesada. O enredo possui uma leveza, que nos envolve já na primeira frase do livro. É contagiante a maneira como Ada nos conta a sua história. É um livro lindo, uma história linda demais, que por vezes me deu vontade de pegar a Ada no colo e aninhá-la.

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A edição da DarkSide está linda, e os detalhes de botões e retalhos na capa tem tudo a ver com a história. Ada ficará no meu coração e esse com certeza foi um dos melhores livros que li esse ano. A Guerra que Salvou a Minha Vida é uma história de amor ao próximo, de perdas e ganhos na vida, que aborda o preconceito e o desmanche do mesmo, um livro que mudou a minha visão assim que o terminei. Recomendo se aventurar e conhecer um pouco da vida de Ada e a guerra que salvou a vida dela.

Thaisa Napolitano

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Resenha: Casada Até Quarta – Catheryne Bybee

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Título: Casada Até Quarta

Ano: 2017

Editora: Verus

Autor: Catheryne Bybee

Número de Páginas: 196

Casada Até Quarta é o primeiro volume da série Noivas da Semana. Um livro rápido e fácil de ler, que podemos finalizar em poucas horas. Esse foi o meu primeiro contato com a autora Catheryne Bybee e gostei muito da escrita dela. Com narrativa em terceira pessoa, fui envolvida na trama rapidamente e me encantei de cara com a Sam.

Sam Elliot é uma personagem super forte, que cresceu em uma família rica e que viu a sua família se desmembrar por conta de um escândalo. Seu pai foi preso, sua mãe se matou e sua irmã tentou seguir os mesmos passos da mãe e acabou tendo complicações que a levaram a ser internada em uma clínica especializada em acidentes vasculares cerebrais. Bonita, forte, inteligente e trabalhadora, Sam encontrou seu caminho com a agência de casamentos, Alliance, com a qual paga os altos custos da clínica para manter sua irmã em bons cuidados.

Blake Harrison, é um nobre, rico e super charmoso, um duque que está à procura de uma esposa, o mais rápido possível por conta de um testamento que o seu pai deixou. Blake fez sua fortuna sozinho e não fazia o que o pai mandava, sempre indo contra ele e depois de morto, seu pai deixou um testamento com cláusulas bem amarradas, fazendo com que seu filho, Blake, o obedeça. Blake tem menos de um mês para encontrar uma esposa para não perder a herança milionária de seu pai e com isso contrata a Alliance para encontrar a esposa ideal para ele. O que ele não esperava era encontrar uma mulher frente aos negócios da Alliance e no final das contas, acredita que a esposa ideal para ele não seria as mulheres que ele escolheria dentro das opções de Sam e sim a própria Sam.

Após investigar a vida de Samantha, Blake descobre vários segredos dela e marca um jantar com o intuito de fazer acordo com a Sam. Sabendo de suas dívidas e da situação de sua irmã na clínica, Blake oferece um quantia alta para que ela se case com ele e mais a porcentagem pedida no contrato da empresa Alliance. Samantha acaba aceitando a proposta por conta do altíssimo valor em jogo que a ajudaria bastante, afinal são 10 milhões de doláres!

Sam não esperava que por trás desse acordo eles teriam que enfrentar advogados do falecido pai de Blake, ex-namoradas do nosso protagonista que ficaram sabendo pela mídia que ele tinha se casado, e um primo que se Blake não cumprisse as cláusulas do testamento receberia a herança milionária. Após o casório, Blake descobre uma cláusula que vai deixá-lo confuso, sem saber como contar a sua esposa dessa novidade, com a qual combinara que a relação entre eles seria honesta, sem segredos, Blake deixa para contar depois, e com isso novas complicações vão surgindo, novas intrigas que podem acabar desmascarando o casamento de fachada dos dois.

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Tendo que mostrar a família de Blake e principalmente aos advogados do pai de Blake que estão apaixonados, um sentimento entre eles acaba surgindo e com ele vem a dúvida, a vontade de saber se o outro também sente o mesmo, deixando assim a situação mais complicada, pois o casamento deles tem prazo de validade.

Enquanto o mundo se calava e Blake murmurava palavras doces, Samantha sabia que estava em apuros. Apaixonar-se por seu marido não fazia parte dos seus planos.”

Casada Até Quarta é um romance muito leve e doce, que nos deixa suspirando com seus protagonistas que são bem desenvolvidos, nos deixando bem íntimos, pois vamos conhecendo cada segredo, a dor de cada um e principalmente seus pensamentos. Sam como já disse me conquistou logo de cara por conta de sua determinação e profissionalismo, e Blake foi me conquistando com seus gestos fofos, com sua preocupação pelo bem estar de sua esposa que me fizeram torcer ainda mais pelo casal.

A história de Catheryne tem seus clichês, mas é uma história que nos leva nas nuvens por conta de sua narrativa ser fácil, nos transportando imediatamente para as cenas descritas dificultando a nossa saída da leitura. A capa é linda! As cores são lindas! Confesso que me apaixonei primeiro pela capa e os próximos livros não vão deixar a desejar, pois as cores estão lindas também! Se você quer ler um livro leve com algumas intrigas e romance, eu recomendo esse livro! Quero muito ler o próximo livro e estou desejando que os outros volumes sejam lançados logo, para poder dar a continuidade devida a essa série. E pergunto a você:  Você se casaria com um estranho por 10 milhões de doláres?

Thaisa Napolitano

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Resenha: Cadu e Mari – A. C. Meyer

 

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Título: Cadu e Mari

Ano: 2017

Editora: Galera Record

Autor: A. C. Meyer

Número de Páginas: 280

Cadu e Mari, um livro de A. C. Meyer, conta a história de um casal que parece que foram feitos um para o outro. Mariana é assistente do presidente da empresa Be, uma das revistas de moda mais conceituadas do país. Carlos Eduardo, o nosso Cadu, é o presidente desta empresa, que “herdou” do pai como uma forma de “castigo” pela sua adolescência “louca”, e acaba se apaixonando pelo trabalho e a empresa se torna essencial para sua vida.

Mariana é uma jovem forte, profissional, inteligente e braço direito do Cadu. Uma mulher que não tem o corpo de modelo, como as que estampam as capas da revista e se sente fora da “caixinha” por não se encaixar nos padrões de beleza. Assim como qualquer jovem que já amou, Mari já teve seu coração machucado e por conta disso tem receio de se entregar, de se abrir totalmente e voar nas nuvens para que quando a decepção chegar, a queda não seja grande.

Cadu, é um homem bonito, com lindas covinhas e com um corpo definido. Gosta do sol, de surfar e de mulheres. Mas gosta de mulheres com estilo distinto da Mari. Presidente de uma grande revista de moda, Cadu não ficou com algumas mulheres, mas com várias e modelos. Mas um belo dia, ele vê Mari com outros olhos  e começa a investir na sua secretária que é bastante profissional.

Mariana me conquistou de primeira, é uma personagem com vivências reais, por isso é fácil se identificar com ela. Quando Cadu começa a correr atrás da Mari fiquei muito incomodada com a maneira dele de agir e não me simpatizei com o belo moço no início.

Ao longo das semanas, Cadu e Mari acabam se apaixonando, mas o mundo a sua volta não os aprovam e eles terão que mostrar que estão prontos e maduros para enfrentar os preconceitos, intrigas e até um golpe na empresa de Cadu.

A leitura é muito fluída! Vamos lendo, nos envolvendo com a história que se passa no Rio de Janeiro, e quando vemos, estamos sofrendo com a Mari, com o Cadu e já estamos no meio do livro! :O Nas primeiras páginas, vemos uma playlist, com músicas que representam os capítulos e podemos escutar enquanto lemos.  A escrita é muito gostosa, a história é narrada em primeira pessoa, alternando em capítulos curtos entre Mari e Cadu, que interagem com o leitor como se estivéssemos dentro do livro com eles. É uma história que aborda interesses que incentivam pessoas a passar por cima dos outros, mistura de classes sociais, perdão, confiança e nos mostra o quanto o amor é um sentimento poderoso.

O amor verdadeiro perdoa, entende, suporta. Nunca duvide do poder do amor.

Não conhecia a autora, e ela foi me conquistando aos poucos, sem reparar que estava com saudade dos personagens, da história e da escrita deliciosa de Meyer. Cadu e Mari é um livro agradável, para ser lido em qualquer hora e lugar, que nos faz esquecer do que está a nossa volta por conta de sua leveza.

Thaisa Napolitano

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Resenha: O Sol Também é Uma Estrela – Nicola Yoon

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Título: O Sol Também é Uma Estrela

Ano: 2017

Editora: Arqueiro

Autor: Nicola Yoon

Número de Páginas: 288

 

O Sol Também é Uma Estrela é o segundo livro de Nicola Yoon. Este livro conta a história de dois jovens que se encontram na rua, Daniel e Natasha.

Natasha Kingsley é uma garota pé no chão, acredita na ciência, não acreditando em destino ou sorte. Nascida na Jamaica, Natasha foi morar nos Estados Unidos com 8 anos de idade, usando visto de turismo. Quando o visto expirou ela e sua família não foram embora, se tornando assim imigrantes ilegais.

Daniel Bae é americano e filho de coreanos. Ao contrário de Natasha, acredita no amor, no destino e em Deus. Seu maior sonho é ser poeta, mas seus pais desejam que ele curse a faculdade de medicina em Yale, para que ele tenha uma vida confortável e melhor da que tiveram.

Natasha estudou, criou amizades, cresceu e tenta escolher para qual faculdade ir. Por conta de um deslize de seu pai, ela e sua família será deportada e seus planos futuros são arruinados, e culpa seu pai por toda essa situação, achando injusto a família pagar pelos erros dele.

Daniel vê Natasha na rua e ela lhe chama bastante atenção e a segue. Quando finalmente há um momento propício, Daniel fala com ela e assim o dia junto a ela começa. Quando descobre que Natasha não acredita em amor à primeira vista e nem em destino e que tudo para ela é ciência, Daniel propõe fazer um experimento, que segundo a ciência, os fariam se apaixonar perdidamente.

Beijar é apenas outro modo de falar…

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O livro narra uma história que acontece em apenas um dia. Com capítulos curtos a autora dá voz para personagens secundários, nos deixando a par de cada um que cruza com os protagonistas. Há capítulos em que fala sobre a imigração coreana, a evolução dos olhos, o sentimento amor e destino, deixando a leitura cada vez mais rica. A leitura é fluída e é aquele livro que te fisga desde a primeira frase e não queremos mais parar de ler.

Eu sempre o conheci e nós acabamos de nos conhecer.

Nicola Yoon aborda diversos assuntos, o que achei bastante interessante, contribuindo para os detalhes de cada personagem e para a história. Nicola fala sobre a imigração, o choque de culturas, relação pais e filhos, planos para o futuro dos filhos – que por maioria das vezes são diferentes do que os filhos querem – preconceito e mistura de etnias.

A química entre o casal vai surgindo e é impossível não amá-los. É impossível deixá-los. Natasha e Daniel se complementam a cada capítulo, nos convencendo de que eles foram mesmo feitos um para o outro, e que cada decisão e ação deles só firmaram que o caminho deles tinham que se cruzar.

A capa é linda, e é um trabalho da designer australiana Dominique Falla, que trabalha com tipografias táteis tridimensionais. A capa foi feita com a utilização de pregos e linhas coloridas, que faz parte de uma série feita somente com esses dois materiais. Confira aqui o trabalho de Dominique.

Recomendo esse livro, a leitura flui com muita facilidade, nos envolve desde o início e a história não demora nada a engatar. Esse é o primeiro livro da autora que leio, não sabia o que esperar, acabei sendo fisgada por essa história incomum e mal espero para conhecer o primeiro livro da Nicola, Tudo e Todas as Coisas, que será lançado nos cinemas no dia 15 de junho desse ano.

Thaisa Napolitano

Eventos Literários

Nós Fomos: Bate- papo e lançamento do novo livro de Carina Rissi

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O Grupo Editorial Record organizou um evento de lançamento do mais novo livro da Carina Rissi, na livraria Saraiva do Shopping Rio Sul. E aventureiras literárias que somos, não pudemos deixar de conferir esse evento que foi regado de muito bate-papo com a autora, simpatia, humor e fofurice.

As senhas foram distribuídas às 10 horas da manhã e o melhor, não havia limite de senha, então quem não pudesse chegar cedo, poderia participar do evento mesmo chegando depois, bastava pegar a senha e entrar na fila, claro, tinha que possuir o livro “Quando a Noite Cai“, e podíamos levar mais dois livros da autora!

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O Grupo Editorial Record, comunicou na página do evento do Facebook, que as primeiras 60 pessoas participariam de um bate-papo com a Carina além da sessão de autógrafos, mas na hora, o local onde foi realizado o bate-papo era aberto, então todos que estavam lá puderam conferir.

O bate-papo foi super delicioso, mediado pela Frini Georgakopoulos, autora do livro “Sou Fã! E Agora?” que também é criadora e curadora do Clube do Livro Saraiva e colunista literária da rádio Roquette Pinto.

A Frini é uma comédia, nunca tínhamos ido num evento em que ela mediava e adoramos! Demos altas risadas e dividimos nossos amores pelos crushes dos livros da Carina. Mas claro, sem spoilers, por favor!

A Carina é um amor, simpática e super tímida, essa última característica que não reflete em sua escrita, nós agradecemos! 😉 Rissi nos deu muita alegria ao comunicar que teremos livros sobre Valentina com um capitão espanhol, Malvina, Capitão Gancho, mais um da Luna e Dante, mais um livro da série Perdida, um da Mel (Mentira Perfeita) e talvez um do Lorenzo e da Aisla, personagens do livro “Quando a Noite Cai”. Além dessas novidades todas, teremos Carina Rissi nas telonas!

A série Perdida, é de maior sucesso da autora, e a história de Ian, Sofia e Elisa vão para as telonas. Carina Rissi será co-roteirista, e o longa que será produzido pela Amberg, está em fase de captação de recursos. Ano passado, os direitos cinematográficos de “Procura-se um marido” também foram adquiridos e será produzido pela Framboesa Filmes.

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Carina Rissi e Frini

A fila para os autógrafos foi formada em ordem das senhas, e a Carina recebeu cada fã com muito amor, com muita simpatia e conversou com todos eles sem pressa. Assinou meu box da série “Perdida” sem problema algum e ainda pediu para que eu voltasse para levar o livro que faltava para minha coleção para ser assinado, que enquanto a fila dos autógrafos corria, meu querido pai o comprava e a fila do caixa estava gigante! E ela fez esse mimo, o que me fez ter muito mais admiração por ela.

O livro “Quando a Noite Cai” conta a história de Briana Pinheiro, que não é a pessoa mais sortuda do mundo. Sempre que adormece, ela é transportada para terras distantes, para um mundo com espadas, castelos e um guerreiro irlandês. Ao conseguir um novo emprego, Briana vê que o seu chefe irlandês é igual ao guerreiro com quem tem sonhado. E ela acaba se apaixonado literalmente pelo homem de seus sonhos.

Em breve terá resenha do livro aqui no blog e a leitura desse livro está muito gostosa! Estou louca para conferir os outros livros que adquiri no evento para mergulhar nesse imenso mundo de Carina Rissi.

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Thaisa Napolitano 

 

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Resenha: Os Mistérios de Sir Richard – Julia Quinn

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Título: Os Mistérios do Sir Richard

Ano: 2017

Editora: Arqueiro

Autor: Julia Quinn

Número de Páginas: 272

O quarto e último livro da série o Quarteto Smythe-Smith é intrigante. O livro narra uma história totalmente diferente do que vínhamos lendo, um romance com mistérios envolvidos que nos fazem imaginar qual será o segredo que o Sir Richard guarda e como acabará essa história.

Sir Richard Kenworthy, está desesperado para encontrar uma noiva e está desta forma porque tem pouquíssimo tempo para essa busca, e com isso não poderá ser muito exigente. Ao assistir o tradicional recital da família Smythe-Smith, Richard tem certeza de que encontrou a pessoa certa para desempenhar o papel de sua esposa, uma pessoa que não atrai tantos olhares assim.

Iris, violoncelista do quarteto se esconde atrás de seu instrumento enquanto toca. Uma jovem discreta que atrai o olhar do Sir Richard. Iris se sente desconcertada e  fica imaginando tais motivos que levaram aquele moço a encara-lá com tanta vontade. Ao fim do recital, Sir Kenworthy pede ao seu amigo Winston que o apresente a dama, que apesar de ficar lisonjeada com seus elogios, sente algo estranho no ar, ficando desconfiada da tamanha atenção daquele cavalheiro para si.

A história gira em torno do mistério do Sir Richard, sabemos que sua propriedade não está muito bem financeiramente, mas os segredos vão mais além, nos fazendo questionar quais serão e confesso que imaginei coisas bem aterrorizantes. Vivi junto com a personagem o drama de descobrir os segredos e dividi seus sentimentos, chegando por vezes a me emocionar.

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Assim como os outros livros da série, Julia Quinn nos faz refletir criticamente a maneira de como os casamentos eram arranjados, sem amor e o interesse entre as classes. Sem dúvidas essa história me cativou, Julia Quinn me cativa sempre, mas essa não é a minha história preferida do quarteto. Os livros podem ser lidos em qualquer ordem, são histórias independentes, mas claro, sempre tem uma menção de um fato ou outro que ocorreu no livro anterior, por isso prefiro ler em ordem.

E assim fechamos o mês de maio, que dedicamos especialmente para a notável Julia Quinn. Os livros são lindos, cheios de romances, humor, inteligência, leveza, com diálogos espertos e personagens envolventes. Além do box ser maravilhoso, as capas dos livros são lindas demais! Recomendo a leitura! Com certeza a família Smythe-Smith ganhou um lugar no meu coração junto à família Bridgerton.

Thaisa Napolitano

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Resenha: A Soma de Todos os Beijos – Julia Quinn

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Título: A Soma de Todos os Beijos

Ano: 2017

Editora: Arqueiro

Autor: Julia Quinn

Número de Páginas: 272

O terceiro livro da série Quarteto Smythe-Smith, A Soma de Todos os Beijos, é simplesmente belo. O livro conta a versão de Hugh Prentice que teve sua perna aleijada e  sua vida arruinada por conta de um duelo com seu amigo, Daniel Smythe-Smith.

Desde o primeiro livro, Simplesmente o Paraíso, a impressão que tive de Hugh Prentice não foi uma das melhores. Mas nesse terceiro livro vemos as consequências que refletiram na vida de Hugh e como ele pensa e se sente sobre o que ocorreu. Hugh consegue com que Daniel volte para Londres, ameaçando seriamente o próprio pai, que jurou matar Daniel, e a amizade deles se fortalece novamente, e vemos isso acontecer no final do livro  Uma Noite Como Esta , quando minhas primeiras impressões por Hugh começam a mudar.

Hugh Prentice é um gênio da matemática, e não se importa com o que os outros pensam sobre ele. O duelo deixou sequelas, ficou meses deitado em uma cama sem saber se levantaria um dia, e quando ele se recupera, mesmo manco e com dores, ele tenta melhorar a situação de todos que sofreram as consequências do duelo.

Lady Sarah, é teimosa e dramática, mas faz tudo seguindo seu bom coração. Ela não consegue ver Hugh Prentice com bons olhos e ainda por cima o culpa por ainda estar solteira. Mesmo não conseguindo entender como a sua família o perdoou tão rapidamente, Sarah aceita o pedido de sua prima Honória com um sorriso no rosto e qual é esse grande favor? Esse grande favor é simplesmente fazer companhia para Lorde Hugh, pois Honória acredita que Hugh ficará deslocado em seu casamento com Marcus. Mesmo se vendo obrigada a passar alguns dias com Hugh, Sarah não mede esforços para mostrar o quanto ainda lembra do que ocorreu e como isso afetou a vida de sua tia e prima e sua vida no ano em que iria debutar.

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Hugh se sente agradecido por Daniel ser seu amigo ainda, pois tem consciência de que tudo aquilo aconteceu por sua culpa. Sarah não percebe isso e quando enxerga, acredita que se sentir mal pelo ocorrido é o mínimo que ele deveria sentir.

Ela o admirava. Ele era forte.

Esse livro fala de gratidão e perdão, nos mostrando que nem sempre a primeira impressão é a que vale, e que existem pessoas que tentam reparar seus erros, mesmo quando todos o apontam como culpado. O surgimento do amor, da gratidão, reconhecimento e admiração são assuntos bem abordados no livro, de uma forma que nos encanta. Ver o ponto de vista de Hugh, nos aproximou mais do personagem e vivemos juntos com Lady Sarah a mudança de nossas impressões por Hugh. Mudamos junto com os personagens, e isso torna o livro muito especial.

Julia Quinn é uma escritora ilustre, não há dúvida disso! A cada volume ela nos envolve mais e mais, nos apaixonando pelos personagens principais e dando o devido e merecido destaque para os coadjuvantes, deixando o livro com diálogos inteligentes, com humor e muito amor.

Thaisa Napolitano

 

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Resenha: Peter Pan

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Título: Peter Pan
Autor: J. M. Barrie
Editora: Zahar

Nessa versão reduzida, a editora Zahar não colocou comentários ou ilustrações, mas não deixa de ser uma história fascinante. Fã de Peter por causa do desenho da Disney posso dizer que o livro é maravilhoso e que apesar de ser bem parecido com as duas adaptações produzidas pela empresa de animação mais tradicional do planeta, o livro consegue ser mais interessante.

Na verdade, às vezes acho que juntando a animação de 1953 com o filme Peter Pan de 2003 você tem o clássico da Zahar. Há detalhes do livro que só apareceram no live action e outros que só apareceram no desenho. É claro que a versão em papel e tinta vai um pouquinho mais além, mas aí você vai ter que ler para descobrir o que eu estou falando.

Como isso é uma resenha e não uma “dobradinha” de filmes e livros, vou me concentrar nos escritos do senhor Barrie. Peter é um menino que esquece fácil das coisas, que gosta de histórias como “Cinderela” ao mesmo tempo que estripa um pirata sem muito remorso. Nesse sentido ele parece uma eterna folha em branco, ou uma folha escrita a lápis que é apagada ao final de cada nova história. Talvez seja por isso que ele nunca cresça: o mundo continua sendo uma grande descoberta, dia após dia.

O relacionamento de Peter com Wendy é que me assustou um pouco. Com esses meus olhos de mulher moderna, não deu para evitar o choque cultural com o modelo de feminino que ela representa. É até engraçadinho que ela seja seduzida para ir a Terra do Nunca com Peter para costurar botões e fazer remendos em calças de meninos, mas acho um tanto problemático mostrar isso para uma menina nos dias de hoje.

Outra coisa que me assustou um pouco e acho que até já mencionei aqui em cima, é que o herói não tem muita consciência das coisas que faz. Para ele, matar uma pessoa é divertido e quase banal. Isso também deve ser questionado quando for lido na companhia de uma criança, mas confesso que para  a psicologia o personagem deve ser um prato cheio: Peter é a personificação do “id” das pessoas e também o famoso “perverso polimorfo”.

Apesar desses dois poréns, gostei bastante de conhecer a versão clássica da história e recomendo a todos os adultos com espírito infantil e curiosidade pela origens das histórias que povoaram suas mentes na infância. E você? Já leu Petter Pan?