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Resenha: A Pequena Livraria dos Corações Solitários – Annie Darling

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Título: A Pequena Livraria dos Corações Solitários

Autora: Annie Darling

Editora: Verus

Ano: 2017

Número de Páginas: 306

Posy Morland cresceu na livraria Bookends junto ao seu irmão mais novo e com seus pais, que administravam a livraria, mas após a morte deles, Lavinia, dona da loja, os acolhe. Mas Lavinia acaba falecendo também e deixa a loja para Posy, que terá que lidar não só com o estabelecimento falido e sim com a atenção de Sebastian, o neto de Lavinia.

Posy tem o grande desafio de transformar a Bookends na livraria de seus sonhos para não ter que fechar a livraria e isso tudo tem Além de lidar com esses novos problemas e desafios, Sebastian não a deixa em paz, querendo impor suas ideias, que Posy não quer acatar, para reerguer a livraria. Sebastian é aquele personagem super irritante, machista e que me deixou muito nervosa. Mas aos poucos ele vai mostrando um lado bom, um lado sensível…

O livro é narrado em terceira pessoa, há diversas citações de autores que amo, como Julia Quinn, Jane Austen e entre outros. E uma coisa super positiva do livro é que a autora combate o preconceito que muitas pessoas tem com o gênero romance, acreditando que possuem menor valor por tratar de romance. A leitura vai
sendo alternada por uma outra história que vai sendo contada no livro, que eu gostei demais, dando ao livro um toque de romance de época.

Sobre o desenvolvimento do romance entre Posy e Sebastian foi algo que surgiu rápido demais, quando pisquei eles já estavam juntos. Não foi bem desenvolvido e deixado muito para o final do livro, mas que não tira o charme da história.

Este é o primeiro livro de uma série que conta a história de cada personagem que trabalha nesta pequena livraria. É um livro muito gostoso de ler, que quando começamos não queremos mais parar de ler. Senti uma paz lendo esse livro, principalmente por conta da atmosfera que a autora criou da livraria, me fazendo sentir em casa.

Thaisa Napolitano

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Belle Époque

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Autora: Elizabeth Ross

Editora: Verus

Ano:2014

Resumo do SkoobNa Paris da Belle Époque, tudo está à venda — inclusive a beleza. Quando Maude Pichon foge de casa, na provinciana Bretanha, e vai para Paris, seus sonhos românticos evaporam tão rápido quanto suas economias. Desesperada para arrumar um emprego, ela responde a um estranho anúncio de jornal — a Agência Durandeau está em busca de jovens pouco atraentes a fim de fornecer a suas clientes um serviço singular: uma moça sem graça contratada para acompanhar as damas da sociedade e fazê-las parecer mais belas.
A condessa Dubern precisa de uma acompanhante para Isabelle, sua voluntariosa filha, e Maude é considerada o adorno perfeito para tornar a moça mais bonita. Isabelle nem desconfia de que sua nova “amiga” foi contratada pela mãe, e a mera presença de Maude entre a aristocracia depende de que consiga guardar esse segredo. No entanto, quanto mais ela conhece e se afeiçoa a Isabelle — uma jovem determinada a desafiar as expectativas da sociedade e a estudar ciências na universidade —, mais sua lealdade é posta à prova. E, enquanto a farsa persistir, Maude terá muito a perder.
Belle Époque se passa no auge da boemia parisiense, quando a cidade efervescia, homens e mulheres estavam no ápice da elegância e a moral estava em franca decadência.

Li esse livro já há bastante tempo, mas me identifiquei muito com a história e com a personagem principal. Não é um grande livro, na verdade, mas gostei muito da jornada da Maude, das coisas que ela aprendeu na capital francesa, dos seus sonhos e da sua auto descoberta.

Confesso que com a pindaíba que ela estava no início do livro, temi que ela se tornasse uma prostituta, mas no lugar disso, arrumou um ofício um pouco menos humilhante para uma jovem donzela inocente: ser a acompanhante feia/ sem graça que tornaria sua patroa mais atraente na sociedade.

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Madame Bovary posando para a foto ao lado de Maude.

 

É visível como aquele trabalho afetava o autoestima de Maude. Tinha um cara que era o “arroz” dela na história, mas por se achar feia não acreditava nos sentimentos do rapaz, mesmo tendo os dois passado vários momentos bacanas juntos. O jovem artista ensina muitas coisa para a moça e ele descobre seu amor pela fotografia.

Em muitos sentidos, esse é um livro feminista e chega a lembrar aquela novela lado a lado, só que ao invés de tratar de uma mulher negra e de uma branca trata de uma pobre e uma rica, ambas presas pelas regras sociais e pelo machismo a um mundo que não lhes traz felicidade. A amizade entre elas, porém, vai mudar o destino de ambas e a sociedade terá muito o que temer com o fim de alguns costumes.

A última coisa que tenho a dizer em favor desse livro, é que eu não sou chegada num romance, então se eu li, é porque ele tem algo muito bom para passar.

Um grande abraço!

Aleska Lemos.