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Resenha: Amor & Gelato – Jenna Evans Welch

 

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Título: Amor & Gelato

Autora: Jenna Evans Welch

Editora: Intrínseca

Ano: 2017

Número de Páginas: 320

Em Amor & Gelato conhecemos Lina, uma jovem de 16 anos que acabou de perder a mãe para um câncer. Ao se comprometer com uma promessa que fez para sua mãe, Lina vai para a Itália passar o verão. A vida toda de Lina sempre foi ao lado da mãe, que nunca fez menção ao seu pai, e ao chegar na Itália, a menina dá de cara com o seu pai, que aparentemente nunca quis conhecê-la e que agora terá que cuidar dela.

Com tantos acontecimentos, Lina se vê cansada e confusa. E além de parar na casa do pai que é num cemitério, ter um vizinho que mora numa casa de biscoitos, Lina recebe um presente da mãe, um diário da época em que conheceu o pai de Lina.

Com uma narrativa envolvente e alternada entre passado e futuro, com partes dos escritos do diário, nos vemos curiosos para saber o desenrolar da história, os motivos para o pai de Lina nunca procurá-la e porque só dias antes da morte da mãe, a mesma começou a dividir momentos sobre o pai de Lina. Também nos deparamos com cenas lindas sobre a Itália. Uma Itália iluminada, com amor e muito sorvete, com jovens animados e pontos turísticos que queremos adicionar a lista de lugares que queremos conhecer.

O romance acontece um pouco rápido do que estou acostumada, mas nada que não seja fofo e que não nos faça suspirar. O mocinho é um principezinho, é aquele que se preocupa, que ajuda, amigo e que está ao lado em todas as horas, sejam para tomar um gelato ou para ajudar a desvendar mistérios do diário.

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Amor & Gelato nos apresenta uma história leve, com alguns mistérios e romance. Se você procura um livro com uma história gostosa com paisagem lindas, recomendo se aventurar com Lina pela Itália.

Beijos,

Thaisa Napolitano 

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Resenha: Um Mais Um – Jojo Moyes

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Título: Um Mais Um

Autora: Jojo Moyes

Editora: Intrínseca

Ano: 2015 – 1ª Edição

Número de Páginas: 320

Em Um Mais Um, Jojo Moyes conta para nós a história de Jessica Thomas, uma mãe super dedicada, que teve sua primeira filha antes dos dezoito anos. Jess, além de cuidar de sua filha, também cuida de seu enteado, Nicky. O pai das crianças, Marty, saiu de casa e não voltou mais. Sem receber ajuda financeira de seu ex-marido, Jess tem que trabalhar em dois empregos, de dia Jess é faxineira e à noite, trabalha como garçonete em um pub, para poder sustentar a casa e seus filhos.

Costanza, conhecida como Tanzie, tem apenas 10 anos e é um gênio da matemática, uma menina que ama os números, direta em suas palavras e que não se encaixa no perfil de meninas de sua idade. Tanzie foi a minha personagem preferida do livro. Ela é verdadeira, a autora descreve tão bem as cenas e sensações que me fez crer que já conhecia a pequena Tanzie há muito tempo. Tanzie ganha a oportunidade de estudar em uma boa escola, mesmo com bolsa de 90%, Jess não tem como arcar com as despesas, mas uma oportunidade surge, a de Tanzie participar de uma Olimpíada de Matemática e quem sabe ganhar o prêmio em dinheiro.

Nicky, tem dezesseis anos e sofre bullying por ser diferente, anda sempre com os ombros para baixo, triste e sem entender porque as pessoas maltratam tanto as que são diferentes. Nicky é um personagem que cresce ao longo da narrativa, é nítida a sua mudança e vemos como sua relação com Jess melhora, um adolescente fechado, que reprimia seus sentimentos, e que começa a sorrir e a dizer o que pensa.

Ed Nicholls, é um milionário que também está cheio de problemas. Acusado por fornecer informações privilegiadas sobre sua própria empresa, Ed está correndo o risco de perder tudo e ir para a cadeia, além desse grande problema, seu pai está mal de saúde e mesmo precisando estar perto da família, Ed vai se afastando e evitando cada vez mais o contato com seus pais.

Para retribuir um favor, Ed dá carona para a família Thomas e para o cachorro deles, Norman, para a Escócia, e nessa viagem Ed e Jess dão de cara com realidade financeiras distintas, problemas reais e um amor que vai crescendo entre eles.

… mas de algum modo, a soma dos dois resultaria em algo melhor. Eles fariam tudo dar certo.”

 

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O romance entre os protagonistas apesar de ser clichê, eu gostei bastante pois é um amor que nasce na convivência entre os dois. Deixamos de nos importar com o clichê quando assuntos delicados são abordados com bastante simplicidade, mas que não deixam a importância desses assuntos de lado. Moyes aborda sobre bullying, relação entre pais e filhos, divórcio, relacionamento familiar, a realidade de diversas mulheres que são mãe e pai, que suam para dar o pouco que pode para os filhos, união, generosidade de terceiros, gratidão e fé.

Um Mais Um é o segundo livro que li da Jojo Moyes. O primeiro livro foi Como Eu Era Antes de Você, que foi para as telas do cinema, ainda não vi o filme, porque sei que irei chorar tanto quanto chorei lendo o livro.

Este é um romance que nos faz suspirar com sua simplicidade, uma história com dramas reais, que nos ensina lições valiosas e nos mostra que nossas atitudes podem sim mudar as coisas. Com certeza esse livro vai para a lista dos melhores livros que li esse ano e se você procura um livro recheado de bom humor, com diálogos inteligentes, uma narrativa envolvente e um romance sublime, esse livro é ideal. Venha se aventurar com a família Thomas e Ed para a Escócia, com certeza você voltará dessa viagem com a fé renovada.

Thaisa Napolitano

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Resenha: Corte de Espinhos e Rosas – Sarah J. Maas

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Título: Corte de Espinhos e Rosas

Autora: Sarah J. Maas

Editora: Galera Record

Ano: 2017 – 6ª Edição

Número de Páginas: 434

Corte de Espinhos e Rosas é uma fantasia envolvente, com aventuras, romance e com muitas reviravoltas. Esse foi o meu primeiro contato com a Sarah J. Maas e posso dizer que foi incrível. Estava com as expectativas altas quando comecei a ler o livro e não me decepcionei, uma trama bem desenvolvida, com personagens cativantes e fortes.

A nossa protagonista é uma jovem, a caçula da família que precisa sustentar seu lar após a inadimplência de seu pai. Falidos, Feyre é a única que caça para alimentar sua família, seu pai não faz nada para ajudar em casa e suas irmãs vivem em um mundo de conto de fadas. Em uma de suas caçadas, Feyre mata um lobo, criando uma revolta em Tamlin, um Grão-Feérico, que mora em Prythian.

Como punição pela vida que tirou, Feyre é levada por Tamlin para Prythian, uma vida em troca de outra. E em sua nova vida, Feyre descobre segredos sobre a “praga” que assombra os feéricos, que na Corte Primaveril, todos usam uma máscara presa ao rosto. Descobre também sensações novas, uma vida muito diferente da sua, com seres diferentes com qual vivia, relembrando lendas que escutou na infância e vendo em parte, se tornarem realidade.

Feyre é uma personagem muito forte, que no meio da trama perdeu sua força, oscilando bastante pela sua história de vida. Uma menina que cuidava da casa, que pensava no pão de cada dia e que de uma hora para outra, se vê cuidada, mesmo com medo, Feyre se entrega a esse novo mundo, a essa nova realidade, dando espaço para aquilo que sempre quis fazer, e que sempre foi importante para si, a pintura.

A história se passa em Prythian, um território dividido em reinos, que possui uma muralha que divide os Grão-Feéricos dos humanos. Uma divisão que foi tomada após uma guerra, onde um queria dominar o outro. A descrição das Cortes que aparecem no livro são bem detalhadas e lindas.

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A narrativa é em primeira pessoa, Feyre nos conta tudo o que se passa ao seu redor e dentro de si. Percebemos que há muitos assuntos que a autora deixa nas entrelinhas, o preconceito é bastante visível entre os humanos e Feéricos. A relação entre pai e filho, a ausência de uma figura paterna que é um tema visto com frequência em histórias de fantasias, o relacionamento amoroso que não precisa ser um conto de fadas e que nem o príncipe precisa nos salvar em seu cavalo branco.

A escrita da autora é viciante, no início, achei bem arrastado, mas quando engata, é impossível parar de ler, ainda mais com tantas coisas que acontecem. O final é surpreendente, aquele final de tirar o fôlego! Corte de Espinhos e Rosas é uma releitura de A Bela e a Fera, mas que não se prende a história que conhecemos e ao lembrar desse detalhe, só consegui fazer referências no início do livro. Este é o primeiro livro de uma série, os três primeiros livros já foram lançados e quando comecei a escrever essa resenha, fiquei sabendo que terá um conto após o terceiro livro, que foi lançado recentemente, e terão mais três livros.

A capa do livro é aveludada e maravilhosa! A Galera Record arrasou! Se você está procurando uma fantasia rica em aventura, seres mágicos, romance e reviravoltas, Corte de Espinhos e Rosas é a escolha certa!

Thaisa Napolitano 

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Resenha: O Ódio que Você Semeia – Angie Thomas

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Título: O Ódio que Você Semeia

Autora: Angie Thomas

Editora: Galera Record

Ano: 2017

Número de Páginas: 378

O Ódio que Você Semeia da autora Angie Thomas é um romance que nos faz questionar se a justiça é cega, que nos faz refletir sobre os problemas, preconceitos que negros sofrem no dia a dia, uma história que nos faz refletir sobre realidades que podem ou não ser nossas.

Starr é uma adolescente de 16 anos que vive em dois mundos. Ela mora num bairro pobre considerado perigoso, e estuda em uma escola particular, onde a maioria dos alunos são brancos. Starr vive em duas realidades que se chocam diariamente, que a fazem se transformar em duas Starrs: A Starr de Garden Heights e a Starr da escola Williamson.

Uma adolescente comum, estudiosa, que vai a festas, possui amigos e que ajuda seu pai trabalhando no mercado da família. Quando tudo parece estar em harmonia, Starr acaba presenciando a morte de seu melhor amigo, seu grande amigo Khalil, com quem cresceu junto. Além do trauma de ver uma pessoa sendo morta, Starr é a única testemunha e logo o caso toma espaço na mídia.

Para Starr, Khalil era seu melhor amigo, que sempre se preocupou com a sua mãe, mas para a mídia, Khalil era um traficante, negro, um bandido desarmado. Julgamentos bombardeiam Khalil, medo bombardeia Starr. Khalil foi morto por um policial, e quando descobrem sobre a testemunha, Starr e sua família sofrem ameaças vindo de vários lados. Ameaças de chefões do tráfico de seu bairro e ameaças de policiais. Todos querem saber a verdade e cabe a Starr dizer o que sabe, dizer o que viu. Mas não é tão simples assim, o que ela disser pode acabar indo contra a sua família, contra seu bairro, e contra aqueles que confiam em Starr, não apenas para fazer justiça à Khalil, mas para mudar a realidade de casos de negros que foram assassinados e que não tiveram justiça e foram esquecidos.

Starr é uma protagonista que cresce ao longo da narrativa. Apesar de traumas passados e com o mais novo trauma, Starr é forte e corajosa para enfrentar depoimentos, tribunais e julgamentos da sociedade. A narrativa está em primeira pessoa, sabemos o que se passa na cabeça da protagonista. Os personagens secundários são bem construídos, nos deixando a par do ambiente e clima que cada personagem nos transmite. Personagens com dramas reais, que vão além de morar em um bairro pobre, que passam por questões de superações, tráfico de drogas, vício em drogas e até violência doméstica.

Indico a todos esse livro. Uma leitura muito fluida, que quando vemos já devoramos facilmente 50 páginas. O que me incomodou um pouco no começo foi o tamanho dos capítulos, achei um pouco longo, mas quando a leitura engata, esquecemos desse detalhe. Como disse no início da resenha, é um livro que nos faz refletir realidades que nem sempre estão em nosso alcance, às vezes são realidades que vemos pela televisão, que podem acabar sendo deturpadas.

O Ódio que Você Semeia será adaptado pela Fox para as telonas e já tem o elenco confirmado. E chegou em primeiro lugar na lista do New York Times na semana em que foi lançado.

Starr me levou para conhecer a sua realidade e me mostrou que “às vezes, as coisas dão errado, mas o importante é continuar fazendo o certo”.

Thaisa Napolitano

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Resenha: Sorrisos Quebrados – Sofia Silva

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Título: Sorrisos Quebrados

Autora: Sofia Silva

Editora: Valentina

Ano: 2017

Número de Páginas: 232

Sorrisos Quebrados conta uma história triste, traumática e ao mesmo tempo poética. Quando ganhei o livro, não sabia que em suas páginas haviam tantas dores, tantos medos, nos envolvendo e fazendo refletir sobre violência doméstica, abuso sexual, drogas e deficiência. Este é o primeiro livro de Sofia Silva, uma autora portuguesa que aborda assuntos delicados. Nesta história conhecemos Paola e André, personagens que sofrem no passado e tentam reconstruir suas vidas.

Paola vive em uma clínica após ter sofridos grandes traumas. Uma pessoa que tenta colorir sua vida através da pintura, que consegue enxergar luz e verdade na escuridão. André é pai solteiro, um homem trabalhador, que faz de tudo para dar o bom e do melhor para sua pequena filha Sol. Sol é uma criança de apenas 4 anos, uma criança super especial que também possui traumas.

Sol é elo entre esses dois personagens, é a leveza na vida dos dois e no livro. Com a Sol, esquecemos as dores dos personagens e enxergamos a inocência de uma criança, o olhar puro do mundo.

Todo dia é um recomeço.

Todo dia eu renasço.

Todo dia eu me levanto.

Todo dia eu não desisto.

Todo dia eu vivo como se não tivesse 

Todos os dias. “

O livro é dividido em 4 partes, e em cada parte percebemos as lutas de cada personagem, a vontade de querer viver sem medos, de poder confiar em outro alguém e dar seu coração para que cuidem. Todo dia é um recomeço. Todo dia é uma nova chance de deixar seus medos para trás. E é com fluidez que Sofia aborda esses assuntos delicados.

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O livro possui cenas fortes, o prólogo intenso me fez chorar, e também me chocou, uma realidade vivida por tantas mulheres, um problema real que muitos não querem ver. Há também romance e cenas de sexo. Apesar de perceber a luta que Paola tenta vencer em confiar em alguém, em se aproximar de um outro homem, achei que ela acabou se entregando um pouco mais fácil que André. No meu ponto de vista, os traumas de Sofia eram bem maiores, mas quem demorou a ceder e vencer os próprios medos foi André.

Com ele percebi que é na escuridão que brilha o amor verdadeiro, que as palavras verdadeiras reluzem…”

Sorrisos Quebrados é um livro brilhante, chocante e lindo. Com uma personagem forte que não pensa em desistir, que criou o seu próprio mundo através das cores, que acredita que a vida não é mais um dia, e sim feito por pequenos momentos de felicidade. Indico a leitura desse livro, mas se prepare pois você leitor, irá sofrer, se apaixonar e brilhar com as cores de Paola.

Thaisa Napolitano

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Resenha: Novembro, 9 – Colleen Hoover

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Título: Novembro, 9

Ano: 2017 – 3ª Edição

Editora: Galera Record

Autor: Colleen Hoover

Número de Páginas: 352

Olá Aventureiros! Hoje venho falar sobre o livro Novembro, 9 da Colleen Hoover. Para quem acompanha o blog sabe que o meu primeiro contato com a autora foi com o livro Confesse, que li em agosto, para ler a resenha clique aqui. E assim como Confesse, Novembro, 9 aborda assuntos delicados que me deixaram bem tensa em alguns momentos.

O livro conta a história de Fallon, uma jovem que está prestes a se mudar para Nova York. Em seu último dia em Los Angeles, Fallon conhece Ben de uma maneira bem inusitada, rolando uma química instantânea que fazem com que passem o dia juntos.

Fallon tem apenas 18 anos, mas já passou por muitas coisas em sua curta vida. Sobrevivente de um incêndio que a deixou desfigurada, Fallon perdeu seu trabalho e viu sua carreira de atriz desmoronar por conta das cicatrizes. Dia 9 de novembro é o dia de aniversário desse episódio, e nesse dia, num almoço com seu pai, com quem tem uma relação perturbada, conhece Ben, um aspirante a escritor.

Amar alguém não inclui só a pessoa… Amar alguém significa aceitar todas as coisas e pessoas que esse alguém também ama.”

Ben, é um jovem que quer ser escritor, atraído por Fallon e ela por ele, passam o dia juntos e acabam conhecendo um pouco um do outro. Diferente da maioria dos garotos, Ben acha Fallon muito bonita, que acaba se tornando a sua musa inspiradora para seu livro. Impedidos de viver um grande amor, Fallon e Ben, fazem a promessa de se encontrarem todo dia 9 de Novembro, no mesmo lugar em que se conheceram e na mesma hora.

Ben faz Fallon se sentir muito bem, sempre encorajando o que ela tem melhor. Ao longo da narrativa, podemos ver o desenvolvimento e crescimento de Fallon, o aumento de sua auto estima e sua busca por realizar seus sonhos. Cumprindo a promessa que cada um fez, eles se encontram nos dias 9 de novembro, sem ter contato algum durante o ano.

E toda vez que se olhar no espelho, não tem o direito de odiar o que vê. Porque você sobreviveu enquanto muita gente não teve tanta sorte.”

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Quando tudo parece estar ao favor do jovem casal, quando eles acreditam que podem ficar juntos, Fallon descobre coisas que a fazem acreditar que ela é apenas um personagem do livro de Ben e questiona quem é o cara que ela está apaixonada. Foi nesse clímax que fiquei tensa. Muitos segredos são revelados, muita coisa que pareciam não fazer ligação, começam a se encaixar.

Acho que estive julgando mal todo o conceito de amor instantâneo. Eu queria muito saber como podemos terminar esses próximos anos com um final feliz.”

A autora, com sua maestria aborda assuntos delicados, como relações entre pais e filhos, câncer, suicídio, morte precoce, perdão e cicatrizes não visíveis em sobreviventes de incêndios. A narrativa é muita fluida e a história se passa sempre no dia 9 de novembro, nos encontros dos personagens, confesso que senti falta de saber como era o ano dos personagens, antes de cada encontro anual, o que acontecia com eles, e gostei muito de ler que mesmo destruídos, o dia 9 de novembro era um renascimento para os dois, e não apenas para Fallon. A amizade entre eles é muito bonita e comovente. O sentimento amor é abordado de maneiras diversas, nos emocionando e nos chocando.

Porque quando você ama uma pessoa, tem o dever de ajudá-la a ser melhor versão de si mesma.”

Gostei do livro, não foi o melhor que li esse ano e entre os dois da autora que li, gostei mais do Confesse. Não me senti muito confortável com o desfecho da história, achei que alguns acontecimentos pareciam irreais demais. O livro mostra ao leitor como o amor não é perfeito, que perdão e amor andam lado a lado. Para quem for ler esse livro, recomendo que leia acompanhado de um lenço, porque lágrimas são garantidas nessa leitura.

Thaisa Napolitano

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Resenha: Como Agarrar uma Herdeira – Julia Quinn

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Título: Como Agarrar uma Herdeira

Ano: 2017

Editora: Arqueiro

Autor: Julia Quinn

Número de Páginas: 304

Olá Aventureiros! Esse é o novo livro da diva Julia Quinn. Como Agarrar uma Herdeira é o primeiro livro da nova duologia Agentes da Coroa, e no primeiro livro vamos conhecer Caroline Trent e Blake Ravenscroft.

Caroline Trent é uma jovem prestes a completar 21 anos, e se vê em uma situação completamente desagradável, está sendo forçada a se casar com um homem que só tem interesse em por as mãos em sua herança, ao conseguir fugir das garras deste homem, Caroline é sequestrada por engano. Seu sequestrador, Blake Ravenscroft confundiu Caroline com uma espiã espanhola, Carlotta de Leon, e sua refém não irá tentar se libertar até seu aniversário, pois quer mesmo se ver livre de casar com alguém asqueroso e por conveniência.

…houvera a faísca de algo diferente e novo, algo empolgante e perigoso, algo lindo e selvagem.”

Caroline é inteligente, super alto astral, mesmo com as rasteiras que a vida lhe deu, ela sempre mantém o bom humor, o sarcasmo e as respostas na ponta da língua como seu aliado. Aos 10 anos, Caroline perdeu o seu pai e ficou aos cuidados de um tutor, mas seus tutores morriam e ela ficava pulando de casa em casa, mudando de tutor com frequência. E seus tutores não eram exemplos de pessoas, sempre desprezíveis e querendo por as mãos em Caroline e/ou em sua herança.

Blake Ravenscroft é um agente do departamento de guerra, que após uma grande perda em seu passado, se tornou uma pessoa fria, rabugenta, mau humorado e reconhecido por seu trabalho. Seu melhor amigo James, o marquês de Riverdale, é seu parceiro, que também é uma pessoa bastante esperta e bem humorada, que já conhece o mau humor de seu amigo e consegue contornar com muita maestria. Blake está desejando muito se aposentar e viver uma vida tranquila no campo. Mas ao raptar Caroline, Blake se vê ansioso para terminar essa última missão e sem armas para se proteger dos encantos dessa jovem.

… os próprios demônios também estavam enfim desaparecendo. Era o riso que os exorcizava, concluiu. Caroline tinha uma capacidade impressionante de encontrar humor nos assuntos mais mundanos.”

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Após o rapto, Caroline começa a morar na casa de Blake, escondido da vizinhança, e as únicas pessoas que sabem sobre Caroline são o próprio Blake, seus criados e James. Caroline encanta a todos na temporária moradia, e como forma de agradecimento e maneira de firmar sua estadia, planeja ajudar na jardinagem, na arrumação da biblioteca sem o consentimento de Blake e aí começam as confusões, principalmente quando surge a inesperada visita da irmã de Blake, Penélope, que não sabe sobre a carreira do irmão. E assim uma rede de mentiras vai surgindo e aumentando, havendo muita confusão e levando Caroline a dormir no lavatório de Blake!

Caroline desejou ter alguém que implicasse com ela e segurasse sua mão em momentos de medo e insegurança.”

Será que eles vão ser capazes de enfrentar essa situação de maneira que as mentiras não sejam descobertas? E o sentimento de apreciação de Caroline para Blake vai se transformar em amor? Será que Blake vai conseguir encontrar armas suficientes para se manter imune ao charme e teimosia de Caroline Trent? Muita confusão vem nessa nova história de Julia Quinn.

Mas, quando se guardava no peito um coração partido, era muito mais fácil falar do que fazer.”

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Uma narrativa muito fluida e bem humorada. Com cenas tão bem detalhadas, e ao mesmo tempo rápidas, criando um ritmo de leitura super delicioso. O que mais posso dizer? Julia Quinn é maravilhosa, e esse é um livro bem diferente da série Os Bridgertons, mas que não deixa a desejar, a capa está linda, a diagramação muito boa e ao ver a formatação da letra, me senti totalmente em casa, um livro de uma autora que amo, com uma história cheia de humor e romance. Caroline vai te fazer rir com sua teimosia e sua energia contagiante.

Thaisa Napolitano

 

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Resenha: Uma Semana para se Perder – Tessa Dare

Título: Uma Semana para se Perder

Ano: 2016

Editora: Gutenberg

Autor: Tessa Dare

Número de Páginas: 288

Olá Aventureiros! Hoje venho com a resenha do segundo volume da Série Spindle Cove da autora Tessa Dare. Neste segundo livro vamos descobrir um pouco mais sobre Minerva e Lorde Payne, personagens que já deram o ar da graça no primeiro livro Uma Noite para Se Entregar.

Spindle Cove é uma vila onde mulheres vão para cuidar de si e obter aulas que vão de mergulho em mar aberto até aulas de tiro. E no primeiro livro, Spindle Cove recebeu a inesperada visita de soldados, deixando a rotina de suas mulheres um pouco atrapalhada.

Minerva é uma geóloga, bela e muito inteligente. Lorde Payne é aquele tipo devasso que não pretende se casar, um rapaz que a cada noite dorme com uma mulher disponível diferente, que gastou muito dinheiro e teve sua herança confiscada e regulada pelo seu primo Victor Bramwell.

Talvez Minerva não seja a garota mais bonita do local, mas pode ser que Lorde Payne tenha visto beleza em sua mente curiosa ou em seu espírito independente.”

Minerva quer participar de um encontro de geologia e tem a certeza de que irá. Sabendo que Colin, nosso Lorde, quer muito sair de Spindle Cove, propõe que ele a acompanhe na viagem para a Escócia. Mas nada é tão fácil quanto parece ser. Minerva terá uma semana para convencer a família de que está apaixonada por Colin e que o mesmo retribui seus sentimentos para que possa realizar a sua viagem.

Mas o que se deve esperar de uma viagem arrumada às pressas, com um homem que não possui boa fama e uma moça solteira que pode arruinar sua reputação? Confusão, é claro! Desde que eles engatam nessa aventura, tudo e mais um pouco acontece. É uma montanha russa de acontecimentos, que nos prendem ao livro, com risadas e muitas loucuras.

Nessa viagem, Minerva e Colin vão se conhecendo e percebendo que são especiais. Colin ainda sofre por um acontecimento que ocorreu em sua infância, tirando pessoas amadas de sua vida, e Minerva, considerada a “patinho feio” da família, que nunca conseguiria fisgar um homem para obter um casamento desejado, desabrocha descobrindo muito mais de sua personalidade. O crescimento dos personagens é visível, conseguimos ver Minerva saindo de seu casulo, se mostrando não apenas uma estudiosa mas também uma mulher corajosa e ousada. Colin consegue se abrir e enfrentar seus fantasmas que o assombram desde pequeno.

Uma Semana para se Entregar é muito mais dinâmico que o primeiro livro, e para mim foi também o mais romântico. O olhar apurado de Colin por Minerva, por suas qualidades, exaltando o papel da mulher que não precisa seguir as regras impostas ela sociedade, que deve pensar por si foi um ponto alto nesse livro, na verdade, desde o primeiro livro, é evidente a crítica da autora com relação aos pensamentos do papel da mulher no século XIX. E o discurso de que se tivermos imaginação podemos ser o que quisermos.

Preciso me aventurar em alguma selva onde a beleza tome lugar da chuva e caía do céu em intervalo regulares de tempo. Onde a beleza marque todas as superfícies, sature o solo e paire como vapor no ar. Porque sua aparência, neste exato momento… Lá, eles teriam uma palavra para isso.”

Mesmo trocando farpas, o casal vai se conhecendo e deixando um espaço para um sentimento que não esperavam que poderia existir. Apesar de ser um pouco previsível, a aventura para Escócia nos impressiona, e ficamos questionando o que mais pode acontecer com esses dois. No primeiro livro senti dificuldade de engatar na leitura por conta da narrativa, sinto que precisei me acostumar com o jeito de Tessa Dare, mas ao abrir o segundo livro, a narrativa fluiu com muito mais facilidade para mim.

Vai ser muito mais fácil enfrentar a escuridão se você for o raio de luz quente e belo no fim do caminho.”

Se você procura um livro com muita aventura, romance e surpresas, pegue esse livro e curta sua viagem para a Escócia, lembrando que apesar do clima chuvoso da Inglaterra, seu coração ficará palpitando de tantas emoções e quentinho com a harmonia de Minerva e Colin.

Thaisa Napolitano

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Resenha: Perdida – Carina Rissi

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Título: Perdida

Ano: 2013

Edição: 2017

Editora: Verus

Autor: Carina Rissi

Número de Páginas: 364

Hoje venho com a resenha de um livro escrito por uma diva, uma autora brasileira. Sim, esse é o segundo livro que leio dela e posso dizer que ela já conquistou um pedacinho do meu coração. O livro Perdida de Carina Rissi é o primeiro livro de uma série de 4 livros, 5 na verdade, o quinto livro ainda não foi lançado e está no processo de revisão.

Nesse primeiro livro vamos conhecer Sofia, uma jovem trabalhadora, que não acredita no amor e que não consegue viver sem a tecnologia a seu favor. Em uma atrapalhada, Sofia fica sem celular e precisa comprar outro. Ansiosa por ter um celular que faça de tudo, mande email, que avise seus compromissos, que ela possa acessar facilmente todas as suas redes sociais, e claro, fazer ligações! Mas com essa empolgação toda, ela não quer saber a marca que está levando para casa, e esse novo aparelho não é só um celular, ele a leva a viajar no tempo.

Essa história de viagem no tempo é fascinante, gostei bastante! E a trama de Carina é bem escrita, que nos envolve e viajamos juntos com a Sofia. Perdida é um romance que por mais que seja um clichê me encantou de uma forma que acabei sofrendo com as personagens, principalmente com Ian, e teve momentos em que eu gargalhava alto com as trapalhadas de Sofia.

Sofia é uma personagem muito doce, companheira e uma típica trabalhadora, que acaba voltando para o século XIX com a missão de encontrar algo que nem ela sabe o que é, mas ela precisa descobrir  para que possa voltar para casa. Sofia é uma personagem cativante, enérgica, que fala pelo cotovelos, usando muitas gírias, que por vezes achei que ficaram um pouco forçadas, mas que valeu a pena pois as gírias confundiam os personagens do século XIX, criando um diálogo bem humorado para ler.

Voltando ao século XIX, Sofia demora um pouco para entender o que está acontecendo e acaba sendo socorrida por Ian Clarke, um jovem lindo e educado, que aparece montado em um cavalo. Mas Sofia não quer ser salva por um príncipe encantado, ela quer voltar logo para casa. Mesmo sendo fã de Jane Austen, Sofia sabe que o “felizes para sempre” e o príncipe encantado não existem. E que todo o encanto que encontra nos livros, para ela é uma tortura, como usar vestidos quentes e pesados, as convenções sociais, e o pior, uma casinha longe de seu quarto e de casa para ser usado como banheiro, e o pior, usar o que eles usam como papel higiênico.

A história de Sofia mostra sua dependência com a tecnologia e como viver sem ela parece ser impossível, e a lição precisa ser aprendida, para que ela possa voltar para casa, e a lição é mostrar como pequenos feitos, pequenos detalhes do dia a dia podem fazer grande diferença. Mas outra questão surge, quando o que achamos que era casa não é mais a nossa casa, mas sim outro lugar, talvez outro alguém…

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Me encantei com a história que a Carina criou. Devorei o livro em dois tempos, me envolvi demais, ri demais, e sofri demais. Como eu queria pegar o Ian no colo, e trazer esse mocinho para minha vida. Ian é um amor, com coração muito nobre, que ama a sua irmã, e sabe de suas responsabilidades. Um cara que mesmo inexperiente com o amor, tenta aprender sobre e só quer amar e ser amado. A relação dele com Sofia é aquela que queremos ter, um amor puro e singelo.

A trama é bem leve, engraçada por conta de Sofia que só se mete em confusão, e também pela sua adaptação em viver sem tecnologias e facilidades que temos atualmente. Recomendo esse livro para quem quer se deliciar com uma história envolvente, leve, romântica e que a relação foge do que esperamos, do que estamos acostumados a ler em romances de época. Quero ler a continuação logo! E além da notícia de que em breve terá resenhas dos próximos livros aqui no blog, a boa novidade é que Perdida vai para as telonas do cinema! Fico muito orgulhosa por esse livro ser escrito por uma brasileira e que alcançará novos públicos!

Thaisa Napolitano

livro

Livro: Razão e Sentimento

thumbnail_IMG-20170904-WA0028Livro: Razão e Sentimento
Editora: Nova Fronteira
Autora: Jane Austen

Vocês provavelmente conhecem esse livro como “Razão e Sensibilidade”, mas por algum acaso que desconheço, os tradutores  dessa edição que tenho em mãos resolveram que “Sentimento” combinava mais com a obra. Não sei se concordo, mas faz sentido se você analisar bem as heroínas.

Bom, para quem não conhece, esse foi o primeiro livro publicado pela autora, muito embora tenha sido escrito depois de Orgulho e Preconceito, quis o destino que as irmãs Dashwood “debutassem” na sociedade primeiro. Ele conta a história dessas moças a partir do falecimento de seu pai, quando ao mesmo tempo perdem a posse de suas terras para o irmão mais velho (que já era rico).Assim, com quase nada para empacotar, a mãe e as três filhas partem de sua antiga casa (em parte para se verem livres da cunhada nojenta) para um chalé em Barton, onde travam relações novas e adquirem novos problemas.

Parando por aqui com o resumo da sessão da tarde, vou fazer um breve comentário sobre a autora e a história: quem já leu os romances da Jane sabe que ela sempre trata da condição feminina na sociedade inglesa do século XVIII, principalmente a questão da herança, no entanto, um romance se diferencia do outro pelos temas, quase sempre personificados pelas heroínas. Então não é de se admirar que Marianne e Elinor travem uma batalha épica (ok exagero meu) entre razão e emoção.

Na minha perspectiva, as meninas tem personalidades complementares e deveriam ensinar uma à outra alguma lição, mas infelizmente o que percebo é que apenas Marianne evolui, enquanto que Elinor segue sofrendo por sempre ter que dizer amenidades e seguir as regras da sociedade. Suspeito de que Austen acreditasse que o temperamento da mais velha fosse superior.

No entanto, justiça seja feita a Elinor: ela é muito esperta e consegue barrar bem as “invasões” das pessoas em sua vida, bem como consegue analisar as intenções  de todos e assim diminui o próprio sofrimento. Já sua irmã diz o que pensa o tempo todo, sem se importar se vai ofender e deixa todo mundo saber o que sente sendo imprudente e preconceituosa, às vezes.

Achei a leitura muito bacana porque por mais que  fosse a história de como as senhoritas Dashwood se casaram (aos trancos e barrancos, coitadas muitas situações atrapalham o final feliz), o foco sempre foi seus temperamentos e como as duas processam os fatos que lhes ocorrem.

Bom, isso é tudo, pessoal! Espero que tenham gostado ^_^

Beijos da Aleska.