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Série Merlin

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Série: As Aventuras de Merlin

Total de Temporadas: 5

 

Dias atrás, quando não tinha nada para fazer, eu liguei a netflix e resolvi assistir  às “Aventuras de Merlin”. Vi a maioria dos episódios até o início da quarta temporada e resolvi que já era hora de resenhar para vocês.

A proposta da série é contar a saga do rei Arthur pelos olhos de Merlin, o que a princípio é legal porque o foco passa a ser as “mandingas brabas” do mago, mas desaponta um pouco, porque para isso, os roteiristas precisaram “diminuir o brilho” do príncipe Arthur. E o que posso dizer? É bem estranho ver esse personagem ser tratado como um valentão mimado e sem noção, por mais que ele seja do time dos heróis.

Já Merlin/ Emrys é retratado como um jovem doce, ingênuo e meigo que sofre um bocado nas mãos do príncipe Arthur. É claro que ele solta algumas boas farpas  para seu patrão se tocar, mas acaba não tendo tanto carisma, pelo menos não para mim que conheci outros Merlins mais interessantes (e debochados) na literatura. Não é totalmente sem graça, chega a ser fofo, mas faz umas burradas catastróficas, ainda bem que temos o Gaius para por a mão na consciência dele.

Porém, por algum motivo, a série funciona. Talvez seja porque ela não dá muita trela para o triângulo amoroso entre Arthur- Guinevere- Lancelot ou porque tem bons personagens secundários, como o Gaius e o Gwaine ou porque Morgana é a vilã que a gente adora odiar ou mesmo porque Uther consegue ser muito “coisa ruim” ao mesmo tempo que é humano e ama aos seus com intensidade. A última hipótese é que eu gostei porque sou fã de fantasia (risos), mas acho que além do meu gosto pessoal, ela tem algum mérito também, apesar de ter um roteiro bem juvenil.

E você? já assistiu Merlin?

beijos da Aleska Lemos.

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Séries

Série: American Gods

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Há algumas semanas uma amiga me falou que estava assistindo “American Gods” , série inspirada no livro homônimo do Neil Gaiman que eu estava stalkeando na Amazon por alguns dias. Achei ótimo porque série é mais rápido, já o livro tem que comprar e a gente sempre reclama de espaço né?

Bom, comecei a assistir e achei que o autor baseava a história no seguinte conceito:

Egrégora, ou egrégoro (do grego egrêgorein, «velar, vigiar»), é como se denomina a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas (mentais, emocionais) fruto da congregação de duas ou mais pessoas.[1] O termo pode também ser descrito como sendo um campo de energias extrafísicas criadas no plano astral a partir da energia emitida por um grupo de pessoas através dos seus padrões vibracionais.” Wikkipedia.

Digo isso porque as divindades que aparecem na história lutam entre si para sobreviverem e para isso precisam conquistar seguidores. Nas primeiras tomadas isso fica bem claro porque o narrador exemplifica o conceito por meio de uma lenda viking, mas cada deus novo que é introduzido  reforça essa ideia.

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Nessa briga,os novos deuses estão na vantagem, lógico, mas os antigos não largam do osso também e querem mostrar que ainda são necessários. Nesse contexto, Shadow Moon, um ex presidiário, é recrutado pelos deuses antigos sem saber no que estava se metendo. Tudo indica que ele tem alguma função especial que ainda não foi revelada, mas para saber disso, só vendo a segunda temporada ou lendo o livro.

Sobre o que achei da história, posso dizer que o uso do conceito de egrégora complexificou a trama e achei muito legal reunir deuses nórdicos com deuses africanos, irlandeses, zumbis e poder feminino. É interessante também que não haja nenhum personagem bonzinho demais e todos ali tenham um passado podre com vários “pecados”, mas o mais legal é o questionamento implícito que fica sobre as religiões e as crenças em geral: “será que o poder vem de mim ou de um ser superior?”.

Estou louca para saber o que Shadow vai concluir. E você?

Aleska Lemos.