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Resenha: Como Agarrar uma Herdeira – Julia Quinn

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Título: Como Agarrar uma Herdeira

Ano: 2017

Editora: Arqueiro

Autor: Julia Quinn

Número de Páginas: 304

Olá Aventureiros! Esse é o novo livro da diva Julia Quinn. Como Agarrar uma Herdeira é o primeiro livro da nova duologia Agentes da Coroa, e no primeiro livro vamos conhecer Caroline Trent e Blake Ravenscroft.

Caroline Trent é uma jovem prestes a completar 21 anos, e se vê em uma situação completamente desagradável, está sendo forçada a se casar com um homem que só tem interesse em por as mãos em sua herança, ao conseguir fugir das garras deste homem, Caroline é sequestrada por engano. Seu sequestrador, Blake Ravenscroft confundiu Caroline com uma espiã espanhola, Carlotta de Leon, e sua refém não irá tentar se libertar até seu aniversário, pois quer mesmo se ver livre de casar com alguém asqueroso e por conveniência.

…houvera a faísca de algo diferente e novo, algo empolgante e perigoso, algo lindo e selvagem.”

Caroline é inteligente, super alto astral, mesmo com as rasteiras que a vida lhe deu, ela sempre mantém o bom humor, o sarcasmo e as respostas na ponta da língua como seu aliado. Aos 10 anos, Caroline perdeu o seu pai e ficou aos cuidados de um tutor, mas seus tutores morriam e ela ficava pulando de casa em casa, mudando de tutor com frequência. E seus tutores não eram exemplos de pessoas, sempre desprezíveis e querendo por as mãos em Caroline e/ou em sua herança.

Blake Ravenscroft é um agente do departamento de guerra, que após uma grande perda em seu passado, se tornou uma pessoa fria, rabugenta, mau humorado e reconhecido por seu trabalho. Seu melhor amigo James, o marquês de Riverdale, é seu parceiro, que também é uma pessoa bastante esperta e bem humorada, que já conhece o mau humor de seu amigo e consegue contornar com muita maestria. Blake está desejando muito se aposentar e viver uma vida tranquila no campo. Mas ao raptar Caroline, Blake se vê ansioso para terminar essa última missão e sem armas para se proteger dos encantos dessa jovem.

… os próprios demônios também estavam enfim desaparecendo. Era o riso que os exorcizava, concluiu. Caroline tinha uma capacidade impressionante de encontrar humor nos assuntos mais mundanos.”

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Após o rapto, Caroline começa a morar na casa de Blake, escondido da vizinhança, e as únicas pessoas que sabem sobre Caroline são o próprio Blake, seus criados e James. Caroline encanta a todos na temporária moradia, e como forma de agradecimento e maneira de firmar sua estadia, planeja ajudar na jardinagem, na arrumação da biblioteca sem o consentimento de Blake e aí começam as confusões, principalmente quando surge a inesperada visita da irmã de Blake, Penélope, que não sabe sobre a carreira do irmão. E assim uma rede de mentiras vai surgindo e aumentando, havendo muita confusão e levando Caroline a dormir no lavatório de Blake!

Caroline desejou ter alguém que implicasse com ela e segurasse sua mão em momentos de medo e insegurança.”

Será que eles vão ser capazes de enfrentar essa situação de maneira que as mentiras não sejam descobertas? E o sentimento de apreciação de Caroline para Blake vai se transformar em amor? Será que Blake vai conseguir encontrar armas suficientes para se manter imune ao charme e teimosia de Caroline Trent? Muita confusão vem nessa nova história de Julia Quinn.

Mas, quando se guardava no peito um coração partido, era muito mais fácil falar do que fazer.”

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Uma narrativa muito fluida e bem humorada. Com cenas tão bem detalhadas, e ao mesmo tempo rápidas, criando um ritmo de leitura super delicioso. O que mais posso dizer? Julia Quinn é maravilhosa, e esse é um livro bem diferente da série Os Bridgertons, mas que não deixa a desejar, a capa está linda, a diagramação muito boa e ao ver a formatação da letra, me senti totalmente em casa, um livro de uma autora que amo, com uma história cheia de humor e romance. Caroline vai te fazer rir com sua teimosia e sua energia contagiante.

Thaisa Napolitano

 

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Resenha: O Sol Também é Uma Estrela – Nicola Yoon

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Título: O Sol Também é Uma Estrela

Ano: 2017

Editora: Arqueiro

Autor: Nicola Yoon

Número de Páginas: 288

 

O Sol Também é Uma Estrela é o segundo livro de Nicola Yoon. Este livro conta a história de dois jovens que se encontram na rua, Daniel e Natasha.

Natasha Kingsley é uma garota pé no chão, acredita na ciência, não acreditando em destino ou sorte. Nascida na Jamaica, Natasha foi morar nos Estados Unidos com 8 anos de idade, usando visto de turismo. Quando o visto expirou ela e sua família não foram embora, se tornando assim imigrantes ilegais.

Daniel Bae é americano e filho de coreanos. Ao contrário de Natasha, acredita no amor, no destino e em Deus. Seu maior sonho é ser poeta, mas seus pais desejam que ele curse a faculdade de medicina em Yale, para que ele tenha uma vida confortável e melhor da que tiveram.

Natasha estudou, criou amizades, cresceu e tenta escolher para qual faculdade ir. Por conta de um deslize de seu pai, ela e sua família será deportada e seus planos futuros são arruinados, e culpa seu pai por toda essa situação, achando injusto a família pagar pelos erros dele.

Daniel vê Natasha na rua e ela lhe chama bastante atenção e a segue. Quando finalmente há um momento propício, Daniel fala com ela e assim o dia junto a ela começa. Quando descobre que Natasha não acredita em amor à primeira vista e nem em destino e que tudo para ela é ciência, Daniel propõe fazer um experimento, que segundo a ciência, os fariam se apaixonar perdidamente.

Beijar é apenas outro modo de falar…

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O livro narra uma história que acontece em apenas um dia. Com capítulos curtos a autora dá voz para personagens secundários, nos deixando a par de cada um que cruza com os protagonistas. Há capítulos em que fala sobre a imigração coreana, a evolução dos olhos, o sentimento amor e destino, deixando a leitura cada vez mais rica. A leitura é fluída e é aquele livro que te fisga desde a primeira frase e não queremos mais parar de ler.

Eu sempre o conheci e nós acabamos de nos conhecer.

Nicola Yoon aborda diversos assuntos, o que achei bastante interessante, contribuindo para os detalhes de cada personagem e para a história. Nicola fala sobre a imigração, o choque de culturas, relação pais e filhos, planos para o futuro dos filhos – que por maioria das vezes são diferentes do que os filhos querem – preconceito e mistura de etnias.

A química entre o casal vai surgindo e é impossível não amá-los. É impossível deixá-los. Natasha e Daniel se complementam a cada capítulo, nos convencendo de que eles foram mesmo feitos um para o outro, e que cada decisão e ação deles só firmaram que o caminho deles tinham que se cruzar.

A capa é linda, e é um trabalho da designer australiana Dominique Falla, que trabalha com tipografias táteis tridimensionais. A capa foi feita com a utilização de pregos e linhas coloridas, que faz parte de uma série feita somente com esses dois materiais. Confira aqui o trabalho de Dominique.

Recomendo esse livro, a leitura flui com muita facilidade, nos envolve desde o início e a história não demora nada a engatar. Esse é o primeiro livro da autora que leio, não sabia o que esperar, acabei sendo fisgada por essa história incomum e mal espero para conhecer o primeiro livro da Nicola, Tudo e Todas as Coisas, que será lançado nos cinemas no dia 15 de junho desse ano.

Thaisa Napolitano

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Resenha: A Soma de Todos os Beijos – Julia Quinn

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Título: A Soma de Todos os Beijos

Ano: 2017

Editora: Arqueiro

Autor: Julia Quinn

Número de Páginas: 272

O terceiro livro da série Quarteto Smythe-Smith, A Soma de Todos os Beijos, é simplesmente belo. O livro conta a versão de Hugh Prentice que teve sua perna aleijada e  sua vida arruinada por conta de um duelo com seu amigo, Daniel Smythe-Smith.

Desde o primeiro livro, Simplesmente o Paraíso, a impressão que tive de Hugh Prentice não foi uma das melhores. Mas nesse terceiro livro vemos as consequências que refletiram na vida de Hugh e como ele pensa e se sente sobre o que ocorreu. Hugh consegue com que Daniel volte para Londres, ameaçando seriamente o próprio pai, que jurou matar Daniel, e a amizade deles se fortalece novamente, e vemos isso acontecer no final do livro  Uma Noite Como Esta , quando minhas primeiras impressões por Hugh começam a mudar.

Hugh Prentice é um gênio da matemática, e não se importa com o que os outros pensam sobre ele. O duelo deixou sequelas, ficou meses deitado em uma cama sem saber se levantaria um dia, e quando ele se recupera, mesmo manco e com dores, ele tenta melhorar a situação de todos que sofreram as consequências do duelo.

Lady Sarah, é teimosa e dramática, mas faz tudo seguindo seu bom coração. Ela não consegue ver Hugh Prentice com bons olhos e ainda por cima o culpa por ainda estar solteira. Mesmo não conseguindo entender como a sua família o perdoou tão rapidamente, Sarah aceita o pedido de sua prima Honória com um sorriso no rosto e qual é esse grande favor? Esse grande favor é simplesmente fazer companhia para Lorde Hugh, pois Honória acredita que Hugh ficará deslocado em seu casamento com Marcus. Mesmo se vendo obrigada a passar alguns dias com Hugh, Sarah não mede esforços para mostrar o quanto ainda lembra do que ocorreu e como isso afetou a vida de sua tia e prima e sua vida no ano em que iria debutar.

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Hugh se sente agradecido por Daniel ser seu amigo ainda, pois tem consciência de que tudo aquilo aconteceu por sua culpa. Sarah não percebe isso e quando enxerga, acredita que se sentir mal pelo ocorrido é o mínimo que ele deveria sentir.

Ela o admirava. Ele era forte.

Esse livro fala de gratidão e perdão, nos mostrando que nem sempre a primeira impressão é a que vale, e que existem pessoas que tentam reparar seus erros, mesmo quando todos o apontam como culpado. O surgimento do amor, da gratidão, reconhecimento e admiração são assuntos bem abordados no livro, de uma forma que nos encanta. Ver o ponto de vista de Hugh, nos aproximou mais do personagem e vivemos juntos com Lady Sarah a mudança de nossas impressões por Hugh. Mudamos junto com os personagens, e isso torna o livro muito especial.

Julia Quinn é uma escritora ilustre, não há dúvida disso! A cada volume ela nos envolve mais e mais, nos apaixonando pelos personagens principais e dando o devido e merecido destaque para os coadjuvantes, deixando o livro com diálogos inteligentes, com humor e muito amor.

Thaisa Napolitano

 

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Resenha “A Rosa e o Florete”

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Título: A Rosa e o Florete.

Ano:2016

Editora: Novo Século,

Autora: Mariana Pacheco.

Guilhermina D’anjour é filha de uma austríaca e de um comandante da guarda real francesa. Quando o pai morre deixa em testamento um pedido ao rei Luís: “coloque minha filha em meu lugar”.

Treinada desde os sete anos no manejo do florete Mirna, como o narrador a chama, está pronta para o serviço, mas precisa convencer ao rei e derrotar setenta soldados em combate.

Comprei a história de Mirna bem empolgada na livraria Nobel há alguns meses. A sinopse era bem interessante e eu adoro mulheres protagonizando em meios tidos como exclusivamente masculinos. Então parecia que era meu destino ler a história escrita pela Mariana, mas descobri que tenho algumas coisas a criticar em seu trabalho. Vamos lá:

A autora tem uma escrita madura e segura e de forma nenhuma dá aquela impressão de que “já li esse livro com outro nome e outros personagens” porque seu estilo difere da maioria das autoras contemporâneas, porém o livro é morno, com quase nenhuma emoção. Na minha humilde opinião, é um defeito grave pois o texto trata de um momento histórico onde os ânimos estavam exacerbados: A Revolução Francesa. Era preciso que os momentos críticos fossem mais bem descritos, tinha que ter detalhes das lutas, dos discursos, dos enfrentamentos etc, mas a autora opta por uma narrativa quase harmônica sem chegar a um ápice.

De modo geral, acho que em nenhum dos momentos tratados do livro ela se aprofunda em algo. Faltou fazer um recorte do período histórico porque ela trata em único livro de toda a vida da Guilhermina (exatos 60 anos) do nascimento ao falecimento, passando pela Revolução Francesa e pelas Guerras Napoleônicas. Num capítulo Guilhermina tem 7 anos e no outro já tem 10 e está perdendo um dos pais. De repente se a autora tivesse dividido a história em duas partes teria sido melhor sem dar essa pressa para os fatos se desenvolverem.

Nesse aspecto o que mais quebrou a minha expectativa é que Mirna vence setenta soldados e a descrição das batalhas é quase nula. Faltou pesquisar luta de espadas no YouTube para narrar as lutas. Nessa altura da história outra coisa me desapontou um pouco: todos, com a exceção de um soldado, aceitaram na boa ter uma mulher como comandante, ao contrário do que eu imaginaria, pois ser derrotado por uma adolescente deveria ter ferido o orgulho deles e criado muitos problemas para a moça. No entanto a autora opta por formar um grupo parecido com os “três mosqueteiros” onde Mirna era a mandachuva.

Fora isso, acho que Mariana pode ter um grande futuro como escritora. Não sei se é seu primeiro livro, mas o domínio que apresenta dos elementos narrativos (personagens, enredo, narrador etc) deixaram a trama bem amarradinha. Para ficar perfeito, sugiro apenas que passe mais tempo descrevendo as partes mais importantes sem ter pressa de terminar.

 

Aleska Lemos.