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Livro: O homem que caiu na Terra

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Título: O homem que caiu na Terra.

Autor: Walter Tevis

Editora: DarkSide

Ano: 1963.

T.J. Newton cai no Planeta Terra no contexto da Guerra Fria, quer dizer eu suspeito disso porque discute-se socialismo de vez em quando, há um medo latente de destruição do mundo e porque o livro não tem uma fórmula muito atual de desenvolvimento.  O fato é que esse E.T. curioso faz testes em toda comida que vê pela frente, se associa a um advogado e logo vira um mega empresário que detém patentes de tecnologias avançadas em diversas áreas do conhecimento humano.

À principio, fiquei bastante confusa com o ritmo da história. Não é um livro cujo foco é a ação, como costumam ser os livros de hoje. As coisas vão se encaixando lentamente e acho que poderia dizer que ação mesmo só no final do livro. O foco é o conflito do Newton entre permanecer fiel à Anthea ou se entregar à humanidade crescente nele.

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Aurora gosta de ficção científica.

Confesso que não caí de amores pelo herói ou me apeguei a algum personagem secundário (até porque todos eram pessoas tristes e só sabiam beber Gim). Newton consegue ser antipático chamando a todos os homens de macacos que se acham inteligentes, mas do meio para o final ele me deixou com o coração apertadinho e tive que concordar com a macaquice.

Até agora não tenho certeza se gostei do livro ou não. Ele não é feliz, não te emociona e ainda por cima joga no teu colo um baita julgamento: o homem merece ser salvo?Acho que tive um impacto equivalente apenas com o “O oceano no fim do caminho” de Neil Gaiman. Quer dizer, elas foram histórias que mexeram fundo com a minha estrutura, não por serem emocionantes, mas por serem questionadoras e densas.

O mais estranho  é que apesar de tudo isso que falei, eu realmente espero que você leia e se confunda como eu. Acho que vai acrescentar muito à sua vida.

 

Grande abraço,

Aleska Lemos.

 

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Filme, livro, nostalgia, Sem categoria

Resenha: Labirinto

 

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Título: Labirinto
Autor: Jim Henson
Editora: Darkside
Ano:2016

Nem todo filme é baseado num livro. Às vezes acontece o contrário, como o caso do livro “Labirinto” lançado no Brasil ano passado (2016). Ele conta a história em detalhes do filme homônimo estrelado por ninguém menos que David Bowie.

Para quem não lembra, Labirinto é a história da Sarah, uma menina de quinze anos que adora teatro e odeia a madrasta e seu meio irmão Toby. Ela se sente injustiçada e pede que o rei dos duendes (Jareth) leve o bebê embora. O problema é que o personagem não era apenas de papel e tinta como na sua peça de teatro e acaba roubando mesmo a criança.

Arrependida, Sarah vai para o reino dos duendes passar por inúmeras provas para resgatar seu irmãozinho e aprender a enxergar a realidade do mundo real por outro ângulo que não seja o do seu umbigo.

Não observei grandes mudanças na versão do livro. É claro que ficamos sabendo mais sobre o universo da jovem Sarah, como sua ligação com a mãe que a abandonou e a transferência da sua raiva para a pobre mulher atual do marido, mas seria mais um acréscimo do que uma mudança no roteiro.

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Jareth e Sarah por mim: Leskinha Lemos.

 

Gostei de saber também sobre o rei dos Duendes, pois como o narrador é onisciente, ele sabe o que se passa na cabeça de todos e pude confirmar que Jareth era super afim da Sarah e o que ele fez foi na verdade o jeito dele (um bocado torto) de demonstrar que se importava com a garota. Você leitor atento provavelmente vai achar que eu sou muito tonta por não ter percebido isso, e provavelmente está certo (risos), mas creia-me: eu ri da minha mãe quando ela disse que suspeitava disso e que entendia porque ele devia se sentir muito solitário por ter apenas um bando de duendezinhos idiotas a seu serviço (outra coisa que o livro confirmou).

Acho que qualquer dia vou reler essa história que eu adoro porque da primeira vez estava passando por um longo período de insônia e acredito que possa ter deixado passar alguma coisa. É claro que o livro tem outros atrativos como o cheirinho de manteiga nas páginas que é bastante convidativo e as ilustrações bacanas de Brian Froud, mas sou apaixonada por essa história que minha mãe me recomendou e se não tivesse nada disso ía adorar de qualquer jeito.20170126_114007

E você? Conhece essa história?

Não? Então fica aí a dica para vocês!

Um abraço, Aleska Lemos.