livro

10 anos com Mafalda

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 Editora: wmf Martins Fontes

 Ano:2017

Comprei essa compilação de tirinhas da Mafalda um pouquinho antes da Blackfriday. Queria ter comprado a coleção completa, de metida que sou (risos) porque nem era fã antes, era só por curiosidade. No entanto agora sou fã dessa menina questionadora que toca na ferida da humanidade (acho que é mais um rombo, tipo rajada de metralhadora).

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No ínicio tem uma entrevista com o autor (Quino) que me surpreendeu, quer dizer um trabalho tão aclamado e bacana deveria ser o xodó do criador né? mas não Quino parou com Mafalda dizendo “Graças a Deus!” porque já estava cansado de fazer a mesma coisa por anos há fio e também porque já estava antipatizando a personagem.corepf4sgix2ymo9i8wtbq0fs

Porém, se o autor já não gosta mais da personagem, o mesmo não se pode dizer do público. Ela era muito usada em campanhas dos DCes da minha faculdade (risos). Outra coisa que me impressionou foi que eu encontrei uma semelhança minha com Quino (também desenho às vezes). O caso é que assim como ele fiquei uns anos sem desenhar, e quando voltei o traço estava melhor (vudu?).

Voltando à vaca fria, além da entrevista o que gostei foi de conhecer cada um dos personagens da tirinha em sua essência, porque o livro era dividido em temas e personagens principais, tais como: “família”, “a rua”, “a escola”, “tv” ou “Guile”, “Susanita”, “Felipe”, “Manolito” etc. Vendo várias tiras de cada um você acaba conhecendo a personalidade deles e por isso se afina mais com uns que com outros. Então vou deixar uma lista dos personagens que mais gostei para vocês:

Mafalda: Além de inteligente, ela tem momentos onde é muito carinhosa com os pais, mas também faz perguntas tão complicadas  que eles precisam tomar litros de “Nervocalm” (o sossega leão da história). A mãe de Mafalda, porém, sofre mais por conta da inteligência da filha, pois como dona de casa, seu papel na família é questionado pela menina.

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Susanita: Gostei bastante dos quadrinhos em que essa personagem aparecia, não por causa dela, porque ela é a caricatura das mulheres de elite preconceituosas, que querem ser as rainhas do lar e esconder a pobreza do mundo. O que me interessa é a ironia que Quino aplica às pessoas que Susanita representa.

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Felipe: Esse é o meu personagem favorito. Procrastinador nato, Felipe odeia fazer a lição de casa e deixa tudo para última hora. No entanto é um menino inteligente e esforçado que sempre se supera na escola. O que me encantou nele é a ingenuidade de seu pensamento e sua capacidade de imaginar coisas. Seu maior defeito é acreditar em coisas absurdas.

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Só sinto pena do Felipe porque a Susanita quer que ele seja o marido dela quando crescerem. Ninguém merece…

Manolito: O maior mercenário da tirinha também é um dos mais engraçados. É o único que odeia os beatles que faz propaganda do armazém do pai durante uma piada (elas tem intervalos comerciais), usa argumentos toscos para convencer a comprarem em seu armazém e sonha em ter uma rede de supermercados. O que mais gosto nele é a rixa com a Susanita, o único que diz umas boas verdades para ela.Coxinha Nerd_84ff92109674a804fa572a52a2f16a68

O que acho engraçado é que Manolito me parece o tipo de cara que a Susanita quer para casar, no entanto ela não percebe isso. Fico imaginando se no futuro, caso Quino quisesse escrever como eles ficaram, se ela não acabaria casando com esse querido mercenário.

Bom, gente, por hoje é só, espero que tenham gostado! Boa semana a todos.

Aleska Lemos.

 

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Séries

Série Frontier

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Por essas semanas estreou a segunda temporada de Frontier e fiquei mega animada para conferir. A primeira tinha decepcionado por ser muito curtinha e terminar meio do nada, mas a história era muito boa e fiquei aguardando ansiosa pela próxima mesmo assim.

Jason Momoa é Declan Harp, um contrabandista de peles procurado na fronteira com o Canadá. Seu maior inimigo é o governador do Forte James que matou sua família e a quem jurou vingança.

Para capturar Declan, o velho crápula infiltrou um ladrão irlandês no bando do herói para ter um informante, mas Harp tem uma senhora anja da guarda chamada Grace, a ruiva dona da taberna responsável por mexer todos os pauzinhos da trama, e com o dom de parecer sempre inofensiva.

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Em paralelo, temos a briga dos compradores de peles em Montreal, que disputam desde os melhores fornecedores aos melhores compradores. Rola muita chantagem, tortura, boicote, sumiço de gente e toda sorte de picaretagem possível. Um exemplo é a Katie Mcgrath (que interpretou Morgana nas Aventuras de Merlin) que é vítima desse mundo, pois perde o marido numa dessas armadilhas da concorrência, mas  rapidamente aprende como se inserir e agir (e faz coisas igualmente questionáveis).

Nesta segunda temporada, os dois cenários se conectam e muita treta acontece, vale a pena assistir. Eu que nem sou tão fã de filmes de ação adorei. Acho que é porque Momoa não é tão engessado como muitos atores do gênero, que nem tem expressão facial. Muito pelo contrário, ele vai da cara de demônio a pai de família com muita facilidade.

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Além do herói, acho que podemos bater palmas para os personagens secundários, que tem subtramas excelentes e para o roteiro que nunca apresenta partes muito paradas e entediantes. Acho que essa coisa de poucos capítulos por temporada dinamiza bastante, muito embora seja chato porque dá aquela saudadezinha da série quando termina.

Por fim, recomendo Frontier a todos os fãs de uma boa maratona Netflix porque os episódios são curtos e dá para assistir tudo num final de semana chuvoso.

Beijos da Aleska!

 

livro, Sem categoria

Resenha: O Arqueiro

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Autor: Bernard Cornwell

Série: A busca do Graal

Editora: Record

Sinopse do Skoob: Thomas de Hookton, hábil e corajoso arqueiro inglês, deixa as fileiras do exército e parte em uma missão que o leva em viagens entre a Escócia e a França. O jovem segue a trilha do mítico Santo Graal, com a bênção da coroa britânica, e em seu caminho enfrenta inúmeros inimigos e aventuras. Perigos e adversários que o conduzem a outra busca: a de suas verdadeiras origens, ligadas a uma misteriosa família nobre que, por séculos, teria sido a guardiã da mais sagrada das relíquias cristãs, mas que tinha caído na desgraça da heresia.

Já fazia alguns anos que queria ler este livro. Eu, toda errada, tinha começado a ler a aventura pelo segundo livro, mas não havia entendido muitas coisas. Aí há uns meses aproveitei um super desconto (nem lembro onde) e adquiri os três livros da coleção! Infelizmente só agora pude pegar a história para entender o que perdi.

É claro que gostei do livro. Cornwell é o rei dos romances históricos, mas acho que o segundo livro da trilogia (” O Andarilho”) é mais empolgante. Em outras palavras, encare  “O Arqueiro” como um prólogo e espere o ápice nos próximos volumes. No entanto, esteja preparado para longas e super detalhadas cenas de batalha que vão te deixar num expectativa muito alta até o final.

Aliás, a super descrição das lutas e invasões de cidades te fazem ver um filminho na sua cabeça. O que me incomoda é como a violência e o estupro são naturalizados. É claro que os heróis de Cornwell não compartilham  desses valores deturpados, mas o resto do elenco parece achar muito normal. Quer dizer, de fato o tempo que o autor retrata era assim: tomava-se a cidade e depois a humilhava, estuprando suas mulheres para exaltar o poderio bélico do povo invasor. Entendo que Cornwell queira ser fiel à História, mas como leitora e como mulher não posso deixar de me sensibilizar e de estranhar.

Porém,neste livro nem todas as mulheres são tão passivas a ponto de só aparecerem para serem violentadas. A condessa da Armórica, por exemplo, lutou contra a invasão inglesa em La Roche Derrien e tem importância significativa nas subtramas. Embora ela também sofra com o patriarcado, não é capaz de desistir de lutar. Tenho a impressão de que ela seria um melhor par romântico para o herói do que a atual namorada de Thomas, porém, ao que tudo indica muitas águas vão rolar até que eles estejam maduros e preparados para um relacionamento, ou então o autor matará um dos dois e essa reflexão minha não passou de uma viagem (risos).

Ah sim! Eu já ía terminar essa resenha sem falar do herói, mas abramos um espacinho para Thomas de Hookton: bastardo de um padre, mas tratado como filho legítimo, Tom é um pedaço de mal caminho com longos cabelos negros  um arqueiro inglês pouco temente a Deus. Por um infeliz acaso do destino é obrigado a procurar relíquias cristãs e se mete em várias confusões, faz aliados inesperados e nos arranca risos com suas críticas à cristandade e identificação com suas fragilidades. Neste primeiro livro ele parece ser bem imaturo, mas como já li o segundo, sei que a coisa vai melhorando para ele, e é gostoso vê-lo tornar-se homem.

Espero ter feito jus ao livro e também espero ter te convencido a ler porque é bem provável que eu volte a resenhar o resto da trilogia.

Um abraço, Aleska Lemos.

Séries, Sem categoria

Série Merlin

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Série: As Aventuras de Merlin

Total de Temporadas: 5

 

Dias atrás, quando não tinha nada para fazer, eu liguei a netflix e resolvi assistir  às “Aventuras de Merlin”. Vi a maioria dos episódios até o início da quarta temporada e resolvi que já era hora de resenhar para vocês.

A proposta da série é contar a saga do rei Arthur pelos olhos de Merlin, o que a princípio é legal porque o foco passa a ser as “mandingas brabas” do mago, mas desaponta um pouco, porque para isso, os roteiristas precisaram “diminuir o brilho” do príncipe Arthur. E o que posso dizer? É bem estranho ver esse personagem ser tratado como um valentão mimado e sem noção, por mais que ele seja do time dos heróis.

Já Merlin/ Emrys é retratado como um jovem doce, ingênuo e meigo que sofre um bocado nas mãos do príncipe Arthur. É claro que ele solta algumas boas farpas  para seu patrão se tocar, mas acaba não tendo tanto carisma, pelo menos não para mim que conheci outros Merlins mais interessantes (e debochados) na literatura. Não é totalmente sem graça, chega a ser fofo, mas faz umas burradas catastróficas, ainda bem que temos o Gaius para por a mão na consciência dele.

Porém, por algum motivo, a série funciona. Talvez seja porque ela não dá muita trela para o triângulo amoroso entre Arthur- Guinevere- Lancelot ou porque tem bons personagens secundários, como o Gaius e o Gwaine ou porque Morgana é a vilã que a gente adora odiar ou mesmo porque Uther consegue ser muito “coisa ruim” ao mesmo tempo que é humano e ama aos seus com intensidade. A última hipótese é que eu gostei porque sou fã de fantasia (risos), mas acho que além do meu gosto pessoal, ela tem algum mérito também, apesar de ter um roteiro bem juvenil.

E você? já assistiu Merlin?

beijos da Aleska Lemos.

Filme, Sem categoria

Thor: Ragnarok

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Resumo:

Após terminar com a cientista terráquea Jane Foster, Thor volta a Asgard e descobre que é seu irmão Loki quem está governando. Irado, o deus do trovão arrasta o trapaceiro para a Terra, à procura de Odin que havia desaparecido. No meio da busca, encontram o Doutor Estranho e descobrem que tinham uma irmã mais velha do mal.

Os filmes sobre Thor não foram os mais emocionantes, se você comparar com as histórias do homem de ferro ou do capitão América. Tinha um excesso de melodrama que atrapalhava a narrativa, quer dizer ora era o Loki reclamando de ser menos amado e ora era Thor arrependido demais falando coisas emotivas.

Outra coisa que atrapalhava muito era o relacionamento dele com Jane Foster. Nos dois primeiros filmes o romance parecia mais central para a história, e embora eu curta a personagem, acho que seu sumiço na trama deu uma alavancada no enredo. Em Thor Ragnarok, percebemos um herói mais “evoluído”, nem tão egoísta como no início do primeiro filme e nem tão dramático e resignado como no segundo filme. Ele parece ter realizado a síntese dos aprendizados anteriores e se mostra como um cara auto confiante demais, que porém se preocupa com os outros.

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Quanto às piadas do filme, confesso que nas primeiras cenas elas não estavam muito boas, mas conforme o filme foi passando, elas foram melhorando. Algumas são piadas clássicas e outras são mais originais porque fazem uma intertextualidade com os filmes dos vingadores, mas as melhores são as que depreciam o personagem principal (nada mais divertido do que encontrar defeitos em pessoas cheias de si não é mesmo?).

Outro ponto alto é a luta entre Thor e Hulk. Eu sempre quis ver qual seria o resultado de uma luta entre os dois, mas não imaginava essas circunstâncias e nem com o Loki na plateia se borrando de medo do Hulk e vibrando com os golpes que o irmão levava. Nota dez para o cara que imaginou esses eventos hilários.

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No geral gostei bastante do filme, mas teve alguns pequenos problemas também (além de algumas piadas ruins). Em algumas partes, parecia que os autores queriam agilizar os eventos para chegar nas partes importantes, o que prejudicou um pouco a justificativa do aparecimento de Hella, a vilã. O Doutor Estranho também me pareceu pouco aproveitado. Acho que ele poderia ter sido a chave para resolver o conflito de Asgard, mas apareceu rapidinho só para dar um singelo “oi”. Espero que reapareça com mais ênfase em outros filmes.

Bom, isso é tudo que eu queria comentar (mentira, estou arrasada por terem cortado o cabelo do Thor, mas abafa) e você o que achou do filme?

Beijos da Aleska Lemos.

Filme, livro

Dia da Consciência Negra

Nós do blog “Aventureiras Literárias” somos todas brancas, é verdade, mas não é por isso que não podemos reconhecer a importância da data de hoje. Conheço pessoas que dizem que é bobagem ter feriado em homenagem aos afrodescendentes, que é só mais um motivo para não ir trabalhar e que não significa nada. Essas pessoas, porém, estão equivocadas; o Dia da Consciência Negra é uma vitória, porque consagrou a história dos povos africanos na memória do Brasil, coisa que vergonhosamente já se tentou esconder no passado¹.

A luta contra o preconceito racial é muito importante, mas não vou fingir que sei muito do assunto. Por mais que eu tenha lido e ouvido pessoas que sofrem discriminação eu nunca senti na pele o que eles passam todos os dias, mas acredito que tudo o que aprendi me tornou mais humana e mais empática. Dessa maneira acho muito válido que todos nós nos permitamos ser mudados, ouvindo mais o que os discriminados pensam.

Por essa razão, eu e Thaísa fizemos uma listinha de recomendações, para ajudar você a  refletir e celebrar essa data:

1- Para criar crianças feminista- ótimo livro da Chimananda Adichie que traz reflexões sobre os padrões de gênero na infância. Além de falar sobre feminismo a autora também é actuante no movimento negro e vale muito a pena conhecer seu trabalho.1353877-350x360

2- O ódio que você semeia- Esse livro foi resenhado aqui há poucas semanas pela Thaísa e conta a realidade de uma menina negra que convive entre brancos.

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3- A vida Secreta das Abelhas- Ah é um lindo e dolorido filme! Dakota Fanning e Queen Latifah estão realmente especiais nesse longa. Não vou dizer mais nada!

4- Filme: O Contador de Histórias- Esse é um dos meus queridos. Filme nacional baseado em história verídica, conta a história de um menino pobre doado pela mãe à tutela do Estado para fugir da miséria. Ele quase vira bandido, não fosse a intervenção de uma professora francesa que o adota e usa seus relatos em sua dissertação de mestrado. É uma bela história sobre a injusta realidade do nosso país.19873998

5- Filmes: Histórias Cruzadas- Ah não tem como não gostar desse filme! Alguns podem dizer que a mocinha branca que resolve entrevistar as empregadas negras fez um papel paternalista, mas acho que tanto ela quanto as empregadas cresceram com a experiência da escrita do livro e Aibileen e Minny é que me pareceram ser as reais protagonistas.

 

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A lista foi modesta, mas vamos fazer assim: se você souber mais algumas dicas sobre o tema, sejam autores negros importantes da atualidade ou livros que falem sobre racismo, escravidão ou mesmo história do povo negro no Brasil e no mundo, deixe nos comentários e contribua! Uma boa tarde reflexiva à todos!

Ass: Aleska Lemos.

 

 

¹ Rui Barbosa mandou queimar documentos sobre a escravidão e houve governos que iniciaram o processo de “branqueamento da população” com a vinda de imigrantes europeus.

livro

Livro: Treze

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Título: Treze- O Azar pode ser a sua ruína: A sorte também.

Autora: FML Pepper

Editora: Galera Record

Ano:2017

Rebeca é filha de uma ladra turca com um policial brasileiro.  Após a morte do pai, passa a aplicar golpes com a mãe para sobreviver e vira uma super hacker. Ela tem uma grande amiga chamada Suzy que é tipo o anjinho bom no seu ombro direito (e que é pouco ouvido).

Um dia o destino  dá uma rasteira na garota e ela é obrigada a dar assistência à polícia para investigação de crimes cibernéticos e a ir para uma faculdade (coisa que ela nunca imaginou que um dia fosse fazer). Lá ela conhece Karl um ex lutador de MMA e Eric Dragon, dando início a um triângulo amoroso.

Bem, foi meu primeiro livro da FML Pepper e achei bastante promissor. Rebeca, a heroína é bastante interessante e não faz muito o tipo “donzela indefesa”. É um pouco doidivanas, mas muito cativante. Karl não me convenceu nas primeiras páginas, mas depois ele cresceu alguns pontinhos comigo e consegue exercer bem sua função. Já o Eric é perfeito demais e meio sem sal tadinho. Achei meio improvável de ser o herói da história.

Sobre a trama, bem, a princípio achei que seria um suspense muito maneiro, fiquei esperando para ver os casos que a Rebeca iria solucionar e tal, mas Pepper fez a curva e o tornou um romance com triângulo amoroso. Fiquei um pouco decepcionada, principalmente porque teve uma parte da história que pareceu muito com filmes tradicionais de comédia romântica como: “Qual é o seu número” e “Muito bem acompanhada” (com a Debra Messing), porém, devo ressaltar que o desgosto por triângulos  desse calibre é uma coisa pessoal minha. Uma ligeira implicância. Se você leitor não tem problemas com isso, ouso dizer que vai gostar bastante (acho que o final da história voltou a puxar para o suspense e eu gostei de ter lido).

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De modo geral, acho que minha única crítica foi a quebra da expectativa. Tem coisas muito boas em Treze  como quando Pepper fez uma boa discussão sobre ter fé e saber amar.É possível enxergar que fez um bom planejamento textual, que tem um bom argumento (quando contei a sinopse para meu irmão ele achou muito interessante apesar de não ser fã de romances),  e personagens bem construídos e complexos. Gostei também do fato dela nos fazer viajar por lugares do Brasil pouco explorados na literatura (foi um dos primeiros livros que li ambientado na cidade de Niterói).

Se precisasse fazer uma comparação, acho que diria que gosto mais do estilo da Pepper do que o da Carina Rissi, apesar de ter adorado o “Perdida”. Espero ter convencido vocês a ler esse livro porque vamos sorteá-lo.

Grande abraço!

Aleska Lemos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Eventos Literários

Aventuras na Bienal do livro.

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A semana foi corrida e acabou que nós nem conseguimos escrever sobre o que vimos na Bienal do Livro. Bem eu, Aleskinha da Silva, vim contar à vocês um resmoninho das duas vezes que fui à bienal.

No primeiro dia eu comprei o ingresso pela internet e o tempo que fiquei na fila foi ridiculamente pequeno. Thaísa e sua mãe já tinham chegado ao evento e já tiravam suas milhares de fotos. Era a primeira bienal delas e estavam super empolgadas, ao contrário de mim que já sou “macaca velha” de bienal e estava bem menos ansiosa (na verdade estava sentindo uma culpa sinistra por comprar mais livros sendo que tenho uma lista enorme em casa me esperando).

Achei que dessa vez o evento ficou bem melhor organizado. Tanto a fila da internet quanto a fila da bilheteria andavam absurdamente rápido e estavam bem sinalizadas de modo que se você entrasse na fila errada era imediatamente realocado para a fila certa. A praça de alimentação estava bem diversificada com vários food trucks e franquias conhecidas como o Bobs e outras nem tão conhecidas, mas que quebravam um galho (comi um copão de coxinhas a dez reais) e te deixavam dinheiro de sobra pra comprar mais livros.

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Outra novidade da bienal foi a quantidade absurda de cenários para tirar fotos e se sentir dentro dos nossos livros queridos. Foi muito bacana encontrar o Wally, ganhar um par de asas e quase ser assassinada pelo expresso do oriente (me meti na frente do trem). Também achei interessante interagir com a exposição do Museu da Língua Portuguesa que tinha um estande no pavilhão verde, contando a origem das palavras (taí uma nerdice minha: adoro entender a história das palavras).

 

Infelizmente não assistimos a nenhuma das palestras do evento, embora tivesse algumas muito interessantes (falaram de erotismo na literatura, 100 anos da revolução de 1917 e literatura fantástica com o Rafael Draccon), mas isso porque a bienal estava tão lotada que imaginamos que precisaríamos nos digladiar para conseguir alguma senha. Dessa maneira preferimos a diversão consumista, que para quem tem disposição para caçar os menores preços fez a festa. Olha aí nós duas exaustas das compras:

Apesar das minhas pernas chumbadas e dos calos nos ombros da Thaísa valeu muito a pena ir a essa bienal. Conhecemos muitos autores novos e ganhamos autógrafos da FML Pepper, da Babi a Sette, da Taty Azevedo, do Gustavo Rosseb, da Eddie van Feu e do Renato Rodrigues e até mesmo de um poeta independente chamado Sidney Machado. Conversei com muitos deles para entender o mercado editorial brasileiro e os seus trabalhos, mas o mais legal é que tchantcharantchan: acho que deve rolar um sorteiozinho nesse fim de ano de um desses autores, então fiquem ligados nas resenhas 😉 !

Thaisa falando: Como Aleska citou acima, essa foi a minha primeira bienal, então imaginem a minha empolgação, estava lá em cima, no nível extremo! E para me acompanhar levei a minha mãe, companheira de todas as horas, com sol ou chuva, ela sempre está ao meu lado ou me representando em eventos literários, e na bienal, não seria diferente.

Compramos os ingressos pela internet, o que facilitou muito, apesar da fila para entrar estar grande, ela andou rapidamente, nos deixando bem felizes. A sinalização das filas estava bem feita, havia bastante funcionários orientando bem, que foi fácil identificar qual fila entrar, e quem entrasse na fila errada, logo era orientado para a fila certa.

Ao entrar nossos olhos brilharam! E logo fomos para o pavilhão azul, para tirar as fotos que tanto vi nas redes sociais, me deixando louca para que chegasse logo o dia para eu ir à bienal. Minha mãe como adora uma foto, aproveitou para registrar a primeira bienal dela também!

Apesar de ser a minha primeira bienal, não acreditei que os preços estariam realmente baixos, alguns estantes me surpreenderam, tinham livros por 10 reais, mas era preciso ter paciência para fuçar e encontrar algo que realmente interessasse, e claro, criar coragem e se aventurar no meio de tantas mãos à procura do livro desejado. Algumas grandes editoras possuíam promoções, principalmente de lançamentos, que nas livrarias custam por volta de R$ 39,90, no estante estava por R$ 20,00/26,00 reais. Até livros de autores que participaram, estavam nesse estante nessa faixa de preço. Enquanto uns nos faziam sorrir, outras nos faziam pensar se valia a pena comprar, por uma diferença de R$ 5,00/ R$ 10,00 reais do preço cheio, aí eu pensei bem em quais livros levar e priorizar os que eu queria mais.

Na hora de comer, havia muita opção, de copão de coxinhas, até massa. Fomos em um dos Food Trucks na praça de alimentação para evitar filas e para termos tempo de aproveitar mais. Achei um pouco caro a comida, eu e minha mãe gastamos por volta de R$ 45 reais no lanche, de nós duas claro! Podíamos ter visto uma opção mais barata ou beliscar algum salgadinho, mas como não tínhamos comido nada pela manhã, optamos pelos Food Trucks mesmo.

A bienal estava recheada de palestras, papos com autores nacionais e estrangeiros, mas como estava tão cheio, com muitas filas, seja para foto, comida e para pagar os livros, decidimos aproveitar cada minutinho andando e procurando por livros em promoção.

Apesar de ter guardado um dinheirinho para a bienal, fiz uma pequena lista de livros que eu queria, e acredite se quiser, esta lista só tinham 5 livros e um box da Nora Roberts que eu queria demais, mas já tinha esgotado. Chegando lá, a empolgação era tanta, alguns livros tão baratos, que comprei os livros da minha lista, e mais 12 livros! O melhor era a minha preocupação com a lista gigante de livros para ler que logo foi amenizada com o seguinte discurso: “É o mês do meu aniversário, vou me dar de presente!”, “Ah, economizei quase dois meses para poder aproveitar a bienal no mês do meu aniversário!”. E nessa onda, eu e minha mãe acabamos com esse super saldão! Claro, compramos livros para a família inteira, minha mãe comprou livro para ela, minha irmã ganhou um box de uma série que ela é apaixonada, e até meu pai ganhou um livro! O mais legal de tudo foi encontrar um livro para uso acadêmico por R$ 19,00 reais! Um desconto de quase R$ 70,00 reais!

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Gostei muito da bienal! Ficamos com saudade e loucas com a mão, pés, o corpo todo coçando para poder voltar e aproveitar mais desse mundo literário que é mágico demais! Fiquei muito feliz em ver muitas crianças, crianças de colo, com pais e mães incentivando a leitura, me fazendo lembrar que desde que me entendo por gente, carrego um livro debaixo do braço pelo incentivo de meus pais. E se eu estou empolgada e já pensando na próxima bienal? Pode acreditar que sim! E não pensem que entre esses 15 livros nós esquecemos de vocês, claro que não! Vai ter sorteio no blog, e de livros autografados, fiquem ligados!

Grande abraço, Aleska Lemos e Thaisa Napolitano.

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Rapidinha da bienal do livro Rio (2017)

 

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Maria Zezé, nossa personal stylish de fotos.

 

Olá leitores quéridos!

Você deixou para ir à bienal hoje e quer ficar por dentro das promoções que rolaram ontem? Então este post é especial para você.

Nós, as Aventureiras Literárias, embarcamos na sardinha em lata chamada BRT e fomos conferir a Bienal do Livro do Rio de Janeiro deste ano para contar a você que não pode ir, ou que ainda vai nesses últimos minutos do segundo tempo. Durante a semana haverá mais posts sobre o evento, mas hoje será bem breve com enfoque nas promos que tanto amamos!

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Dá uma sacada na quantidade de gente esperando para entrar.

 

Bem, o que percebemos é que os pavilhões mais baratos eram o laranja e o verde, sendo que no primeiro o destaque vai para as promoções de livros infantis (muitos livros fofos entre 5 e 10 reais para os pequenos) e o segundo os descontos apareciam mais para autores nacionais (comprei o primeiro livro de Dragões de Titânia por dez “golpinhos”) e alguns livros mais antigos.

O pavilhão azul era “a menina dos olhos” do evento, pois a maioria das editoras grandes estava lá, porém elas decepcionaram no quesito preço. Muitos livros ficaram mais caros lá do que estavam antes da feira e dava para encontrar em outros lugares mais barato. O único lugar desse pavilhão que valeu visitar foi a loja Americana onde encontrei o “Extraordinário” por 24 reais, “as Cronicas de Nárnia” volume único por 19,90 e “Gregor” por 4,99.

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A Rocco estava linda. Uma das estrelas do pavilhão Azul, mas não vi nenhum desconto lá(não nos livros que fui buscar). 😦

 

Apesar disso, os descontos da Americana não foram os mais vantajosos. Prepare seu coração para o que eu vou dizer, porque vai ser um momento de fortes emoções: tinha estandes vendendo livros a partir de 1 real! Sim! Só 1 real! É verdade não estamos mentindo, só que para achar algo você precisa se sentir bem no meio da multidão, porque as lojas mais baratas tem até fila para entrar (como foi o caso da loja do Submarino e da Comix).

Acho que para uma rapidinha até que falei demais hein?Hoje provavelmente tem descontos em todo lugar, mas espero que as dicas sejam úteis. Boas compras!

PS: A foto do estande da Rocco foi tirada do jornal o globo (eu mesma não conseguiria a mágica de fotografar num ângulo tão bom).

livro

Livro: Razão e Sentimento

thumbnail_IMG-20170904-WA0028Livro: Razão e Sentimento
Editora: Nova Fronteira
Autora: Jane Austen

Vocês provavelmente conhecem esse livro como “Razão e Sensibilidade”, mas por algum acaso que desconheço, os tradutores  dessa edição que tenho em mãos resolveram que “Sentimento” combinava mais com a obra. Não sei se concordo, mas faz sentido se você analisar bem as heroínas.

Bom, para quem não conhece, esse foi o primeiro livro publicado pela autora, muito embora tenha sido escrito depois de Orgulho e Preconceito, quis o destino que as irmãs Dashwood “debutassem” na sociedade primeiro. Ele conta a história dessas moças a partir do falecimento de seu pai, quando ao mesmo tempo perdem a posse de suas terras para o irmão mais velho (que já era rico).Assim, com quase nada para empacotar, a mãe e as três filhas partem de sua antiga casa (em parte para se verem livres da cunhada nojenta) para um chalé em Barton, onde travam relações novas e adquirem novos problemas.

Parando por aqui com o resumo da sessão da tarde, vou fazer um breve comentário sobre a autora e a história: quem já leu os romances da Jane sabe que ela sempre trata da condição feminina na sociedade inglesa do século XVIII, principalmente a questão da herança, no entanto, um romance se diferencia do outro pelos temas, quase sempre personificados pelas heroínas. Então não é de se admirar que Marianne e Elinor travem uma batalha épica (ok exagero meu) entre razão e emoção.

Na minha perspectiva, as meninas tem personalidades complementares e deveriam ensinar uma à outra alguma lição, mas infelizmente o que percebo é que apenas Marianne evolui, enquanto que Elinor segue sofrendo por sempre ter que dizer amenidades e seguir as regras da sociedade. Suspeito de que Austen acreditasse que o temperamento da mais velha fosse superior.

No entanto, justiça seja feita a Elinor: ela é muito esperta e consegue barrar bem as “invasões” das pessoas em sua vida, bem como consegue analisar as intenções  de todos e assim diminui o próprio sofrimento. Já sua irmã diz o que pensa o tempo todo, sem se importar se vai ofender e deixa todo mundo saber o que sente sendo imprudente e preconceituosa, às vezes.

Achei a leitura muito bacana porque por mais que  fosse a história de como as senhoritas Dashwood se casaram (aos trancos e barrancos, coitadas muitas situações atrapalham o final feliz), o foco sempre foi seus temperamentos e como as duas processam os fatos que lhes ocorrem.

Bom, isso é tudo, pessoal! Espero que tenham gostado ^_^

Beijos da Aleska.