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Resenha: Sorrisos Quebrados – Sofia Silva

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Título: Sorrisos Quebrados

Autora: Sofia Silva

Editora: Valentina

Ano: 2017

Número de Páginas: 232

Sorrisos Quebrados conta uma história triste, traumática e ao mesmo tempo poética. Quando ganhei o livro, não sabia que em suas páginas haviam tantas dores, tantos medos, nos envolvendo e fazendo refletir sobre violência doméstica, abuso sexual, drogas e deficiência. Este é o primeiro livro de Sofia Silva, uma autora portuguesa que aborda assuntos delicados. Nesta história conhecemos Paola e André, personagens que sofrem no passado e tentam reconstruir suas vidas.

Paola vive em uma clínica após ter sofridos grandes traumas. Uma pessoa que tenta colorir sua vida através da pintura, que consegue enxergar luz e verdade na escuridão. André é pai solteiro, um homem trabalhador, que faz de tudo para dar o bom e do melhor para sua pequena filha Sol. Sol é uma criança de apenas 4 anos, uma criança super especial que também possui traumas.

Sol é elo entre esses dois personagens, é a leveza na vida dos dois e no livro. Com a Sol, esquecemos as dores dos personagens e enxergamos a inocência de uma criança, o olhar puro do mundo.

Todo dia é um recomeço.

Todo dia eu renasço.

Todo dia eu me levanto.

Todo dia eu não desisto.

Todo dia eu vivo como se não tivesse 

Todos os dias. “

O livro é dividido em 4 partes, e em cada parte percebemos as lutas de cada personagem, a vontade de querer viver sem medos, de poder confiar em outro alguém e dar seu coração para que cuidem. Todo dia é um recomeço. Todo dia é uma nova chance de deixar seus medos para trás. E é com fluidez que Sofia aborda esses assuntos delicados.

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O livro possui cenas fortes, o prólogo intenso me fez chorar, e também me chocou, uma realidade vivida por tantas mulheres, um problema real que muitos não querem ver. Há também romance e cenas de sexo. Apesar de perceber a luta que Paola tenta vencer em confiar em alguém, em se aproximar de um outro homem, achei que ela acabou se entregando um pouco mais fácil que André. No meu ponto de vista, os traumas de Sofia eram bem maiores, mas quem demorou a ceder e vencer os próprios medos foi André.

Com ele percebi que é na escuridão que brilha o amor verdadeiro, que as palavras verdadeiras reluzem…”

Sorrisos Quebrados é um livro brilhante, chocante e lindo. Com uma personagem forte que não pensa em desistir, que criou o seu próprio mundo através das cores, que acredita que a vida não é mais um dia, e sim feito por pequenos momentos de felicidade. Indico a leitura desse livro, mas se prepare pois você leitor, irá sofrer, se apaixonar e brilhar com as cores de Paola.

Thaisa Napolitano

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Resenha: Novembro, 9 – Colleen Hoover

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Título: Novembro, 9

Ano: 2017 – 3ª Edição

Editora: Galera Record

Autor: Colleen Hoover

Número de Páginas: 352

Olá Aventureiros! Hoje venho falar sobre o livro Novembro, 9 da Colleen Hoover. Para quem acompanha o blog sabe que o meu primeiro contato com a autora foi com o livro Confesse, que li em agosto, para ler a resenha clique aqui. E assim como Confesse, Novembro, 9 aborda assuntos delicados que me deixaram bem tensa em alguns momentos.

O livro conta a história de Fallon, uma jovem que está prestes a se mudar para Nova York. Em seu último dia em Los Angeles, Fallon conhece Ben de uma maneira bem inusitada, rolando uma química instantânea que fazem com que passem o dia juntos.

Fallon tem apenas 18 anos, mas já passou por muitas coisas em sua curta vida. Sobrevivente de um incêndio que a deixou desfigurada, Fallon perdeu seu trabalho e viu sua carreira de atriz desmoronar por conta das cicatrizes. Dia 9 de novembro é o dia de aniversário desse episódio, e nesse dia, num almoço com seu pai, com quem tem uma relação perturbada, conhece Ben, um aspirante a escritor.

Amar alguém não inclui só a pessoa… Amar alguém significa aceitar todas as coisas e pessoas que esse alguém também ama.”

Ben, é um jovem que quer ser escritor, atraído por Fallon e ela por ele, passam o dia juntos e acabam conhecendo um pouco um do outro. Diferente da maioria dos garotos, Ben acha Fallon muito bonita, que acaba se tornando a sua musa inspiradora para seu livro. Impedidos de viver um grande amor, Fallon e Ben, fazem a promessa de se encontrarem todo dia 9 de Novembro, no mesmo lugar em que se conheceram e na mesma hora.

Ben faz Fallon se sentir muito bem, sempre encorajando o que ela tem melhor. Ao longo da narrativa, podemos ver o desenvolvimento e crescimento de Fallon, o aumento de sua auto estima e sua busca por realizar seus sonhos. Cumprindo a promessa que cada um fez, eles se encontram nos dias 9 de novembro, sem ter contato algum durante o ano.

E toda vez que se olhar no espelho, não tem o direito de odiar o que vê. Porque você sobreviveu enquanto muita gente não teve tanta sorte.”

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Quando tudo parece estar ao favor do jovem casal, quando eles acreditam que podem ficar juntos, Fallon descobre coisas que a fazem acreditar que ela é apenas um personagem do livro de Ben e questiona quem é o cara que ela está apaixonada. Foi nesse clímax que fiquei tensa. Muitos segredos são revelados, muita coisa que pareciam não fazer ligação, começam a se encaixar.

Acho que estive julgando mal todo o conceito de amor instantâneo. Eu queria muito saber como podemos terminar esses próximos anos com um final feliz.”

A autora, com sua maestria aborda assuntos delicados, como relações entre pais e filhos, câncer, suicídio, morte precoce, perdão e cicatrizes não visíveis em sobreviventes de incêndios. A narrativa é muita fluida e a história se passa sempre no dia 9 de novembro, nos encontros dos personagens, confesso que senti falta de saber como era o ano dos personagens, antes de cada encontro anual, o que acontecia com eles, e gostei muito de ler que mesmo destruídos, o dia 9 de novembro era um renascimento para os dois, e não apenas para Fallon. A amizade entre eles é muito bonita e comovente. O sentimento amor é abordado de maneiras diversas, nos emocionando e nos chocando.

Porque quando você ama uma pessoa, tem o dever de ajudá-la a ser melhor versão de si mesma.”

Gostei do livro, não foi o melhor que li esse ano e entre os dois da autora que li, gostei mais do Confesse. Não me senti muito confortável com o desfecho da história, achei que alguns acontecimentos pareciam irreais demais. O livro mostra ao leitor como o amor não é perfeito, que perdão e amor andam lado a lado. Para quem for ler esse livro, recomendo que leia acompanhado de um lenço, porque lágrimas são garantidas nessa leitura.

Thaisa Napolitano

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Resenha: Confesse – Colleen Hoover

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Título: Confesse

Ano: 2017

Editora: Galera Record

Autor: Colleen Hoover

Número de Páginas: 328

Assim como o título vou começar confessando algumas coisas… Confesse foi o primeiro livro que li da Colleen Hoover. Ouvi falar muito bem de sua escrita e a cada elogio, a curiosidade de conhece-la foi aumentando. Segunda confissão, chorei com o prólogo desse livro, maravilhoso, intenso e nos faz imaginar se o que vamos ler em diante é tão sofrido assim…

Nos primeiros capítulos me senti um pouco perdida, confesso, porque deixei de esperar um romance e fiquei tensa com tanto mistério, isso ocorreu porque Owen e Auburn possuem segredos que são revelados ao longo da narrativa.

Auburn Reed é uma jovem que perdeu tudo o que era importante em sua vida e assim vai reconstruindo a sua vida sem se permitir cometer erros. Morando em Dallas, ela precisa de um outro emprego para que consiga pagar os honorários de um advogado e nessa busca para em frente a uma galeria de artes e começa a ler confissões que estão pregadas nas paredes. Owen, um jovem pintor, acaba abrindo a porta de seu atelier e com uma conversa confusa, ele a contrata para trabalhar.

Há pessoas que você encontra e, depois, passa a conhecer melhor, e há pessoas que você encontra e já conhece bem,”

Surgindo uma forte atração entre eles, segredos são colocados a mesa e cada vez mais que eles vão se aproximando, se gostando mais e mais, outras complicações vão aparecendo. O que eu não esperava era que Owen, o pintor que se inspira com confissões de pessoas para pintar seus quadros, também tem confissões que envolvem Auburn. E Owen, é um acerto ou um erro que Auburn pode ou não cometer?

Mesmo se ele mudasse completamente de vida, suas escolhas do passado ainda afetariam a minha.”

A trama é amarrada em segredos, o que prende o leitor até o fim. A escrita é fluida e os capítulos alternam entre Auburn e Owen, nos deixando a par de cada sentimento e pensamento das personagens. Para mim o livro foi tenso do início ao fim, mesmo tendo ficado presa na história desde a primeira página, comecei a curtir a leitura e sentir que estava lendo um romance após alguns segredos serem revelados.

As personagens de Confesse, não chegam prontos para nós no início do livro, vamos conhecendo aos poucos suas caraterísticas, costumes e personalidade. Owen, é um jovem muito doce, corajoso, que mesmo tendo vivido puxões de tapetes da vida, não deixou de querer viver e fazer o bem para os outros. Auburn, é uma guerreira, uma jovem muito forte, conseguimos perceber isso já no início do livro, mesmo a vida não estando fácil para ela, desistir não é uma opção, mas ela vai se tornando menos passiva ao longo da narrativa. Os personagens secundários, eu gostei bastante, bom, na verdade eu os odiei, nunca tinha sentido tanta raiva de personagens, por isso os achei bons, bem estruturados.

Apesar desse livro ter matado um pouco da minha curiosidade em conhecer a autora, Confesse, despertou ainda mais o interesse de ler outros livros da autora. Colleen Hoover consegue nos dar uma história real, cheia de mistérios, emoção e tratando de temas importantes com muita habilidade. No livro contém confissões reais, e a cada vez que lia uma, meu coração se apertava, eu me chocava… No final do livro há imagens que são quadros do pintor Danny O’Connor, que representam as obras do Owen que são citadas no livro. Gostei muito do livro, me apaixonei pela Auburn, principalmente pela Colleen Hoover, se indico a leitura? Confesso que sim! Tem muita coisa para viver nesse livro, muitos acertos e erros e claro, muitas confissões!

Thaisa Napolitano

 

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Resenha: Uma Noite para Se Entregar – Tessa Dare

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Ano: 2016

Editora: Gutenberg

Autor: Tessa Dare

Número de Páginas: 288

Uma Noite para Se Entregar é o primeiro livro da Série Spindle Cove. Esse foi o meu primeiro contato com a autora e gostei bastante, tanto que já estou me deliciando com o segundo livro da série. No início da leitura, eu não consegui me envolver, mas ainda bem que insisti, porque depois de me acostumar com a escrita da autora,  me vi em Spindle Cove encantada com seus personagens bem desenvolvidos.

Spindle Cove é uma pequena vila que se tornou destino de certos tipos de moças, bem-nascidas, jovens que se envolveram demais com o amor, tímidas, moças que se desencantaram com o casamento e jovens delicadas. O primeiro livro conta a história de Suzanna Finch, que possui beleza, inteligência, coragem e muita generosidade. Ela não é a típica mocinha, ela é uma GirlPower. Anfitriã da vila, Suzanna lidera as jovens que vivem por lá, desenvolvendo atividades com fim de melhorar habilidades e seus talentos. Cada dia da semana há uma atividade que incluem jardinagem, caminhadas, nado em mar aberto e tiro. Mas os dias de calmaria na vila acabam quando Victor aparece.

Victor Bramwell é um tenente-coronel que chega na vila junto de seu primo, Lorde Payne, e seu homem de confiança, o cabo Thorne. Bram, viu sua vida desmoronar quando uma bala de chumbo atravessou seu joelho na guerra contra Napoleão. Para obter seu comando de volta e mostrar para todos que ele ainda é capaz de liderar e lutar uma guerra, Bram vai para Spindle Cove falar com Sr. Finch, pai de Suzanna, para pedir ajuda. O que ele não contava é que iria receber o título de conde Rycliff, e com isso uma missão de montar uma milícia em Spindle Cove.

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Desde o primeiro encontro de Bram e Suzanna, há uma forte atração que os personagens não sabem dizer o motivo de ter acontecido. E a cada encontro eles vão lutando contra o desejo, mas nem sempre eles vencem, e acabam se entregando e passando algum tempo juntos, mas o que eles não percebem é que podem estar dando uma chance ao amor, e será que duas pessoas completamente diferentes, que quando se encontram soltam alguns espinhos, podem ficar juntas em nome do amor?

Tessa Dare construiu uma narrativa muito fluida, muito gostosa de ler, com diálogos inteligentes, com pitadas de provocação e humor. É nitidamente clara a abordagem do papel da mulher na sociedade do século XIX, e Suzanna quer mostrar que as mulheres estão além de ser apenas esposas, lutando para mostrar que as necessidades das mulheres são importantes também, defendendo as jovens de sua vila e fazendo com que elas vejam que são capazes de fazer coisas que os homens fazem. Assim como Suzanna e Bram, as personagens secundárias foram bem escritas, deixando um fio para uma eventual continuação de suas histórias.

Spindle Cover é uma série, até agora composta por quatro livros, o último livro, Uma Duquesa Qualquer, será lançado em 20 de setembro e já está em pré-venda.

Este é um romance de época que mesmo sendo um pouco clichê, ele aborda assuntos que são discutidos até hoje. É uma história envolvente, recheada de humor, inteligência e cenas picantes. Com uma paisagem linda para se imaginar e com personagens cativantes, que mesmo parecendo fortes possuem suas fraquezas, eles conseguem nos transportar para Spindle Cove para que possamos integrar essa pequena vila. A história de Suzanna e Bram pode parecer previsível, mas até chegarmos ao fim muitas surpresas acontecem, eu recomendo você se aventurar e se beneficiar do ar marítimo de Spindle Cove, para quem sabe curar suas aflições.

 Thaisa Napolitano

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Resenha: Extraordinário- R.J. Palacio

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Título: Extraordinário

Ano: 2013

Editora: Intrínseca

Autor: R. J. Palacio

Número de Páginas: 320

Sabe aquele livro que você não dá nada pela capa? Então, sempre vi esse livro nas livrarias e nunca me interessei  em saber que história ele contava. Após ver o trailer oficial do filme que foi inspirado neste livro, eu me emocionei e não tive dúvidas, eu precisava conhecer a história desse menino extraordinário.

Auggie é uma criança que nasceu com uma síndrome genética, que faz com que o seu rosto se deforme. Auggie é apenas uma garotinho que de tantas idas e vindas do hospital e várias cirurgias, não pode aproveitar a sua infância com outros meninos de sua idade. Quando seus pais acreditavam que talvez esteja na hora de Auggie começar a frequentar a escola, ele consegue visualizar o grande desafio que estar por vir. Auggie é um menino muito maduro e ao entrar na escola sofre com olhares curiosos, brincadeiras e piadas de mau gosto, mas em meio disso tudo, também existe a verdadeira amizade. E ao desenrolar da história, vamos vendo o crescimento do nosso protagonista que fala sobre gentileza de uma forma muito pura.

A história é narrada pelo ponto de vista de Auggie e é alternada entre diversos personagens que participam diretamente ou indiretamente de sua vida. A narrativa é muito fácil de se compreender, não possui uma escrita rebuscada e apesar do assunto abordado no livro ser bem delicado, a autora nos faz querer devorar as páginas e nos tornando um aliado para derrotar o bullying. Houveram cenas que foi impossível não sofrer com Auggie e mesmo assim ele nos mostra como podemos dar a volta por cima. Auggie é aquele menino que só quer ser mais um no meio de uma multidão e sabe a importância de sermos únicos também.

Auggie emociona pessoas de todas as idades com a sua história, não deixe de se emocionar e se divertir com suas aventuras. Para conferir o trailer do filme é só clicar aqui. Esse é um dos livros que ao terminar de ler, me senti mudar. Recomendo esse livro emocionante, divertido e muito fofo, uma história de crescimento e superações de barreiras impostas pela vida contada por um menino extraordinário.

Thaisa Napolitano

 

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Resenha: A Guerra que Salvou a Minha Vida – Kimberly Brubaker Bradley

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Título: A Guerra que Salvou a Minha Vida

Ano: 2017

Editora: DarkSide

Autor: Kimberly Brubaker Bradley

Número de Páginas: 240

Um livro forte, intenso e ao mesmo tempo puro, contado por uma criança que luta em uma guerra dentro de casa. Ada é uma menina com aproximadamente 10 anos (é o que ela acha) que é maltratada pela mãe por possuir um pé torto. Ada mora com sua mãe e seu irmão Jaime que tem 6 anos, moram num pequeno apartamento, onde Ada fica presa, olhando o seu irmão e as pessoas viverem a vida pela janela de seu apartamento.

Ada, faz tudo em casa, cuida do seu irmão como se fosse o seu filho, faz a limpeza e prepara o café da manhã, e faz tudo rastejando por não conseguir andar por conta de seu pé, sentindo fortes dores. E ai dela se reclamar, a mãe a coloca dentro de um armário debaixo da pia e ainda apanha.

Com a ameaça de Londres ser bombardeada, Ada foge junto com Jaime para o interior, junto com outras crianças que foram mandadas pelos pais zelando a segurança deles. E é nessa viagem que a vida de Ada começa, a menina que ficou trancafiada em casa começa a descobrir o mundo, fazendo descobertas que a janela de seu apartamento não lhe proporcionava.

Eles são acolhidos por Susan, que vive com os custos de cavalos de sua falecida amiga que foram vendidos. Jaime e Ada a consideram rica, pois lá eles não passam fome, e tem mais peças de roupas que antes possuíam, e tomam banho todos os dias, uma vida totalmente diferentes da que levavam. E é nessa nova casa, nova vida, que Ada nos conta sua história, suas descobertas e suas novas amizades.

Apesar de Ada ter apenas 10 anos, ela é uma criança muito forte, que aguenta suas dores, que aguentou apanhar de sua mãe, e aguentou o fato de não possuir uma família estruturada e unida. Vemos a personagem crescer, e mesmo tendo pensamentos e questionamentos além de sua idade, Ada tem seus medos, suas birras de criança. É no olhar dela que sentimos o medo de quem está esperando por uma guerra, mesmo lutando a sua própria. É com os olhos de Ada que sentimos a aflição das bombas da segunda guerra, a angustia de entrar em um abrigo e escutar sua cidade, seu novo lar, ser bombardeado.

Mesmo se tratando de guerra, a história não é pesada. O enredo possui uma leveza, que nos envolve já na primeira frase do livro. É contagiante a maneira como Ada nos conta a sua história. É um livro lindo, uma história linda demais, que por vezes me deu vontade de pegar a Ada no colo e aninhá-la.

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A edição da DarkSide está linda, e os detalhes de botões e retalhos na capa tem tudo a ver com a história. Ada ficará no meu coração e esse com certeza foi um dos melhores livros que li esse ano. A Guerra que Salvou a Minha Vida é uma história de amor ao próximo, de perdas e ganhos na vida, que aborda o preconceito e o desmanche do mesmo, um livro que mudou a minha visão assim que o terminei. Recomendo se aventurar e conhecer um pouco da vida de Ada e a guerra que salvou a vida dela.

Thaisa Napolitano

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Resenha: Cadu e Mari – A. C. Meyer

 

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Título: Cadu e Mari

Ano: 2017

Editora: Galera Record

Autor: A. C. Meyer

Número de Páginas: 280

Cadu e Mari, um livro de A. C. Meyer, conta a história de um casal que parece que foram feitos um para o outro. Mariana é assistente do presidente da empresa Be, uma das revistas de moda mais conceituadas do país. Carlos Eduardo, o nosso Cadu, é o presidente desta empresa, que “herdou” do pai como uma forma de “castigo” pela sua adolescência “louca”, e acaba se apaixonando pelo trabalho e a empresa se torna essencial para sua vida.

Mariana é uma jovem forte, profissional, inteligente e braço direito do Cadu. Uma mulher que não tem o corpo de modelo, como as que estampam as capas da revista e se sente fora da “caixinha” por não se encaixar nos padrões de beleza. Assim como qualquer jovem que já amou, Mari já teve seu coração machucado e por conta disso tem receio de se entregar, de se abrir totalmente e voar nas nuvens para que quando a decepção chegar, a queda não seja grande.

Cadu, é um homem bonito, com lindas covinhas e com um corpo definido. Gosta do sol, de surfar e de mulheres. Mas gosta de mulheres com estilo distinto da Mari. Presidente de uma grande revista de moda, Cadu não ficou com algumas mulheres, mas com várias e modelos. Mas um belo dia, ele vê Mari com outros olhos  e começa a investir na sua secretária que é bastante profissional.

Mariana me conquistou de primeira, é uma personagem com vivências reais, por isso é fácil se identificar com ela. Quando Cadu começa a correr atrás da Mari fiquei muito incomodada com a maneira dele de agir e não me simpatizei com o belo moço no início.

Ao longo das semanas, Cadu e Mari acabam se apaixonando, mas o mundo a sua volta não os aprovam e eles terão que mostrar que estão prontos e maduros para enfrentar os preconceitos, intrigas e até um golpe na empresa de Cadu.

A leitura é muito fluída! Vamos lendo, nos envolvendo com a história que se passa no Rio de Janeiro, e quando vemos, estamos sofrendo com a Mari, com o Cadu e já estamos no meio do livro! :O Nas primeiras páginas, vemos uma playlist, com músicas que representam os capítulos e podemos escutar enquanto lemos.  A escrita é muito gostosa, a história é narrada em primeira pessoa, alternando em capítulos curtos entre Mari e Cadu, que interagem com o leitor como se estivéssemos dentro do livro com eles. É uma história que aborda interesses que incentivam pessoas a passar por cima dos outros, mistura de classes sociais, perdão, confiança e nos mostra o quanto o amor é um sentimento poderoso.

O amor verdadeiro perdoa, entende, suporta. Nunca duvide do poder do amor.

Não conhecia a autora, e ela foi me conquistando aos poucos, sem reparar que estava com saudade dos personagens, da história e da escrita deliciosa de Meyer. Cadu e Mari é um livro agradável, para ser lido em qualquer hora e lugar, que nos faz esquecer do que está a nossa volta por conta de sua leveza.

Thaisa Napolitano

Eventos Literários

Nós Fomos: Bate- papo e lançamento do novo livro de Carina Rissi

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O Grupo Editorial Record organizou um evento de lançamento do mais novo livro da Carina Rissi, na livraria Saraiva do Shopping Rio Sul. E aventureiras literárias que somos, não pudemos deixar de conferir esse evento que foi regado de muito bate-papo com a autora, simpatia, humor e fofurice.

As senhas foram distribuídas às 10 horas da manhã e o melhor, não havia limite de senha, então quem não pudesse chegar cedo, poderia participar do evento mesmo chegando depois, bastava pegar a senha e entrar na fila, claro, tinha que possuir o livro “Quando a Noite Cai“, e podíamos levar mais dois livros da autora!

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O Grupo Editorial Record, comunicou na página do evento do Facebook, que as primeiras 60 pessoas participariam de um bate-papo com a Carina além da sessão de autógrafos, mas na hora, o local onde foi realizado o bate-papo era aberto, então todos que estavam lá puderam conferir.

O bate-papo foi super delicioso, mediado pela Frini Georgakopoulos, autora do livro “Sou Fã! E Agora?” que também é criadora e curadora do Clube do Livro Saraiva e colunista literária da rádio Roquette Pinto.

A Frini é uma comédia, nunca tínhamos ido num evento em que ela mediava e adoramos! Demos altas risadas e dividimos nossos amores pelos crushes dos livros da Carina. Mas claro, sem spoilers, por favor!

A Carina é um amor, simpática e super tímida, essa última característica que não reflete em sua escrita, nós agradecemos! 😉 Rissi nos deu muita alegria ao comunicar que teremos livros sobre Valentina com um capitão espanhol, Malvina, Capitão Gancho, mais um da Luna e Dante, mais um livro da série Perdida, um da Mel (Mentira Perfeita) e talvez um do Lorenzo e da Aisla, personagens do livro “Quando a Noite Cai”. Além dessas novidades todas, teremos Carina Rissi nas telonas!

A série Perdida, é de maior sucesso da autora, e a história de Ian, Sofia e Elisa vão para as telonas. Carina Rissi será co-roteirista, e o longa que será produzido pela Amberg, está em fase de captação de recursos. Ano passado, os direitos cinematográficos de “Procura-se um marido” também foram adquiridos e será produzido pela Framboesa Filmes.

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Carina Rissi e Frini

A fila para os autógrafos foi formada em ordem das senhas, e a Carina recebeu cada fã com muito amor, com muita simpatia e conversou com todos eles sem pressa. Assinou meu box da série “Perdida” sem problema algum e ainda pediu para que eu voltasse para levar o livro que faltava para minha coleção para ser assinado, que enquanto a fila dos autógrafos corria, meu querido pai o comprava e a fila do caixa estava gigante! E ela fez esse mimo, o que me fez ter muito mais admiração por ela.

O livro “Quando a Noite Cai” conta a história de Briana Pinheiro, que não é a pessoa mais sortuda do mundo. Sempre que adormece, ela é transportada para terras distantes, para um mundo com espadas, castelos e um guerreiro irlandês. Ao conseguir um novo emprego, Briana vê que o seu chefe irlandês é igual ao guerreiro com quem tem sonhado. E ela acaba se apaixonado literalmente pelo homem de seus sonhos.

Em breve terá resenha do livro aqui no blog e a leitura desse livro está muito gostosa! Estou louca para conferir os outros livros que adquiri no evento para mergulhar nesse imenso mundo de Carina Rissi.

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Thaisa Napolitano 

 

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Resenha: Os Mistérios de Sir Richard – Julia Quinn

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Título: Os Mistérios do Sir Richard

Ano: 2017

Editora: Arqueiro

Autor: Julia Quinn

Número de Páginas: 272

O quarto e último livro da série o Quarteto Smythe-Smith é intrigante. O livro narra uma história totalmente diferente do que vínhamos lendo, um romance com mistérios envolvidos que nos fazem imaginar qual será o segredo que o Sir Richard guarda e como acabará essa história.

Sir Richard Kenworthy, está desesperado para encontrar uma noiva e está desta forma porque tem pouquíssimo tempo para essa busca, e com isso não poderá ser muito exigente. Ao assistir o tradicional recital da família Smythe-Smith, Richard tem certeza de que encontrou a pessoa certa para desempenhar o papel de sua esposa, uma pessoa que não atrai tantos olhares assim.

Iris, violoncelista do quarteto se esconde atrás de seu instrumento enquanto toca. Uma jovem discreta que atrai o olhar do Sir Richard. Iris se sente desconcertada e  fica imaginando tais motivos que levaram aquele moço a encara-lá com tanta vontade. Ao fim do recital, Sir Kenworthy pede ao seu amigo Winston que o apresente a dama, que apesar de ficar lisonjeada com seus elogios, sente algo estranho no ar, ficando desconfiada da tamanha atenção daquele cavalheiro para si.

A história gira em torno do mistério do Sir Richard, sabemos que sua propriedade não está muito bem financeiramente, mas os segredos vão mais além, nos fazendo questionar quais serão e confesso que imaginei coisas bem aterrorizantes. Vivi junto com a personagem o drama de descobrir os segredos e dividi seus sentimentos, chegando por vezes a me emocionar.

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Assim como os outros livros da série, Julia Quinn nos faz refletir criticamente a maneira de como os casamentos eram arranjados, sem amor e o interesse entre as classes. Sem dúvidas essa história me cativou, Julia Quinn me cativa sempre, mas essa não é a minha história preferida do quarteto. Os livros podem ser lidos em qualquer ordem, são histórias independentes, mas claro, sempre tem uma menção de um fato ou outro que ocorreu no livro anterior, por isso prefiro ler em ordem.

E assim fechamos o mês de maio, que dedicamos especialmente para a notável Julia Quinn. Os livros são lindos, cheios de romances, humor, inteligência, leveza, com diálogos espertos e personagens envolventes. Além do box ser maravilhoso, as capas dos livros são lindas demais! Recomendo a leitura! Com certeza a família Smythe-Smith ganhou um lugar no meu coração junto à família Bridgerton.

Thaisa Napolitano

Eventos Literários

Eu fui! – Nicholas Sparks

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O lançamento do Livro Dois a Dois do Nicholas Sparks foi um dos eventos mais aguardados desse ano. Quem não conheceu Nicholas Sparks pelos seus livros, o conheceu nas adaptações de seus livros para o cinema, podemos citar, O Diário de Uma Paixão, Querido John, Noites de Tormenta, Um Amor para Recordar…

Quando soube que o autor viria ao Brasil o primeiro pensamento que veio em minha mente foi o primeiro livro dele que li. Não li muitos livros dele ainda, há alguns na minha estante esperando sua vez na lista de livros para serem lidos, mas os poucos que li mexeram comigo. O primeiro livro que li me marcou muito, A Escolha. Minha mãe  me deu num momento em que eu passava por um relacionamento que estava me desgastando e me puxando para baixo. Apesar do livro não falar sobre isso, a história me envolveu demais e acredito que ao terminar o livro senti que ele foi um divisor de águas para mim. O gás que tive para a literatura aumentou consideravelmente e a paixão por esse autor surgiu.

Fiz questão de ir ao lançamento do livro Dois a Dois, e minha mãe também, porque foi ela quem me apresentou aos romances de Nicholas Sparks e tinha total consciência do impacto que esse autor causou em minha vida.
Parecíamos duas crianças em lojas de doces. Super animadas com tanta gente a nossa volta, comentando as histórias que nos fizeram rir e chorar… E chorar mais ainda! E vi que o livro dele não chegou apenas para mim num momento delicado, mas também para outras pessoas que tiveram perdas irreparáveis.

A organização do evento foi maravilhosa, pegamos a senha pela manhã e no meio da tarde poderíamos voltar para a sessão de autógrafos. A Editora Arqueiro foi quem trouxe o Nicholas para o Brasil e com isso os livros autografados deveriam ser da própria editora, e meu livro A Escolha não era da editora Arqueiro, e sim da Novo Conceito. Tive que comprar um outro livro para que pudesse ser autografado, mas infelizmente aquele novo livro não tinha o mesmo valor sentimental que eu tinha atribuído ao que ganhei da minha mãe. Muitas pessoas também tiveram que comprar um livro e com aquela expectativa de escolher qual das histórias de amor iriam entrar para se emocionar.

Um pouco antes do horário previsto, Nicholas apareceu, regendo uma sinfonia de gritos, flashes e choros de fãs emocionados. Até meu pai que estava ali para nos fazer companhia, o aguardava ao meu lado com o celular na mão para registrar os poucos segundos em que passou pela gente. Foi muito emocionante ver meus pais ali, que sempre, desde pequena me incentivaram à leitura e naquele momento, eu compartilhava com eles emoções que os livros que eles me deram faziam em mim.

No fim das contas, ao chegar frente a esse grande escritor, o valor sentimental que atribuí ao livro foi transformado numa gratidão sem tamanho, ao conhece-lo junto da pessoa que me apresentou suas histórias, minha mãe.

Thaisa Napolitano

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Mimos que ganhamos da Editora Arqueiro