livro, Sem categoria

Resenha: Enquanto Houver Tempo – Paola Scott

27746174_10215210396438702_2124620833_o.jpg

Título: Enquanto Houver Tempo

Autora: Paola Scott

Editora: The Gift Box

Ano: 2018

Número de Páginas: 340

Eu achava que tinha tudo o que precisava. Só não tinha controle do próprio tempo. Não via que os dias estavam passando. Não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que eu estava cada vez mais sozinho.”

Dante tem 37 anos, mora em São Paulo, homem de negócios e se vê obrigado a sair do ritmo frenético de sua vida após sofrer um infarto. Com o trabalho, Dante esqueceu de sua saúde, de sua vida amorosa e principalmente de sua família. Sua irmã Poliana se preocupa com ele e tenta mostrar que a vida não é só trabalho e estresse, e acaba o convencendo a viajar para um lugar calmo, totalmente diferente da cidade grande.

Chegando na pousada, Dante se dá conta da paz e tranquilidade do sul, mas mesmo assim sempre tenta comparar a rotina da cidade pequena com a cidade grande,  e pensando em encurtar a viagem, mas essa ideia logo muda assim que conhece Gaia.

Gaia é uma jovem que vive para a terra, cultiva maçãs, ama os seus cavalos e sua cadela Apfel. Gaia leva a sério sua filosofia de que devemos aproveitar cada dia como se fosse o último, cada dia sendo um presente.

 

Os dois são totalmente opostos, mas mesmo assim Dante se sente atraído pela linda jovem de sorriso tranquilizador. E Gaia, também se sente atraída pelo homem refinado da cidade, que está claramente deslocado no campo.

Gaia acaba “salvando” Dante de uma situação no meio da estrada e acabam se aproximando e se relacionando. Mesmo sabendo que o homem sedutor está de férias e que em poucos dias irá voltar para a sua cidade, Gaia não consegue não se apaixonar por Dante, que por sua vez, também não resiste aos encantos da jovem.

Ao voltar para São Paulo, Dante volta para o trabalho e para o estresse da rotina da vida de um homem de negócios em uma cidade grande e percebe o quanto está sentindo falta da tranquilidade do campo. Após ter uma crise de ansiedade, Dante fica preocupado em ter um novo infarto e reflete sobre a sua vida e toma uma decisão, voltar para o sul, para ficar com Gaia e construir sua vida ao lado dela no campo. Mas ao voltar, Dante encontra Gaia precisando urgentemente de ajuda, e ele tentará fazer de tudo para ter o amor de sua vida ao seu lado.

Amo ver o seu sorriso e a alegria que transborda de você quando está em paz, no seu lar. É isso que você me dá. O prazer de viver ao seu lado, simplesmente.”

Enquanto Houver Tempo é o primeiro livro que leio da autora brasileira Paola Scott. Me encantei pela escrita da autora desde o começo, a narrativa e os detalhes me prenderam que não consegui me desgrudar de Dante e Gaia. No início, durante o flerte dos personagens me senti um pouco incomodada com os diálogos entre eles, mas depois só foi melhorando. Me conectei bastante com o casal, torci por eles, sofri e chorei com eles.

Um livro totalmente marcante, que nos transporta por paisagens lindas da serra gaúcha, uma história que fala sobre aproveitarmos a vida, a família, e viver com quem amamos. Além de toda essa reflexão, a autora aborda um assunto bastante delicado ainda é pouco conhecido por nós.

Indico esse romance de olhos fechados, uma história de amor, superação e de transformações de vida. Uma história com personagens cativantes que te farão repensar sobre a vida, te farão se apaixonar pela vida no campo e pelo casal maravilhoso.

Dizem que a felicidade é feita de momentos. E concordo plenamente. Eu tinha vários deles guardados na memória, cada qual com a sua escala de intensidade. Todos tinham seu grau de importância e eu sabia que jamais haveria outro igual a um já vivido. Por isso, eu valorizava cada novo instante. Deixava que a sensação de euforia, vigor e alegria me invadissem, criando novas lembranças e emoções.”

Thaisa Napolitano

 

Anúncios
listas, livro, Sem categoria

Tag Aventureiras Literárias

Oi gente! Como o Carnaval está chegando, quis fazer um post mais leve e inventei essa tag. Quem quiser participar é só copiar e colar e linkar as Aventureiras em seus blogs.

1livro que fale sobre o Carnaval: Tons do Rio, fala de carnaval e outras coisas da cidade carioca;

1 história que combina com uma música: Desventuras em série combina com I Will Survive de Glória Gaynor (aquelas crianças estão sempre sobrevivendo a algo);

1 livro que você levaria se fosse passar as férias num castelo: A colina de sangue;

1 livro que você leu mais de duas vezes: qualquer um dos Harry Potters;

1 livro que você gostou da adaptação para o cinema: “Como treinar seu dragão” (sim tem 13 livros dele);

Qual livro você deseja ganhar agora? Algum do Roald Dahl,

O que você gostaria de reler em 2018? Toda saga de Percy Jackson.

livro, Sem categoria

O que ler em 2018?

Olá aventureiros!

 Estamos quase no Carnaval e só agora é que tive a ideia de publicar a minha lista de leitura desse ano. Acontece que andei enrolada com leituras betas e acabei me esquecendo. Aliás, acho que é válido também publicar a lista do ano passado né? Vamos ver no que dá.

A lista a seguir está toda na minha estante. Acontece que sou dessas que vê um livro na rua e diz “livro não é gasto é investimento!” e acabo comprando mais do que consigo dar conta. Então esse ano estou me desafiando a ler esses 24 livros para tirar o atraso da estante (que é muito maior que isso, mas tenho plena consciência de que vou comprar livros novos hehehehe e não vai dar tempo de ler tudo). Cada livro está inserido numa categoria, pois sempre compro uma dessas categorias: livros clássicos, livros de arte,livros de fantasia, livros de aventura e livros de História.

Acho que a categoria mais encalhada é a de Clássicos, mas a de História também vai mal das pernas. Assim, quero garantir que esse ano vou ler pelo menos 5 livros de cada categoria para desafogar essa estante. Caso você também seja uma acumuladora de livros, deixe nos comentários suas estratégias para acabar com o atraso.

Eis a lista:

1- Leonardo Da Vince (Frank Zöllner)

2-Jan Van Eyck (Borchert)

3- Romantismo (Norbert Wolf)

4- Albrecht Dürer (Norbert Wolf)

5- Pablo Picasso(Düchiting)

6-A Bolsa e a Vida( Drummond)

7- Macunaíma (Mário de Andrade)

😯 Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)

9- A Metamorfose (Franz kafka)

10- Crime e Castigo volume 1 (Dostoiéviski)

11- O Juramento dos vayaputras

12-Os filhos de Húrin (Tolkien)

13- O urso e o rouxinol (Arden)

14- O nome do vento (Patrick Rothfuss

15- A aprendiz (série clã dos magos)

16- O castelo das águas (Ana Lúcia Merege)

17- Robin Hood  (Alexandre Dumas)

18- O andarilho (Bernard Cornwel)

19- O herege (Bernard Cornwel)

20- O rebelde (Jack White)

21- A rainha Normanda (Bracewell)

22- A rainha Vermelha( Phillippa Gregory)

23- A História Secreta da mulher maravilha (Lepore)

24- Harry Potter ou o Anti Petter Pan. (Isabelle Cani)

E você já se programou para esse ano?

beijos da Aleska.

livro, Sem categoria

HQ: A Vida de AWVAS

26940534_1641138115981234_1503246077_n

Há dois finais de semana fui num evento de quadrinhos aqui no Rio de Janeiro e conheci o trabalho do Anderson Awvas. Ele e a namorada estavam promovendo o trabalho dele no evento, pois publicaram independentemente de editoras. Fizeram um financiamento coletivo pelo que estava escrito no fim da obra.

Não tenho permissão para divulgar imagens de dentro do livro, mas pela capa vocês podem perceber que o estilo é legal né? Aliás, essa imagem retrata o artista com a sua namorada, para quem ele dedicou a história. Tem muita coisa sobre o casal e alguns eventos/pensamentos aleatórios, tratados com muita crítica e bom humor.

Acho que é uma daquelas histórias que vão te cativar porque você pode se ver vivendo muitas dessas passagens (eu me vi usando meias de pares diferentes e tentando convencer as pessoas a não matar insetos inofensivos) ou tendo os mesmos pensamentos circulares sobre ônibus, o ciclo da vida, armadilhas do capitalismo, sexualidade, respostas prontas e muito mais.

Penso que o autor ganha a gente pela simplicidade e veracidade das coisas que expõe e pelo estilo único (acredita que o autógrafo dele é um desenho dele mesmo? achei muito legal). Gostei também de algumas passagens que criticam modismos e padrões culturais/estéticos. Acho muita falta de educação querer enquadrar as pessoas.

26756664_136947987000494_8338538542068528355_o

Ah esse na foto é o Awvas (na realidade) com a Pâmmela e os outros produtos dele. Achei linda a mulher maravilha negra que ele desenhou (no porta retrato amarelo) e admirei o capricho porque eles eram os únicos que vi que estavam dando sacola personalizada. A maioria nem tinha sacolinha, me entregavam os produtos em envelopes. Espero que tenham recebido um bom retorno nessa feira, porque o investimento deve ter sido alto.

Para você que gosta de conhecer o mercado nacional eu super recomendo!

Ficou interessado? Entre em contato com o Awvas pelo facebook: https://www.facebook.com/avidadeawvas/

livro, Sem categoria

Resenha: O Arqueiro

209102SZ

Autor: Bernard Cornwell

Série: A busca do Graal

Editora: Record

Sinopse do Skoob: Thomas de Hookton, hábil e corajoso arqueiro inglês, deixa as fileiras do exército e parte em uma missão que o leva em viagens entre a Escócia e a França. O jovem segue a trilha do mítico Santo Graal, com a bênção da coroa britânica, e em seu caminho enfrenta inúmeros inimigos e aventuras. Perigos e adversários que o conduzem a outra busca: a de suas verdadeiras origens, ligadas a uma misteriosa família nobre que, por séculos, teria sido a guardiã da mais sagrada das relíquias cristãs, mas que tinha caído na desgraça da heresia.

Já fazia alguns anos que queria ler este livro. Eu, toda errada, tinha começado a ler a aventura pelo segundo livro, mas não havia entendido muitas coisas. Aí há uns meses aproveitei um super desconto (nem lembro onde) e adquiri os três livros da coleção! Infelizmente só agora pude pegar a história para entender o que perdi.

É claro que gostei do livro. Cornwell é o rei dos romances históricos, mas acho que o segundo livro da trilogia (” O Andarilho”) é mais empolgante. Em outras palavras, encare  “O Arqueiro” como um prólogo e espere o ápice nos próximos volumes. No entanto, esteja preparado para longas e super detalhadas cenas de batalha que vão te deixar num expectativa muito alta até o final.

Aliás, a super descrição das lutas e invasões de cidades te fazem ver um filminho na sua cabeça. O que me incomoda é como a violência e o estupro são naturalizados. É claro que os heróis de Cornwell não compartilham  desses valores deturpados, mas o resto do elenco parece achar muito normal. Quer dizer, de fato o tempo que o autor retrata era assim: tomava-se a cidade e depois a humilhava, estuprando suas mulheres para exaltar o poderio bélico do povo invasor. Entendo que Cornwell queira ser fiel à História, mas como leitora e como mulher não posso deixar de me sensibilizar e de estranhar.

Porém,neste livro nem todas as mulheres são tão passivas a ponto de só aparecerem para serem violentadas. A condessa da Armórica, por exemplo, lutou contra a invasão inglesa em La Roche Derrien e tem importância significativa nas subtramas. Embora ela também sofra com o patriarcado, não é capaz de desistir de lutar. Tenho a impressão de que ela seria um melhor par romântico para o herói do que a atual namorada de Thomas, porém, ao que tudo indica muitas águas vão rolar até que eles estejam maduros e preparados para um relacionamento, ou então o autor matará um dos dois e essa reflexão minha não passou de uma viagem (risos).

Ah sim! Eu já ía terminar essa resenha sem falar do herói, mas abramos um espacinho para Thomas de Hookton: bastardo de um padre, mas tratado como filho legítimo, Tom é um pedaço de mal caminho com longos cabelos negros  um arqueiro inglês pouco temente a Deus. Por um infeliz acaso do destino é obrigado a procurar relíquias cristãs e se mete em várias confusões, faz aliados inesperados e nos arranca risos com suas críticas à cristandade e identificação com suas fragilidades. Neste primeiro livro ele parece ser bem imaturo, mas como já li o segundo, sei que a coisa vai melhorando para ele, e é gostoso vê-lo tornar-se homem.

Espero ter feito jus ao livro e também espero ter te convencido a ler porque é bem provável que eu volte a resenhar o resto da trilogia.

Um abraço, Aleska Lemos.

Séries, Sem categoria

Série Merlin

maxresdefault

Série: As Aventuras de Merlin

Total de Temporadas: 5

 

Dias atrás, quando não tinha nada para fazer, eu liguei a netflix e resolvi assistir  às “Aventuras de Merlin”. Vi a maioria dos episódios até o início da quarta temporada e resolvi que já era hora de resenhar para vocês.

A proposta da série é contar a saga do rei Arthur pelos olhos de Merlin, o que a princípio é legal porque o foco passa a ser as “mandingas brabas” do mago, mas desaponta um pouco, porque para isso, os roteiristas precisaram “diminuir o brilho” do príncipe Arthur. E o que posso dizer? É bem estranho ver esse personagem ser tratado como um valentão mimado e sem noção, por mais que ele seja do time dos heróis.

Já Merlin/ Emrys é retratado como um jovem doce, ingênuo e meigo que sofre um bocado nas mãos do príncipe Arthur. É claro que ele solta algumas boas farpas  para seu patrão se tocar, mas acaba não tendo tanto carisma, pelo menos não para mim que conheci outros Merlins mais interessantes (e debochados) na literatura. Não é totalmente sem graça, chega a ser fofo, mas faz umas burradas catastróficas, ainda bem que temos o Gaius para por a mão na consciência dele.

Porém, por algum motivo, a série funciona. Talvez seja porque ela não dá muita trela para o triângulo amoroso entre Arthur- Guinevere- Lancelot ou porque tem bons personagens secundários, como o Gaius e o Gwaine ou porque Morgana é a vilã que a gente adora odiar ou mesmo porque Uther consegue ser muito “coisa ruim” ao mesmo tempo que é humano e ama aos seus com intensidade. A última hipótese é que eu gostei porque sou fã de fantasia (risos), mas acho que além do meu gosto pessoal, ela tem algum mérito também, apesar de ter um roteiro bem juvenil.

E você? já assistiu Merlin?

beijos da Aleska Lemos.

Filme, Sem categoria

Thor: Ragnarok

thor-ragnarok-end-credits-avengers-infinity-war-870508

 

Resumo:

Após terminar com a cientista terráquea Jane Foster, Thor volta a Asgard e descobre que é seu irmão Loki quem está governando. Irado, o deus do trovão arrasta o trapaceiro para a Terra, à procura de Odin que havia desaparecido. No meio da busca, encontram o Doutor Estranho e descobrem que tinham uma irmã mais velha do mal.

Os filmes sobre Thor não foram os mais emocionantes, se você comparar com as histórias do homem de ferro ou do capitão América. Tinha um excesso de melodrama que atrapalhava a narrativa, quer dizer ora era o Loki reclamando de ser menos amado e ora era Thor arrependido demais falando coisas emotivas.

Outra coisa que atrapalhava muito era o relacionamento dele com Jane Foster. Nos dois primeiros filmes o romance parecia mais central para a história, e embora eu curta a personagem, acho que seu sumiço na trama deu uma alavancada no enredo. Em Thor Ragnarok, percebemos um herói mais “evoluído”, nem tão egoísta como no início do primeiro filme e nem tão dramático e resignado como no segundo filme. Ele parece ter realizado a síntese dos aprendizados anteriores e se mostra como um cara auto confiante demais, que porém se preocupa com os outros.

10-thor-2610

Quanto às piadas do filme, confesso que nas primeiras cenas elas não estavam muito boas, mas conforme o filme foi passando, elas foram melhorando. Algumas são piadas clássicas e outras são mais originais porque fazem uma intertextualidade com os filmes dos vingadores, mas as melhores são as que depreciam o personagem principal (nada mais divertido do que encontrar defeitos em pessoas cheias de si não é mesmo?).

Outro ponto alto é a luta entre Thor e Hulk. Eu sempre quis ver qual seria o resultado de uma luta entre os dois, mas não imaginava essas circunstâncias e nem com o Loki na plateia se borrando de medo do Hulk e vibrando com os golpes que o irmão levava. Nota dez para o cara que imaginou esses eventos hilários.

DOCSTRNGETHORR

No geral gostei bastante do filme, mas teve alguns pequenos problemas também (além de algumas piadas ruins). Em algumas partes, parecia que os autores queriam agilizar os eventos para chegar nas partes importantes, o que prejudicou um pouco a justificativa do aparecimento de Hella, a vilã. O Doutor Estranho também me pareceu pouco aproveitado. Acho que ele poderia ter sido a chave para resolver o conflito de Asgard, mas apareceu rapidinho só para dar um singelo “oi”. Espero que reapareça com mais ênfase em outros filmes.

Bom, isso é tudo que eu queria comentar (mentira, estou arrasada por terem cortado o cabelo do Thor, mas abafa) e você o que achou do filme?

Beijos da Aleska Lemos.

nostalgia, Sem categoria

Autobiografia literária, por Aleska Lemos

Autobiografia Literária

1934372_1022325837862468_991012329774995180_n
Quem vos fala.
Bom, na infância eu tive muitos livrinhos fofos, mas só lembro de dois: Bulunga o rei azul e a A Centopeia. O engraçado é que apesar de ter relido umas 500 vezes, não lembro do enredo da Centopeia, só lembro que eu gostava muito (tinha uns 8 anos quando li para a escola), mas o Bulunga até inspirou um poema meu chamado Óculos cor de rosa.  O rei Bulunga era um gato que usava óculos de lentes azuis, e só gostava dessa cor. O problema acontece quando ele começa a gostar de uma gata que tinha uma cor diferente, não sei se era rosa ou branco, mas Bulunga aprende que a cor é o que menos importa.
Acredito que não li muito depois disso, pelo menos até eu ter uns 10 ou 11 anos. O fato que iria mudar minha vida totalmente, é a adesão da minha família ao Espiritismo.  Todos começaram a ler romances psicografados  e eu meio que fiquei isoladinha. Então acabei entrando na onda, e acho que eu fui a que leu a maior quantidade de romances do gênero. Fui mais longe que todo o resto da casa. Hoje em dia, apesar de não ser mais espírita, ainda figuram na minha lista dos 10 mais queridos, dois romances espíritas: O morro das ilusões e Quando a vida Escolhe. O bom dessa literatura, é que ela mostra personagens que erram pra caramba, mas que nem por isso são ruins, sempre tem alguém que ama sinceramente o vilão. Sem falar que rolam várias lições de vida. Esses livros iriam me influenciar até 2008, apesar de que lá pelos meus 15 anos parei de ler exclusivamente esses textos.
Durante  a adolescência, porém, li outros livros também que eram bem profanos. Eu tinha uma relação de amor e ódio com os harlequins, porque tinham uma formuleta de bolo irritante, mas uns até davam pra gostar bastante, como  A Bela e a Fera ( não tem nada a ver com Disney) pois tinha umas piadas muito esdrúxulas e picantes, sem falar que tinham todo aquele açúcar romântico do namorado “protetor” e ciumento. Nessa época ainda não conhecia a Jane Austen, então meio que não sabia bem o que era um romance de verdade. Li muito Norah Roberts e Barbara Delinsky até o fim do segundo grau, mas essas histórias serviam de substitutos para os romances de aventura e fantasia que estavam em falta naquela época. Aliais, até tinha alguns como o Harry Potter e o Senhor dos Anéis e também os livros do Bernard Cornwell , que eram o ponto alto da minha estante, mas a velocidade de publicação de boas obras era bem lenta (na minha não humilde opinião).
Não tive muito contato com os clássicos. Li “Iracema”, “5 minutos e a Viuvinha”, “O Santo Inquérito”, “A Escrava Isaura”, “Lucíola” e larguei pela metade “Macunaíma”, “Senhora” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Acho que na época eu não estava acostumada com fins trágicos que excetuando “5 minutos e a viuvinha” e a “Escrava Isaura” era a maior tônica dos clássicos. Ainda tenho planos de voltar a lê-los, antes de libertá-los,mas não faço ideia de quando isso vai ocorrer. Os únicos clássicos que tenho verdadeira paixão sãos os escritos por Jane Austen, que por mais que alguns personagens deem raiva, as tramas compensam.
Aliás meu lance com a Jane é uma boa história para contar numa biografia literária: tudo começou num dia que eu trocava os canais da net procurando algo interessante para ver, quando aparece o título: “orgulho e Preconceito”. Acho que dei uma olhada rápida na sinopse e me encantei com as músicas de Dario Marianelli no piano. Depois que acabou fui logo na wikipedia ler sobre o filme, e adorei a ideia de ter 6 livros dela para desbravar. Li  a maioria, com a exceção da Juvenília da autora e o romance epistolar intitulado “Lady Susan”e assisti várias séries e filmes inspirados na autora.  É meio difícil saber o que fazer da sua vida depois que já leu tudo o que podia do seu autor favorito, rss aí você revê tudo até estar disposto a seguir adiante.
Ah, eu já ia me esquecendo! Também sofri influência dos mangás. Acho que não foi algo muito forte na escrita, mas com certeza no desenho (eu também amo desenho^_^, acho que quando eu escrever meus livros vou ilustrá-los). Eu adoro YUYU HAKUSHO, SAMURAI X, SAKURA CARD CAPTORS, INU YASHA, RANMA1/2, NARUTO e MERU PURI.  A forma como eles trataram alguns assuntos me dava muitas ideias de histórias. Uma vez li que Van Gogh se inspirou num tipo de pintura japonesa, e eu bem entendo porque. Edward Said diria que meu comentário é “orientalista”, mas acho que no Oriente, eles tem uma forma de se expressar diferente, e por vezes mais complexa.  Bem, acho que já falei demais de mim e você tem uma biografia literária também?
Beijos,
Aleska Lemos
Séries, Sem categoria

1ª Temporada de Super Girl

 

imagehandlerSinopse: Kara Zor- El é nada mais, nada menos que a prima mais velha do Super Homem. Antes da destruição de Kripton ela foi colocada numa nave espacial para cuidar do primo quando ele chegasse a Terra, mas por um acaso infeliz ela ficou presa durante anos numa zona fantasma e acabou chegando depois de Kal- El (SUPER MAN) encontrando-o já um adulto.

Sem ter alguém para proteger, Kara resolve ser uma mulher normal e viver como uma terráquea com sua família adotiva, até que por um impulso salva um avião comercial e todas as pessoas dentro dele. A partir daí ela toma coragem para viver a heroína que sempre desejou ser.

Minha opinião:

Bem, SuperGirl parece ter sido feita para ser facilmente consumida. Tem aqueles clichés de que lutar pelo bem exige ética, bondade demais contra maldade excessiva e personagem principal muito idealizado. Tudo aquilo que programas dirigidos para adolescentes tem, mas eu até que gostei, confesso.

Supergirl_TV_Series_0001

A trama não é a mais inovadora dos últimos tempos e algumas coisas me incomodam, como várias semelhanças na ambientação da história do Super Homem, por exemplo (sério roteiristas que a Kara precisava trabalhar para a mídia também?E sério que alguém esconde a identidade secreta com óculos de chumbo?), mas a série tem seus pontos positivos.

A primeira vista, Kara parece uma pirralha birrenta que não sabe como lidar com o inimigo, mas também não aceita ajuda de Kal-El e por isso sai fazendo besteira, mas a heroína cresce. Aprende a controlar a raiva, os impulsos e vai melhorando seu estilo de luta kryptoniano. Em outras palavras: se mostra uma heroína de verdade e não uma Sailor Moon que muitas vezes depende do namorado para vencer uma luta (o que eu acho muito injusto com as mulheres).

543496

Gostei também de não terem explorado demais o corpo da heroína. Mulheres no universo das HQ’s tendiam a ser hipersexualizadas e fragilizadas, tipo “você está lá porque tem uma cota para mulheres, mas você não é tão importante assim para a trama”. Acho que era por isso que eu não me interessava por elas na infância/adolescência. Em outras palavras Kara tem minha aprovação.

Fora das questões de gênero, acho que tenho que elogiar também os personagens da história. Não são tão complexos assim, mas não diria que são totalmente planos. Cat Grant, por exemplo é uma FDP adorável (uma das minhas preferidas) e ninguém nunca segura aquela língua. Adoro o fato dela ser rival da Lois Lane e não ter vergonha das próprias inimizades. Kara é boazinha na maior parte do tempo, mas ainda bem que temos kryptonita vermelha para mostrar as contradições dela(risos) porque a vida amorosa da jovem é terrivelmente chata para empolgar.

Touching_Kara_shares_a_moment_with_James_Olsen_Mehcad_Brooks

Os pretendentes da Kara são fofos, mas nenhum em especial tem uma personalidade muito marcante (ok um deles é gato- momento explosão de hormônios), mas os vilões são bem mais interessantes e complexos.

Por fim, acho que vou acompanhar essa série para ver onde essa menina vai parar e se a cara do Super Homem vai aparecer realmente algum dia desses (fico curiosa para saber porque ele sempre aparece borrado ou cortado da cintura para baixo, será que vão fazer uma série dele ainda?)

Filme, Sem categoria

Meu malvado favorito 3

meumalvadofavorito3

Esse domingo fui conferir o terceiro filme da franquia “Meu Malvado Favorito”. É verdade que fui com meu sobrinho, mas convenhamos: essa série é boa demais e qualquer idade se diverte assistindo, em outras palavras, eu estava realmente ansiosa para saber o que os Minions iriam aprontar.

Bem, antes de entrar na história preciso dizer que estava morrendo de medo de me decepcionar. Andei lendo a crítica na internet e algumas pessoas falaram mal, que forçaram uma barra para continuar a história e tal, mas eu discordo: o filme foi divertidíssimo!

IMG_20170702_193819_973
Eu enquadrada com os Minions. Não rir para a foto foi impossível.

Ok, eles usaram a desculpa do irmão gêmeo desaparecido e isso é cliché, mas a forma como construíram Dru foi muito boa e me faz pensar porque demoraram tanto para desenvolverem esse novo personagem. Dru e Gru tem muita química, apesar de serem o oposto um do outro.

Os Minions finalmente fizeram o que deviam ter feito assim que Gru virou pai: uma rebelião. Quer dizer, se eles são criaturas que idolatram vilões ao longo da história da humanidade, não faz sentido  seguirem um cara que desistiu da maldade né? Demorou muito até fazerem o óbvio.  O importante, porém, é que mais uma vez roubaram a cena e suas piadas estavam muito boas.

O vilão, um ex ator infantil dos anos 80, não foi um dos meus personagens favoritos, mas confesso que o estilo deu rendeu um bom caldo musical, com direito a Madonna, Michael Jackson, Dire Straits e muito mais no meio das lutas.

Achei muito bacana que os roteiristas tenham conseguido fazer uma segunda continuação bastante consistente, porque outras franquias como Shrek começaram a perder o viço no terceiro filme (quer dizer o Shrek terceiro foi legal pelo fim do Encantado, mas já achei um pouco forçado, mas “Shrek para sempre” foi terrível). Oremos para que continuem acertando nos próximos!

Meu malvado favorito3